sexta-feira, 5 de julho de 2019

A DC CONSEGUIU O QUE QUERIA: ENTERRAR O SELO VERTIGO...

Por: Hds.




Pra quem não é cego e já vinha percebendo os estragos que a DC fez na linha Vertigo essa notícia era previsivelmente esperada. 

A editora anunciou que a partir do ano de 2020 vai substituir três linhas de hqs e entre elas está o selo Vertigo que deixará de existir. Os títulos serão encaminhados ao DC Black Label.

Poucos leitores sabem, até por que boa parte deles está mais preocupada em debater alguma estupidez, mas o fim da Vertigo era inevitável. Não digo isso pelo fato do selo ter algum tipo de "prazo de validade" determinado pela proposta adulta. Ou mesmo por oscilar entre períodos de qualidade e desgaste. Mas sim por que a política da DC Comics (invisível aos mesmos leitores viciados que esbravejam quando mudam as cuecas de um herói, mas são feitos de idiotas pelas editoras) desde o início dos Novos 52 vem o destruindo completamente. 

É comum os americanos ("estadunidense" é meu ovo!) e brasileiros focarem totalmente o interesse nos personagens e eventos, ignorando completamente o que se passa nos bastidores das editoras. Mas eu faço o contrário! Pois é JUSTAMENTE aí que está a informação relevante! Tendo dito isso, nem pensem que eu vou correr pra Wikipedia pra coletar informações idiotas que qualquer aluno de quinta série consegue pra escrever matérias banais e limpinhas. Assim como fazem o UniversoHQ ou o aterro de lixo hospitalar conhecido como Ometete. É por causa deles mesmo que 99,8% dos leitores amebas não sabem que existiu uma figura principal na morte do selo Vertigo: a vaca da Diane Nelson


Diane Nelson foi a doença que matou o selo Vertigo...

Ela se destacou na divisão de cinema da Warner trabalhando na franquia Harry Potter  e em 2009 virou presidente da DC Entertainment. Durante esse tempo houve a mudança da sede da DC para Burbank e em 2011 iniciaram o evento (de bosta) Novos 52. A visão típica dos empresários que descobriram (de forma "genial") que revistas não dão mais dinheiro que filmes preparou o terreno pra essa megera se espalhar. Foi nessa época que vários artistas e escritores saíram da editora putos da vida reclamando da arrogância e mão pesada de Nelson. Entre eles estão George Perez e Paul Jenkins.

Não bastasse a DC dinamitar o universo pós-crise pra por uma aberração de reboot no lugar, alegando que era necessário pra atrair novos leitores, ela ainda adotou uma militância pró-minorias semelhante a da Marvel. Retirou personagens da Vertigo pra atuar no universo dos super-heróis (ideia cretina e que todo mundo desconfiava que ela faria um dia, mas não acreditava que teria coragem pra fazer) como foi com Constantine, Monstro do Pântano e Homem-Animal. Ou seja, a própria política da empresa nesse período deu aval pras cagadas que a loira burra tinha em mente. A DC estava em sintonia com Diane para foder com o selo Vertigo e as decisões dela tiveram livre passagem para provocar o estrago que terminaria por esfacelar o selo.


Essa loira aqui além de não ser burra foi bem competente.

Desde a fundação da Vertigo, o selo mais importante e vitorioso da DC mostrou a que veio com uma bibliografia de fazer inveja a qualquer editora na história dos comics.  Foram centenas de talentos criativos, dezenas de quadrinhos geniais e uma trajetória que mudou as hqs e deixou seu estilo impresso na cabeça dos leitores. 

Até uns três ou quatro anos atrás, apesar de não contar mais com um elenco tão estelar como já teve, a Vertigo ainda mantinha a tradição de trazer opção ao leitor adulto acostumado com temas pesados ou mesmo proibidos nas demais linhas de hqs populares. Foi em 2012 que veio o divisor de águas (de esgoto) que definiria o declínio progressivo da Vertigo: a saída de Karen Berger.

Mesmo do início dos anos 2000 até a segunda metade dos anos 2010, a Vertigo mostrava títulos bons e duradouros. Exemplos disso são Lúcifer e O Inescrito de Mike CareyY O Último Homem de Brian K. Vaughan, Escalpo de Jason Aaron e 100 Balas de Brian Azzarello. Mas a saída de Berger fechava uma história que começou com o próprio faro apurado da editora na busca de novos talentos que resultou na famosa "Invasão Britânica" do mercado americano. Foi ela que trouxe Alan Moore, Neil Gaiman, Grant Morrison, Peter Milligan, Jamie Delano, Garth Ennis entre outros. Se a bagunça que a DC estava em 2011 e a tacanhez de Diane Nelson foram responsáveis por ela pedir demissão, eu não cheguei a descobrir.


