terça-feira, 17 de julho de 2018

NA EDIÇÃO DE 50 ANOS DA SHONEN JUMP LUFFY E GOKU SÃO OS DESTAQUES

Por: Hds.

Goku deve ter comido a mesma fruta que Luffy comeu pra ficar com essa cara.

A revista em quadrinhos mais emblemática do mercado japonês está completando 50 anos. Estreou em 2 de julho de 1968, sendo inicialmente quinzenal e tornando-se semanal nos início dos anos 70. É  a revista de maior sucesso comercial da editora Shueisha, tendo atingido nos anos 80, a marca de incríveis de 6.5 milhões de unidades vendidas periodicamente. A Jump é, na verdade, uma antologia, funcionando como um título de bestsellers da editora.

O mangá durante boa parte de sua existência foi um sucesso em vendas e público, e ficou amplamente conhecido não só no Japão como no mundo inteiro pelos heróis lutadores voltados para leitores masculinos infanto-juvenis.

E na capa da edição de 50 anos, nada menos que Eiichiro Oda, o criador de One Piece traz uma homenagem ao Goku de Akira Toriyama, aquele no qual Oda admite ter se inspirado para criar o pirata.

A já conhecida poluição visual típica das capas de compilações de hq's para meninos.

Foi nele que justiceiros como Kenshiro de Hokuto no Ken estipularam o padrão do que se tornaria a essência do termo "shonen" no mercado japonês.

O próprio Hokuto no Ken, Dragon Ball, Saint Seiya, Yu Yu Hakusho, Rurouni Kenshin, Hunter x Hunter, Yu-Gi-Oh!, One Piece, Naruto, Bleach, Death Note, Shaman King entre dezenas de mangás famosos foram lançados nas páginas da Shonen, que serviu como uma "vitrine de luxo" pra quem gosta de histórias de ação.

Na Jump, mangakás (quadrinhistas) conhecidos apenas na chamada "terra do sol nascente" se tornaram superestrelas mundiais. Pergunte a qualquer otaku nomes do mercado e ele vai citar: Akira Toriyama, Yoshihiro Togashi, Eiichiro Oda, Nobuhiro Watsuki, Masami Kurumada, Masashi Kishimoto, Tsugumi Ohba entre tantos.

Os maiores astros da Shonen Jump em versão SD.

É por esse motivo que a Shonen Jump deve figurar entre as revistas mais importantes da história mundial dos quadrinhos. Assim como qualquer revista americana ou européia conceituada, pela contribuição à cultura popular de entretenimento. Trata-se de uma publicação que rendeu fartas séries de sucesso e que ganharam milhões de leitores pelo mundo. Séries estas que trouxeram com sido uma infinidade de produtos relacionados, dos quais os animes são os mais cultuados até hoje, e fizeram a diversão de gerações inteiras. Parabéns a essa magnífica revista e vida longa!

sábado, 14 de julho de 2018

MULHER MARAVILHA: O FANTOCHE DO FEMINISMO

Por: Hds.

A Mulher Maravilha de Cary Nord expõe o que todas as mulheres gostariam de ser: bonitas, mas não necessariamente feministas...


A ativista-feminista pró-islã e escritora (ruim) nas horas vagas G. Willow Wilson e o desenhista Cary Nord, vão assumir o título da Mulher Maravilha em novembro a partir do número 58.

O primeiro arco, Just War, mostra Diana indo a um país da Europa pra salvar Steve Trevor, depois de uma unidade militar inteira desaparecer, e acaba topando com Ares

O editor-executivo Dan Didio (que a exemplo de Axel Alonso na Marvel deveria ter sido chutado desse cargo, mas continua fazendo merda na DC há 16 anos) disse que está animado com essa "inacreditável oportunidade" de ter Wilson na M.Maravilha.

A M. Maravilha é uma das poucas personagens que não precisou ser tão distorcida por reformulações tendenciosas, pois ela já foi pensada pra ser feminista desde o começo pelo psicólogo e espertalhão William Moulton Marston. O criador dela afirmava que: "A Mulher Maravilha é uma propaganda psicológica para um novo tipo de mulher que deveria, acredito eu, governar o mundo".

Moulton manteve por um bom tempo uma relação de bigamia com Elizabeth Holloway e Olive Byrne. Algo bastante contraditório pra uma pessoa que notoriamente defendia o feminismo.

