quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A REVISTA JUIZ DREDD MAGAZINE É FINALMENTE CANCELADA, E JÁ VAI TARDE!



Por:Hds.


Mais sorte para você da próxima vez. E que essa "próxima vez" seja num encadernado!


Acabo de ler no site Terra Zero a notícia de que a revista do Juiz Dredd vai ser cancelada no número 24.Juiz Dredd Magazine foi anunciada pela Mythos em abril de 2013.E logo no início festejavam a presença de autores como;Alan Moore,Dave Gibbons,Brian Bolland,Pat Mills,Dan Abnett,John Wagner,Carlos Esquerra entre outros.

Como de costume a mídia em geral noticiou o lançamento da nova revista com a costumeira profundidade de uma sessão de fofocas entre lavadeiras.Muitos elogios rasgados e a  puxação de saco costumeira com a qual vários dos auto-proclamados “jornalistas de quadrinhos” recebem algum trabalho posto em bancas por seus compadres do mercado nacional.

Mas já naquela época eu percebi que ter uma nova edição com material da 2000AD publicada pela Mythos não seria lá motivo pra comemorar tanto assim.Quem conhece a editora sabe que ela é famosa por enfiar a faca(ou seria um cutelo?)nos leitores com preços descaradamente altos e qualidade muitas vezes nem tão altas assim.Pelo jeito o tempo que o co-fundador Hélcio de Carvalho passou trabalhando na Abril não serviu para lhe ensinar qualquer noção de mercado,pois parece que a sua editora não sabe o que é produzir uma edição que não pese no bolso.Excetuando as linhas da Bonelli tudo é estupidamente caro.

Em maio de 2013 temos então a primeira edição que daria início a uma série mensal.De cara dá pra perceber que houve um risco em escolher o formato magazine.Por que diabo lançar um título encabeçado por um personagem desconhecido dessa nova geração nesse padrão,se o formato 17x26cm já estava devidamente estabelecido e seguro nas bancas?É sempre assim,se a Mythos puder decidir por um formato para se publicar conteúdo especial,com certeza vai escolher o mais extravagante.

Temos na edição um total de seis histórias,o que poderia logo impressionar e fazer com que o título caísse no gosto dos aventureiros que comprassem.Isso se,somando todas elas não chegássemos ao risível número de 68 páginas apenas!E é claro,embaladas em um “convidativo” precinho de R$10,90.Para esculachar de vez,temos uma capa que faz questão de expor o nome de Alan Moore(que só pode ter sido gravado à ferro em brasa no layout básico das capas,sendo que o nome do autor consta em TODAS elas até o atual número 23!)

Isso acabou se revelando uma isca fajuta pra pegar os trouxas que esperavam por histórias canônicas do “mago das tramas infalíveis”.Os mesmos compradores que viram na presença de Moore uma oportunidade de ler ótimas aventuras,foram os que deram com a cara na parede.Pois tiveram que se contentar apenas com historinhas curtas e esquisitas liberadas em migalhas.Isso deveria bastar para esses leitores saudosistas aprenderem de vez que o velho modo de fazer revistas mix é o suficiente para demolir qualquer expectativa de sucesso.Mesmo que seja de uma linha com conteúdo tão bom como foi a 2000AD.E incluir séries novas como Nikolai Dante,Área Cinzenta,Áquila e Distorções Temporais não ajudou em nada.

No texto escrito por Leandro Damasceno,ele começa dizendo que a duração da revista foi  “criminosamente” curta e que ela serviu de alternativa aos super-heróis.Certo,certo.Eu não preciso repetir o porquê dela ter durado tão pouco,mas vamos deixar bem claro que esse argumento besta de “opção aos heróis” é pura conversa fiada de quem tenta parecer culto cuspindo no mercado mainstream de HQs.O mesmo mercado que nos rendeu durante toda a vida mais de 90% do que foi publicado de bom até hoje.Afinal de contas você conhece alguma criança que começou a ler quadrinhos com Luther Arkwright?

Depois citam os nomes de séries novas e consagradas que seriam bem melhores aproveitadas se tivessem suas histórias lançadas em encadernados.E também de histórias  de Moore que não foram reeditadas nem na Europa.Se é assim deveriam ter lançado um título com material do escritor em volumes reunindo todo aquele que saiu pela 2000AD.E não espalhar contos de oito páginas ao longo das mensais.

O Editor de JDM,Pedro Bouça,contou ao site 2000ADBrasil;”o formato mix está irremediavelmente superado”.Quem nos dera!É só notar quantidade dele nas bancas para notar o contrário,e saber que toda vez que a Panini,por exemplo,quiser por pra rodar mais uma de suas “revoluções editoriais” haverá uma profusão de títulos mix em que só na matemática torta e conveniente da editora o leitor pagará menos por mais páginas.

O que se lê a seguir é uma sequência de piadas involuntárias.Bouça mostra sua irritação dizendo que; “quando eu precisava que divulgassem a revista ninguém mexia um dedo”.E Damasceno continua,fazendo um Mea Culpa pelo fato do Terra Zero não ter feito eco aos discursos sobre a importância da revista,que sofria o risco de ser extinta.Falando ainda,que é preciso dar apoio a quem milita em ajuda aos leitores que tentam evitar o fim da revista.

Vamos ver se eu entendi bem.A Mythos adquire os direitos de materiais da 2000AD e resolve publicar em uma edição cara,com poucas páginas e com histórias escolhidas por ela,e não pelo leitor,e ainda vem botar a culpa nos próprios consumidores pelo fato deles não “militarem” em causa da Juiz Dredd Magazine.Quem disse que nós temos que pagar pela imbecilidade das editoras?Quem disse que elas tem o direito de escolher por nós o formato e o conteúdo das HQS lançadas no país?

Peguem o exemplo de J.Kendall que quase foi cancelada,mas se recuperou graças a uma campanha feita pela própria Mythos.Então alguém poderia perguntar o porquê disso não ter sido feito com a revista do Juiz.É bem simples,J.Kendall não custava caro e só publica histórias da personagem.

Nunca ficou bem claro se as licenças pagas em quadrinhos americanos e europeus são caras e o quanto elas custam.Mas o sujeito que vai até a banca comprar não tem nada a ver com isso e nem tem que se preocupar se a editora que publica lançou uma tiragem mais baixa para evitar prejuízo.Se ela não pode arcar com a despesa de lançar a revista de modo acessível então não lance!

Nota-se que no final da notícia é adiantado aos leitores que sairá o encadernado Juiz Dredd Nas Garras Do Juiz Da Morte.Mas espere aí, isso não desmente completamente a viabilidade do formato mix defendida anteriormente pela editora? Ou seja,a Mythos como qualquer outra editora dá voltas para acabar admitindo a culpa por um problema que ela mesma faz sempre questão de criar.

Fontes:Zero Hora, Guia dos Quadrinhos e HQManiacs.






terça-feira, 1 de setembro de 2015

A PENOSA TRAJETÓRIA DE UM SAMURAI



Por:Hds.



É no mínimo estranho que depois de tantos anos dos mangas sendo publicados no Brasil,e de terem se confirmado como um estilo ágil e empolgante para toda uma nova geração de leitores existam tão poucas histórias sobre os samurais que efetivamente deram certo no nosso mercado.

Acredito que isso se deu pelo fato de,no início,serem lançados somente mangas ligados aos animes exibidos nas redes de TV.Ali predominavam o estilo shonen com Dragon Ball,Yu Yu Hakusho e Cavaleiros do Zodíaco.Temas como período dos Samurais só seriam explorados quando o público desse material fosse amadurecendo.

A editora Conrad que foi justamente quem iniciou o boom dos mangas no Brasil,também foi a primeira a lançar séries no estilo Gekigá ou Seinen como são chamados atualmente.E o primeiro título nessa linha a surgir foi Vagabond.