De editora/piada com roteiros podres e desenhos feios pintados por colorização computadorizada a Image 
virou uma concorrente para a Vertigo

Enquanto a Vertigo seguia sua trajetória a Image Comics, que durante muito tempo foi uma péssima editora, passou por uma reformulação radical e virou uma publisher de materiais autorais de bastante qualidade. Alguns quadrinhos dela ganharam fama e agradaram leitores adultos exigentes tanto quanto os que o velho selo criado em 1993 lançou. Como exemplos temos: Invencível de Robert Kirkman, Saga do ex-Vertigo Brian K. Vaughan, Lazarus de Greg Rucka, Criminal de Ed Brubaker, Jupiter's Legacy de Mark Millar, Monstress de Marjorie Liu e o que falar do maior sucesso da história da editora, The Walking Dead  também de Robert Kirkman?

A Image de aberração fundada sob a ganância dos novatos artistas saídos da Marvel virou uma ilha de prosperidade, oferecendo maior participação nos lucros de hqs autorais. Isso atraiu diversos nomes de peso da própria DC e gerou um vácuo de criatividade na Vertigo que culminou na derrocada do selo somada ao desinteresse da editora. Após a saída de Berger a DC trocou de editor DUAS VEZES num espaço de sete anos. Enquanto ela passou quase VINTE ANOS como editora lá.


Cairia nas mãos do merdinha do Mark Doyle a tarefa de enterrar o defunto.

A saída de Karen Berger por si só não acabaria com o selo. Até por que ele já estava consolidado e possuía vida própria. E foi naturalmente alguém que estava lá desde a criação que ficou no lugar de Berger, a editora Shelly Bond. Dentro do desgaste provocado por longos anos de gestão incompetente, Bond não poderia fazer muito a respeito da queda de qualidade. Mas certamente não foi esse o pior motivo que viria a aplicar a injeção letal. A proposta do débil mental chamado Mark Doyle é que faria isso...

Em junho do ano passado esse infeliz falou pela DC como novo responsável pela linha e lançou sete hqs que teriam, segundo ele, um caráter "socialmente relevante". Aproveitou pra mentir falando que esse era um "retorno às raízes". 

O resultado é que a DC deixou que esse mongol transformasse a Vertigo numa gráfica de panfletos nojentos recheados de discurso tendencioso e ideológico. Tudo estava lá pra turminha dos justiceiros sociais, ou floquinhos de neve, ou beautiful people, progressistas, você escolhe, espalhado entre as revistas. Os temas eram imigração, feminismo, ataque ao cristianismo, racismo, misoginia, repressão policial, multiculturalismo e liberdade sexual. Tudo embalado em debates viciados e tendenciosismo lacrimejante que, como de costume, é usado pra tentar embasar textos proselitistas. Uma delas nem chegou a ser publicada após petições de cancelamento. Foi Second Coming que contava o retorno de Jesus em tom de sátira. 

O fracasso colossal desses títulos serve hoje como prego no caixão da linha Vertigo.


Obrigado à Vertigo pela inovação, criatividade e diversão que me proporcionou.

E assim temos um fim para uma das maiores linhas de hqs existentes na história dos comics. Ela rendeu séries fantásticas e deixou sua marca na mente de milhões de jovens e adultos em todo o mundo. E se serve de consolo, durou bastante pra nos entreter de maneira brilhante. Que chegue ao fim mantendo a lembrança da qualidade e espanto gerado nos leitores que jamais a esquecerão. Mesmo que esse fim venha pelas mãos de canalhas manipuladores e pela complacência nociva da editora que o criou.

Talvez assim seja melhor...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O QUE GRANT MORRISON PLANEJA PARA GREEN LANTERN?

Por: Hds.


No ano passado Grant Morrison anunciou que escreveria uma fase do Lanterna Verde com desenhos de Liam Sharp. O escritor disse que faria Hal Jordam como um policial que patrulha o setor do espaço pelo qual é responsável, lidando com todo tipo de desafios e que as histórias teriam um tom de "drama policial". Antes mesmo de voltar pra DC ele estava responsável pela revista Heavy Metal. Publicação conhecida no Brasil por ter tido uma versão nos anos 90.

Chegou no final do ano passado até a afirmar que já aprontou uma "2º temporada", dizendo estar cheio de ideias para o herói. Morrison não pretende usar muitos personagens próximos ao herói, concentrando a trama no trabalho como patrulheiro do setor.

Liam Sharp é um artista britânico bem sucedido que já trabalhou na revista 2000AD,  na Marvel, DC e até com o lendário Frank Frazetta. A primeira edição teve a arte dele e saiu em novembro nos EUA.

Arte bonita e detalhada de Liam Sharp

Recentemente é possível ver os desenhos espetaculares de Sharp na série Batman Metal. Admito que nunca reparei muito na arte dele, mas imagino que com um padrão como esse, ele deveria estar ilustrando a fase de Jason Aaron na nova revista do Conan em retorno à Marvel. O detalhismo e a atmosfera escura do traço combinariam perfeitamente.