Sabendo desses fatos, é totalmente plausível se perguntar: como uma personagem que foi pensada para servir de condutor a um discurso imbecil e feminista tornou-se conhecida no mundo todo? Simples, por que ao longo das décadas posteriores aos trabalhos originais de Marston, diversos escritores emprestaram seus talentos para validar a função dela como personagem de quadrinhos. Deixando de lado toda a asneira ideológica que tornaria impossível fazer com que os leitores gostassem dela!

Assim como na série/crossover da M. Maravilha com o Conan, escrita pela também feminista Gail Simone, G. Willow Wilson pretende usar a personagem como outdoor para sua agenda pútrida. Willow nunca foi uma escritora de quadrinhos, e sim uma militante infiltrada nas redações. Não possui nada relevante assinado com seu nome e seu único mérito foi ter criado uma paródia de super heroína moldada em clichês regurgitados da origem do Homem-Aranha. 

Cary Nord, que ficou conhecido após desenhar histórias do Conan escritas por Kurt Busiek recontando contos originais de Robert Roward, tem um traço mais adequado pra uma personagem feminina que alterna entre uma guerreira e uma embaixadora de dois mundos. Estilizado e minimalista, mas elegante o suficiente para retratar uma Diana bonita e ameaçadora.

Wilson desfrutando de toda a fama, prestígio e riqueza garantidas pela
 cultura ocidental "infiel" na Comic Con NY.

A personagem vem sofrendo nas mãos de escritores que continuam usando da imagem simbólica dela para escrever peças propagandistas. De Gail Simone, passando por Grant Morrison e Greg Rucka, até chegar a contradição ambulante que é G. Willow Wilson. Uma mulher que defende o feminismo, mas ignora sumariamente os abusos cometidos contra mulheres pela religião a qual se converteu desde jovem. Defende o modo de vida e códigos do Corão, mas vive uma vida de estrela da indústria de Comics.

Essa é só mais uma ocasião comum aos dias atuais desse mercado. Assim como a Marvel, a DC continua pervertendo o conceito de seus heróis para atender a uma agenda ideológica. A justiça dos heróis está, quase que completamente, sendo substituída pela "justiça social".

quinta-feira, 21 de junho de 2018

HEROES IN CRISIS É A VERDADEIRA CRISE CRIATIVA DOS COMICS


Por: Hds.


Como uma premissa vazia de significado, um roteirista mediano e super heróis sem motivações  válidas podem originar uma boa história? É uma ótima pergunta. Não podem! Agora esticar uma pasmaceira sem sentido, transformando-a numa trama furada disfarçada de mistério policial, isso já passa dos limites de qualquer falta de vergonha...

Heroes in Crisis é a nova série do roteirista Tom King desenhada por Clay Mann que mostrará o Santuário, um centro de tratamento psicológico para super-seres. 

Criado pelo Superman, Batman e Mulher Maravilha para ajudar heróis com medinho de violência, o local será o palco de um crime que colocará heróis e vilões (não diga!) como suspeitos.

Até agora pouco foi revelado sobre os detalhes da série ou quantas edições terá. Mas está programada para sair dia 26 de setembro deste ano.

Heróis também são sensíveis como nós! Chuif, chuif. Buááááá...

A origem de uma ideia tão anêmica e autopiedosa vinha sendo maturada na cabeça do escritor já há um bom tempo segundo o próprio.

Por isso mesmo, melhor do que discutir o porquê da DC dar aval pra que mais uma série insípida seja lançada de seus estúdios, é avaliar a pobreza e fragmentação dos argumentos do próprio Tom King tentando validá-la. 

Então vamos colocar chupeta e babador no nosso querido bebezão Tom King e mostrar que ele está errado em borrar as fraudas:

Ele alega que seu principal objetivo com o recorrente tema de traumas decorre de uma iniciativa para alertar a sociedade sobre a violência. Que está usando sua experiência como ex-agente da CIA em ações anti-terroristas para fazer o mesmo nas histórias o que se faz na vida real: orientar pessoas sobre esse mal.

O que o autor está fazendo é mesma coisa que os demais escritores que não entendem como um personagem funciona fazem quando  recebem carta branco da editora para estragá-lo. Nada de "novo" ou "brilhante". As histórias de Peter David no Hulk tem muito mais profundidade psicológica que qualquer material que King tenha feito até agora, por exemplo. O que ele está fazendo é mal-uso deles.