O manga de Takehiko Inoue lançado em 1998 é baseado no livro de Eiiji Yoshikawa;Musashi,e conta a história do samurai mais famoso do Japão.Logo de cara o autor fez questão de deixar bem claro que a saga de Miyamoto Musashi não seguiria fielmente a história oficial dos livros de escola e nem mesmo a da versão de Eiiji.

Apesar disso,o manga apresenta  uma qualidade de artes e roteiros excelentes e fisgou diversos prêmios dentro e fora de seu país de origem.Os desenhos de Inoue são absurdamente detalhados e entregam um conjunto de narrativa  belíssima.Cenários ricamente ilustrados dão um clima de passagem de tempo lenta e contemplativa.As sequências de lutas são dinâmicas e transmitem uma tensão que insiste em ficar suspensa no ar.Como se o resultado das mesmas fossem sempre o mais dramático possível.E tudo isso sem necessariamente “seguir a história dos documentos oficiais”.


A ideia da Conrad de trazer justamente Vagabond para as bancas brasileiras não poderia ser mais acertada,estabelecendo um precedente para os títulos adultos publicados entre os quadrinhos japoneses aqui.

Mas alguns problemas na trajetória da revista começaram logo cedo.Pois,se a editora da revista Herói foi a pioneira em vários detalhes que seriam aclamados pelos leitores(como a publicação em sentido ocidental,padrão de qualidade bom e tradução passável respeitando a língua nativa dos mangas),também foi ela quem trouxe outras conhecidas dores de cabeça aos leitores(como o mal-fadado meio-tanko,censura descabida e cancelamentos sem o menor aviso nem respeito com os consumidores).

Algumas pessoas acham o desenvolvimento dos arcos lentos demais.Outras entendem que é melhor assim,pelo fato de permitir uma progressão quase que “degustativa” da atmosfera ambientada no Japão antigo.Por isso mesmo,a decisão de publicar uma jornada tão longa(e já naquela época sem previsão de acabar)em meio volume da versão japonesa foi uma ideia burra logo de cara.

É fácil pensar que o que ajudou a Conrad a se estabelecer no mercado foi a qualidade inegável que colocava em suas edições(boa parte delas em papel off-set).Mas liberar edições de apenas cento e poucas páginas por mês tornava o acompanhamento delas ainda mais arrastado e frustrante.Publicar arte de Takehiko Inoue em papel jornal ou couché deveria ser considerado um crime(sendo que seu desenho refinado e detalhista fica espetacular num papel o mais branco possível).Então seria melhor(mesmo na certeza de um aumento considerável no preço de capa)ter lançado logo em volumes completos.E com essa atitude poderia ter-se aberto até um precedente para títulos do gênero adulto.

A primeira série da revista durou exatas 44 edições mensais até ser bruscamente interrompida para que uma nova fosse iniciada,em papel pólen e formato(alardeado como o melhor do mundo em acabamento até então)e luxo custando R$25,00.A exemplo de DragonBall,Vagabond sairia em Kanzenban(o que seria no caso o ”volume definitivo”)e acabaria sendo igualmente cancelada.Sacaneando completamente os leitores que acreditaram na editora ao ponto de pagar o ostensivo preço cobrado.

É muito importante prestar atenção no fato de que ao longo do histórico desse mercado,o comprador de quadrinhos brasileiro foi irresponsável e cinicamente ferrado com decisões imbecis e egoístas como essa.Alguma vez os donos de empresas como a Abril,Conrad,Globo ou JBC pensaram que tudo que elas tem;locações,equipamentos,máquinas,energia,água,salário dos funcionários e etc,saem do bolso de crianças e adolescentes.Que inocentemente,esses mesmos consumidores depositam sua confiança(muitas vezes não merecida!)nas revistas simplesmente por pura paixão pelos personagens mostrados ali?

O mais impressionante nisso tudo é que a Conrad não cancelou o manga pela questão da proximidade com os volumes japoneses,e sim por que simplesmente quis!Algo do tipo;Ah!vocês estão comprando isso aqui há anos religiosamente?Danem-se!Resolvemos ordenhar a licença do título de novo e deixaremos todo mundo chupando o dedo como um bando de idiotas!Respeito ao leitor pra quê,né mesmo?Quadrinhos são um PRODUTO como qualquer outro dentro dos mercados e indústrias brasileiras.Mas,para as editoras,os leitores nunca foram CONSUMIDORES e elas acham que podem arrancar dinheiro deles com manobras completamente escrotas e desonestas.Afinal de contas crianças não costumam reclamar ou dar queixa no Procon quando são lesadas,certo?

Sendo assim,quem gostava das andanças do samurai de Takehiko Inoue ficou num labirinto sem saída com uma coleção gigantesca emperrada no número 44.E outra coleção cara descontinuada ainda no número 14.Que bela merda hein,dona Conrad?

Então,depois de quase CINCO longos anos temos a alegria de ver o retorno do manga pela Nova Sampa.Ela fez questão de anunciar com o aval de Marcelo del Greco(que havia entrado no time da editora após ter saído da JBC),que seria respeitado o formato dos encadernados da Conrad,só que custando agora “agradáveis “ R$40,00.Muita gente deve ter pensado;”Bom,pelo menos ela vai ser continuada...”.Mas,parem pra pensar no rastro de asneiras que foi feito até agora!De que jeito podemos dizer que a publicação de Vagabond foi sequer proveitosa para os pobres coitados que tiveram a ideia de acompanhá-la?

Pra piorar tudo ainda mais o próprio Marcelo del  Greco voltou para a JBC.Ou seja,uma das pessoas responsáveis por trazer a revista de volta pulou fora do manga,quem ocupa o lugar  dele agora é Douglas Souza.Cujo primeiro anúncio sobre a revista no Anime Friends 2015 foi de que sua publicação está suspensa pelo fato de ter vendido ridiculamente mal(segundo ele perto de 300 exemplares).Notem que a editora não conseguiu trazer a versão meio-tanko,deixando quem a tem com uma coleção inútil.Será que alguns deles ainda acreditam que um dia ela vai ser completada?Duvido muito.

Dentro deste cenário desolador temos uma editora incompetente que gerou uma verdadeira bola de neve grotesca e quase impossível de enfrentar.Uma passagem de direitos autorais desastrosa,sendo que a Sampa sequer conseguiu prosseguir com as histórias.E considerando que a atual crise econômica empurrou as principais empresas do ramo de bancas e livrarias para uma situação complicada,a Sampa terá ainda mais buracos pela frente para tropeçar.

E depois de toda essa tragicomédia ainda é possível dar risadas(mesmo que involuntárias)de alguns leitores e “formadores de opinião” no mercado de quadrinhos que insistem em defender essa ou aquela editora.Vagabond não é nenhum caso especial,mas somente mais um entre os diversos casos de quadrinhos que receberam um tratamento de descaso.E que,em casos como o da cultuada Preacher da vertigo,ficou a cargo do velho jogo de empurra-empurra dos mesmos tratantes de sempre do mercado editorial no Brasil.

É necessário que os leitores de hq’s,sejam de DC,Marvel ou mangas,aprendam com esses reprováveis exemplos.Tentem perceber o quanto uma editora precisa ser desorganizada para fazer com que um sucesso no mundo inteiro,como é essa história,fracasse desse jeito!.Ao invés de achar que "isso é coisa do mercado nacional".E parem de aceitar que os problemas como cancelamentos,formatos toscos,preços impraticáveis e planos editoriais destrambelhados sejam transferidos para justamente quem não tem nada a ver com isso;o leitor.