Com Multiversity Grant Morrison chegou ao limite da experimentação na DC.



Desde a recepção com olhar torto que Crise Final recebeu, eu tenho a impressão que o autor estava cansado. Como é normal acontecer com escritores que já transitam há décadas entra as duas maiores editoras, Marvel e DC. Tanto é que após um dos últimos trabalhos na casa do Superman, Morrison resolveu aceitar o cargo de editor da Heavy Metal Magazine. Mesmo que não seja o caso, Morrison afirmou sobre a escolha do desenhista, que só aceitou escrever esse novo lanterna por que Liam Sharp iria participar. O que poderia indicar um desgaste que já vem de longa data com a política da DC que provocou diversas saídas da editora no período dos Novos 52.

O escocês é conhecido superficialmente pela fama de ser "fora da casinha" e por usar de elementos que vão desde física quântica até ocultismo. Apesar desses recursos nem sempre serem bem recebidos pelos leitores. Na minha opinião, as ideias do roteirista estavam cada vez mais estranhas e disfuncionais. Quase obscuras e tornavam as histórias dispensáveis.

Existe a chance de ele escrever uma série excelente e contribuir com a mitologia do policial esmeralda? Claro que sim. Morrison é talentoso e escreve histórias que valem ser guardadas quando quer. Mas como estamos falando de alguém que admite que escreve sem dar a mínima pra queixas de leitores de hq's, não é recomendável criar grandes esperanças. Resta aguardar.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

CAPITÃO AMÉRICA : O SACO DE PANCADAS DA MARVEL

Por: Hds.




Lembro de que há uns bons anos atrás eu li um texto do blog Kamen Rider (hoje Tokusatsu Mil Grau) chamado: "Homem-Aranha: o rato de laboratório da Marvel". Ele falava sobre as cagadas que a editora vinha fazendo nos primeiros anos 2000 com o personagem. Foi nele que me baseei pra escolher o título desse post. 

Atualmente parece que temos um novo alvo de esculhambação editorial na mira da Marvel, que é o Capitão América. 

Durante o arco de histórias Captain of Nothing Steve Rogers vai abandonar o escudo novamente. Após ele ser envolvido no assassinato do General Thunderbolt Ross, ao invés de tentar provar sua inocência, Steve desiste de ser o Capitão e se entrega à justiça. Agora ele vai ser preso e ficará na Balsa, a prisão para super-vilões mantida pelo governo americano.

E mais uma vez ele enfrenta outra crise de consciência, fica deprimido e resolve se punir. Mas essa lenga-lenga não começou nesse atual período criativo podre em que a Marvel se encontra.

O Homem-de-Ferro começa a confrontar o Capitão América e agir como um boçal sob motivos pouco convincentes

Foi em Guerra Civil, série ultra-aclamada do escritor Mark Millar, que começou a nova desconstrução do super-soldado. No auge da batalha entre heróis que antes se consideravam amigos e parceiros, Rogers constata que a destruição causada fere pessoas às quais ele jurou proteger. E toma uma atitude contraditória: desiste e se entrega. Mesmo estando coberto de razão! Afinal o registro de heróis colocaria a segurança, não só deles em risco, mas de parentes próximos. A transformação ilógica de Tony Stark num pau-mandado contraditório do governo não me convenceu até hoje! Afinal foi o governo que caçou, prendeu e expôs a identidade dos heróis de maneira desumana.

Assim como vários heróis da Marvel o Capitão também foi vítima das ideias imbecis e toscas.

Pra um personagem que já foi transformado até em Lobisomem (!?), não seria normal estranhar que ele servisse de saco de pancadas para roteiristas cretinos. Se a ideia de fazer com que ele perca os poderes pelo sumiço do efeito do soro do super-soldado já soa velha, imagine apelar pra velha pasmaceira do: "eu não me identifico com os valores da América de hoje, portanto abandonarei o escudo". Ai meu saco.....

Lembra dessa fase de merda em que o Capitão usou uma armadura genérica
 que o deixava parecendo um completo idiota?

Desde a badalada Guerra Civil até os dias atuais, foram diversas mazelas pelas quais Steve Rogers passou: teve que fugir e agir na clandestinidade por causa de uma lei draconiana aprovada às pressas pelo governo e apoiada pelos amigos que o traíram. Morreu (coisa básica...) baleado às portas do Capitólio e prestes a ser julgado. Envelheceu pela (adivinhem!) perda do soro. Foi pela zilionésima vez substituído, dessa vez pelo Capitão "Nigga", que está cagando-e-andando para problemas maiores e prefere trabalhar como assistente-social nos guetos. Contrariando toda a lógica foi associado ao nazismo, e por fim, temos ele novamente em outra crise de patriotismo forçada. 