A "grande sacada" do escritor estaria no fato de perceber que heróis teriam que ter traumas e sequelas de batalhas violentas como qualquer combatente teria. Que, assim como soldados que lutaram em guerras, policiais com larga experiencia nas ruas e bombeiros que se ariscam todos os dias, eles sofrem com problemas psicológicos derivados de situações estresse crônico. Mas o que o carequinha desesperado por mostrar serviço com ideias forçadas não cita é que as pessoas que se enquadram nesse grupo de doentes são a MINORIA dos profissionais!

Imagina se todo policial, soldado ou bombeiro acabasse inevitavelmente perturbado ao ponto de ter que recorrer à tratamentos psiquiátricos complexos? Não haveria sequer uma idiota que quisesse seguir essas profissões!

Tanto é verdade, que a maioria absoluta dos profissionais das áreas citadas acima operam em suas profissões com a mesma naturalidade que você, leitor deste blog, que sai de casa todos os dias para trabalhar.

O que Tom King faz é o mesmo que, comumente, os artistas munidos de ideologias hipócritas e vitimistas fazem: tratar exceções como se fossem regras!

O pior de tudo é ter que ouvir leitores que se consideram muito "entendidos" e cheios de opiniões burras achando que King é um gênio. Que a ideia do Santuário é algo magnífico, que nenhum outro autor bolou algo tão "óbvio". Os mesmos coitados que concluem: "ele foi um agente da CIA e sabe do que está falando pois viveu na pele". Bando de amebas facilmente impressionáveis...

Lembro de artigo de Mauro Tavares sobre o filme Homem-de-Ferro 3, onde ele acusa essa noção canhestra de que tornar um super herói mais "humano", acaba sempre fazendo com que seja transformado num frouxo, num bunda-mole chorão. Que fazendo assim estão tornando-os mais "realistas". Os leitores atuais estão com a cabeça IMPREGNADA dessa bosta!




Já escrevi vários textos nesse blog sobre histórias da DC e Marvel  que partem de ideias retardadas. Heroes in Crisis é tão vagabunda quantos as outras.

É incrível a teimosia das duas maiores editoras dos EUA em não organizar suas próprias redações. Em não mover montanhas para reunir equipes criativas talentosas (e mantê-las!). Em desorganizar os respectivos universos com reboots, mortes, alterações ridículas e conteúdo ideológico nocivo. Tudo isso na mais patética e falível intensão de desviar daquilo que deveria ser o objetivo principal de toda editora de quadrinhos: PRODUZIR BOAS HISTÓRIAS!!!

Confesso que ando tendo cada vez menos paciência com este nicho de quadrinhos americanos. A Marvel e a DC estão atoladas num fosso cobertas da merda que eles mesmas cagaram. E tentar caçar entre os títulos delas algo que justifique o dinheiro gasto se configura atualmente numa total PERDA DE TEMPO!

Mesmo as poucas hq's que são realmente boas não salvam o panorama geral de nenhuma das gigantes descerebradas do mercado. E o ideal está na já conhecida prática de ler somente mangás e séries fechadas da Vertigo, que não deixam o leitor com o gosto na boca de ter  que acompanhar uma maldita novela mexicana podre que não acaba nunca. E isso me faz ter vontade de mandá-las definitivamente À MERDA!

domingo, 19 de novembro de 2017

HOKUTO NO KEN VAI SAIR PELA JBC! OMAE WA MOU SHINDEIRU!!!

Por: Hds.

"Você já está morto..."

Desde março deste ano  haviam rumores de que a editora traria o Mangá de Yoshiyuki Okamura e Tetsuo Hara, mas agora é pra valer. O anúncio foi feito no facebook da JBC e no evento Henshin+ no dia 12 de novembro. 

Hokuto no Ken (Fist of The North Star nos EUA) foi publicado de 1983 a 1988 na Weekly Shonen Jump da Shueisha. Durou ao todo 27 volumes e é considerada a série precursora do estilo shonen como conhecemos hoje.

Capa do volume n°1 original.

Kenshiro é um lutador que desde criança foi treinado junto com vários adversários a fim de se tornar o herdeiro do "estilo marcial perfeito" conhecido como Hokuto Shinken. O herói viaja pelo mundo destruído pós-guerra nuclear enfrentando criminosos em desertos e cidades quase abandonadas. Entre os principais inimigos de Kenshiro estão seus próprios colegas e discípulos de treinamento adotados pelo Mestre Kenryu, que usaram seus poderes para escravizar e saquear os sobreviventes do holocausto. O autor admite ter se inspirado em Mad Max (filme de ficção de 1979 do diretor George Miller com Mel Gibson como protagonista) que influenciou zilhões de produções e na figura de Bruce Lee.