Agora nos resta torcer para que o autor não se recuse por um longo tempo a liberar os direitos,tendo em vista o passado lamentável de fracassos anteriores.Talvez alguma editora,mesmo que não seja a Nova Sampa,resolva Lançá-la em formato igual ao de sagas como Berserk e Rurouni Kenshin(papel off-set e preço entre 14,90 e 16,90),que são bem mais viáveis para uma série com a qualidade de Vagabond.Eu ainda espero ter o prazer de saber onde termina a jornada de Musashi.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CHECKLIST COMENTADO: AGOSTO DE 2015


Por:Hds.


Arqueiro Verde nº1:mensal,formato 17x26cm,148 páginas,R$16,90. (roteiro de Jeff Lemire e desenhos de Andrea Sorrentino)


Infelizmente ainda não li nada escrito por Jeff Lemire,mas futuramente quando a panini tiver vontade de publicar essa fase do arqueiro com certeza comprarei.Levar em conta os elogios que ela recebeu lá fora não serve de medida para saber se vale a pena,afinal,tanto nos EUA como aqui temos sites tendenciosos resenhando materiais como esse o tempo todo.Mas a verdade é que Lemire vem se destacando entre leitores do selo Vertigo.

Outro ponto interessante é notar que os personagens do tipo vigilantes estão em alta na DC.Isso torna o universo desses heróis mais variado e menos dependente de enredos  lunáticos sobre viagens dimensionais e alienígenas.Lembra bastante o que a Marvel já vinha fazendo com a linha Marvel  Max.Jeff Lemire aparentemente conseguiu renovar o arqueiro com histórias sofisticadas e ainda desenhadas pelo competente traço de Andrea Sorrentino.

Multiverso DC nº3:formato 17x26cm,148 páginas,R$16,20.


Multiversity se encontra ainda em publicação e fica quase impossível dizer até onde o autor Grant Morrison vai levá-la.Digo isso,tanto no quesito duração quanto nas pretensões dele.A DC Comics é a conhecida casa das sagas mais embaralhadas,confusas e esburacadas sobre os universos paralelos existentes na editora.

E se alguém acha que dessa vez Morrison vai facilitar fazendo uma história linear,pode esquecer.A saga vai acontecer em tantos lugares,envolvendo tantos personagens e eventos acontecendo em tempos diferentes que vamos precisar ler umas 18 vezes para poder entender alguma coisa!

A Panini por sua vez continua “ajudando” os leitores incluindo conteúdo irrelevante (embora a editora vá negar) só pra encarecer a edição e estendê-la desnecessariamente.

Hellblazer Infernal volume  5-Amor Impuro:formato 17x26cm,172 páginas,R$23,90.

Nesta edição constantine “anda pelas ruas amargurado” pela perda de Kit,que resolve voltar para Belfast.Com a guarda baixa o mago(mestre na fina arte de encher o saco dos outros com piadinhas)vai acabar topando novamente com o Rei dos Vampiros.

Eu preciso dizer aqui que simplesmente detesto atualmente os desenhos de Steve Dillon.Na época em que li boa parte dessas histórias não me incomodava tanto,mas agora só consigo ver os defeitos no traço.Composição pobre de cenários,falta de detalhes básicos,ângulos de cena repetitivos,elaboração de personagens previsíveis que deixa todos eles com a mesma cara.Como se fossem todos parentes da mesma família.

Ainda acho que a série perdeu muito com a saída de Will Simpson.Ele pode não ter um estilo bonito,mas seu desenho é bem variado e propício para o clima de terror grotesco que por vezes surge em Hellblazer.Com certeza é bem melhor que ver todos os rostos idênticos que Dillon faz,em que parece que as figuras tem síndrome de down.No mais,os roteiros de Garth Ennis continuam bons e garantem a qualidade.

A Saga do Monstro do Pântano volume 5:formato 17x26cm,172 páginas,R$23,90.

Depois da longa e excelente saga Gótico Americano seguem as histórias do monstro.Essas histórias já são bem conhecidas dos leitores mais velhos da Vertigo.Por isso é claro que ter edições dela sempre à disposição é bom.Mas  a editora Panini deveria realmente ter lançado a saga em papel LWC,e ter tido um cuidado maior com a distribuição da revista.

Os editores não podem nem sequer dizer que programaram uma publicação com uma tiragem calculadamente menor,pois se trata de um título extremamente popular e é obvio que venderia bem em qualquer região.Aqui na minha cidade tive uma dificuldade tremenda para encontrar os volumes(acabei perdendo o volume 3.E olha que estou falando de uma capital conhecida em todo o país!)que estão sempre em falta ou atrasados.

Nunca fui com a cara dessa bela porcaria de distribuição setorizada.Afinal de contas como a editora quer convencer o publico de que vai manter certas obras permanentemente nas bancas e livrarias se ela não consegue sequer entregar um título fortemente aguardado como esse com segurança?

O Inescrito-Apocalipse 1:Histórias de Guerra:formato 17x26cm,132 páginas,R$19,90.


Apesar de ter começado com esta série somente a poucos meses,fiquei impressionado e satisfeito com as “aventuras de Tom Taylor” escritas por Mike Carey.Ao escritor devo uma das melhores surpresas dentro do selo Vertigo que tive em anos.As histórias tem um clima agradável sem ter que apelar de modo algum para as típicas baixarias usadas por certos escritores da mesma linha.

Os desenhos de Peter Gross são inventivos,se adaptando perfeitamente a cada passagem dos personagens.Que vão desde o terror até o universo das fábulas infantis,tudo isso sem perder o bom-senso nos diálogos e eventos que ocorrem.

Recomendo a você que está um tanto cansado de tipos anti-heróis malzinhos e bocas-sujas,que se tornaram quase que exigência para se ler a Vertigo nos dias de hoje.

Miracleman nº9:formato 17x26cm,52 páginas ,R$7,50.


A editora Panini para nossa alegria(e daqueles que ainda pensam que Alan Moore é o maior escritor da história da civilização humana)continua usando o seu conta-gotas para colocar mais uma edição de Marvelman nas bancas.É uma pena que ao adquirir uma edição,por mais atenção com a qual se leia não conseguimos terminar de ler num tempo abaixo de 5 minutos.

O que acontecerá com Mike Moran após a morte do doutor gargunza?Leiam esta maravilhosa (e curta)aventura  e descubra.Mas prepare o Sonrisal para a azia das historinhas  de encher linguiça e todo aquele indesejado material extra!

Vinland Saga nº10:revista bimestral,formato 13,7x20cm,208 páginas,R$13,90.


Depois de ter uma experiência não muito proveitosa com Berserker,que acabou esgotando a minha paciência com o manga de Kentaro Miura.Fiquei de saco cheio da enrolação,dos desenhos precários(e por vezes até bizarros),de alguns personagens (vocês sabem de quem estou falando,aquele maldito elfo estúpido!)e uma certa falta de rumo nas tramas,acabei desistindo delas na 6º edição.E não me importei nem um pouco.Resolvi dar chance a um mangá bem mais interessante e bem trabalhado;Vinland Saga.Fiquei muito satisfeito com os roteiros bem elaborados,feitos sob um trabalho de pesquisa decente sobre os vikings.

Protagonistas e coadjuvantes bem trabalhados e retratados com  o ótimo traço de Makoto Yukimura.A qualidade das ilustrações não decaem durante as histórias e não sofrem de vícios comuns em hq´s japonesas como figuras iguais e preguiça nos cenários desenhados.A história flui bastante,tendo seus eventos dispostos de maneira natural e bem aplicados.As sequências de ação são espetaculares e movidas por motivações convincentes,diferente de Berserker.

Logo que conheci este quadrinho procurei correr atrás dos volumes antigos espero que ele continue evoluindo como vem fazendo.

O incrível Hulk-Gritos Silenciosos:formato 17x26cm,200 páginas,R$34,90.