Uma das vezes em que Steve Rogers desistiu de ser o Capitão América e
chegou a mudar de nome virando o Nômade.
Faz mais de dez anos que essa contínua fragmentação da figura do "Soldado Americano Perfeito" começou. E se você desconfia que a causa disso é a agenda podre ideológica que infectou os escritórios da Marvel há (curiosamente) mais de dez anos, eu digo que você está certo. E não me venham com balela de "teoria da conspiração". 

O Capitão está em pleno processo de se juntar aos personagens da Marvel que foram brutalmente desgastados por enredos e plots imbecis. Os X-men, Thor, Homem-Aranha Hulk entre outros já foram avacalhados por histórias patéticas. E no atual panorama insolúvel da editora, o personagem vem tropeçando em meio à repetidos chiliques de "consciência culpada".

Aja como um canalha perto de Steve Rogers e se prepare pra pagar o preço.
O Capitão de "Os Supremos" era macho pra cacete.

Onde está o Capitão visto em The Ultimates? Um cara seguro de seus valores, corajoso ao extremo e que não levava desaforo nenhum pra casa. De personalidade forte o suficiente pra atravessar o cinismo frouxo típico da atual cultura moderna. Assim era o Steve Rogers nessa espetacular série: um homem de verdade e não um bunda-mole.

Mas a Marvel não está interessada nesse arquétipo. O Capitão da nova era da frouxidão deve ser um bosta que não acredita e não trabalha pelo próprio país. Deve ter constantes exames de consciência que (não por coincidência) sempre o levam a rejeitar o modo de vida americano no qual se fez. Tem que duvidar da integridade, da honestidade ou caráter dele mesmo! Tudo em nome de uma abertura capciosa nas convicções do herói, feitas para a cômoda inserção de diarreia moral relativista.

O Capitão América existe para externar o que há de melhor na cultura e no "american way of life". Não faz o menor sentido ele tropeçar em seus próprios ideais por causa de mudanças, tramoias ou crimes vindos do governo americano. Ele é um super-herói e nunca obedeceu somente às ordens de superiores. E nem devia ficar tristinho toda vez que for traído pelo mesmo. Pois a origem dele confirma que as qualidades que tem estão ACIMA disso tudo!

Parece que na visão imunda e tendenciosa dos escritores e editores da Marvel, o Capitão pode ser tudo, menos o patriota convicto que a criação pelas mãos de Jack Kirby determina que seja.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

"O DIA MAIS CARO". A PIADA É VÁLIDA...

Por: Hds

Se você pagar o valor de capa dessa série encadernada está "claro como o dia"
que você não tem o menor respeito pelo próprio dinheiro. 

A Panini, a editora preferida dos mega-bilionários, já colocou em pré-venda o volume DC Deluxe de O Dia Mais Claro, o importante evento da tropa dos lanternas verdes. Esta saga é continuação de A Noite Mais Densa, escrita a quatro mãos por Geoff Johns e Peter Tomasi.

A luz de todo o universo se apagou (blackout universal?) e a morte vitimou diversos heróis. Embora Hal Jordan tenha salvo vários de seus amigos numa batalha, auxiliado pela tropa, o retorno à vida de seus companheiros estaria ligado à aparição da Lanterna Branca que surgiu misteriosamente na Terra. Inicia-se agora um novo confronto que vai promover mudanças em vários super-heróis. A saga tem vários desenhistas, dos quais se destacam os ótimos Aaron Lopresti e o brasileiro Ivan Reis.

O encadernado de luxo proposital chega com 668 páginas, capa dura, papel não informado (couché?), 17,5 x26,5cm e prepare-se pra levar uma punhalada esmeralda: preço de R$193,00!!!!!!

A Panini é tão gananciosa que até parece o Larfleeze, o lanterna laranja, que é
 a criatura mais egoísta de todo o universo DC.

O Dia Mais Claro foi publicada aqui pela Panini originalmente em 2011. Teve 13 edições, sendo 12 delas com 52 páginas, papel lwc e ao todo custou R$70,39. Menos da metade dessa estocada cobrada neste novo volume. O livro anterior, A Noite Mais Densa, teve especificações parecidas em tamanho e acabamento. Mas com 532 páginas e preço de R$125,00. Detalhe: o primeiro foi lançado no ano passado! Assim nenhum engraçadinho pode dizer que o aumento se dá pelo tempo entre as edições. A editora teve a canalhice de cobrar R$68,00 a mais pelas 136 páginas excedentes de Dia Mais Claro! É o valor de uma edição de luxo embutida dentro de um "Deluxe"!

Encadernado de 304 pgs, capa cartão, lwc, somente com histórias de Alan Moore na DC
 e custando R$36,90? Isso sim é que era custo benefício Panini....

