quinta-feira, 16 de julho de 2015

O que esperar de... Preacher: a série de tv


Por:Hds.



Já sabemos que o quadrinho Preacher de Garth Ennis e Steve Dillon será adaptado para uma série e que o canal AMC (de Breaking Bad e Walking Dead ) o bancará sob a produção e direção de Seth Rogen, San Catlin e Evan Goldberg. A notícia foi dada em fevereiro deste ano e vinha sendo acompanhada, como de costume, após o anúncio da Warner de que traria várias produções relacionadas ao universo DC ainda em 2013.

Agora penso que é importante analisar quais são as chances dessa serie vingar, dado o histórico da Warner em produções televisivas. Apesar de Smallville ter sido cultuada ao longo de suas dez temporadas (mas não durante todas elas) a atração do canal WB teve diversos problemas e mudanças forçadas de rumo, além de um incômodo excesso de fan service, deixando as “aventuras do superboy” lentas, enjoadas e difíceis de se acompanhar.

Sendo um leitor de quadrinhos ou consumidor dos produtos derivados dos títulos da DC, você talvez deva saber que a Warner tem uma mania irritante de insistir em ideias, quando elas se mostram rentáveis. Ao ponto de transformar uma série ou filme numa fórmula tão batida que faria até Akira Toriyama ficar envergonhado com tanta repetição.

As animações seguem o mesmíssimo padrão do Batman do início dos anos 90, as séries mudam de estilo de forma brusca durante as temporadas e carregam nos easter eggs. E eu nem preciso falar sobre a “visão Nolan” que os filmes estão tendo atualmente.

É impressionante a cegueira com que boa parte das pessoas aceitam  uma notícia de quadrinhos ou qualquer outra mídia sem procurar prestar atenção nas ideias e nas pessoas envolvidas na produção daquilo. O  que eu vejo o tempo todo é um espetáculo de empolgação impulsiva que, muitas vezes, deixa claro a memória curta que fãs de entretenimento geralmente possuem.

Some isso aos sites “especializados”, blogs, vlogs e redes sociais (a internet é o maior amplificador de propagandas gratuitas da face da terra) pouco interessados em opinião e temos uma avalanche de coisas ruins sendo apresentadas todos os meses.

Pode parecer covardia, mas vamos tomar o exemplo da recém-cancelada série de Constantine e pensar, se mesmo sendo feita em um canal que acolheu todo o sangue de Walking Dead e a escatologia  de Breaking Bad, que preacher  talvez dê errado. Em Constantine tivemos um protagonista fumante que não podia aparecer fumando, um clássico (e sempre dispensável) “tom mais leve” e eis fórmula para o total fracasso.

Será que vamos ver nessa versão toda os elementos adultos, cínicos e engraçados dos quadrinhos bem representados, sem manobras boçais de censura. Ou, de entrada, já devemos tomar como mal-sinal a agenda pateticamente forçada de minorias que os estúdios vêm adotando, empurrando goela abaixo uma atriz negra para fazer o papel da personagem tulipa, quando é óbvio que ela deveria ser mantida no original? E cuidado se você pensa em soltar piu em relação a isso ou pode acabar sendo tachado de racista pelos babacas da onda politicamente correta que infestou todos os meios de entretenimento.


Sinceramente, eu prefiro estar enganado sobre o futuro da serie de Jesse Custer. Os canais americanos parecem estar vivenciando sua era de ouro e com materiais como Game of Thrones e Demolidor sendo possíveis, o melhor é esperar e prestar bastante atenção.


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