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sexta-feira, 25 de junho de 2021

POR QUE A "DIVERSIDADE"" E A REPRESENTATIVIDADE" NA EDITORAS SÃO UMA MENTIRA

Por: 


Seja coerente com o próprio discurso enviesado Marvel, chame uma atriz de outra etnia pra fazer a Tempestade
.


Se tem uma coisa que os militantes ideológicos que se dizem "pró-minorias" sabem fazer bem é manipular a linguagem. Quando não estão mudando o significado de palavras para se adequarem à necessidade doentia de reescrever a história e controlar o comportamento de sociedades inteiras, estão inventando palavras ridículas, que por burrice, caem na boca até de quem faz oposição a essa turma.

É através da adulteração que fazem isso. Pegam uma palavra com significado claro e relativizam até ter tantos usos que ela acaba não tendo significado nenhum ou só aqueles que eles querem. A palavra diversidade foi uma delas. Definição clara e concisa: "característica ou estado do que é diverso, diferente, diversificado, não semelhante."

Ou seja, nesses termos claros e abrangentes os quadrinhos SEMPRE foram diversos. Até por que cada tipo que possa ser enquadrado dentro de uma "minoria" já havia sido feito neles antes. O que não havia antes era a panfletagem descarada. Nada do que os editores, escritores e desenhistas desonestos de redações da Marvel e DC fizeram foi inédito até agora!

Mas por causa do eco presente em todos os meios de entretenimento de ideologias de esquerda e progressistas, o gatilho que se ativa na cabeça de todo mundo hoje quando se fala em diversidade é: diversidade = gays/minorias... O significado da palavra foi corrompido. Deixou de ter o sentido de VARIEDADE para ativar um alerta histérico de que você está pisando no terreno minado de grupos arrogantes de militâncias. 

Um rumor (e prestem bem a atenção: eu disse RUMOR!) de que Kevin Feige estaria atrás da produtora, atriz e roteirista Michaela Coel para fazer a próxima tempestade que já apareceria no MCU foi noticiado. Por que quando uma atriz negra que está sendo somente COGITADA para fazer uma personagem negra é chamada, essa convocação deve ser celebrada, mas quando atores num elenco de maioria branca são chamados eles são acusados de racistas? A resposta está na canalhice camuflada de "justiça racial"de grupos militantes e ONGs.

Todos sabem que dentro da "lógica" dos justiceiros "bondosos", que ameaçam matar você e sua família caso discordem deles, todos os tipos de pessoas devem ser exaltados em nome da "representatividade" (outra palavra também deturpada e usada como escudo por gente falsa), menos se você for branco.....

Um exemplo evidente disso é o mediano pra irrelevante filme Pantera Negra. Eu vi o filme e não achei nada demais. Apesar de todo estardalhaço propagandista que a mesma mídia enviesada e artistas tendenciosos fizeram, ele não passa de outra produção "padrão Marvel" de descartabilidade. Nele, o elenco principal foi escolhido pensando no pedágio ideológico que o estúdio precisa pagar para agradar desde gente descompensada que se vê "representada" por filmes rasos de super-heróis, como para a banda podre de grupos como o BLM. Mas juntando o elenco de "mocinhos" e "vilões" só existe DOIS personagens brancos. 

Faz sentido ser assim. Afinal Wakanda tem população majoritariamente feita de negros. O que não tem lógica é dizer que é um filme com "diversidade" quando quase todo o elenco de atores são negros! O que tem de "diverso" nisso?


A "incrível" quantidade de dois atores brancos "ajuda" na diversidade de Pantera Negra... 


É proibido ou errado fazer produções de qualquer tipo e origem somente com negros ou outras etnias? Não! Mas então por que deveríamos tolerar essa gritaria chiliquenta quando são feitas só com brancos? Exemplos de que produtos só com atores negros dão perfeitamente certo são duas das melhores séries de comédia que existem: Um Maluco no Pedaço  e  Eu a Patroa e as Crianças

Eu não concordo e nunca vou concordar com alterações em personagens de qualquer mídia. Não importa o argumento relativista ou movido por imposição ideológica que seja usado. Nunca foi sobre "raças" (acordem imbecis! cor de pele não é raça), etnias ou sexo. Sempre foi sobre SINALIZAÇÃO BARATA DE VIRTUDES! 

Empresas, sejam de entretenimento ou não, que deveriam cuidar de tornar os produtos delas chamativos ou simplesmente seguir normas de fabricação e higiene, alterando filmes, séries, jogos, desenhos, livros e todo tipo de quinquilharia para agradar causas. Cinicamente afetando um bom-mocismo furado. E antes que qualquer um diga que, "sim, a diversidade é necessária nos quadrinhos", eu vou provar que nos termos em que ela é encarada hoje, ela é um veneno em qualquer mídia onde seja aplicada. Vamos supor que resolvam fazer o personagem Snoopy um gambá ao invés de ser um cachorro, com certeza uma boa quantidade de fãs das tiras/desenho no mundo todo iriam reclamar e ficar putos da vida! E com razão! Pois a mudança retirou uma característica única, necessária e original para que essa figura fosse reconhecida. Característica essa que já estava lá desde a criação dele.

Agora, percebem como essa simples mudança estragaria completamente um personagem mundialmente conhecido e já estabelecido com milhões de consumidores pelo mundo, NADA TEM A VER COM COR DE PELE OU ETNIA? Mas é claro que mudanças forçadas irritam fãs de um determinado personagem, afinal o que provoca insatisfação é a própria mudança desnecessária em si. E não o fato de ser negro, branco ou indiano. Se DC fizer um filme do Raio Negro um dia e mudar o herói pra um asiático eu também vou descer a lenha nisso! Essa é a explicação do porquê de os fãs de heróis da Marvel ou DC não serem "preconceituosos" ou "atrasados" como funcionários dessas editoras já os acusaram! 

Outro detalhe a respeito de feminismo nas hqs ou filmes dessas empresas é MULHERES NÃO SÃO MINORIAS! E é falsa a acusação de que, no geral, são mal-tratadas pelos homens no ocidente. Pura mentira coberta de vitimismo. 

Cabe ao leitor não consumir qualquer produto que seja vendido com essa embalagem de "representativo" ou que possui "diversidade". Não passam de palavras-gatilho para ativar uma culpa calculadamente incutida em pessoas fracas e sem convicção política-social formada. É preciso puxar o tapete de empresas mentirosas e dissimuladas que policiam o comportamento dos próprios consumidores que as sustentam, na intenção de aparentar preocupação com minorias. As palavras são falsas mas tem poder de corromper mentes. As ações dessas empresas são forçadas autoritárias e vazias e não devem ser bancadas com dinheiro de pessoas honestas que querem apenas se divertir lendo quadrinhos.


terça-feira, 12 de maio de 2020

POR QUE KURT BUSIEK ESTÁ ERRADO SOBRE A "DIVERSIDADE"

Por: Hds.





É interessante notar as opiniões de profissionais que realmente trabalham em cada tipo de produto nos mercados de entretenimento. Pois é, muitas vezes dali, que saem as ideias que vão mudar o próprio meio. Nesse dia 08 de maio o site Jamesons publicou uma matéria sobre o que pensa o escritor Kurt Busiek a respeito da tal "diversidade". Vou explicar a origem do tema deste texto e comentar as declarações do escritor refutando supostas verdades por trás delas.

A matéria tem o título: Roteirista dos Vingadores defende a diversidade nos quadrinhos: "uma questão de realismo". Os erros já começam nas aspas dedicadas a Kurt. Como incluir personagens ficcionais num universo de quadrinhos pode ser uma "questão de realismo"? Nenhum deles existem de verdade. Usar características de pessoas, objetos ou fatos do mundo real nas hqs é possível. Mas a diversidade, tão defendida por dezenas de artistas no mercado, não gera "equilíbrio" nenhum numa realidade inventada. Gera apenas influência panfletária direcionada para um nicho de consumidores de entretenimento.

Busiek criticou quem acusa a diversidade pela má qualidade das histórias atuais. No que ele está, em parte, certo. Pois o que provoca as péssimas histórias da Marvel e DC hoje são o desinteresse dos donos das editoras na qualidade. A ganância em reutilizar truques sujos pra alavancar vendas. A baixa bagagem cultural e criatividade dos artistas e escritores. A covardia em concorrer com demais mídias e o estrelismo que muitos desses profissionais mostram. Sendo assim o autor acertou sobre os leitores burros que culpam só a diversidade, mas errou em deixar de fora esses outros problemas.

Citou a frase de uma escritora chamada Mary Robinette Kowal afirmando que: "não se trata de adicionar diversidade por uma questão de diversidade, mas de subtrair homogeneidade por uma questão de realismo". De novo, como já havia afirmado Mauro Tavares no blog Supercaixa de Gibis, não há nada de "realismo" em seres que disparam rajadas laser pelos olhos ou erguem prédios!

