segunda-feira, 30 de maio de 2016

NOVA REVISTA DO CAPITÃO AMÉRICA TRAZ DE VOLTA SEU MAIOR VILÃO ATUAL: A PRÓPRIA MARVEL!



Por:Hds

"Por que o Capitão América está dizendo Hail Hydra?". Boa pergunta, mas nós já sabemos a resposta.

Em janeiro,quando escrevi uma nota sobre as mudanças no Capitão em seu novo título, eu achava que elas ficariam somente no papel do personagem e no uniforme. Eu estava sendo inocente demais. O novo título sob o texto de Nick Spencer e a arte de Jesus Sayz causou barulho demais nos últimos dias.

Em Captain America-Steve Rogers é finalmente apresentado o retorno do Capitão América original. Após ser rejuvenescido pelo cubo cósmico no crossover Avengers Standoff, onde aconteceu uma luta com o Barão Zemo, o herói surpreende os leitores fazendo algo impensável. Ao jogar o personagem Jack Flag de um helicóptero o capitão exclama:"Heil Hydra".

Desnecessário dizer que houve uma reação gigantesca na internet. Milhares de posts e vídeos foram feitos para debater, xingar, ironizar e multiplicar por milhões a repercussão que, com certeza, já havia sido planejada pelo roteirista.

É preciso entender que no momento atual em que acompanhamos os quadrinhos da Marvel e DC, tornou-se comum apelar para recursos que invalidam a biografia ou a cronologia do herói somente para efeitos de espetáculo.

As editoras enxergam em seus personagens franquias milionárias e protegem seu patrimônio com unhas e dentes.Vejam o caso do famoso embate entre os familiares de Jerry Siegel e Joe Shuster e a DC Comics, após décadas brigando a editora finalmente conseguiu os direitos sobre o personagem. Mas não sem antes atacar com advogados custando milhões em longos anos de processo judicial. Tudo para garantir uma das maiores marcas da editora continue sendo sua.

Os criadores acabam ficando com poucas opções para contornar a política de royalties das editoras que os impedem de criar algo novo se esse "novo" render dinheiro para quem o criou. É exatamente por isso que vemos um verdadeiro desfile de ideias que forçam a barra com alterações delirantes nos heróis e retcons cada vez mais difíceis de tolerar.

Dentro das redações, o clima de trabalho se tornou insuportável para alguns artistas. Logo depois do início dos Novos 52 vários profissionais saíram da DC alegando interferências propositais em seus trabalhos. Desavenças, ordens absurdas e desrespeito por parte dos editores e acionistas da empresa provocaram a saída de figuras como George Peres, Paul Jenkins e Greg Rucka (cuja volta para a DC já foi anunciada na WonderCon 2016).

Ah! Você não ficou sabendo de nada disso? Deve ser porque a maioria dos sites e canais "especializados" em quadrinhos estavam mais ocupados em te deixar babando pelo novo trailer ou páginas da alguma nova mega-saga inútil. Como é de costume lá fora e aqui no Brasil: empolgação cega, famboyzismo vexatório e pouca informação reinam absolutas.

Alguma alma pura e inocente, com certeza, vai tentar argumentar. Dizendo que episódios assim não são incomuns na cronologia do Capitão América, muito menos no universo Marvel. Mas não é preciso ser um leitor tão atento assim para notar que o herói, supostamente, ter sido um aliado da Hydra todo esse tempo é uma descomunal asneira!

Não deixemos de lado a hipótese de que esta revelação esteja amparada por algum daqueles truques ridículos como: clonagem, versão de outro universo ou época, robô, controle mental, sósia transmorfo, simbionte parasita, reprogramação mental ou qualquer besteira desse tipo. Mesmo que o próprio Nick Spenser tenha negado qualquer desses recursos manjados.

Seria interessante se ao invés dos leitores morderem os cotovelos de raiva, mostrando uma postura previsível para os editores, acabassem por ignorar a revista fazendo um boicote para afundar suas vendas. Não digo isso pelo fato de achar a história revoltante e querer justiçá-la. Mas pelo fato de que é preciso passar uma mensagem diferente do costumeiro xiliquinho de fã.

A trama é forçada. Não tem o menor respeito pela inteligência dos leitores. Não tem criatividade alguma e tenciona apenas chocar e colher gritos de ódio de leitores fiéis ao personagem. Além disso vai contra tudo de bom que vem sendo feito nos filmes, onde temos um capitão cada vez mais cabível na pele do (não tão) convincente ator do personagem; Chris Evans.