Lembram que eu falei que esse livrão foi posto em pré-venda pela editora? Adivinhem agora onde ele está? Isso mesmo! Na toda-poderosa e mal-intencionada Amazon. E se você pensou: "e daí seu chato avarento? Se ele tá na Amazon eu vou arregaçar na compra por causa do descontaço que ela costuma praticar! Hahaha!" Doce ilusão...

Até o momento em que publico essa notícia, esse encadernado que "vale mais que barras de ouro", está EXATAMENTE pelo mesmo preço de capa! De repente a Livraria/Megastore mais amada dos nerds financeiramente irresponsáveis não parece tão boa assim, não? Quer um conselho? Se eu fosse você correria atrás das ediçõezinhas avulsas o mais rápido possível! Mesmo por que elas vão esgotar rápido, são bem bonitas e não vão custar as suas córneas...


Estamos pagando o preço de assistir a geração "cale a boca e pegue meu dinheiro" dominar a internet.

Não importando a qualidade da história, o acabamento da edição, os extras que ela traga, o talento dos criadores responsáveis pela obra ou qualquer outro motivo conveniente que uma editora use pra fazer você desembolsar uma quantia aberrativa como essa, a verdade é que NÃO VALE A PENA!!!

E sabe por quê? Por que, historicamente, os quadrinhos nesse país NUNCA foram tão caros como são hoje! E enquanto os leitores não pararem de financiar essa esculhambação, isso nunca vai acabar.

Eu já disse há muito tempo nesse mesmo blog que se tornou inútil reclamar dos aumentos da Panini. Por isso eu critico os preços pelos valores e não pela política das editoras! Pois eu sei que a própria Panini foi a maior responsável pela aberração em que esse mercado "gourmet" se tornou. Não só se recusando a republicar revistas desaparecidas de prateleiras que eram cotadas a peso de ouro no Mercado Livre. Mas trazendo séries que saíram em formatos baratos totalmente elitizados em relançamentos que levaram anos pra acontecer! A Panini FOMENTOU a especulação e os preços abusivos!

E é por isso mesmo que digo que a piada é válida. O trocadilho que li, e que foi usado por um leitor que comentou sobre o preço imbecil e desnecessário do volume, mostra como o passeio de mãos dadas entre a Panini e a Amazon está arruinando o mercado de hq's.

Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos e Wikipedia.

terça-feira, 17 de julho de 2018

NA EDIÇÃO DE 50 ANOS DA SHONEN JUMP LUFFY E GOKU SÃO OS DESTAQUES

Por: Hds.

Goku deve ter comido a mesma fruta que Luffy comeu pra ficar com essa cara.

A revista em quadrinhos mais emblemática do mercado japonês está completando 50 anos. Estreou em 2 de julho de 1968, sendo inicialmente quinzenal e tornando-se semanal nos início dos anos 70. É  a revista de maior sucesso comercial da editora Shueisha, tendo atingido nos anos 80, a marca de incríveis de 6.5 milhões de unidades vendidas periodicamente. A Jump é, na verdade, uma antologia, funcionando como um título de bestsellers da editora.

O mangá durante boa parte de sua existência foi um sucesso em vendas e público, e ficou amplamente conhecido não só no Japão como no mundo inteiro pelos heróis lutadores voltados para leitores masculinos infanto-juvenis.

E na capa da edição de 50 anos, nada menos que Eiichiro Oda, o criador de One Piece traz uma homenagem ao Goku de Akira Toriyama, aquele no qual Oda admite ter se inspirado para criar o pirata.

A já conhecida poluição visual típica das capas de compilações de hq's para meninos.

Foi nele que justiceiros como Kenshiro de Hokuto no Ken estipularam o padrão do que se tornaria a essência do termo "shonen" no mercado japonês.

O próprio Hokuto no Ken, Dragon Ball, Saint Seiya, Yu Yu Hakusho, Rurouni Kenshin, Hunter x Hunter, Yu-Gi-Oh!, One Piece, Naruto, Bleach, Death Note, Shaman King entre dezenas de mangás famosos foram lançados nas páginas da Shonen, que serviu como uma "vitrine de luxo" pra quem gosta de histórias de ação.

Na Jump, mangakás (quadrinhistas) conhecidos apenas na chamada "terra do sol nascente" se tornaram superestrelas mundiais. Pergunte a qualquer otaku nomes do mercado e ele vai citar: Akira Toriyama, Yoshihiro Togashi, Eiichiro Oda, Nobuhiro Watsuki, Masami Kurumada, Masashi Kishimoto, Tsugumi Ohba entre tantos.

Os maiores astros da Shonen Jump em versão SD.

É por esse motivo que a Shonen Jump deve figurar entre as revistas mais importantes da história mundial dos quadrinhos. Assim como qualquer revista americana ou européia conceituada, pela contribuição à cultura popular de entretenimento. Trata-se de uma publicação que rendeu fartas séries de sucesso e que ganharam milhões de leitores pelo mundo. Séries estas que trouxeram com sido uma infinidade de produtos relacionados, dos quais os animes são os mais cultuados até hoje, e fizeram a diversão de gerações inteiras. Parabéns a essa magnífica revista e vida longa!

sábado, 14 de julho de 2018

MULHER MARAVILHA: O FANTOCHE DO FEMINISMO

Por: Hds.