Essa ideia de "subtrair homogeneidade" também é falsa. Pois a maioria dos consumidores de quadrinhos no mundo todo é formada por leitores entusiastas, que desde crianças tiveram contato com esse produto e resolveram acompanhá-lo por livre e espontânea vontade. E não por que esperavam encontrar neles uma compensação em forma de "representatividade". Além disso, é de uma arrogância que beira o autoritarismo. Querer obrigar pessoas que financiaram essas revistas por toda a vida a aceitar modificações que deturpam os personagens e histórias originais. Elas tem o direito de ler aquilo que foi feito para elas e que gerou essa anterior empatia. Com todas as características que fizeram delas o que sempre foram.

Segundo o site, a discussão começou por causa de leitores que reclamam que as histórias "não são tão boas como costumavam ser". E que os criadores agora "põe políticas acima de tudo". 

Em primeiro lugar é verdade que as histórias estão muito ruins. Escritores preguiçosos ou sem cultura escrevem fuçando revistas e eventos feitos há décadas atrás. Não criam nada novo, pois tem medo que os direitos fiquem na mão da editora. Donos de editoras imaginam essas empresas como cassinos de Las Vegas. Onde os personagens são caça-níqueis pra atrair dinheiro com tramas cada vez mais apelativas e podres. E não bastasse isso, esses empresários querem que meras revistas rendam cifras equivalentes aos filmes ou videogames de sucesso. Existe uma verdadeira regurgitação de ideias velhas desgastadas além do limite. Tudo isso, e mais, causam a medonha situação das hqs americanas atualmente. 

Busiek ainda respondeu às reclamações sobre autores que põem políticas acima de tudo, com aquele velho e fracassado argumento de que "assuntos políticos sempre estiveram presentes nas hqs". Em boa parte delas sim, mas nunca de forma tão doutrinadora  e venenosa como hoje se faz na Marvel.


Nada mais fácil que usar o próprio trabalho do autor como prova contra ele.


Em outro trecho, um participante do debate mostrou uma cena da fase dos Vingadores escrita pelo próprio Busiek. Nela um agente do governo que acompanhava as operações dos Vingadores sugere que deveria haver um integrante negro no grupo. Que a mídia havia "percebido" que não havia nenhum. O escritor, com ajuda da arte de George Pérez, retrata a ação de Tony Stark como intimidadora, avançando sobre o agente e afirmando que "não era a favor de impor cotas étnicas". 


Todos os heróis "brancos opressores" reunidos contra a diversidade nos Vingadores.


O tom de preconceito que Busiek deu ao Homem-de-Ferro é mentiroso. Já existiram diversos heróis negros e de diversas etnias nas formações anteriores do grupo.


O Pantera Negra, A Capitã Marvel (Monica Rambeau), O Falcão (ex-parceiro do Capitão América), Máquina de Combate, Homem 3D (?), Luke Cage e Mancha Solar. Foram sete personagens negros! E ainda assim querem dizer que não existe "diversidade" no grupo? Sendo que além de várias etnias, ainda tivemos robôs, deuses, mutantes e alienígenas em formações antigas. Se Stark fosse preconceituoso teria entregue uma de suas armaduras para James Rodhes para que o substituísse?


Busiek chama o sujeito que entrou no debate de idiota. Faz rodeios parar se explicar mas acaba por fim provando que a ideia era convencer os heróis a aceitar mais integrantes por causa de pressão pública. Destaca que todas as vozes dentro da história são dele. Afinal foi ele quem escreveu. E é exatamente por isso que o autor pode ser refutado.

No fim da história o próprio roteirista se desmente na intensão de ser "neutro" no debate, mudando a equipe para pôr um negro e quatro mulheres na nova formação. Nesse trecho do texto o site Jamesons diz que mulheres são minoria no mundo em relação aos homens. É verdade que existe menos mulheres no mundo. Segundo um relatório da ONU (fonte duvidosa, mas talvez não errada nesse caso), dos quase sete bilhões de seres humanos na terra, os homens tem uma vantagem de apenas 57 milhões a mais que a população feminina. Uma diferença ridícula que não justifica tratar mulheres como vítimas somente por estarem em (desconsiderável) número inferior. Se órgãos corruptos como a ONU pretendem ajudar mulheres, deviam fazer isso de forma útil. Como, por exemplo, denunciar os abusos que elas sofrem em países islâmicos sendo mutiladas, queimadas com ácido ou apedrejadas.

Perto do fim da matéria, Busiek fala de outro leitor que dizia que os heróis deviam entrar em grupos pelo mérito. O argumento do leitor estava incompleto, claro. Pois esse mérito pode ser criado artificialmente. O que facilitou pra o escritor ironizá-lo e dizer que criou um herói negro para ser tão competente quanto os demais. A contradição de Busiek está no fato de que heróis de quadrinhos foram criados para protagonizar feitos heroicos. Não importando se são negros ou brancos. Sobre a questão que ele colocou da formação original dos Vingadores ser composta de brancos, isso se dá pelo fato de que os leitores na maioria eram brancos na época da criação da hq. Por conveniência, ele não lembra que quadrinhos são um produto. E como tal, feitos pra atender uma demanda de público. Sempre existiram super-heróis negros e outros tipos dos mais variados. Mas por se tratarem de figuras feitas em cima de pessoas cuja presença é menor em países e sociedades, essas hqs não vendiam tanto quanto as feitas para a maioria. E não por que os brancos são "malvados" que excluem essas figuras de propósito. Editoras são empresas! Tem que pensar em vender o máximo de produtos para o máximo de pessoas. Isso não significa que quem se define por elas está fora do mercado de hqs. E sim que se essas minorias quiserem estar dentro do grupo de leitores de hqs estarão inclusas nele.

Ou seja, editoras fazerem hqs para nichos menores não dão lucros de verdade!

O melhor exemplo disso foi a maquiagem que a Marvel fez pra enganar leitores fazendo parecer que hqs com diversidade, como MS. Marvel, vendiam bem. Quando na verdade foram fracassadas. As editoras que acolheram as impositivas choradeiras de profissionais estão se dando mal. Trocaram boas vendas e qualidade de histórias por proselitismo barato. 

A opinião de Kurt Busiek é a opinião média de boa parte dos escritores e artistas. Infelizmente. Ela viaja na onda de bom-mocismo falso dessa geração "ódio do bem" de hoje. Hipocrisia, contradição, afetação de bondade e intolerância é o que se pode enxergar no discurso do escritor. Isso não tira o brilho das boas hqs que escreveu ou escreve, mas deixa um gosto ruim em quem, esses sim verdadeiramente, toleram ler panfletagem enxertada nas histórias que ele escreve. Mas argumentar sem cair em incoerências é pra "gente branca e privilegiada" como eu.

terça-feira, 28 de abril de 2020

EU NÃO SUPORTO MAIS A INFÂNCIA PROLONGADA DOS LEITORES DE QUADRINHOS

Por: Hds


O leitor de quadrinhos no Brasil não só se recusa como se orgulha de não crescer nunca...

Há alguns dias atrás, eu comentei sobre como J. P. Martins e Hélcio de Carvalho estragaram as eras Marvel e DC na finada (foi tarde...) Editora Abril num canal de Youtube. Como resposta, indireta, sendo que não foi a ele que me referi, o próprio dono do canal me advertiu que deveria ter respeito pela opinião dele, não ser "rude" e fazer "ofensas e acusações" a ninguém, pois ali não era um lugar próprio pra esse tipo de opinião.

Em primeiro lugar, não fiz acusações aos ex-funcionários da Abril, falei a verdade. Hélcio e Jotapê juntos reinaram, com a concordância dos donos da empresa, durante mais de dez anos. Publicando revistas adulteradas, enganando e induzindo o leitor a pensar que as desfigurações das hqs eram necessárias pra que fosse possível a publicação dos dois maiores universos. Que, ou era ter aquelas revistinhas miniaturizadas ou era não ter nada.

Sempre vai ter alguém pra dizer que o motivo pra escrever esse texto foi a reação do sujeito em questão. Que esse post é uma resposta a ele, mas na verdade essa matéria é destinada a todos os pobres de inteligência que possuem o mesmo padrão de comportamento que esse indivíduo. Indivíduo esse que já deve ter lá seus mais de quarenta e tantos ou até cinquenta anos, mas que mostra o mesmo tipo de atitude frouxa, esquiva e complacente da maioria dos leitores. Mas a verdade é que eu não suporto mais esse tipo de gente desde décadas atrás.