Arco feito nos anos 90,com Peter David nos roteiros e Dale Keown nos desenhos.O hulk se junta com outros heróis para evitar uma invasão de outra dimensão e de quebra enfrentar um maligno plano dos Skrulls.Depois dessa sinopse tosca no estilo da época,só me resta dizer que aqui temos um hulk bem escrito no estilo das sequências de histórias do sempre competente Peter David.

Naruto Gold nº1:revista bimestral,formato 11,4x17,7cm,216 páginas,R$16,90.


Essa é a chance que leitores de várias idades tem de começar a acompanhar as histórias de Naruto Uzumaki; um garoto alegre e desproporcionalmente entusiasmado,que movido por uma motivação mais rasa que uma poça d’agua enfrentará as mais inacreditáveis batalhas.Brincadeiras à parte Naruto é uma opção tão clara quanto Dragon Ball para quem só quer ler uma longa(prepare seu bolso amigo!)e empolgante aventura.

EDEN nº1:formato 13,5x20,5cm,total de 9 volumes,450 páginas,R$39,90.


Assim como Naruto,listado aqui com atraso,Eden está sendo lançada em formato especial(entenda-se:caro!)compilando dois volumes em um.A revista escrita e desenhada por Hiroki Endo foi publicada de modo desastroso pela Panini(leitura ocidental em meio tanko totalmente podre!)entre 2003 e 2008.

Eden acontece num futuro distópico onde os protagonistas Enoa e Hana sobrevivem à uma epidemia que matou boa parte da população humana.É um mangá adulto e cheio de temas políticos,traições e violência gráfica.O que pode ser boa ideia para quem quer um manga de curta duração que não vai prendê-lo por vários anos. Por fim acabo com o checklist de agosto,até o próximo mês.


Fonte de pesquisa:Universo HQ.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A FALTA DE OBJETIVO E SERIEDADE DOS VLOGUEIROS E BLOGUEIROS DE QUADRINHOS



Por:Hds



Não considero a insatisfação humana um sentimento ruim.Se você tem alguma admiração pela capacidade intelectual das pessoas,deve ter percebido que as mais variadas figuras de destaque na história mundial foram pessoas inquietas e atentas a detalhes que passavam despercebidos pela grande maioria das pessoas.

Dentro e fora do mundo do entretenimento,existem milhões de criações que foram feitas partindo da simples ideia de que “isto aqui poderia ficar melhor se fosse feito assim...”. A maioria das pessoas realmente possuem uma tolerância absurda ao processo de repetição e eu fico impressionado com a predisposição delas ao aceitar isso. A explicação mais cabível para esse fato não pode ser outra se não preguiça e acomodação.

A internet serviu de via rápida e eficiente para uma propagação de bilhões de sites, blogs, canais de vídeo e redes sociais. E boa parte deles acabaram fazendo com que você descobrisse que a rede mundial é maravilhosa para se consumir conteúdo direcionado para o público ávido por diversão, e também que, para tirar proveito dele você terá que atravessar um maremoto de porcarias que inundam os sites de busca. E é claro que com os quadrinhos não seria diferente.

Tendo por base a minha própria experiência em buscar informação sobre hqs na internet, posso dizer que foi exatamente o sentimento de total insatisfação que me fez criar este blog. Pois tive de perambular exaustivamente por um deserto de atraso mental, empolgação infantil, senso de humor tosco e falta de noção mínima de como se deve transmitir informação para um público de nicho como o dos leitores de quadrinhos.

As Crianças que tanto gostam de Quadrinhos.

Começamos a gostar de quadrinhos bem cedo, crescemos com eles e aprendemos que nem só de super-heróis, tiras e turma da mônica são feitas as boas histórias. Mas por que quando olhamos de perto as pessoas que leem e produzem conteúdo vemos que a mentalidade delas evolui tão pouco?Alguém me explique por que o entusiasmo burro e o desinteresse por uma informação mais profissional e crítica são quase uma regra entre os donos de blogs, sites e vlogs?

Se você lê um post qualquer, ele provavelmente vai falar de algum evento cretino de uma grande editora que pretende reformular todos os personagens somente para torná-los mais apelativos e mal-escritos do que já estão. Só que o sujeito que o escreveu vai estar ocupado demais babando em cima das fotos de divulgação para prestar atenção em detalhes desagradáveis e opinar de forma sensata sobre os mesmos.

Vlogs e PodCasts são geralmente usados como um tipo de “palco de apresentação de palhaços”, onde temos que aguentar gente sem graça tomando o seu tempo com piadinhas babacas e cheias de referências que somente fans de hqs vão entender. Às vezes temos uma troca de xingamentos bestas dignos de uma sala de aula de quinta série. E adivinhe se no meio disso tudo sobra espaço para pesquisa, informação cuidadosamente coletada ou mesmo um conteúdo bem elaborado? É claro que não. Eu tenho uma teoria de que o povo brasileiro sofra de um tipo de auto-ilusão coletiva em que acredita ser o país com a população mais engraçada da face da terra, quando na verdade passa bem longe disso. De que outra forma explicar o porquê de tanta gente desesperada para chamar a atenção para si próprio ao invés de concentrá-la no conteúdo do trabalho?

A Falta de Postura e Originalidade

Eu não sei em que tábua sagrada está escrito que se alguém falar de algo que gosta, seja lá de que mídia ela venha, deva fazer isso de forma forçadamente alegrinha e com um entusiasmo ingênuo que beira a demência. Não estou dizendo que o texto deva parecer um obituário sem senso de humor. Quero dizer que se essa turma que gosta de jogos, hq´s, séries e filmes fizessem algo mais centrado, no mínimo, sairiam na frente de 80% da mesmice que encontramos por aí. Parcerias com outros sites é bem vinda quando não altera a qualidade do original. E não adianta ficar mendigando visitas ou fazendo piadinhas sobre como seria bom ser bancado por um patrocinador e ganhar presentinhos. Isso não soa engraçado, é só vulgar e merecedor de pena.

Os temas são um assunto crucial. O ideal é abordar de tudo um pouco, pois matérias e vídeos feitos só pra mostrar o último (de vários) teasers daquele filme que vai sair somente em 2018 pode parecer bombástico. Mas é bom lembrar que ele provavelmente será postado em outros trocentos lugares. Pensar que o veículo no qual você divulga informação é seu, e afinal de contas o seu gosto é que prevalece e dane-se os outros, vai transformar-lo num ermitão orgulhoso da própria imbecilidade. Se você tem alguma intenção de soar original deve pesquisar bastante antes de sair replicando notas do Bleeding Cool, CBR,Newsarama e oferecer uma opinião séria, independente de acabar fazendo algumas inimizades.

Matérias e Vídeos não são Trabalhos de Conclusão de Curso

Alguma vez você já leu um review ou matéria que parecia um catálogo de lista telefônica ou manual de instruções de tão chato que era? Exatamente o oposto do besteirol engraçadinho existe também. A impressão que tenho é a de que sempre vai haver idiotas que acham que quadrinhos podem “divertir educando”. Sinto muito dizer para esses coxinhas estúpidos, mas as crianças e jovens leem revistas justamente pra fugir, como o diabo foge da cruz, da mazela bocejante que são os livros didáticos. Sendo assim, professores e pais enjoados e comportadinhos: deixem elas em paz!

É bem comum ver indivíduos rastejantes por reconhecimento, tentando dar um “ar acadêmico” a uma abordagem nos comics pelo qual ninguém pediu. Escrevendo duzentas linhas de texto completamente pedantes e tentando discorrer sobre aspectos sociológicos e políticos descartáveis a um meio de entretenimento leve e agradável como esse. Tudo isso com o simples intuito de reforçar o desbotado e retrógrado pensamento de: “por favor, levem minhas revistinhas a sério. Elas na verdade são obras de arte sem o devido mérito concedido pelas pessoas!!!”. Prefiro me alegrar pelo fato dos quadrinhos serem ótimos do jeito que são, sendo “somente para entreter” e não tentar puxar o saco de ignorantes pra me sentir aceito por uma maioria de acerebrados.