Esta imagem das páginas do mangá mostra que Bruce Lee não foi a única referência.

O mangá rendeu inúmeros produtos, dos quais os mais famosos são a série anime apresentada pela Fuji Tv de 1984 a 1988 (teve o total de 152 episódios). E também a extensa lista de jogos de video game que começou no Famicon e atravessou variadas plataformas até a recente versão para PS4 que deve chegar em 2018.



O escritor Yoshiyuki Okamoto se tornou uma lenda entre os leitores japoneses pelo fato do quadrinho ser o pioneiro no estilo shonen com as características que tem atualmente. Não foi, é claro, o primeiro de ação e lutas. Mas fundamentou o que viria a ser o estilo predominante em TODOS os mangás posteriores! DragonBall, Saint SeiyaYu Yu Hakusho, One Piece, Berserk, NarutoBleach e os demais shonen famosos seguiram a tônica de Hokuto no Ken à risca. Por tanto agradeça a Okamoto em suas orações Otaku por isso! Afinal, foi o pai de Kenshiro que iniciou toda essa febre! O termo shonen deu nome ao estilo, mas foi só com Hokuto no Ken que ganhou essa "identidade" que percebemos hoje.

Okamoto e Hara

O autor é creditado muitas vezes como "Sho Fumimura" e "Buronson". O Buronson não é nada mais que uma corruptela do sobrenome do ator de filmes policiais/western Charles Bronson. Ele teria ganho o apelido por alguém achá-lo parecido com o ator quando jovem por causa do bigode que usa. Uma curiosidade é que Okamoto chegou a trabalhar com Kentaro Miura, o mangaká celebridade criador de Berserker.

Tetsuo Hara, inclusive, tem um estilo bem detalhado. Típico do traço de mangás de ação como os de Miura. O desenhista fez alguns one-shots e prequels baseados em Hokuto no Ken após o final da série.

Kenshiro e seus maiores rivais.

Da época em que a editora Conrad, a JBC e depois a Panini entraram no mercado disputando títulos até agora, vários mangás que os fans apenas sonhavam em ter foram lançados. Fist of The North Star é um deles. Um divisor de águas que faltava na história dos quadrinhos japoneses no Brasil.

A história não é sofisticada. Tem falhas lógicas e até mesmo soluções fáceis que, por vezes tornam as histórias previsíveis e caricatas. Mas são repletas de qualidades que simplesmente desapareceram dos quadrinhos atuais!

Kenshiro impressiona justamente por não ser como os protagonistas tipicamente chorões e complexados que vemos no presente. Ele é carrancudo, fala pouco, tem um senso de justiça incorruptível e estraçalha sem piedade qualquer infeliz que ouse cometer crimes na sua frente, fazendo uso da técnica de pressão dos pontos vitais. Isso tudo no melhor estilo "exército de um homem só" tão comum nos filmes de ação dos anos 80. É por esse motivo que o personagem é FODA PRA CARALHO!!!

A JBC não deu nenhum detalhe da publicação, mas deve liberar algo em breve assim que as negociações de papel, capa e outras frescuras forem aprovadas no Japão. Isso me deixa com uma dúvida tão mortal quanto o Hokuto Hyakuretsu Ken: Qual vai ser o formato do mangá? Vão ser as 27 (alguns dizem ser 28) edições? Ou a JBC vai fazer como a Shogakukan fez e lançar em 14 volumes do formato "Big"? Apesar de encarecer, seria espetacular ver uma coleção menor e mais bonita de Hokuto no Ken. Nem preciso dizer que essa notícia é de lavar a alma de tão boa!!! O ano de 2017 está sendo fantástico e promete fechar com chave de Platina!

Aguardem mais notícias e fiquem com a saudosa abertura do anime. Um dos melhores temas de animes todos os tempos:



Fontes: Wikipedia, JBC Facebook e JBC site oficial.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

JACO - O PATRULHEIRO GALÁCTICO PELA PANINI

Por: Hds.

Jaco ainda é pouco conhecido pelos fans de Toriyama no Brasil.

A Panini lançou neste mês de outubro o aguardado mangá Ginga Patrol Jako de Akira Toriyama. Desde junho a editora havia anunciado a hq que conta a história de Jaco, um alienígena da Patrulha Galática que veio à terra pra evitar um ataque. Após sofrer uma colisão conhece Omori, um velho cientista que secretamente trabalha numa máquina do tempo pra salvar sua esposa e amigo. Apesar de ser contra a lei galática interferir no tempo, Jaco ajuda o cientista até que sua nave seja consertada. A trama se passa dentro do mesmo mundo de Dragonball.