CORPO DE ADULTO, CABEÇA DE CRIANCINHA

Antes da faixa etária dos leitores subir, todas as editoras que trabalharam fazendo hqs para crianças e adolescentes tiraram proveito disso pra vender produtos mal-acabados e cheios de defeitos. Tamanho reduzido, cortes de páginas ou de histórias completas, personagens apagados ou realocados, textos e diálogos reescritos, "correções" de problemas que as próprias editoras criaram, manipulações cronológicas com o propósito de enganar e omitir adulterações, aumento ou diminuição de histórias na intensão de lucrar ou só acelerar o volume de material publicado, colorização tosca, edição preguiçosa, erros de gramática e diagramação, entre tantos outros.

E desde a época em que crianças e jovens compravam hqs mais do que os adultos, que todos esses problemas existem e persistem até hoje. Por que isso acontece? Pelo fato da mentalidade dos leitores não ter crescido junto com eles. Os leitores atuais, ou são os mais velhos (eu sou da era Abril) que leram hqs da Ebal, RGE ou Bloch, ou são jovens com dinheiro, que compram guiados pela propaganda de canais de YouTube. Por isso mesmo esse mercado, e mais importante, a grande massa de leitores no Brasil está aprisionada entre esses dois grupos que definem a forma do mercado e como ele opera.

Não tenha dúvida, a culpa dos quadrinhos estarem presos nesse estado de estagnação proposital é dos leitores. Como falei antes, a faixa etária deles é adulta, mas os adultos não agem de acordo com a idade que tem e são trapaceados por macacos velhos desse mercado. Como os próprios Hélcio de Carvalho e J. P. Martins.

Isso acontece por que os mais velhos nunca quiseram saber sobre os bastidores da política das redações de editoras. Não tem a noção mais básica do lugar de onde os quadrinhos vêm, como são feitos, o porquê de terem ou não qualidade ou quem são os que decidem como vão ser esses produtos. Sendo assim envelhecem como compradores que sofrem dos mesmos problemas que tinham quando eram crianças. Sem saber a causa deles. Caem em todos os truques e manobras mais baratas aplicadas pelas empresas. Pois não enxergam as editoras como empresas, mas como os fornecedores da dose mensal de escapismo deles. As editoras por outro lado nunca deixaram de ver o leitor como fregueses. Não importando a idade.

Já os leitores novos apresentam uma realidade desesperadora. Não tiveram um contato natural com as hqs. Foram introduzidos por aproveitadores de canais que fingem estar em perfeita sintonia com as ideias e vontades do público para, após ganhar a confiança deles, influenciá-los e convencê-los a comprar. Essa geração não aprendeu a entender do zero o que é um quadrinho. Tudo foi explicado a eles em vídeos. Não tiveram que perceber diferenças ou distinguir arte ou roteiros, os seus ídolos pensaram e separaram tudo por eles. Não precisam reconhecer uma hq clássica, pois todos os clássicos foram empurrados goela abaixo como pedágio para se tornarem "leitores inteligentes". Descoberta, deslumbramento, diversão, experiência, aprendizado e capacidade de avaliação foram substituídos por pseudo-instrutores dissimulados e gananciosos. Ou seja, a formação da "geração youtube" como leitores de quadrinhos foi totalmente artificial.


EDITORAS NÃO MERECEM SUAS LÁGRIMAS 

Quadrinhos no Brasil sempre foram um bom negócio. Entretenimento vende até em épocas de guerras. Os soldados americanos, por exemplo, recebiam hqs de super-heróis para ler no front. Desde que a Marvel estreou nos anos 60 nas revistas dos Postos Shell, as editoras que seguiram publicando a Marvel lucraram, mesmo sem pagar direitos à editora americana. Quando alguma delas deixava de publicar, os direitos eram disputados aos socos. Isso não parece combinar com o choro que elas fazem sobre os lucros e sobre a dificuldade de publicar. A verdade é que hqs são muito rentáveis e venderam bem em todas as épocas de piores momentos da economia. E olha que não foram poucos.

Há poucos dias li um texto no site oficial do Sebrae onde havia um balanço do fechamento de micro e pequenas empresas. Mais de 600.000 delas fecharam ou faliram só nesses dias entre março e abril de 2020. Estima-se que são mais 9 milhões de novos desempregados nas ruas. Você ouviu falar de alguma editora de quadrinhos entre essas empresas?

Mas apesar de as editoras atravessarem esse período vendendo pelos Correios, vi também há poucos dias, um vídeo com dois donos de canais de hqs discutindo sobre "como fica o mercado depois da epidemia". Ou seja, por mais que os leitores apanhem das editoras, eles estão sempre mais preocupados com elas do que com sigo próprios. O leitor é sempre quem sofre os piores males nesse mercado, mas por enxergar a si mesmo como um fã e não um consumidor, acaba lamentando a situação das editoras e não a sua própria quando há alguma crise. É ele que financia as hqs caras e cheias de erros postas à venda de forma cada vez mais restritiva. Mas o medo que tem de perder seus queridos quadrinhos faz com que defenda justamente quem o menospreza.


O ADULTO COM MEDO DE AMADURECER

Não existe segredo em entender o porquê dos leitores serem tão desleixados e ignorantes nesse país. Mesmo a grande maioria sendo adulta, não conhecem a produção das redações e gráficas, não aprendem nada que não esteja restritamente ligado ao ato de consumir. Não sabem de onde vem as hqs, como são feitas, por que tem ou não qualidade, quem são os responsáveis pelo conteúdo delas, por que custam caro ou barato. Ou seja: são adultos que só sabem o que qualquer criança saberia quando inicia sua vida de leitor.

Declamam seu amor incondicional aos quadrinhos mas não sabem como ele chega até as mãos deles, não procuram aprender nada que vá além do que acompanham nas ficções das histórias. Ou seja, sabem muito sobre personagens, origens, poderes e lugares que não existem, mas sobre o objeto real que seguram não sabem nada. Rejeitam opiniões críticas. Tem medo delas. Acham que se você duvidar por um segundo da natureza supostamente pueril das revistinhas que leem vão estar cometendo um crime capital, perdendo a aprovação dos outros que são tão ignorantes e cegos quanto eles.

Enfim, fãs de quadrinhos no Brasil são preguiçosos e covardes. Ignorantes que se encolhem com medo nas suas bolhas de saudosismo infantil, onde estão seguros do pavor que um possível questionamento relevante e saudável provoca. Medo de crescer, medo de questionar, medo da opinião contrária, medo de saber demais e descobrir que nos EUA, Japão ou aqui na terra dos bananas, existe corrupção, oportunismo e ganância. Isso tudo os faz se esconder num cantinho seguro onde fingem que nada disso é real. Por isso mesmo o leitor de quadrinhos não amadurece. É uma eterna criança que vira o rosto e se esconde com medo dos problemas do mercado que fabrica seus objetos de adoração ingênua.

A maioria dos leitores de hqs não são mais crianças ou como diz a máxima clichê: "quadrinhos não são só pra crianças". Mas a situação atual é bem pior. Hoje temos adultos que não tem interesse nenhum nos assuntos adultos. É a verdadeira síndrome de Peter Pan.


SITES, BLOGS E YOUTUBE: MÁQUINA DE CRIAR DEMENTES

Em sites, blogs ou canais de youtube, a regra é ser alegre e transparecer alegria. Mesmo quando não há motivo pra se sentir assim. Quadros superficiais copiados de outros canais sem conteúdo ou opinião. Nunca opine! Opinião divide espectadores e você não vai querer perder inscritos certo? Nada de assuntos que não incluam sorrir, ter reações pré-fabricadas. Você deve exaltar os quadrinhos como se fossem perfeitos e não houvesse nada de errado neles ou no mercado. Isso é coisa de gente chata! Tenha sempre um controle doentio das pautas para que nenhum tema sério entre. Isso espanta pessoas imbecis que acham que entretenimento é feito só de bons momentos. Fuja de tudo que não seja limpinho, comportado, infantil, forçadamente emotivo, livre de contestações, raso e vazio de informações que possam dar dores de cabeça em espectadores/leitores com um QI menor que o de um bicho-preguiça. Pensar dói a cabeça. Duvidar ou questionar dá medo. Procurar informações que ampliem a experiência é cansativo e deve ser evitado. E, principalmente, ir contra os dogmas covardes da maioria dos leitores. É condenável! Fuja de ideias diferentes da sua como se foge do demônio!