A Mulher Maravilha de Cary Nord expõe o que todas as mulheres gostariam de ser: bonitas, mas não necessariamente feministas...


A ativista-feminista pró-islã e escritora (ruim) nas horas vagas G. Willow Wilson e o desenhista Cary Nord, vão assumir o título da Mulher Maravilha em novembro a partir do número 58.

O primeiro arco, Just War, mostra Diana indo a um país da Europa pra salvar Steve Trevor, depois de uma unidade militar inteira desaparecer, e acaba topando com Ares

O editor-executivo Dan Didio (que a exemplo de Axel Alonso na Marvel deveria ter sido chutado desse cargo, mas continua fazendo merda na DC há 16 anos) disse que está animado com essa "inacreditável oportunidade" de ter Wilson na M.Maravilha.

A M. Maravilha é uma das poucas personagens que não precisou ser tão distorcida por reformulações tendenciosas, pois ela já foi pensada pra ser feminista desde o começo pelo psicólogo e espertalhão William Moulton Marston. O criador dela afirmava que: "A Mulher Maravilha é uma propaganda psicológica para um novo tipo de mulher que deveria, acredito eu, governar o mundo".

Moulton manteve por um bom tempo uma relação de bigamia com Elizabeth Holloway e Olive Byrne. Algo bastante contraditório pra uma pessoa que notoriamente defendia o feminismo.

Sabendo desses fatos, é totalmente plausível se perguntar: como uma personagem que foi pensada para servir de condutor a um discurso imbecil e feminista tornou-se conhecida no mundo todo? Simples, por que ao longo das décadas posteriores aos trabalhos originais de Marston, diversos escritores emprestaram seus talentos para validar a função dela como personagem de quadrinhos. Deixando de lado toda a asneira ideológica que tornaria impossível fazer com que os leitores gostassem dela!

Assim como na série/crossover da M. Maravilha com o Conan, escrita pela também feminista Gail Simone, G. Willow Wilson pretende usar a personagem como outdoor para sua agenda pútrida. Willow nunca foi uma escritora de quadrinhos, e sim uma militante infiltrada nas redações. Não possui nada relevante assinado com seu nome e seu único mérito foi ter criado uma paródia de super heroína moldada em clichês regurgitados da origem do Homem-Aranha. 

Cary Nord, que ficou conhecido após desenhar histórias do Conan escritas por Kurt Busiek recontando contos originais de Robert Roward, tem um traço mais adequado pra uma personagem feminina que alterna entre uma guerreira e uma embaixadora de dois mundos. Estilizado e minimalista, mas elegante o suficiente para retratar uma Diana bonita e ameaçadora.

Wilson desfrutando de toda a fama, prestígio e riqueza garantidas pela
 cultura ocidental "infiel" na Comic Con NY.

A personagem vem sofrendo nas mãos de escritores que continuam usando da imagem simbólica dela para escrever peças propagandistas. De Gail Simone, passando por Grant Morrison e Greg Rucka, até chegar a contradição ambulante que é G. Willow Wilson. Uma mulher que defende o feminismo, mas ignora sumariamente os abusos cometidos contra mulheres pela religião a qual se converteu desde jovem. Defende o modo de vida e códigos do Corão, mas vive uma vida de estrela da indústria de Comics.

Essa é só mais uma ocasião comum aos dias atuais desse mercado. Assim como a Marvel, a DC continua pervertendo o conceito de seus heróis para atender a uma agenda ideológica. A justiça dos heróis está, quase que completamente, sendo substituída pela "justiça social".

quinta-feira, 21 de junho de 2018

HEROES IN CRISIS É A VERDADEIRA CRISE CRIATIVA DOS COMICS


Por: Hds.


Como uma premissa vazia de significado, um roteirista mediano e super heróis sem motivações  válidas podem originar uma boa história? É uma ótima pergunta. Não podem! Agora esticar uma pasmaceira sem sentido, transformando-a numa trama furada disfarçada de mistério policial, isso já passa dos limites de qualquer falta de vergonha...

Heroes in Crisis é a nova série do roteirista Tom King desenhada por Clay Mann, que mostrará o Santuário, um centro de tratamento psicológico para super-seres. 

Criado pelo Superman, Batman e Mulher Maravilha para ajudar heróis com medinho de violência, o local será o palco de um crime que colocará heróis e vilões (não diga!) como suspeitos.

Até agora pouco foi revelado sobre os detalhes da série ou quantas edições terá. Mas está programada para sair dia 26 de setembro deste ano.

Heróis também são sensíveis como nós! Chuif, chuif. Buááááá...