Entendam de uma vez: Menos é Mais

Na pressa de corresponder aos seus parceiros de mídia muitos blogueiros entulham com banners, links, imagens, pop ups, comerciais e filminhos a página inicial. Geralmente isso torna a navegação tão agradável e límpida quanto mergulhar num aterro sanitário! Instintivamente prefiro visitar sites com visuais práticos e simples, sem que fiquem brotando caixas e telas que atrapalham e tentam empurrar produtos para os quais não dou a mínima atenção. Isso vale pra todos eles, inclusive os mais acessados.

Do mesmo jeito que retirei essa ideia do “menos é mais “ de uma das citações de Steve Jobs que me lembro, também posso lembrar da teoria da “dispersão após os dez primeiros minutos” da qual muitos vlogueiros parecem não ter conhecimento. Tornar um vídeo de análise ou notícia interessante depende da mistura certa de tempo e informação apresentadas.

Achar que reunir leitores em comum tagarelando sobre o que acham sobre um herói ser mais forte que o outro não torna um debate bom de ser visto. Vídeos curtos demais passam a visão de que o sujeito ali não tem nada mais completo para transmitir. Criar quadros variados e repletos de curiosidades ajuda a fisgar e manter a preferência do espectador. O segredo, na verdade, não é segredo. É embasamento e esforço mesmo!

Deixei o ponto mais visceral para o fim; a opinião. Se qualquer que seja o Youtuber quiser se destacar entre os milhares que existem recomendo demonstrar uma capacidade refinada de notar detalhes dentro desse mercado. Uma intuição para pinçar temas populares e não acabar se tornado esnobe. Ligar a câmera e sair falando sobre o que gosta nisso ou naquilo já não vai atrair nem uma mosca pro seu canal sem que seja mostrado um bom domínio do assunto. Canais com tipinhos deslumbrados e dando chiliquinhos entusiasmados (alguns fazendo papel de retardados) multiplicam-se aos montes por aí.

Resenhas, Análises e Reviews são mais importantes do que todo mundo pensa.

Se acima demonstrei a cultura de desleixo com que os quadrinhos são tratados exatamente por quem mais declara seu amor incondicional pelos mesmos, pegue agora esse desleixo e multiplique por dez.

O hábito em comum que todo leitor de hq´s tem, sem medir o seu grau de envolvimento, é o de ter que tirar o seu dinheiro do bolso para comprá-los. Então por que em toda a internet só o que vejo são irresponsáveis usando critérios absurdamente vazios e tendenciosos para indicar alguma compra? É justamente nessa hora que uma relevante e cuidadosa avaliação se faz necessária, afinal é o seu salário ou mesada que pode estar indo ralo abaixo!

Vamos considerar que a maioria dos colecionadores assistem e leem exclusivamente em sites campeões de acessos. Eles vão dar de cara com aqueles exatos bananas que indicam um quadrinho esquisito iraniano impresso em papel tipo papelão e tinta de caneta esferográfica com desenhos pavorosos, que provavelmente recebeu o Eisner de hq mais chorona e emotiva sobre a condição humana. A propósito, alguém ainda acha o Troféu Eisner infalível?

A qualidade das resenhas no brasil ainda pode ser mais deplorável se levarmos em conta a burrice e fanatismo por certas figuras famosas (Alan Moore é Alan Moore e merece notas altas somente pelo nome, certo?) ou histórias enxaguadas em babação e elogios nada tímidos (quem se lembra da santíssima trindade; Watchmen, Sandman e Cavaleiro das Trevas? Revistas velhas suspensas em altar por fans chatos e intransigentes).

Adeptos da máxima “cale a boca e leve meu dinheiro” geralmente me dão embrulho no estômago. Dispensável dizer que ganhar reais nesse país é uma tarefa cada vez mais difícil com o valor da moeda submersa em inflação, mas parece que esse fato nunca será o suficiente para pôr juízo na cabeça dos bobalhões da comunidade quadrinhística. Encadernações estourando os recordes de custo. Detalhes cuidadosamente colocados, como capa dura e extras inúteis. Truques fajutos induzindo o leitor a ter um escândalo caso não consiga garfar a sua edição especial de luxo por “humildes “ R$69,90, R$89,90 ou R$120,00 reais.

O consenso da massa de consumidores nunca vai tornar tudo isso mais aceitável. A linguagem de fã incondicional se tornou banal e insuficiente para comunicar dentro da rede mundial. Pelo jeito já passamos realmente da hora de superar a nossa mentalidade de criança com trocados sobrando no bolso e começar a assumir uma responsabilidade melhor sobre nosso tão amado hobby.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

HALO JONES PELA MYTHOS E ZETMAN PELA JBC



Por:Hds.




A Balada de Halo Jones:Roteiro de Alan Moore e desenhos de Ian Gibson,Formato 18,7x25,9,208 páginas,capa dura e preço de R$69,90.

A editoara Pandora Books lançou este título em fevereiro de 2003,e agora a Mythos resolveu trazê-la de volta em 2015.A primeira encadernação também continha todas as edições da saga da heroína do século 50,só que custava caro para o padrão capa cartão em preto e branco.

A nova edição vem com todos os requintes ovacionados pelos leitores mais velhos e fãs de Moore e fazem com que você tenha que pagar a bagatela de R$69,90 para poder ler a história finalmente colorida.Como é de prática das editoras brasileiras,a casa de Tex e Juiz Dredd(conhecida por enfiar a faca no leitor quando o assunto é preço de capa)recobre uma revista da década de 80 com requintes e pompas irrelevantes para um quadrinho antigo.

A hisória deve ter atrativos sequer de uma boa aventura(o que sempre é bem vindo),mas sendo lançada dessa forma torna sua aquisição desvantajosa.A mythos deveria ter cogitado a possibilidade dessa série já ter perdido metade do impacto que teve quando foi posta em bancas à doze anos atrás.


Zetman:Masakazu Katsura nos roteiros e desenhos.248 páginas.formato 12x16cm.preço de R$17,50.
Eu não tive sequer um contato prévio com Zetman.Seja através de notícias,pelo hype(que sinceramente eu não sei se ela teve)ou vendo o anime.Por isso não tenho uma noção do quanto ele foi esperado.Cheguei a ler algumas páginas do manga e a primeira coisa que me incomodou foi o formato menor em comparação a uma edição comum da JBC.Depois veio o desgosto de notar o papel jornal do miolo e a dúvida do por que diabo as páginas coloridas serem bem melhores(me foge o nome agora,mas ele é bem lustroso e mais espesso que o LWC).

Lembro que vendo o vídeo review do canal Central Hqs(vá conhecer o vlog!eu recomendo!) ouvi o Fernando Bedin dizer que a editora “ariscou” ao lançar o manga nesse padrão,mas na verdade ela fez foi uma grande asneira mesmo.Se você parar pra pensar,vai perceber que a própria JBC tem projetos de lançar revistas bem melhores e mais importantes que Zetman.Um bom exemplo disso é Akira que vem sendo aguardada por uma legião de leitores há uma eternidade.

Então por que a editora escolheu fazer isso?Pra talvez ir acostumando o leitor aos tempos difíceis que estão por vir na situação econômica do país?Ou é bem provável que ela só tenha errado a mão mesmo.É comum ver editoras de manga lançando títulos em papel barato para depois(quando o manga fizer sucesso)lançar em off-set(como foi o caso de Berserk).Por isso não tem justificativa,nem lógica que se sustente.