OS ADVOGADOS DE EDITORAS

Todas as editoras cometeram erros pelos quais os leitores pagaram, muitas vezes sem nem saber ou se importar. Erros que sempre vão existir, mas que, logicamente, são toleráveis apenas até um certo ponto. Quando as empresas cometem erros demais ou quando os erros são parte da própria política de produção e estão lá de propósito, o leitor deve agir. Mais uma vez relembro que leitores infantis ou adolescentes não tem a menor obrigação de exigir direitos junto ao Procon. Seria absurdo supor que uma criança de oito anos fosse até um posto desse órgão com uma edição do Homem-Aranha querendo "fazer valer seus diretos de consumidor". Mas isso é o que se espera de leitores que passaram dos dezoito anos certo? É bem justo acreditar que um leitor maior de idade, dono da própria vontade e trabalhador, mova recursos contra empresas que o lesem financeiramente.

Mas o que vemos é uma corrente contínua de mediocridade e negligência vinda de pessoas que se consideram maduros por ler V de Vingança, Druuna ou Cavaleiro das Trevas, mas levam prejuízo da maneira mais passiva. Editoras antigas como as já citadas Bloch, Ebal ou RGE tem fãs mais velhos e muitos deles não estão nos meios de comunicação como Youtube, sites ou redes sociais. Alguns deles já faleceram pela idade. Mas ainda existem bastante ex-leitores da Editora Abril. A editora que reteve os direitos de publicar DC e Marvel por quase vinte anos.

Esses estão aí por todos os meios de comunicação. E alguns deles até dentro das editoras ativas no mercado. Incluindo o sujeito de que falei no começo do texto, esses leitores advogam em causa da Abril. Sorriem quando falam das aberrações feitas por ela. Fazem vista grossa pra ruindade e incompetência de tipos como o Jotapê, Hélcio ou Levi Trindade. Entre esses que falei estão os participantes de panelinhas. Amigos de editores e artistas que tem a mesma postura subserviente. Além de serem ferrados por empresas que só querem lucrar fácil em cima de ovelhas, eles ainda travam longas batalhas em espaços de comentários de canais e redes sociais defendendo vorazmente essas empresas. A pior espécie de ser humano esquivo e adulador que existe na face da terra! Aqueles que trocam tudo que podem ter de melhor sendo livres pra falar e fazer por humilhação bem remunerada. Ou nem isso...


SAUDOSISMO USADO COMO DESCULPA PRA SER FRACO E TACANHO

Sentir saudades de algo ou alguém por si só é um bom sentimento. Que, na verdade, somente é bom quando não dura ou vai longe demais. Agora quando esse sentimento vem atrelado ao consumismo burro, conveniência, acomodação ou sentimentalismo barato, aí temos uma aberração de treze cabeças. Um fantasma deprimente. Uma doença difícil de tratar e que se alimenta da mais pura irracionalidade. Em vários níveis diferentes, dos mais grotescos aos menos incômodos, as falhas nos quadrinhos feitos ao longo de mais de um século de história foram muitas. Hoje o padrão de qualidade das hqs está, além de alto, compatível com os padrões estrangeiros. Mesmo havendo erros também, claro, mas eles estão sendo fiéis aos originais o quanto possível.

Mas o que justifica esse apego a quadrinhos modificados ou mal publicados? Essa raiva insana a quem critica erros e decisões mesquinhas? Por que leitores que deviam querer avaliar o produto que compram pra levar somente algo bem feito e merecedor do dinheiro gasto se comportam como viúvas rancorosas? A resposta pra todas esses perguntas é: uma teimosia ignorante e covarde. Pessoas que de tão burras não conseguem imaginar que criticar não significa odiar. Que enxergar erros e falhas não é o mesmo que procurar condenar algo ou alguém. Que manter um olhar atento a detalhes é querer o melhor daquilo que se vende pra alguém que deve, em primeiro lugar, se enxergar como consumidor. Não um fã cego e intolerante. Um defensor raivoso que não suporta que duvidem de seu brinquedo, seu objeto obsessivo de admiração intransigente. Essas crianças violentas e birrentas que atacam tudo que não habita o seu mundinho de perfeição ilusória. Onde ele pode ser eternamente feliz e nunca confrontar nenhum tipo de contradição. Um moleque ciumento cercado por uma muralha de auto-engano. Esse é exatamente o perfil deplorável dos leitores brasileiros dos anos 70, 80 e 90 enterrados nesse mesmo saudosismo.


A FORMAÇÃO ECONÔMICA, CULTURAL E EDUCACIONAL DAS AMEBAS 

No meu entender não existe um meio de influência mais nocivo que canais de "gibitubers". Se é incomum ver leitores de hqs lendo textos e posts, isso se dá pela preguiça paralisante que os faz correrem para esses canais. Lá o leitor jovem encontra toda falta de seriedade, toda estupidez, toda propaganda bombardeada regularmente nos olhos dessa geração pobre de ideias e iniciativa. Na falta do que pensar não haverá problemas, o palhaço/apresentador pensará por você! Ele vai entregar precisamente aquilo que se espera pra entreter a mente de, para quem a prática de pensar, se constitui numa ação torturante. O resultado disso é a geração de leitores de hqs mais mal-educada de todos os tempos! Não sabem aprender pelo esforço próprio. Precisam ter a cavidade cranial preenchida com estrume vindo de "influenciadores digitais" como os três editores que são idolatrados e conhecidos por "fazerem um marketing perfeito de hqs". Mas que na verdade são bem sucedidos por cima do vazio de inteligência de uma manada de acerebrados. Não há desafio ou talento nenhum em trapacear idiotas. É fácil! Essa massa de leitores não está pronta minimamente pra oferecer resistência aos métodos de propaganda e pretensas facilidades. Compram volumes de luxo como zumbis sem vontade própria. A visão rasa e falta de interesse em aprender a se virar nesse mundo de exploração, transforma-os em seguidores de verdadeiros animadores de festa retardados, disfarçados de "leitores apaixonados". Apresentadores de programas ruins que estão lá pra vender e que fingem estar se aprofundando em conhecimentos copiados de outras pessoas.

Além da postura previsível de evitar problemas que espantem espectadores/fregueses, eles tentam afetar inteligência. Tentam parecer cultos e bem informados enquanto espalham asneiras que não se deram ao trabalho de averiguar. Mentem sobre a qualidade das hqs pois são bancados por editoras. Avaliam de modo incompetente os quadrinhos, o que deixa os leitores desguarnecidos de opinião confiável e bem fundamentada. Isso se traduz em análises/reviews porcas e apressadas. A preocupação em parecer maduros levam essa turma de hienas pros bares. Tentando emular um estilo de vida que se afasta dos nerds clássicos, xingados e rejeitados desde sempre. Mas continuam sendo farsantes que se aproveitam de uma mídia popular pra moldar o pensamento de leitores impressionáveis. Não passam de aproveitadores que usam o interesse dos outros como ímã pra atrair dinheiro.


EU DESISTO...

Ser um leitor de quadrinhos nesse país é ser uma criança velha. Pessoas displicentes que não querem melhorar como consumidores e nem querem que os outros melhorem. Medrosos que pulam fora de qualquer coisa que os remova de sua concha de conforto infantil. Que rejeitam qualquer evolução mental e cultural em nome de alienação e conformismo. Que não questiona, não pesquisa, não aprende, não cresce, não tolera divergência, não enxerga que a sua intransigência limita o discurso e não percebe o próprio papel nos problemas que existem no ato de consumir quadrinhos. É por isso mesmo que a situação dos quadrinhos está tão ruim. O porquê de ela sempre ter sido problemática e por que nunca vai se resolver. Pelo fato de o leitor manter tudo exatamente como está, estagnado na imbecilização, durante décadas. Cada geração de leitores tem sua parcela de culpa nisso. Se o mercado é como é, a causa sempre foi o leitor, pois não existe hqs sem leitores. Quem acredita que ser um leitor de quadrinhos adulto é ler quadrinhos adultos está enganado. Ser adulto é ter a capacidade de assumir responsabilidades pesadas e não fugir delas! E é por isso mesmo que eu desisto dessas pessoas. Desisto de tentar colocar alguma ideia decente na mente de criaturas bisonhas que preferem se fechar dentro do seu meio repleto de imaturidade, falta de graça e desorientação proposital. Se querem permanecer assim, que fiquem.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

CAPITÃO AMÉRICA : O SACO DE PANCADAS DA MARVEL

Por: Hds.




Lembro de que há uns bons anos atrás eu li um texto do blog Kamen Rider (hoje Tokusatsu Mil Grau) chamado: "Homem-Aranha: o rato de laboratório da Marvel". Ele falava sobre as cagadas que a editora vinha fazendo nos primeiros anos 2000 com o personagem. Foi nele que me baseei pra escolher o título desse post. 

Atualmente parece que temos um novo alvo de esculhambação editorial na mira da Marvel, que é o Capitão América. 