O mangá começou a ser publicado em outubro de 2013 na Weekly Shonen Jump e durou 11 capítulos. Dos quais um é dedicado aos pais de Goku do já mundialmente conhecido Dragonball. São 248 páginas, formato 13,7x20cm, papel jornal e preço de R$13,90 com um só volume.

Essa nave do patrulheiro lembra a Epoch do sucesso de Super Nintendo: Chrono Trigger.

Desde o fim de Dragonball, Toriyama produziu diversas séries curtas. Mas quando questionado se voltaria a fazer outro mangá de longa duração, o japa sempre respondeu que "não tinha a menor intensão". Alegando que não queria ficar preso ao trabalho duro novamente.

O design do artista continua muito característico. É impossível bater o olho numa ilustração dele e não reconhecer automaticamente. E com Jaco não é diferente, embora o traço tenha ficado mais "limpo" e "plástico", a meu ver, com as cores digitalizadas.

A estréia do herói na capa (sempre poluída) da Shonen Jump de aniversário de 45 anos.

A Panini já encerrou a saga de Goku e trouxe de volta Dr. Slamp. Mas também poderia republicar todos os mangás que a Conrad havia lançado. Como: Marusaku, Cowa!, Nekomajin, Sandland entre tantos outros que ainda não saíram no Brasil. Alguns destes também estão situados no mesmo universo de Dragonball. 

Apesar da vagarosidade da editora em trazer mais trabalhos do autor recluso para as bancas nacionais, o patrulheiro azul tem tudo pra se tornar mais popular daqui pra frente. Até por que não foram poucas as participações dele em outras séries, jogos de videogame e até no novo anime Dragonball Super. Como já aconteceu com Arale , a menina robô criada por Akira. O problema é que a Panini, segundo dados da loja Comix Book Shop, resolveu (novamente) estragar o edição com um maldito papel jornal vagabundo! Que droga Panini! Já que as séries pós DB são pequenas, por que não fazer um volume bonito com capa cartão e papel off-set? Jaco tem UMA SÓ edição!

Pois bem, o que importa é que os fans vão poder conferir a história. Agora fiquem com uma cena de DB Super. Onde Jaco tenta bancar o "engraçadinho" logo com a Bulma e se dá mal! Até mais!


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

BRIAN MICHAEL BENDIS SAI DA MARVEL, VIRA EXCLUSIVO DA DC E...QUEM SE IMPORTA?

Por: Hds.

Bendis é um bom roteirista, que se fosse esperto o bastante teria pulado fora da Marvel antes dela ficar toda zoada...

Este vai ser um dos textos mais fáceis que já escrevi para este blog. Mesmo por que o tema aparenta ser uma "bomba" dentro do mundinho maçante e estático da indústria de comics. Mas não passa de um fato corriqueiro.

Depois de quase 17 anos dentro da Marvel escrevendo a maioria do elenco de estrelas da editora, Brian Michael Bendis saiu da "Casa das Ideias". E não só fez isso como já assinou contrato de exclusividade com a DC, depois de uma nota burocraticamente escrita para definir o quanto sua passagem pela empresa foi importante. O quanto formou sua carreira profissional ou sobre o amor que tem pelos personagens com os quais trabalhou. Esse tipo de obviedades.

Comunicado oficial da DC confirmando que Bendis consta no time da editora agora.

Não estou bancando o machão "insensível" quando digo que não me espantei de maneira alguma com a notícia. É que eu não ligo mesmo! 

Você pode ter certeza de que nos EUA devem estar pegando fogo as redes sociais nerds e fóruns de discussões inúteis acerca da saída do escritor, que por mais de uma década foi o símbolo da Marvel. Mas é claro que isso ia acontecer um dia! Pegue a biografia de qualquer profissional de hq's experiente e famoso, mesmo que a qualidade de seu trabalho seja duvidosa, e constará certamente diversas empresas por onde passou. A Marvel, inclusive, não foi a primeira onde o careca trabalhou. Só foi aquela onde construiu sua reputação!


Escrever o maior herói da Marvel explodindo nos cinemas por si só já faria a fama de qualquer escritor certo? Errado. Bendis se tornou aclamado pelos bons roteiros e volume de trabalho gigante.