Zetman pode até ser uma boa série,mas sugiro ao leitor mais experiente que tenha paciência.Pois quadrinhos ainda melhores estão pra chegar,e pode ter certeza que eles vão manter nossas carteiras ocupadas por um bom tempo.

domingo, 2 de agosto de 2015

COMENTÁRIOS À ENTREVISTA DE LEVI TRINDADE AO INICIATIVA HQ, DISTOPIA HQ E NOTÍCIAS



Por:Hds.







Neste final de mês, o editor sênior da Panini Levi Trindade esteve na loja Empório HQ e concedeu uma longa entrevista aos canais de You Tube: Iniciativa HQ e Distopia Cast. Os assuntos abordados vão desde futuros lançamentos até a nova política de reimpressões. Vou fazer aqui uma análise acerca das peguntas mais relevantes listadas na ordem em que foram feitas e tentar aplicá-la dentro da minha visão como consumidor. Recomendo, logicamente, que vejam o vídeo no You Tube antes de ler a matéria.

Resposta ao Guilherme do "Mamute Insano":nessa pergunta foi usada como exemplo de uma boa opção ao indigesto "mix",o título Batman Eterno que possui 28 páginas e é entregue por R$3,50.O editor afirma que o mix é o melhor custo-benefício para o leitor,mas desde a época da editora abril,na verdade,o mix só é bom para a própria editora.Ele chega a dizer que talvez o caminho seja testar formatos diferentes com papel lwc ou duas histórias por edição,mas desconsidera o fim do formato atual dizendo que seria difícil 50 ou 70 edições sobreviverem nas bancas como é feito no mercado americano.

Em primeiro lugar é óbvio que esse esquema não daria certo no brasil,sendo que é comum ver várias edições serem canceladas lá fora pouco tempo depois de lançadas em algum mega-evento como os novos 52.O que eu posso ver é mais uma editora detentora dos universos Marvel e DC tentando justificar o fato de estarmos em 2015 e ainda não termos a opção de escolher o que ler ou não.Eu entendo a questão dos impostos que encarecem todo o processo de publicação,mas é totalmente possível colocar somente nas bancas as sagas ou personagens que estivessem melhor cotados e realmente não há vantagem nenhuma em ler material ruim agrupado no mix.A própria Batman Eterno é a prova disso!

Em algum momento poderia ser dito(e possivelmente já foi dito isso várias vezes)que edições com compilações de histórias mensais são uma imposição das editoras estrangeiras,mas pra mim isso é desculpa esfarrapada,pois como compradores temos o direito decidir a melhor forma para o produto à venda.Embora as editoras nacionais nunca tenham levado essa noção muito a sério.

Resposta ao Gnann:Aqui o editor afirma que não há motivos para acreditar que exista uma briga com a editora Salvat já que as duas possuem um acordo comercial.O curioso é que mesmo sendo assim,as edições da Salvat não deixam de sair cheias de erros entre outras falhas.Neste caso,a Panini sendo uma multinacional deveria ter cacife para garantir qualidade também nos produtos de sua parceira de negócios.

Depois disso Levi trindade cita como exemplo de uma publicação que foi devidamente concluída:a série Preacher.A revista era tida como azarada e diziam que nunca seria finalizada por aqui.Virou uma piada para os leitores(que amargaram seu cancelamento várias vezes),e foi tratada com cinismo pelos editores(que falavam sobre a “maldição de preacher”).O que não foi realmente dito até hoje é a verdade:que Preacher foi vítima de mais pura e simples incompetência das editoras brasileiras,bem como outras séries do selo Vertigo.

E então temos algum espaço para a boa e velha choradeira sobre como é difícil publicar quadrinhos no brasil por causa da nossa economia.O curioso é que ainda no início dos anos 2000 a editora abril deu o primeiro passo para a elitização desse mercado,enfiando goela abaixo a infame linha Premium que provocou o abandono dos quadrinhos em gerações inteiras de consumidores.E a panini só vem reforçando essa política.

Ainda respondendo ao gnann,o editor destaca o fato de Transmetropolitan e ZDM não terem sido finalizadas pela falta de retorno dos leitores.Engraçado não?E eu pensando que o motivo seria preço de capa astronômico e o desnecessário padrão de luxo que havia provocado o atraso.Se tivessem sido postas em bancas com o formato de 100 Balas ou ExMachina ela já teria sido,com certeza,terminada.

Resposta ao Fernando Bedin do “Central Hqs”:Somente uma questão nas perguntas do Fernando me chamou a atenção:a atitude mostrada por ele,um vlogueiro do YouTube e também por muitos blogueiros e leitores que se manifestam na internet,de aceitar e chegar até a implorar por edições cada vez mais luxuosas.Será que eu preciso dizer porque uma encadernação no estilo Omnibus deveria ser temida e não esperada com ansiedade pelas pessoas?Eu li hqs desde a década de 80 até meados de 2001,quando parei por causa da “reformulação abril” nas revistas Marvel e DC. Daí,lembro que quando voltei a comprar em 2006,a primeira coisa que notei foi o aumento exorbitante nos encadernados que havia se tornado não só comum,como já aceito pela maioria dos compradores.

Vou dizer neste texto algo que infelizmente não consigo ler ou escutar em lugar nenhum:acho uma total e completa irresponsabilidade de pessoas de estados como Paraná,Rio de Janeiro,Minas e São Paulo tentando falar pelo resto do país sobre o que é aceitável ou não nos valores pagos em quadrinhos.Deixem de ser tacanhos e convenientes e entendam que o padrão de vida em São Paulo(conhecido estado mais rico do Brasil)não é o oficial,só porque é lá que se produzem e vendem mais títulos!

No mínimo é um tiro no pé torcer pelos artigos de colecionador,pelo fato de que os impostos e a moeda fraca tornam a aquisição desses itens(que devem ser considerados de segunda ou mesmo de terceira importância por, pelo menos, os consumidores mentalmente saudáveis)um sofrimento inútil.Sem falar no histórico positivo que tramas longas como Fábulas tem de serem editadas com rapidez e custo atraentes,justificando  o meio viável de serem editadas.

Resposta ao Vidal do canal “Na Disciplina”:De volta ao tema revistas mix.O Vidal pergunta se as ditas edições mix não são feitas de propósito pra incluir conteúdo podre contra a vontade do leitor.L. Trindade lembra de casos em que algumas fases são tão execradas lá fora,que nem vale a pena trazê-las pra cá.Mas a ideia de publicar somente as sagas ou arcos bons somente se reforça com isso.Pare pra pensar que tanto um leitor novo ou um experiente teriam exemplares de peso saindo nas bancas e livrarias,e sobre a continuidade,bastaria por matérias ou textos explicando o que havia se passado para situar o leitor(prática essa que é bastante útil e vem sendo utilizada a um bom tempo).

Defendo a afirmação do editor de que se houver uma fase imprestável,mas ela der lucro,ela deve ser mantida.Afinal de contas, se você sabe que ela não serve é só não comprar a história.O problema sempre vai estar no ato de forçar o leitor a engolir o que ele não quer,fazendo parecer que o mercado depende disso.Mesmo que no final se pagasse mais caro pela edição de 24 páginas ainda sairíamos ganhando,como no caso da Batman Eterno citada acima. 

Na segunda pergunta sobre papel,preço e disponibilidade o editor da Panini dá uma resposta no mínimo enrolada e contraditória(quando o assunto é dinheiro sugiro que leitor se acostume a ouvir esse tipo de resposta insólita).Falando dos fatores:tiragem,custo,gráfica e quanto pode acabar custando dos volumes especiais.Mas espere aí,não é a editora que decide(por você)o acabamento final deles?

Não tem lógica nenhuma repetir que o papel é cotado em dólar e depois dizer que a tiragem menor vai custar mais caro produzindo em papel de luxo,pois se vai ser assim,então façam com material mais barato como o LWC.