Durante o arco de histórias Captain of Nothing Steve Rogers vai abandonar o escudo novamente. Após ele ser envolvido no assassinato do General Thunderbolt Ross, ao invés de tentar provar sua inocência, Steve desiste de ser o Capitão e se entrega à justiça. Agora ele vai ser preso e ficará na Balsa, a prisão para super-vilões mantida pelo governo americano.

E mais uma vez ele enfrenta outra crise de consciência, fica deprimido e resolve se punir. Mas essa lenga-lenga não começou nesse atual período criativo podre em que a Marvel se encontra.

O Homem-de-Ferro começa a confrontar o Capitão América e agir como um boçal sob motivos pouco convincentes

Foi em Guerra Civil, série ultra-aclamada do escritor Mark Millar, que começou a nova desconstrução do super-soldado. No auge da batalha entre heróis que antes se consideravam amigos e parceiros, Rogers constata que a destruição causada fere pessoas às quais ele jurou proteger. E toma uma atitude contraditória: desiste e se entrega. Mesmo estando coberto de razão! Afinal o registro de heróis colocaria a segurança, não só deles em risco, mas de parentes próximos. A transformação ilógica de Tony Stark num pau-mandado contraditório do governo não me convenceu até hoje! Afinal foi o governo que caçou, prendeu e expôs a identidade dos heróis de maneira desumana.

Assim como vários heróis da Marvel o Capitão também foi vítima das ideias imbecis e toscas.

Pra um personagem que já foi transformado até em Lobisomem (!?), não seria normal estranhar que ele servisse de saco de pancadas para roteiristas cretinos. Se a ideia de fazer com que ele perca os poderes pelo sumiço do efeito do soro do super-soldado já soa velha, imagine apelar pra velha pasmaceira do: "eu não me identifico com os valores da América de hoje, portanto abandonarei o escudo". Ai meu saco.....

Lembra dessa fase de merda em que o Capitão usou uma armadura genérica
 que o deixava parecendo um completo idiota?

Desde a badalada Guerra Civil até os dias atuais, foram diversas mazelas pelas quais Steve Rogers passou: teve que fugir e agir na clandestinidade por causa de uma lei draconiana aprovada às pressas pelo governo e apoiada pelos amigos que o traíram. Morreu (coisa básica...) baleado às portas do Capitólio e prestes a ser julgado. Envelheceu pela (adivinhem!) perda do soro. Foi pela zilionésima vez substituído, dessa vez pelo Capitão "Nigga", que está cagando-e-andando para problemas maiores e prefere trabalhar como assistente-social nos guetos. Contrariando toda a lógica foi associado ao nazismo, e por fim, temos ele novamente em outra crise de patriotismo forçada. 

Uma das vezes em que Steve Rogers desistiu de ser o Capitão América e
chegou a mudar de nome virando o Nômade.
Faz mais de dez anos que essa contínua fragmentação da figura do "Soldado Americano Perfeito" começou. E se você desconfia que a causa disso é a agenda podre ideológica que infectou os escritórios da Marvel há (curiosamente) mais de dez anos, eu digo que você está certo. E não me venham com balela de "teoria da conspiração". 

O Capitão está em pleno processo de se juntar aos personagens da Marvel que foram brutalmente desgastados por enredos e plots imbecis. Os X-men, Thor, Homem-Aranha Hulk entre outros já foram avacalhados por histórias patéticas. E no atual panorama insolúvel da editora, o personagem vem tropeçando em meio à repetidos chiliques de "consciência culpada".

Aja como um canalha perto de Steve Rogers e se prepare pra pagar o preço.
O Capitão de "Os Supremos" era macho pra cacete.

Onde está o Capitão visto em The Ultimates? Um cara seguro de seus valores, corajoso ao extremo e que não levava desaforo nenhum pra casa. De personalidade forte o suficiente pra atravessar o cinismo frouxo típico da atual cultura moderna. Assim era o Steve Rogers nessa espetacular série: um homem de verdade e não um bunda-mole.

Mas a Marvel não está interessada nesse arquétipo. O Capitão da nova era da frouxidão deve ser um bosta que não acredita e não trabalha pelo próprio país. Deve ter constantes exames de consciência que (não por coincidência) sempre o levam a rejeitar o modo de vida americano no qual se fez. Tem que duvidar da integridade, da honestidade ou caráter dele mesmo! Tudo em nome de uma abertura capciosa nas convicções do herói, feitas para a cômoda inserção de diarreia moral relativista.

O Capitão América existe para externar o que há de melhor na cultura e no "american way of life". Não faz o menor sentido ele tropeçar em seus próprios ideais por causa de mudanças, tramoias ou crimes vindos do governo americano. Ele é um super-herói e nunca obedeceu somente às ordens de superiores. E nem devia ficar tristinho toda vez que for traído pelo mesmo. Pois a origem dele confirma que as qualidades que tem estão ACIMA disso tudo!

Parece que na visão imunda e tendenciosa dos escritores e editores da Marvel, o Capitão pode ser tudo, menos o patriota convicto que a criação pelas mãos de Jack Kirby determina que seja.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

IMPÉRIO SECRETO É MAIS UMA SAGA FURADA DA MARVEL



Por: Hds.

Se você parar de comprar sagas em linha de montagem, com certeza, sagas em linha de montagem deixarão de existir.

Império Secreto
(Secret Empire) é o próximo evento da Marvel que promete envolver todo o universo da editora. Gerando todo aquele desconforto e sub-plots inúteis com os quais já estamos acostumados.

A saga é toda amparada na sequência de Capitain America - Steve Rogers. na qual o herói revela que "sempre fez parte da Hydra". Na trama, o Caveira Vermelha criou artificialmente  uma menina com poderes do Cubo Cósmico, visando manipular a mente de Steve Rogers. Eu sei, é um enredozinho bem besta.



Desde aquele arco, o Capitão atua como comandante da Hydra. A série principal será publicada em nove partes e mais diversas edições avulsas. Tendo começado em abril com Secret Empire #0.

O tal "Império Secreto" surgiu numa aventura feita pela famosa dupla Jack Kirby e Stan Lee em Tales to Astonish # 81, de julho de 1966, e funcionava como um dos "tentáculos" da Hydra.

Ou seja, O escritor Nick Spencer (o mesmo do título do Capitão), não está fazendo nada mais do que fuçar o baú de histórias antigas da Marvel em busca de um "fio de novelo" para puxar. Não chega a ser algo sem-noção como A saga do Clone dos anos 90. Mas parte de uma premissa imbecil e marqueteira. É uma pena que artistas do calibre de Steve Mcniven e Andrea Sorrentino emprestem seus talentos para um plot de saga tão babaca...

Preview e primeira edição da "polêmica" saga.

Os primeiros capítulos já saíram e detalham a ascensão de Rogers como diretor da Shield, tornando-se cada vez mais autoritário e condizente com os ditames da Hydra. O que fez com que alguns sites no Brasil se apressassem em estampar o rótulo de "Capitão Fascista" no personagem, exatamente como os papagaios do site Omelete fizeram. O Capitão América nunca foi nazista, fascista ou qualquer besteira desse tipo. A Marvel e o dublê de roteirista Nick Spencer (através de uma historinha fajuta de "implante de memórias") é que fizeram isso.

A subida ao poder do Capitão implica eventos mostrados na conclusão de Civil War 2. Logo na primeira edição vemos Steve promovendo uma caçada aos super-heróis.

Como de costume, as mudanças em sagas da editora são abruptas demais para ser consideradas verossímeis, mesmo nos quadrinhos. Em pouquíssimo tempo os EUA são rendidos pela Hydra sob comando do Capitão e se torna um estado totalitário.

O editor Axel Alonso declarou que Secret Empire evoca um estilo mais antigo de sagas da Marvel. Como a série ainda está em publicação, aposto que esse papo de "Old School" saiu da boca do Editor-Chefe por causa dos meses de queda nas vendas que a casa das ideias fracas vem amargando desde o ano passado. Será que a Marvel vai mesmo tentar colar essa de: "isto é pros fãs antigos"?

Alonso emenda falando que vê na trama a oportunidade de reunir o Universo Marvel, que andou bastante fragmentado de uns anos pra cá. Tipo: fragmentado pelas merdas que a própria Marvel andou fazendo?

Lição de ouro para leitores da Marvel: se uma história parte de uma premissa idiota, dificilmente vai acabar bem!

Quem frequenta o blog há muito tempo deve saber que não morro de amores por mega-sagas. Guerras Secretas 2015 foi inundada num maremoto de hype, e se mostrou uma pasmaceira belamente ilustrada por Esad Ribic. X-men vs Inumanos só existe para repetir a vigarice de Vingadores vs X-men. A Marvel vai tentar diminuir os prejuízos vendendo Secret Empire como um ponto de retorno ao universo coeso de épocas anteriores. Mas como é que alguém vai cair nessa? Você acredita que Marvel Generations vai endireitar essa zona toda?