Mas pros leitores borrarem as calças de excitação, ainda temos a virada "escalafobética" que foi o gordinho ir correndo assinar um contrato de EXCLUSIVIDADE com a DC. É muita "emoção" pro coraçãozinho dos fans...
Justo o roteirista que costumeiramente era visto em longos embates via internet, defendendo a editora como um verdadeiro fanboy apaixonado. Lembram do "vale-tudo" do Bendis com Grant Morrison e demais artistas?

Lembro que a primeira vez que ouvi falar do escritor foi na segunda encarnação da revista Wizard Brasil nº 11 (Panini). Nessa edição trouxeram uma matéria que enaltecia a carreira e os trabalhos do autor. Aliás, "enaltecer" não seria a palavra certa pra descrever a babação de ovo descarada dos redatores americanos com Bendis. Hábito esse que pode ser devidamente comprovado, caso se confira a entrevista com Rob Liefeld ainda na antiga versão pela editora Globo.

Na matéria da Wizard podem ser pescadas verdadeiras perolas da boca do próprio escritor:

Questionado sobre o personagem Batman, Bendis mandou na lata que provavelmente nunca escreveria nada do morcego pois: "não sinto pelo Batman o mesmo que sinto por outros personagens". Eu reconsideraria se fosse ele! Afinal de contas as coisas mudaram "um pouco" de figura e os DCmalas logo estarão cobrando que ele prepare algo pro cruzado de capa!

Outra impagável foi a resposta sobre como se enxergava no mercado de comics: "Não sou o sujeito mais poderoso. Esse posto é do cara que compra gibis, pois foi quem votou em mim". Que frase comovente do carequinha não? O curioso é que quando os leitores da Marvel soltaram fogo pelas ventas por causa das merdas que ele, sob o aval da editora, fez com diversos heróis. Ele cagou pros mesmos "caras que compram gibis" quando eles "votaram" por jogar toda as mudanças no lixo!

Invasão Secreta, A Era de Ultron e Guerra Civil 2 foram execradas pelos leitores mais severos.

Não me levem a mal. Eu considero Brian M. Bendis um escritor talentoso. Ele tem pontos muito positivos como saber escrever histórias bem amarradas. Ter sacadas interessantes sem apelar pra excessos de retcons. Escreve bons diálogos. Tem uma boa noção de como os personagens funcionam e conhece a cronologia básica de cada um deles. Além disso, mesmo sendo prolífico, mantém um bom nível de qualidade. Algo que falta na maioria dos roteiristas de hoje.

Mas em compensação, às vezes põe conversas demais e ação de menos. Tenta encaixar ideias forçadas que desvirtuam os heróis. Inicia sagas megalomaníacas que prometem algo bombástico e entregam tédio. E o pior de tudo: contribuiu para descaracterizar personagens sendo anti-profissional e acenando a cabeça para as aberrações propostas pela Marvel.

Nada pessoal gente! São só negócios...

É evidente que uma movimentação como essa dá uma agitada no panorama bucólico da indústria nos EUA. Que na maioria das vezes fica restrita aos eventos banais de sempre. Embora o "equilíbrio da balança" esteja pendendo mais pra DC no momento. Isso é certo! 

Deve haver uma legião de fanáticos das duas editoras se indagando neste exato segundo: "Meu Deus!!! Imagina o que ele vai fazer na DC?". Sei lá, talvez o mesmo feijão-com-arroz que vinha fazendo na Marvel? O que eu sei é que essa novidade vai beneficiar mais o próprio Bendis. Sendo que ela pode reacender o interesse dos fans que já andavam ressabiados pelas cagadas que o autor vem fazendo de uns anos pra cá.

Brian Michael Bendis teve um começo excelente na Marvel. Fez coisas muito boas e outras ruins, mas o problema é que foi se tornando cada vez mais desleixado e condescendente.

É possível que dessa reviravolta na carreira do escritor surja algo empolgante? Com certeza! Mas vou fazer aqui vai uma "premonição" para os leitores impressionáveis e inexperientes.Uma notícia vinda do futuro que vai abalar as estruturas da indústria de quadrinhos:


BOMBA, BOMBA, BOMBA!!! BRIAN M. BENDIS RETORNA À MARVEL!!!


Fontes: Comic Book Resoucers, Wizard Brasil e Wikipedia.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

THE WALKING DEAD RETORNA PELA PANINI

Por: Hds.

A Panini nunca perdeu tempo quando se trata de esfregar na cara o fracasso de outra editoras. Tanto que o 1° volume da série já está em pré-venda. Nem esperou o "cadáver" esfriar!

A Panini esteve no evento Zombie Walk São Paulo pra revelar que adquiriu os direitos de The Walking Dead,  aproveitando também o período propício do Helloween para fazer o anúncio.