Resposta ao Márcio da Empório HQ:No assunto “formato” Levi ainda disse que foi muito cobrado para que HellBlazer Origens e Infernal fossem feitas em LWC ao invés de pisa-brite.E comentou “eu acho que não” e completa com “se nem a DC tá fazendo isso por que agente vai inventar a roda?”É mesmo Levi?Isso significa que é a DC quem determina como vamos consumir um produto e não nós mesmos que bancamos a simples existência deles?

E alerta que se algumas das séries saíssem em LWC,talvez nem tivessem saído.Se é deste jeito(e eu sei que não é),o que pensar de 100 Balas sendo terminada com 15 volumes exatamente em LWC?Não vou nem falar da marmelada com o monstro do pântano.

Resposta ao Ruligans da Empório Hq:Sobre a “tara da Panini com o Grant Morrison”.Se existe uma dúvida urgente que poderia ser respondida é como funciona o processo de negociação dos direitos sobre as publicações.Alguém pode até dizer “mas você ainda não sabe?”.E minha resposta será,sem culpa nenhuma,”não”.Até porque as editoras,desde sempre,nunca fizeram muita questão de explicar os seus negócios.Já ouviu que quem não deve não tem nada a esconder?Pois é.O detalhe da pergunta fica no fato do editor ter admitido que boa parte das sagas do autor já saíram no brasil,mas onde estão a Patrulha do Destino,The Filth,Zenith ou a série da liga que não foi sequer terminada?

Em outro momento Ruligans questiona sobre o fato da comunicação através do Hotsite da editora ser desvantajosa para o público.Neste quesito a Panini sempre tomou de lavada da JBC,que foi(pelo que eu me lembro)a primeira a criar um canal no YouTube, ajudando a estreitar o contato com os leitores.O canal da Panini veio bem depois,é claro.O site paninicomics é bisonho e confuso,o blog da Vertigo é tão lento que chega a acumular poeira e a página do Facebook e o canal apenas mostram algo novo de vez em quando(enquanto a JBC não para de anunciar novas surpresas).O importante é perceber que essas empresas finalmente estão enxergando que existem seres humanos por trás das vendas de suas revistas e que eles cobram satisfações.

Bem,esse foi o apanhado da entrevista com o editor Levi Trindade.Lembrando que apesar de discordar de algumas ideias dele,isso não significa que eu o odeie de morte!A Panini se tornou a maior editora do país concluindo títulos negligenciados por outras editoras,republicando de forma decente histórias que mereciam atenção,consolidando o bendito ”formato americano”,ajudando a ampliar os estilos mais variados de hqs e publicando séries longas continua e respeitosamente até o final.Nota:A política de reimpressões permanentes é simplesmente excelente e ajuda a combater preços especulativos em certos sites de compras da internet.

Segue agora a lista de anúncios feitos durante a FestComix 2015 e na própria entrevista(fonte:Universo Hq):

•DC Comics:Batman e Filho,Batman-Descanse em Paz,Batman –O Retorno de Bruce Wayne,Batman-O Filho do Demônio,Batman-Piada Mortal,Coringa(Brian Azarrelo e Lee Bermejo),Batman-A Corte das Corujas,Superman-À prova de balas,Flash-Seguindo em frente,Aquaman-As Profundezas,Liga da Justiça-Origens,Superman-Brainiace também O Reino do Amanhã•Vertigo:Preacher,O Homem-Animal de Grant Morrison,Astro City,Promethea,Y-O Último Homem,ZDM,The Authority,Transmetropolitan,Sandman-The Overture,Sandman e Watchmen(que segundo a editora estarão sempre em catálogo a partir de agora)•Especiais:Superman-Entre a Foice e o Martelo,Crise nas Infinitas Terras,Crise Final,Crise Infinita e Odisséia Cósmica.

Marvel:(republicações)Terra X,Universo X e Paraíso X,Supremos(os três volumes)• Deluxe:Guerra Civil,Thor- Renascer dos Deuses,Thor-Em Nome do Pai,Homem de Ferro-Extremis e as séries completas dos Vingadores e Capitão América•LinhaMarvel:HomemFormiga-Prelúdio,HomemFormiga-Mundo Pequeno,Excalibur,Gavião Arqueiro(Matt Fraction e David Aja),Viúva Negra(em 2016),Punho de Ferro-A Arma Viva,Cavaleiro da Lua(Warren Ellis),Justiceiro(encadernados),Os Novos Vingadores-A Busca Pelo Mago Supremo ,Biblioteca Histórica Marvel-Surfista Prateado,O Espetacular Homem-Aranha•Encadernados Nova Marvel:Homem-Aranha-Último Desejo,Homem-Aranha Superior,Fabulosos Vingadores,Thor e X-men•Star Wars:Star Wars e Dart Vader,Star Wars Legends,Star Wars-Episódio IV-Uma Nova Esperança,V-O Império Contra-Ataca,VI O Retorno de Jedi.





terça-feira, 28 de julho de 2015

CHECKLIST COMENTADO: JULHO DE 2015


Por:Hds.


Vingadores vs X-men vs Quarteto Fantástico:252 páginas em papel LWC,capa cartão e "preço não divulgado"(roteiros de Chris Claremont,Roger Stern e Ton DeFalco e desenhos de Marc Silvestri e Jon Bogdanove)


Eu não acredito que alguém ainda seja inocente ao ponto de pensar que não exista uma estratégia de mercado por parte da editora panini.Mas a verdade é que ela é ruim e não faz o menor sentido!A primeira vez que foi publicada,essa história saiu na Épicos Marvel nº1 e nº2 pela editora abril,provavelmente com alguma alteração(diálogos reescritos,corte de páginas ou os famosos "retoques abril"),além do detestável formatinho,que de entrada estragava qualquer chance de ver bem representada qualquer saga importante.E não esqueçamos os atrasos deprimentes de até quatro anos em relação à edição americana!Mas agora teremos uma compilação com as duas séries.

A Panini desde o início de sua atividade vem corrigindo boa parte das barbeiragens que a Abril fazia nas décadas de 80 e 90,Republicando sagas em formato original em encadernações de maneira bem viável ao bolso e o gosto dos leitores.

A estranheza fica por conta do fato de haver títulos bem mais urgentes na fila de publicações que mereciam mais atenção.Mas vamos levar em consideração que tanto o filme dos Vingadores(ainda nos cinemas atraindo cachoeiras de dinheiro para a Marvel) quanto o inevitável filme do Quarteto Fantástico tenham influenciado na decisão de publicá-la agora.Detalhe,as duas séries foram lançadas separadas antes, e agora finalmente sairão juntas.

Demolidor-Revelado:352 páginas,formato 17 x 26cm e preço de R$92,00.(roteiro de Brian Michael Bendis e desenhos de Alex Maleev,Terry Dodson e Manuel Gutierrez)


Se você gosta do demolidor ou mais especificamente da fase de brian bendis e maleev(publicada anteriormente na Hulk & Demolidor e Demolidor)do início da década passada,já deve ter se perguntado,pelo menos umas 380 mil vezes, por que demônios a Panini não havia lançado esse material ainda.

Não tive a oportunidade de ler sequer um capítulo dessa fase,mas ela costuma ser sempre bem elogiada e comentada com expectativa por quem já leu.Não é no mínimo irritante que a editora tenha segurado sua vinda por tanto tempo,sendo que daquela época pra cá,ela vem pondo nas bancas revistas obscuras,menos importantes ou atropelando fases dentro do seu insondável(e estúpido)cronograma anual?