Os leitores mais entusiasmados da Marvel conseguem perceber que a linha editorial dela continua seguindo uma trilha torta? Ou será que os fãs da editora são tão cegos que não notaram que a Marvel só vem reciclando a ideia de "heróis contra heróis" desde Guerra Civil de 2006?

Ao invés de seguir o velho roteiro de todo leitor de quadrinhos: babar em cima de um teaser ou imagem enigmática - conhecer o plot e desconfiar que se trata de um lixo - ler o anúncio oficial da história e confirmar que é mesmo um lixo! - e mesmo que tenha sido malhada lá fora, comprar uma edição quando chegar pela Panini "só pre ver se presta" - depois voltar ao início do ciclo quando a editora apresentar outra saga igualmente podre.

O melhor mesmo é começar a ter amor ao seu dinheiro.

Fontes: UniversoHq, Universo 616 e Wikipédia.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

COMO TRANSFORMAR UM PALHAÇO NUM SUPER-HERÓI RESPEITADO


Por: Hds.




Caso você seja um leitor jovem que ainda está vivendo sua infância despreocupadamente. Ou seja um adolescente com tempo livre para aproveitar. Talvez não consiga perceber que estamos vivendo tempos terríveis em relação à criatividade nos meios de entretenimento. Boa parte do que lemos, assistimos ou jogamos são coisas velhas adaptadas aos dias atuais ou carregadas de um saudosismo viciado que beneficia mais quem vende, do que quem consome esses produtos.

Pra piorar tudo, estamos atravessando uma época de declínio grotesco na cultura ocidental em que até aquilo que é feito para distrair, vem abarrotado de uma carga brutal de influências ao público alvo.

É justamente por tentar manter minha visão atenta ao máximo que procuro não ignorar traços desta nova onda que toma espaço, se esgueirando da maneira mais insidiosa no ramo que mais me agrada: os quadrinhos.

E é claro que os quadrinhos voltados para crianças e adolescentes estariam na mira de criadores dissimulados e virulentos. Tendo em vista que fazer a cabeça de pessoas novas que não tem opinião formada e fazê-los se guiarem por noções duvidosas é bem mais fácil.

E é com a certeza de que essa iniciativa da Marvel, DC e demais editoras vem se expandindo, que resolvi falar sobre o assunto. Até porque se não houver outras ideias que não sejam as dos redatores de sites grandes e tendenciosos (como o Omelete, Judão, Terra Zero e outros pastiches) os leitores vão pensar que todo mundo é unânime a essa imundice que estas mesmas editoras vem fazendo.

Por conta disso, aqui vai alguns passos para elaborar um "campeão moderno":

Young Avengers
1 º Passo: O Bobo da Corte "Representativo".

Um truque usado com frequência pelos artistas é o de criar heróis engraçadinhos, jovens e inexperientes. Isso faz com que as crianças se identifiquem imediatamente, pois, essas figuras são facilmente associadas aos Gokus, Narutos e Luffys da vida que vemos nos mangás. Como já disse antes elas não percebem que seus heróis podem ser usados para influenciar suas ideias desde cedo. E isso dá ao criador uma oportunidade de entupir a cabeça de uma geração inteira do mais puro lixo proselitista que se pode imaginar.

São pré-adolescentes, que só compram quadrinhos pelas lutas, poderes incríveis, ação e diversão e levam de brinde uma cartilha politicamente-correta com noções de gênero, lutas de classes, confrontos de vertentes políticas (nos quais os editores e equipes criativas fazem questão de deixar claro qual lado que "deve ser defendido"), incitam engajamentos ideológicos e direcionam o leitor através de um lamaçal de obras de baixa cultura. Ou pra usar de linguagem menos empolada:  uma lavagem de porco feita para emburrecê-los!

É preciso dar a devida responsabilidade a quem trabalha diariamente para que toda essa doutrinação escrota chegue aos olhos de quem não possui defesa contra ela: os empresários, os editores, escritores, desenhistas e demais funcionários dessa indústria.

A editora Marvel, por exemplo, sempre se mostrou inclinada à esquerda. Mas hoje em dia ela vem aumentando o volume da própria imbecilidade e resolveu transformar seus personagens em bandeiras de militâncias e causas. O exemplo mais bem sucedido de herói que nem precisou ser "convertido" às causas defendidas pela casa das ideias deturpadas (mesmo porque ela foi criada com esse propósito) é a nova Ms. Marvel: Kamala Khan.

Kamala Khan
2º Passo: Uma simpatia de dar embrulho...

Não há como negar que a característica que sempre chamou a atenção de crianças ao se depararem com uma história em quadrinhos desde o início deste ramo é o entusiasmo pela ação. Dos personagens mais infantis e caricatos até os guerreiros mais violentos e cheios de pose, os que fizeram mais sucesso entre os leitores abaixo dos quinze anos foram os mais combativos, aqueles que se envolvem em lutas com maior frequência. Por esse motivo os heróis dos quadrinhos servem de veículo perfeito para transmitir mensagens.

Kamala Khan foi criada pelos editores Sana Amanat e Stephen Wacker para ser a primeira personagem muçulmana da Marvel. Ela é desligada, desbocada, tímida e ao mesmo tempo ousada,  é animada como as garotas da sua idade, atrapalhada e admira suas amigas descoladas do colégio. Apesar de ser desprezada pelas mesmas, sofrendo bullying por causa de sua origem, faz a política da boa vizinhança e tenta manter-se amiga delas. Kamala chegou a ser usada numa campanha pela luta contra o ódio aos imigrantes em São Francisco. Justo defender o combate ao ódio irracional, mas a Marvel se deu conta de que ela é UMA EDITORA DE COMICS e não uma gráfica de panfletos anti-xenofobia?

Quem leu este texto até aqui pode pensar que se trata de rabugice ou paranoia julgar tipos infanto-juvenis como se fossem figuras de obras adultas de autores célebres e dotados de uma dialética profundamente psicológica. E que não faria sentido analisá-los de uma forma séria. Mas eu tenho a mais plena e concreta noção de que esses personagens não foram criados para mim: leitor velho e capaz de discernir ideias inocentes de ideias nocivas. Sei que os novos ídolos das editoras (ou aqueles que foram renovados para o leitor jovem) são para um nicho iniciante dentro desse mercado.

E é por esse motivo que posso afirmar que heroínas como Kamala são o que existe de mais podre e reprovável na sorte de estratégias usadas para que essa audiência engula heróis com características como as citadas acima. Disfarçar uma lavagem cerebral debaixo de simpatia e carisma forçados. Descaracterizar figuras com origem e evolução definidas por décadas de trabalho competente de artistas do mais alto calibre. Tudo em nome de uma necessidade de impor pontos de vista mesquinhos. É desse tipo de cretinice e falta de vergonha que muitos nomes de peso como Brian  Michael Bendis vem se orgulhando.

A Garota Esquilo enfrentando Wolverine, Dr. Destino e Thanos.
3º Passo: Construindo o moral de um palhaço.

Como fazer com que alguém acreditar que a Garota Esquilo pode ser durona? Simples! Faça com que ela enfrente vilões ou heróis que notoriamente varreriam o chão com a cara de retardada dela e você tem um currículo artificial pronto para convencer qualquer idiota. Me custa acreditar que um sujeito brilhante como Steve Ditko teve parte na criação dessa aberração ridícula. Cujos poderes são (além de capacidades físicas ampliadas) controlar esquilos e imitar sons de esquilos (!!!).

Por algum motivo, a Marvel achou interessante trazê-la de volta. Afinal ela foi criada em 1992 e foi resgatada recentemente. Não basta a editora destruir suas principais marcas, ela ainda se esforça em revirar a própria lixeira. As tramas são bisonhas e dignas de pena como as aparições de Barack Obama nas revistas do aranha.

Outro meio bastante comum é fazer com que um herói patético e sem histórico apareça ao lado de vários outros consagrados. Assim os leitores vão pensar: "nossa! olhe ao lado de quem ele está lutando" ou "esse cara deve ser bem importante".

Vimos isso desde o início das histórias da nova Ms. Marvel, quando já se indicava que ela lutaria ao lado de Wolverine. Depois disso ela só aumentou seu número de parcerias na busca desesperada por uma evidência construída na base do mais puro alpinismo moral. E isso vindo de uma menina que tem o tosco poder de aumentar de tamanho, esticar e fazer crescer membros.