A série, que teve o retorno apresentado num post do Facebook da editora, continuará de onde a editora HQM parou com volume 19. Mas também será iniciada do 1° volume: Dias Passados. O novo formato é o tradicional 17x26cm (os da HQM eram de 16,5x24cm), papel off-set, capa cartão, preto e branco e preço de R$36,00. O número de páginas não foi informado ainda, mas a hq sai com o título original. Os roteiros são de Robert Kirkman e os desenhos de Tony Moore e, posteriormente, Charles Adlard.

O encadernado de estreia chega em livrarias e lojas durante a CCXP - Comic Con Experience 2017, que acontecerá de 07 a 10 de dezembro no São Paulo Expo.

A capa da 1° edição da Panini é a mesma desta da HQM. 

A HQM iniciou TWD em maio de 2006 com o nome "Os Mortos Vivos" (péssima escolha de nome), teve 18 volumes. Com uma média de 148 páginas, capa cartão, papel off-set, em preto e branco e com preço que começaria em R$29,90 e chegaria à abusivos R$41,90. Sendo que o valor de estreia do primeiro encadernado já eram bastante caros naquela época. A coleção encerrou-se em setembro de 2015 tendo uma média de apenas dois volumes lançados por ano. Uma frequência baixíssima para uma saga tão longa.

A HQM errou em reiniciar a série.

Além da coleção de encadernados, a HQM quis aproveitar o hype da série de TV estreada em 2010 nos EUA e que gerou uma febre também no Brasil, para lançar uma série mensal. Com o nome original, papel lwc, 32 páginas, preto e branco e preço bastante aceitável de R$3,90. A HQM cometeu um erro supondo que seria uma boa reiniciar o quadrinho dessa maneira, com a série nos EUA passando do número 100. Levaria uma eternidade para concluí-la por aqui e o custo final seria bem maior que a coleção de livros. Mesmo assim, a revista durou 48 edições. Foi Publicada de outubro de 2012 até fevereiro deste ano. Em junho deste ano a editora divulgou uma nota decretando o fim dos dois formatos. A editora Panini não esclareceu se pretende continuar as mensais.

A coleção de The Walking Dead é um desafio pro bolso de qualquer leitor.

O site HQManiacs foi criado em 2001. A editora foi fundada no final de 2005 e publicou material americano que esteve fora das bancas nacionais desde a década de 90 como Spawn, e Concrete de Paul Chadwick. Trouxe revistas inéditas da famosa editora Valiant como X-O Manowar. Séries da Image Comics com InvencívelBone e Estranhos no Paraíso. Obras de autores daqui como Leão Negro e até mangás.

Apesar de se tratar de uma editora pequena, não podemos dizer que a HQM fez um trabalho ruim até aqui. O futuro da editora ainda não está claro, mas é provável que ela acabe se tornando uma das muitas "editoras zumbis" (sem trocadilho) assim como a Conrad e a Pixel Media, que após passarem por dificuldades sumiram e nunca mais voltaram a ser nem sombra do que foram um dia. O próprio site que deu origem à editora perece estagnado desde junho do ano passado e os responsáveis ficaram incomunicáveis num período que relatei num post de abril de 2016. Infelizmente, a situação não está nada boa pra editora e é difícil prever se ela vai se recuperar.


Apesar dos percalços a HQM chegou longe com TWD e fez, sim, um bom trabalho.

A equipe editorial teve a visão de perceber que The Walking Dead, seu maior sucesso, era um quadrinhos divisor de águas e catou a revista antes mesmo da série de tv estourar. E antes das outras editoras, inclusive a tapada da Panini, que nunca teve lá um tato apurado pra descobrir hq's. Vide os erros  na escolha de séries da Vertigo como Despertar e Coffin Hill. O quadrinho é constantemente citado como sendo melhor que o seriado. O que eu não duvido em nada que seja verdade, já que o ritmo dos episódios são lentos e atendem a mudanças provocadas pelas típicas "demandas" dos espectadores. É muito compreensível que uma empresa pequena sofra com a recente crise econômica ao ponto de anunciar ( como fez em julho deste ano) que encerraria sua série de maior sucesso e longevidade. E a queda da HQM faz um grande mal ao mercado de quadrinhos que anda cada vez mais limitado ao "dueto" Panini/Amazon.