Do alto dos seus respeitáveis 75 anos de existência, o Capitão América tem de se ver numa luta ferrenha com seu mais poderoso inimigo: a Marvel. Que parece que o escolheu como novo saco de pancadas depois do Homem-Aranha. É a vez do "bandeiroso" sofrer nas mãos frouxas e vacilantes dos editores. A sistemática sequência de eventos estúpidos (morte, retorno, envelhecimento e virada de casaca), a depredação de sua origem, a descaracterização de seus ideais e desbotamento das cores da bandeira que defende vão, por fim, deixar o velho soldado na lama.

Só nos resta ignorar essa palhaçada e colocá-la no mesmo patamar do infame pacto com o diabo feito pelo próprio homem-aranha. Numa prateleira especial para as histórias mais imbecis e desesperadas já feitas pela editora.

E para não dizer que nada de bom pôde ser tirado dessa notícia, vamos ficar com alguns dos memes que surgiram depois dessa bomba. Até a próxima!











"Quebre um tijolo e dois aparecerão em seu lugar"

sexta-feira, 27 de maio de 2016

OS VAZAMENTOS DE INFORMAÇÕES SOBRE O DC REBIRTH NÃO TEM IMPORTÂNCIA ALGUMA



Por:Hds


Quando os leitores da DC vão perceber que esses eventos são ruins e não trazem nada de útil para os personagens?

Apenas há cinco dias do lançamento do título escrito por Geof Johns,DC Universe Rebirth,vazaram diversas informações sobre mudanças e personagens da saga.Tudo se deu antes do dia 25 de maio,onde páginas surgiram revelando boa parte do que os roteiristas pretendem com a volta do universo "tradicional" da editora.

O número 1 de Rebirth terá roteiros de Geof Johns e desenhos de Phil Gimenez,Ethan Van Schiver,Ivan Reis e Gary Frank.Como de costume tanto nos EUA como no resto mundo os leitores fizeram um escândalo desnecessário que somente ajudou a reverberar a notícia por toda a internet.É claro que isso só serviu para gerar falatório e reações previsíveis oscilando entre piadinhas e revolta.

Durante a WonderCon (que aconteceu em março nos dias 25 a 27) editores,escritores e desenhistas participaram de uma mesa para antecipar que o evento traria diversas mudanças como:a existência de mais de um Superman,duas Lois Lanes (!?),o tal Superman chinês (!!!!!?),mais de trinta revistas publicadas (sendo algumas delas novas),novos autores vindos de outras mídias como séries de tv,o roteirista Gene Yang (de ascendência chinesa,afinal,isso é "diversidade"...) e até mesmo um ex-agente da cia especializado em combate ao terrorismo!(eu não estou brincando) O escritor Tom King.Além disso teremos três Coringas convivendo na mesma realidade!Ai,Ai!O que pensar dessa marmelada?

Além de tudo isso e as demais notas que ainda serão divulgadas temos o fato dentro desta saga que caiu como napalm na rede mundial: o Dr. Manhattan está por trás dos acontecimentos multi-universais da DC desde os novos 52!Existe alguma chance disso tudo ficar nais bizarro?

Todos sabemos que DC e a Marvel assumiram a política de produção de sagas em linha de montagem.Sendo assim não é novidade nenhuma que a mais nova saga da editora pertencente à Warner se apresente como bombástica.

Analisando alguns dos pontos dessa profusão de detalhes anunciados,podemos observar que realmente não temos motivos para exaltação.A despeito de todo o hype criado em torno do vazamento.Vamos aos fatos:

Os Novos 52

Quando os Novos 52 foram lançados em 2011 sabíamos que ele acabaria sendo revertido.Mesmo com os editores dizendo o contrário.Não faço o tipo "viúva de cronologia" que costuma reclamar e lamentar pela perda de eventos anteriores,mas jogar no lixo 70 anos de história com esses personagens já soava imbecil naquela época.Hoje vemos que tudo aquilo foi previsivelmente revertido.Mas não antes de botar pra rodar outras sub-sagas inúteis que culminaram no desastroso Multiverso DC (o sonho molhado do escritor/nerd ocultista Grant Morrison) que desfez tudo que havia sido escrito na editora nos últimos trinta anos e ao mesmo tempo manteve tudo como uma forma de fan-service para os fiéis leitores velhos e rabugentos .

Greg Rucka foi um dos vários artistas que deixou a DC insatisfeito,mas agora voltou.