Também é possível fazer com que aja um acréscimo de "presença" numa personagem medíocre fazendo com que ele "rompa" com a hierarquia entre os da sua categoria. Como foi o caso do grupo Campeões, onde a mesma Kamala aparece numa arte promocional do título queimando sua carteirinha de membro juvenil dos Vingadores. Dando a falsa ideia de que são "independentes e possuem uma visão atual de super-heroísmo", em detrimento aos "velhos mandões e chatos" dos Vingadores. Coisa de aborrescente...

A nova Batgirl.
4º Passo: "O mundo mudou!" E as ideias mudaram pra pior!

Não posso imaginar uma frase mais moloide e boçal que: "o mundo mudou". Está na boca de 100% dos palermas que acreditam que hq's devem adotar discursos ideológicos. Talvez "aceita que dói menos" chegue a superá-la. Afinal é tão cretina quanto. O que percebo é que o nível de conhecimento por parte dos que defendem essa deturpação é baixíssimo. Mas o que se pode esperar de um bando de analfabetos que tiveram sua instrução política moldada via Facebook?

Essa gente está feliz em amparar uma prática suja de editoras que não estão interessadas em contar histórias, mas moldar a mente dos consumidores. Embarcam na onda de imbecilização de personagens. Seria compreensível se estivéssemos falando de novatos nos quadrinhos, mas são leitores experientes assinando embaixo dessas cagadas que as editoras fazem.

Não existe argumento bom o suficiente capaz de me convencer de que: jogar fora criações que já acumulam décadas de cronologia, que tem peso como obras de entretenimento. que representam nomes conhecidos em todo o mundo por avatares de causas em forma de heróis de quinta categoria é uma boa ideia.

Esses novos heróis são ruins, sem criatividade. Pegam carona na competência de outros. São postos para substituir e acabam sempre sendo piores que os originais. São ineptos, burros, cheios de problemas fúteis. Estão lá pra refutar algo que não pode ser refutado, porque não tem capacidade para tanto. Desafiam heróis aclamados sem a devida grandeza para isso, bancando os representantes de um futuro "moderno", que de moderno não tem nada.

A função desses moleques sem moral e sem inteligência nunca é claramente definida. Sabe-se somente que estão aqui para mostrar que são melhores e mais "antenados" com os supostos valores da juventude atual. Não seja tímido nessa hora! Traduza essa baboseira moderninha por: "bando de imbecis sem noção, mas falsamente munidos de uma grande consciência social". Uma leva lamentável de incapazes e cabeças-de-vento.

Falando dessa maneira, parece que nenhum personagem criado pode ser engraçado. Ou feito para crianças e adolescentes. Ou que sou contra histórias em quadrinhos despretensiosas de aventura e humor. Mas os quadrinhos dessas editoras estão infestados de conceitos estranhos ao público infanto-juvenil! Conceitos estes colocados lá de propósito por adultos irresponsáveis e notavelmente mal-intencionados! Por que deveríamos considerar que são inofensivos só por ser feitos para crianças?


O Superman chinês.

5º Passo: Sai o velho, entra o mais velho ainda...

O senso comum de que trocar algo antigo pelo novo produz um efeito de melhora instantânea é totalmente estúpido. Recentemente a DC Comics apresentou seu pavoroso Superman Chinês. Claro agora temos um superman vestido com roupa vermelha e estrelas representando a bandeira comunista (pra variar, um completo idiota). Já vi mais sutileza em outros tempos dentro dessa editora...

A Coelha Branca é a pior inimiga do Batman já criada. Trata-se de uma mulher vestindo um corpete, calcinha, luvas e meias longas e que aparenta não ter mais nada que explique sua função de vilã. O Batman também sofreu nas mãos de roteiristas preguiçosos recentemente. Ele apareceu com uma armadura parecendo um robô japonês com orelhas de coelho. Depois se descobriu que não era nem mesmo Bruce Wayne que estava dentro dela e sim outro personagem. Uma piada de mal-gosto.

Aquaman, nas mãos de Geof Johns teve seu momento vergonha alheia com o Aquadog. E se levarmos levarmos em conta o resultado dos novos 52, não é difícil notar que durante seu período surgiram indivíduos dos mais descartáveis. A prova disso é a nova Batgirl que não é exatamente um modelo de inteligência.

Se a DC está lotada de personagens fracos remanescentes desse evento dantesco imagine a situação da Marvel?

O Thor não é mais digno do Mjolnir e agora uma mulher ocupa seu lugar. O Hulk, Barbie-de-academia, Amadeus Cho estrela o título de Bruce Banner com o aval do mesmo (fazer com que o antigo "aprove" o novo é uma manobra manjada também). Um Capitão América envelhecido tendo que ver seu uniforme sendo usado por um substituto. O Homem-de-Ferro perdeu a vontade de vestir a armadura e deu lugar à "diversidade" cedendo espaço a Riri Williams. O quarteto catapultado para fora do universo da editora por pura birra com a Fox. Os X-men, bem, os X-men estão uma zona desde sempre! O Homem-Aranha tem que conviver com uma tropa de clones piores do que os da saga dos anos 90, com cópias femininas, robô, grávidas, multi-nacionalidades, versões de universos e tempos diferentes. Uma bagunça de fazer chorar!

Existem ainda dezenas de alterações, rejuvenescimentos, cópias do passado (e do futuro, talvez?), alguns assumindo papéis nas mais variadas causas, mortes, revezamento de uniformes entre inúmeras barbeiragens.

Depois de tudo que foi escrito aqui as perguntas que devem ser feitas são: como podemos acreditar que esses heróis terão um tratamento decente daqui pra frente?  Quando esse show de horrores vai acabar? Os leitores mais novos vão perceber, enfim, o estrago grotesco que esses personagens estão sofrendo? Impossível responder. Mas pode ter certeza de uma coisa: as ideias por trás dessas mudanças são infinitamente mais velhas do que o tempo de estrada que esses personagens tem. Jogando por terra o embuste grosseiro de que se tratam de "novas visões".

A única certeza que tenho é a de que se temos hoje um verdadeiro circo dentro das editoras, onde vale destruir a principal matéria-prima das hq's que são seus heróis, nem eu nem você devemos apoiar essa degradação vexatória! Nos resta ignorar e esperar por um sinal de ordem em meio a esse espetáculo desgastante. Afinal de contas, palhaços só podem ganhar atenção se houver uma plateia para aplaudi-los.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

COMO A MARVEL ESTÁ EMPENHADA EM SUBVERTER O CONCEITO DE SUPER-HERÓIS PARA INFLUENCIAR SEUS LEITORES



Por: Hds


A Toda "Nova", Toda "Diferente" e Toda Esculhambada Marvel!

Eu tenho a nítida impressão de que a pior coisa que aconteceu na indústria americana de quadrinhos nas últimas décadas, foi o aumento da inserção de temas políticos/sociais nas histórias de super-heróis. Eles já existiam há muito tempo e estavam presentes de uma ou outra maneira, de forma que não adianta dizer que se trata de algo inédito. O problema é que estes assuntos estão encontrando nos quadrinhos o meio propício para embutir noções tendenciosas na cabeça dos leitores, seja qual for a faixa etária. Assuntos do tipo ganharam força nos quadrinhos alternativos de autores como Robert Crumb nos anos 60. E  agora, esses tópicos voltaram com força nos títulos da Marvel e DC e ameaçam fragmentar mitologia desses personagens, configurando-se numa verdadeira doença no mercado americano.

Na atual fase da Marvel: a Marvel Now!, o Gavião Arqueiro (Clint Barton ) foi responsável pela morte de um dos vingadores originais dentro de Guerra Civil 2. Julgado e considerado pelos próprios heróis um traidor, Clint foi aclamado pela opinião pública, que (convenientemente) o recebeu como um herói por ter supostamente evitado uma tragédia.

O gavião decide, assim, formar sua equipe de vingadores, chamados de Occupy Avengers.

A Marvel achou que cairia bem colocar o nome de um movimento de protesto como título dos Vingadores.

A nova série é roteirizada por David Walker e desenhada por Carlos Pacheco e Gabriel Walta. Ela não terá heróis superpoderosos, como afirmou o roteirista. Walker ressalta em sua revista que o gavião está passando por uma crise de consciência e vai atravessar o país ajudando pessoas carentes e excluídas.

Ao longo de décadas, os heróis se envolveram em todo tipo de luta por justiça, igualdade e defesa de inocentes. Mas às vezes, essas lutas não retratavam os problemas das pessoas em geral, e sim o direcionamento político que os autores queriam "sugerir" aos leitores.

A luta por igualdade do Falcão está ligada à história do Capitão América.

Na década de 70, já vimos o Falcão viajar pelos EUA com Steve Rogers tentando resolver os problemas do cidadãos comuns. O herói do gueto passava mais tempo no Harlem, um bairro pobre de Nova York, do que combatendo ameaças ao lado de outros personagens. Daquela época pra cá, fomos apresentados  ao quadrinho que eu considero o divisor de águas entre os quadrinhos "engajados" que é: The Authority.