A Panini por sua vez está acostumada a pegar títulos que morreram nas demais editoras e terminá-los. E não será diferente com TWD, que apesar de extremamente longa (atualmente está no n°173!) vai acabar sendo concluída daqui há alguns anos. Mesmo que os leitores tenham que adquirir os volumes um por um em lojas on-line por causa do alto preço de capa. 


Acredito que mesmo depois de tantos anos The Walking Dead continua sendo relevante e merece ser comprada. Nem sempre temos condições financeiras ou nem sempre uma hq que volta é trazida num formato adequado. O papel off-set da Panini, na minha opinião, foi uma escolha sofrível. Tendo em vista o tamanho da série, um lwc seria muito melhor, pois reduziria a gramatura deixando a coleção mais fácil de guardar. Mas é claro que ter TWD de volta, desde o começo e saindo por uma editora que já finalizou tramas intermináveis como Fábulas (22 volumes, fora os especiais!) é uma boa notícia. Fiquemos atentos para ver, na prática, qual vai ser o futuro do apocalipse zumbi mais famoso do mundo do entretenimento.

.
Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos, site HQManiacs e Wikipédia.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PIADA PRONTA: GAIL SIMONE NO 1º CROSS-OVER DE CONAN E MULHER MARAVILHA



Por: Hds.
O cross-over dos personagens é inédito nos quadrinhos

Em setembro, a DC Comics em parceria com a Dark Horse vai lançar uma minissérie onde o bárbaro de Robert Ervin Howard e a amazona vão atuar juntos. A série terá seis edições, roteiro assinado por Gail Simone e desenhos de Aaron Lopresti.

Conan foi criado em 1932 (85 anos) e a M. Maravilha em 1941 (76 anos), e por incrível que pareça nunca foram publicados numa mesma história. Na trama, Diana e Conan vão ser escravizados pelo vilão Dellos e abrigados a lutar em arenas.

Aposto que você viu essa imagem e pensou: "vai ter um romance entre os dois?"

É justamente pelo fato desse encontro nunca ter acontecido que é uma verdadeira desgraça ter caído logo nas mãos de Gail Simone.

Simone é conhecida pelas ideias feministas e faz questão de trazê-las para seus quadrinhos. Costuma subir em palcos de convenções mundo afora palestrando sobre "empoderamento" das heroínas nas grandes editoras. Também costuma marcar presença nas redes sociais sempre debatendo sobre o papel das mulheres nas hq's. Esse tipo de leseira pra gente que não gosta de quadrinhos de verdade e só vê nesse meio uma forma viável de fazer militância.

Apesar de ter escrito uma fase da guerreira Red Sonja, isso não gabarita a escritora a  assumir um projeto desse calibre. Simone não tem obra alguma que se destaque, ou seja listada sequer entre os melhores da década passada.

Um encontro como esse poderia render uma história muito boa, mas não pelas mãos de Gail Simone.

Qualquer leitor que tenha experimentado ler sequer um arco de Conan do Dream Team: Roy Thomas, John Buscema, Barry Windsor-Smith, Alfredo Alcala, Esteban Maroto, Neal Adams, Gil Kane, Dick Giordano, Ernie Chan, Frank Brunner entre tantos talentos excepcionais, deve ter ficado abismado com a qualidade. E não esqueço de Joe Jusko com sua sequência inacreditável de capas para The Savage Sword of Conan. Sendo assim, como não pensar que a maior vítima dessa empreitada vai ser (novamente) o bárbaro?

Conan nesse nível aqui você não verá nem tão cedo...

E agora chegou a vez do personagem sofrer nos dedinhos roliços e engordurados de Gail Simone. A justiceira feminista (e por isso mesmo) totalmente avessa à visão clássica da criação de Howard. Com direito aos comentários favoráveis da turminha de pela-sacos do site Terra Zero, afirmando que Lopresti e Gail são: "duas das pessoas mais preparadas para contar uma história da M. Maravilha e do Conan". É de foder mesmo...

Esse é um daqueles casos em que nem se precisa cogitar o resultado. O máximo que teremos aqui, a despeito de qualquer otimismo caolho, é uma historinha besta, adequada às "correções" criativas broxantes feitas pela roteirista. Nem os desenhos de Aaron Lopresti parecem salvar o que aparenta ser um desastre anunciado, já que são bem leves e não possuem a atmosfera ideal para batalhas e sangue voando.

O que eu posso dizer sobre isso? Bem, eu tenho que ser curto e grosso: Fiquem bem longe dessa pilha de bosta!!!

Gail simone afia sua espada para castrar Conan.

Fontes: Comic Book Resources, Wikipedia e Guia dos quadrinhos.