Agora poderemos conferir a saga desde que,é claro,estejamos dispostos a pagar o escabroso preço de R$92,00 Reais pelo primeiro volume da série.Sei que muita gente vai discordar(principalmente quem vive nos estados onde o poder aquisitivo é maior),mas pagar este preço numa edição luxuosa na atual situação de merda da economia,é completamente inviável.

Marvel Deluxe Capitão América a flecha do tempo:324 páginas,formato 17x26cm e preço(salgado)de R$84,00.(roteiro de  Ed Brubaker e Desenhos de Luciano Queiróz,Jackson Guice e Steven Epting)


O mesmo pode ser dito aqui da encadernação do demolidor.A diferença fica pelo fato dos volumes do capitão terem começado a sair bem mais cedo(o primeiro veio em 11 de julho de 2011).Eu gosto bastante dos roteiros de Ed Brubaker que dão uma visão mais urbana e claustrofóbica aos vigilantes e deixa o show de luzes dos outros heróis da Marvel um pouco mais de lado.

Os Invisíveis vol. 5 Conte até zero:236páginas,papel LWC(capa cartão),e preço(ainda bem)de R$25,90.(roteiro de Grant Morrison e desenhos de Phil Jimenez,John Stokes,Chris Weston,Michael Lark e Phillip Bond)


Prossegue a saga maluca,confusa e culturalmente contestativa de Grant Morrison.É sempre bom lembrar que esta série virou um tipo de lenda da “revista que nunca veria a luz do dia”,e eu ainda lembro de torcer para que a Panini não fizesse a besteira de lançá-la num formato elitizado.Pois é claro,isso estragaria tudo.Alguns leitores ainda preferem pagar barato dona Panini!Ao passo que anda o intervalo de edições logo veremos ela acabar sem demais turbulências.

Multiverso DC nº2:148 páginas,papel couché e preço de R$16,20.9roteiro de Grant Morrison,Daniel H. Wilson,Mike Johnson e Margarite Bennet.Desenhos de Ivan Reis,Chris Sprouse e Danny Miki)

Este é o projeto dos sonhos de Grant Morrison.Aqui ele poderá fazer toda macarronada espaço-temporal que vai te deixar sem entender nada,mas abismado com toda uma enxurrada de referências aos quadrinhos de super-heróis.E o pior de tudo,com carta branca para zonear ainda mais a cronologia(já totalmente zoneada)do Universo DC.A panini só pra variar resolveu enxertar histórias que não foram escritas por morrison nestas edições pra fazer a "alegria" do leitor.

Stormwatch vol. 3:156 páginas e preço de R$22,90(roteiro de Warren Ellis e desenhos de Tom Raney e Brian Hitch)


Deixei que os dois primeiros volumes dessa série passassem em branco na minha preferência por volumes.Mas é importante citar que ela precede um dos melhores quadrinhos publicados na década anterior:The Authority.Eu realmente não consigo mais engolir o clima e os desenhos à la anos 90 e as sangue-sugas do estilo(completamente enjoado)de Jim Lee.Aguardemos pelo proximo arco de histórias que trará finalmente as melhores sequências.


Miracleman nº8:52 páginas,papel off-set e preço de R$7,50(roteiros de Alan Moore e desenhos de Alan Davis.




Mesmo tendo aceitado comprar esta revista pelo custo-benefício que a editora Panini ofereceu,ainda não me desce pela garganta a ideia de pagar R$7,50 numa edição com histórias curtas e liberadas à conta-gotas.



A verdade é que a Panini aprontou uma bela vigarice com os leitores publicando Miracleman em papel cartonado com um monte de material extra só pra encher linguiça e jogar o preço da edição lá pra cima.Recentemente Levi Trindade disse num video da Iniciativa Hq no YouTube que a própria Marvel teria ocasionado essa situação.Eu duvido que ainda assim a editora não pudesse ter lançado o título somente com as histórias que realmente importam para que fosse reduzido o preço de capa.



O pior de tudo é ter que ouvir os leitores que estão comprando as edições dizendo que será excelente quando elas forem lançadas numa encadernação de luxo.Essa gente já parou pra pensar que no mínimo já pagaram em média R$53,20 em sete histórias,sendo que,se o padrão de publicação delas fossem igual ao de uma série como Novos X-Men o custo sairia por no máximo R$25,90?É,só nos resta agora bancarmos os idiotas e esperar que a conclusão da saga venha logo.Até o mês de agosto!








quinta-feira, 16 de julho de 2015

O QUE ESPERAR DE... PREACHER: A SÉRIE DE TV

O que esperar de... Preacher: a série de tv


Por:Hds.



Já sabemos que o quadrinho Preacher de Garth Ennis e Steve Dillon será adaptado para uma série e que o canal AMC (de Breaking Bad e Walking Dead ) o bancará sob a produção e direção de Seth Rogen, San Catlin e Evan Goldberg. A notícia foi dada em fevereiro deste ano e vinha sendo acompanhada, como de costume, após o anúncio da Warner de que traria várias produções relacionadas ao universo DC ainda em 2013.

Agora penso que é importante analisar quais são as chances dessa serie vingar, dado o histórico da Warner em produções televisivas. Apesar de Smallville ter sido cultuada ao longo de suas dez temporadas (mas não durante todas elas) a atração do canal WB teve diversos problemas e mudanças forçadas de rumo, além de um incômodo excesso de fan service, deixando as “aventuras do superboy” lentas, enjoadas e difíceis de se acompanhar.

Sendo um leitor de quadrinhos ou consumidor dos produtos derivados dos títulos da DC, você talvez deva saber que a Warner tem uma mania irritante de insistir em ideias, quando elas se mostram rentáveis. Ao ponto de transformar uma série ou filme numa fórmula tão batida que faria até Akira Toriyama ficar envergonhado com tanta repetição.

As animações seguem o mesmíssimo padrão do Batman do início dos anos 90, as séries mudam de estilo de forma brusca durante as temporadas e carregam nos easter eggs. E eu nem preciso falar sobre a “visão Nolan” que os filmes estão tendo atualmente.

É impressionante a cegueira com que boa parte das pessoas aceitam  uma notícia de quadrinhos ou qualquer outra mídia sem procurar prestar atenção nas ideias e nas pessoas envolvidas na produção daquilo. O  que eu vejo o tempo todo é um espetáculo de empolgação impulsiva que, muitas vezes, deixa claro a memória curta que fãs de entretenimento geralmente possuem.

Some isso aos sites “especializados”, blogs, vlogs e redes sociais (a internet é o maior amplificador de propagandas gratuitas da face da terra) pouco interessados em opinião e temos uma avalanche de coisas ruins sendo apresentadas todos os meses.

Pode parecer covardia, mas vamos tomar o exemplo da recém-cancelada série de Constantine e pensar, se mesmo sendo feita em um canal que acolheu todo o sangue de Walking Dead e a escatologia  de Breaking Bad, que preacher  talvez dê errado. Em Constantine tivemos um protagonista fumante que não podia aparecer fumando, um clássico (e sempre dispensável) “tom mais leve” e eis fórmula para o total fracasso.

Será que vamos ver nessa versão toda os elementos adultos, cínicos e engraçados dos quadrinhos bem representados, sem manobras boçais de censura. Ou, de entrada, já devemos tomar como mal-sinal a agenda pateticamente forçada de minorias que os estúdios vêm adotando, empurrando goela abaixo uma atriz negra para fazer o papel da personagem tulipa, quando é óbvio que ela deveria ser mantida no original? E cuidado se você pensa em soltar piu em relação a isso ou pode acabar sendo tachado de racista pelos babacas da onda politicamente correta que infestou todos os meios de entretenimento.


Sinceramente, eu prefiro estar enganado sobre o futuro da serie de Jesse Custer. Os canais americanos parecem estar vivenciando sua era de ouro e com materiais como Game of Thrones e Demolidor sendo possíveis, o melhor é esperar e prestar bastante atenção.