Eles são sexys, descolados e não se importam em derrubar a sua cidade na sua cabeça para provar que estão certos!

Quando foi lançada, Authority foi como uma bomba jogada no meio do pacífico e relativamente previsível mercado de hq's americano. Tudo que você puder imaginar sobre ativismo e ideologias estão lá: minorias, ecologia, religião retratada de forma pejorativa, ações violentas, desobediência aos órgãos governamentais, invasão à territórios de outros países, entre outras "demandas" do grupo.

A equipe do escritor Warren Ellis passa por cima de governos e atropela fronteiras internacionais. Estraçalham cidades, matando milhares de civis por onde passam. Matam seus oponentes de maneira despreocupada, pondo em prática uma espécie de "banditismo socialmente aceitável" para impor suas regras de maneira arrogante, agindo como verdadeiros terroristas superpoderosos. Ou seja, agem como uma força da paz e da ordem, mas não passam de justiceiros, de assassinos cínicos e ignorantes. Apesar da qualidade técnica da série, não dá pra esconder seus valores duvidosos.

Mas é claro que, entre os leitores deslumbrados e analfabetos políticos, Authority vai soar como a coisa mais à "frente do seu tempo", "genial" e "bacana" do mundo. Aliás, não só entre os leitores, mas entre artistas da esfera editorial. Como o sempre militante escritor Grant Morrison, que não somente rasgou seda para a revista na época em que saiu, mas também escreveu o prefácio da encadernação do primeiro volume, antecipando que ela: "ditaria o futuro dos heróis" a partir dali.

O "Capitão Hydra", o sonho molhado da Marvel de ter um Steve Rogers assumidamente contrário aos Estados Unidos.

Essa é a real causa pela qual já assistimos ao Superman rejeitar sua cidadania americana. O porquê de termos um capitão envelhecido e retratado como dono de "valores ultrapassados". Ex-Machina, com o herói-prefeito Mitchell Hundred despejando sermões políticos. Ou mesmo a nova equipe dos Champions da All New-All Different Marvel, um grupelho de quinta categoria, liderado por um Ciclope adolescente e com integrantes do naipe do Hulk engomadinho; Amadeus Cho. Nova (aparentando ser uma versão jovem). Kamala Khan, a heroína mais ordinária e supervalorizada dos últimos tempos! E ainda Viv, a filha (!?) do Visão.

A ideia transmitida aqui está visível para quem quiser: a Marvel quer convencer seus leitores de que o super-heroísmo, em seu aspecto mais tradicional e consagrado, está fadado a desaparecer. Que está inválido, caduco, antiquado e desconexo da atual realidade. Uma bela mentira escrota! Vendida aos leitores numa edição com capa de luxo envernizada!

A Marvel quer convencer você a pagar caro para ler histórias de equipes lotadas de heróis medíocres.

Debaixo do pretexto da moda de que: "estes são outros tempos", tanto consumidores mais velhos, como os novatos da editora, estão sendo surpreendidos com quadrinhos que fogem do padrão de entretenimento para entregar histórias protagonizadas por figuras infames e abarrotadas de doutrinações auto-corretivas.

Um dos editores da Marvel, Tom Brevoort já havia dito que os heróis deveriam ser mais como "ativistas". O escritor de Occupy Avengers afirmou que o líder da equipe vai representar os "oprimidos e rejeitados", lutando contra as desigualdades. Para isso, os heróis não vão enfrentar vilões poderosos como o Doutor Destino, ou algo do tipo. Mas vão atacar empresários e magnatas da indústria, que "roubam" os menos privilegiados. Quer dizer, David Walker quer ver seus super-heróis bancando os justiceiros sociais e não derrotando super-vilões.

Nem levando bofetadas o Gavião Arqueiro vai acordar e perceber que está perdendo tempo com banalidades!

Na fase do Gavião Arqueiro escrita por Matt Fraction, Clint Barton não se ocupava de nada muito relevante. Preferia dispensar seus esforços em cuidar de um cachorro e fazer churrasco com moradores do seu prédio. Algo patético para um vingador! Mas a revista foi tratada como uma pérola lá fora e aqui no Brasil.

Walker ainda citou que, a exemplo da clássica passagem de Neal Adams e Dennis O'neil com a dupla lanterna/arqueiro verde, Clint vai "cair na estrada" e encarar os REAIS problemas da América. O que esse palhaço não vai dizer é que quadrinhos de super-heróis NÃO FORAM FEITOS PARA REPRESENTAR A REALIDADE! Nenhum leitor começou acompanhar as aventuras do Quarteto Fantástico para vê-los bancando os assistentes sociais, e sim para aproveitar uma aventura com ficção e embates monumentais!

Com o mapa dos EUA na mão, os Vingadores estão prontos para se tornar heróis "pé-na-estrada". E para a se tornar um pé-no-saco também 

D. Walker lembrou que no universo Marvel existem mafiosos como Wilson Fisk (Rei do Crime) e que os heróis deviam perseguir criminosos como ele que causam danos diretamente às vidas dessas vítimas. Imagine que tédio seria ver alguém como o Doutor Estranho lutando com empresários e políticos corruptos? A "grande sacada" de Walker em formar uma equipe de integrantes sem poderes, por si só, já é bocejante.

A verdade sobre a crescente onda de "comprometimento social" por parte da Marvel e das demais editoras é que esses donos de editoras, editores, escritores e desenhistas sabem que o consumidor de quadrinhos estão numa faixa etária mais alta. Mesmo com os filmes atraindo mais leitores infantis e juvenis, o público hoje, é majoritariamente adulto. E por isso, suscetível à influências de discursos considerados adultos.

Mandem esse time de reservas para o chuveiro e tragam os titulares, por favor!

A Marvel Comics quer, da maneira mais venenosa e desonesta, incutir culpa na mente dos leitores. Fazer com que se sintam envergonhados por lerem histórias de super-heróis que "somente" batalham com vilões movidos por ambições egoístas, representadas através de personagens alegórico/idílicos. Mas isso é parte da essência dos quadrinhos de super-heróis. O que essa gente perturbada quer é fazer com que o fã se sinta diminuído por gostar de vivenciar as proezas escapistas de seus ícones de infância. Querem que o leitor se curve diante de sua histeria perversa, que não admite que alguém pense em diversão, enquanto todos esses horrores e injustiças assolam o mundo! Ou seja, querem transferir suas neuroses para você!

A falsa preocupação com minorias, que dependeriam de "representatividade" e espaço nas páginas de seus títulos, garantidos à base de cotas. O uso de termos-armadilhas como: "Socialmente Conscientes". A rastejante e mesquinha atitude de fazer com que crianças e jovens duvidem da utilidade de seus personagens preferidos, questionando se eles não deveriam ser mais como agentes comunitários. A covardia de escritores e artistas em "surfar" na onda de fiscalização politicamente-correta, da qual muitos dos artistas da chamada "invasão britânica" como: Alan Moore, Peter Milligan, Warren Ellis, Grant Morrison entre outros foram pioneiros. E o pior de tudo isso: a constante degradação e corrosão do conceito de Super-heroísmo, infligido como necessário para se "revisar" a função dos heróis nos dias de hoje.

É importante que não deixemos que essa tendência hedionda mascarada de "visão de futuro" acabe com a liberdade nos quadrinhos. Histórias em quadrinhos desde sempre foram feitas para estimular a imaginação, antecipar noções de coragem, benevolência e lealdade, incentivar o hábito de leitura e, principalmente divertir.

Você, leitor de super-heróis, não deve aceitar, por quaisquer motivos que seja, sentir-se impedido de admirar seus campeões preferidos. Ser acuado por uma intimidação tacanha e repressiva, que intenta incutir culpa em quem somente busca se entreter. Tenha em mente a ideia de que esses personagens são e sempre serão a mais acessível e poderosa orientação moral que uma criança pode ter na sua infância. E não meras peças de manipulação de um proselitismo hipócrita.

Exija da editora que mantenha os personagens íntegros e conservando suas melhores características. Reclame em redes sociais e nos e-mails das editoras. Boicote revistas que promovam alterações ardilosas nos heróis, com a evidente finalidade de corromper suas biografias. É preciso mostrar que a
riqueza desses personagens, adquirida ao longo de muitas décadas de trabalho de artistas talentosos, não dependem de transições culturais forçosamente impostas a essas figuras. Vida longa aos Heróis Marvel!!! A despeito do desprezo que a própria editora anda mostrando por eles...



Pra que eles estejam sempre prontos para combater o mal, você vai ter que lutar por eles!!!