A origem de uma ideia tão anêmica e autopiedosa vinha sendo maturada na cabeça do escritor já há um bom tempo segundo o próprio.

Por isso mesmo, melhor do que discutir o porquê da DC dar aval pra que mais uma série insípida seja lançada de seus estúdios, é avaliar a pobreza e fragmentação dos argumentos do próprio Tom King tentando validá-la. 

Então vamos colocar chupeta e babador no nosso querido bebezão Tom King e mostrar que ele está errado em borrar as fraudas:

Ele alega que seu principal objetivo com o recorrente tema de traumas decorre de uma iniciativa para alertar a sociedade sobre a violência. Que está usando sua experiência como ex-agente da CIA em ações anti-terroristas para fazer o mesmo nas histórias o que se faz na vida real: orientar pessoas sobre esse mal.

O que o autor está fazendo é mesma coisa que os demais escritores que não entendem como um personagem funciona fazem quando  recebem carta branca da editora para estragá-lo. Nada de "novo" ou "brilhante". As histórias de Peter David no Hulk tem muito mais profundidade psicológica que qualquer material que King tenha feito até agora, por exemplo. O que ele está fazendo é mal-uso deles.

A "grande sacada" do escritor estaria no fato de perceber que heróis teriam que ter traumas e sequelas de batalhas violentas como qualquer combatente teria. Que, assim como soldados que lutaram em guerras, policiais com larga experiencia nas ruas e bombeiros que se ariscam todos os dias, eles sofrem com problemas psicológicos derivados de situações estresse crônico. Mas o que o carequinha desesperado por mostrar serviço com ideias forçadas não cita é que as pessoas que se enquadram nesse grupo de doentes são a MINORIA dos profissionais!

Imagina se todo policial, soldado ou bombeiro acabasse inevitavelmente perturbado ao ponto de ter que recorrer à tratamentos psiquiátricos complexos? Não haveria sequer uma idiota que quisesse seguir essas profissões!

Tanto é verdade, que a maioria absoluta dos profissionais das áreas citadas acima operam em suas profissões com a mesma naturalidade que você, leitor deste blog, sai de casa todos os dias para trabalhar.

O que Tom King faz é o mesmo que, comumente, os artistas munidos de ideologias hipócritas e vitimistas fazem: tratar exceções como se fossem regras!

O pior de tudo é ter que ouvir leitores que se consideram muito "entendidos" e cheios de opiniões burras achando que King é um gênio. Que a ideia do Santuário é algo magnífico, que nenhum outro autor bolou algo tão "óbvio". Os mesmos coitados que concluem: "ele foi um agente da CIA e sabe do que está falando pois viveu na pele". Bando de amebas facilmente impressionáveis...

Lembro de artigo de Mauro Tavares sobre o filme Homem-de-Ferro 3, onde ele acusa essa noção canhestra de que tornar um super herói mais "humano", acaba sempre fazendo com que seja transformado num frouxo, num bunda-mole chorão. Que fazendo assim estão tornando-os mais "realistas". Os leitores atuais estão com a cabeça IMPREGNADA dessa bosta!




Já escrevi vários textos nesse blog sobre histórias da DC e Marvel  que partem de ideias retardadas. Heroes in Crisis é tão vagabunda quantos as outras.

É incrível a teimosia das duas maiores editoras dos EUA em não organizar suas próprias redações. Em não mover montanhas para reunir equipes criativas talentosas (e mantê-las!). Em desorganizar os respectivos universos com reboots, mortes, alterações ridículas e conteúdo ideológico nocivo. Tudo isso na mais patética e falível intensão de desviar daquilo que deveria ser o objetivo principal de toda editora de quadrinhos: PRODUZIR BOAS HISTÓRIAS!!!

Confesso que ando tendo cada vez menos paciência com este nicho de quadrinhos americanos. A Marvel e a DC estão atoladas num fosso cobertas da merda que eles mesmas cagaram. E tentar caçar entre os títulos delas algo que justifique o dinheiro gasto se configura atualmente numa total PERDA DE TEMPO!

Mesmo as poucas hq's que são realmente boas não salvam o panorama geral de nenhuma das gigantes descerebradas do mercado. E o ideal está na já conhecida prática de ler somente mangás e séries fechadas da Vertigo, que não deixam o leitor com o gosto na boca de ter que acompanhar uma maldita novela mexicana podre que não acaba nunca. E isso me faz ter vontade de mandá-las definitivamente À MERDA!

domingo, 19 de novembro de 2017

HOKUTO NO KEN VAI SAIR PELA JBC! OMAE WA MOU SHINDEIRU!!!

Por: Hds.

"Você já está morto..."

Desde março deste ano  haviam rumores de que a editora traria o Mangá de Yoshiyuki Okamura e Tetsuo Hara, mas agora é pra valer. O anúncio foi feito no facebook da JBC e no evento Henshin+ no dia 12 de novembro. 

Hokuto no Ken (Fist of The North Star nos EUA) foi publicado de 1983 a 1988 na Weekly Shonen Jump da Shueisha. Durou ao todo 27 volumes e é considerada a série precursora do estilo shonen como conhecemos hoje.

Capa do volume n°1 original.

Kenshiro é um lutador que desde criança foi treinado junto com vários adversários a fim de se tornar o herdeiro do "estilo marcial perfeito" conhecido como Hokuto Shinken. O herói viaja pelo mundo destruído pós-guerra nuclear enfrentando criminosos em desertos e cidades quase abandonadas. Entre os principais inimigos de Kenshiro estão seus próprios colegas e discípulos de treinamento adotados pelo Mestre Kenryu, que usaram seus poderes para escravizar e saquear os sobreviventes do holocausto. O autor admite ter se inspirado em Mad Max (filme de ficção de 1979 do diretor George Miller com Mel Gibson como protagonista) que influenciou zilhões de produções e na figura de Bruce Lee.

Esta imagem das páginas do mangá mostra que Bruce Lee não foi a única referência.

O mangá rendeu inúmeros produtos, dos quais os mais famosos são a série anime apresentada pela Fuji Tv de 1984 a 1988 (teve o total de 152 episódios). E também a extensa lista de jogos de video game que começou no Famicon e atravessou variadas plataformas até a recente versão para PS4 que deve chegar em 2018.



O escritor Yoshiyuki Okamoto se tornou uma lenda entre os leitores japoneses pelo fato do quadrinho ser o pioneiro no estilo shonen com as características que tem atualmente. Não foi, é claro, o primeiro de ação e lutas. Mas fundamentou o que viria a ser o estilo predominante em TODOS os mangás posteriores! DragonBall, Saint SeiyaYu Yu Hakusho, One Piece, Berserk, NarutoBleach e os demais shonen famosos seguiram a tônica de Hokuto no Ken à risca. Por tanto agradeça a Okamoto em suas orações Otaku por isso! Afinal, foi o pai de Kenshiro que iniciou toda essa febre! O termo shonen deu nome ao estilo, mas foi só com Hokuto no Ken que ganhou essa "identidade" que percebemos hoje.

Okamoto e Hara

O autor é creditado muitas vezes como "Sho Fumimura" e "Buronson". O Buronson não é nada mais que uma corruptela do sobrenome do ator de filmes policiais/western Charles Bronson. Ele teria ganho o apelido por alguém achá-lo parecido com o ator quando jovem por causa do bigode que usa. Uma curiosidade é que Okamoto chegou a trabalhar com Kentaro Miura, o mangaká celebridade criador de Berserker.

Tetsuo Hara, inclusive, tem um estilo bem detalhado. Típico do traço de mangás de ação como os de Miura. O desenhista fez alguns one-shots e prequels baseados em Hokuto no Ken após o final da série.

Kenshiro e seus maiores rivais.

Da época em que a editora Conrad, a JBC e depois a Panini entraram no mercado disputando títulos até agora, vários mangás que os fans apenas sonhavam em ter foram lançados. Fist of The North Star é um deles. Um divisor de águas que faltava na história dos quadrinhos japoneses no Brasil.

A história não é sofisticada. Tem falhas lógicas e até mesmo soluções fáceis que, por vezes tornam as histórias previsíveis e caricatas. Mas são repletas de qualidades que simplesmente desapareceram dos quadrinhos atuais!

Kenshiro impressiona justamente por não ser como os protagonistas tipicamente chorões e complexados que vemos no presente. Ele é carrancudo, fala pouco, tem um senso de justiça incorruptível e estraçalha sem piedade qualquer infeliz que ouse cometer crimes na sua frente, fazendo uso da técnica de pressão dos pontos vitais. Isso tudo no melhor estilo "exército de um homem só" tão comum nos filmes de ação dos anos 80. É por esse motivo que o personagem é FODA PRA CARALHO!!!

A JBC não deu nenhum detalhe da publicação, mas deve liberar algo em breve assim que as negociações de papel, capa e outras frescuras forem aprovadas no Japão. Isso me deixa com uma dúvida tão mortal quanto o Hokuto Hyakuretsu Ken: Qual vai ser o formato do mangá? Vão ser as 27 (alguns dizem ser 28) edições? Ou a JBC vai fazer como a Shogakukan fez e lançar em 14 volumes do formato "Big"? Apesar de encarecer, seria espetacular ver uma coleção menor e mais bonita de Hokuto no Ken. Nem preciso dizer que essa notícia é de lavar a alma de tão boa!!! O ano de 2017 está sendo fantástico e promete fechar com chave de Platina!

Aguardem mais notícias e fiquem com a saudosa abertura do anime. Um dos melhores temas de animes todos os tempos:



Fontes: Wikipedia, JBC Facebook e JBC site oficial.