A fórmula do sucesso da DC

Outro vício que vem com as atuais sagas das duas grandes editoras é aquele da tal "diversidade" retratada nos heróis.Vários personagens virando gays,negros,asiáticos,latino-americanos e qualquer outra categoria que não tenha nada a ver previamente com a figura em questão.Como alguém pode usar um recurso batido como esse e se considerar um bom escritor?É assim que funciona?Pegue um branco e o faça negro e você já se torna o novo gênio dos quadrinhos? Esta é a maldita orientação editorial no estilo "atire para todos os lados".A Warner estava arrancando os cabelos de inveja vendo a Marvel/Disney enchendo os cofres com seus heróis no cinema e por volta do mesmo ano dos novos 52 (coincidência?Claro que não) fez uma reforma em seus escritórios.Colocou a pavorosa Diane Nelson como presidente da DC Entertainment.Chutou a bunda de escritores,desenhistas e profissionais desagradando boa parte do seu quadro de funcionários com uma política draconiana.Mas é claro que provocar mudanças mal-planejadas,esculachar as origens e histórias,lançar revistas com um trabalho de continuidade porco,descaracterizar personagens e tratar os profissionais dos estúdios como capachos vai fazer maravilhas pelas vendas,não é?

Vamos mudar tudo,mas nada vai mudar...

Depois de Crise nas Infinitas Terras,a DC enfiou na cabeça que deveria se tornar a "editora das das sagas "multiverso-temporais".Primeiro tivemos a medonha Zero Hora.Já no início dos anos 90 a editora estava perdendo terreno tanto para a Marvel como para a novata Image Comics e começou a apelar para mortes e aleijamentos na intensão de vender mais revistas.Da década passada pra cá,a frequência de histórias que "mudariam tudo" só aumentou.Roteiros cheios de buracos feitos para gerar impacto barato,alterações nos personagens de fazer chorar de tão estúpidas e forçadas.A sempre clichê presença do Flash como catalizador dos distúrbios espaço-temporais (aparentemente as leis do universo gostam de envolver justamente o Flash em todas elas).E não esqueçamos dos vilões de quinta categoria criados de última hora para posar de fodões ameaçando toda a existência.

Extemporâneo,Parallax,Monarca ou Telos.Pode escolher,são todos igualmente podres!

"Agradar" para destruir

A DC controla com arrogância suas marcas registradas impedindo os escritores de trabalhar tramas bem elaboradas.Movidas pelo desespero em fazer com que elas rendam milhões acabam se lixando para o conteúdo das histórias.E isso só tende  a piorar,pois a Warner está numa competição com a Disney pra ver quem esgota mais suas franquias.No ano em que 52 foi iniciada os fãs mais velhos torceram o nariz,muitos usando de sua experiência para supor que logo a editora traria o universo normal de volta.E eles não estavam errados.Eles estão errados mesmo é em pensar que quando ele voltasse seria um alívio!Pois quem garante que a editora não vai repetir toda essa palhaçada de novo?Recursos de tempo e dimensões nas hq's são uma praga miserável!Todo tipo de ideia mais boçal e caça-níquel pode ser usada quando se envereda por esse caminho.O fim de universos,mortes,ressurreições e qualquer outra patacoada mal-explicada são facilmente validadas nesse esquema.Enquanto isso vemos gente como Dan Didio declamando seu amor pelos leitores antigos da DC,jurando que essas histórias foram feitas "pensando neles".

Se você fosse um super-herói,a última coisa que iria querer era um flash no mesmo universo que o seu!Esses caras estão sempre metidos em desastres cósmicos!
Os leitores que se irritam com uma mudança besta no uniforme do seu herói preferido são os mesmos que acham aceitável vê-los sendo virados do avesso por escritores e editores débeis mentais.No meio de todo esse carnaval estapafúrdio você ainda acredita que faz alguma diferença a repercussão dos eventos de Rebirth?Não bastasse o fato de sabermos que a saga não vai resolver nada,ainda temos uma torrente de revelações de dar embrulho no estômago.Teremos a volta do Flash Wally West.Os leitores choraram por décadas a perda de Barry Allen e quando ele voltou todo mundo meteu o pau.E agora é a vez do Wally.

Pra piorar temos a manobra mais patética já vista em anos: o uso totalmente forçado do Dr. Manhattan como o pivô da recriação desse novo universo.Naõ é novidade nenhuma que a ordem na DC é regurgitar ideias velhas de Alan Moore,mas ela já fez isso de forma menos descarada no passado.

Agora sabemos por onde andava o Dr. Manhattan,ele planejava voltar e usar seus poderes para zonear ainda mais a cronologia do Universo DC
Já sabemos o que as grandes editoras querem.Já sabemos do que elas são capazes para adular os leitores.E principalmente,já sabemos aonde isso tudo vai levar.Então,você ainda acha relevantes as notícias que vazaram sobre DCRebirth?

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A MYTHOS VAI PUBLICAR SÉRIE DE CONAN POR ROY THOMAS E WINDSOR-SMITH. POR CROM! TENHAM MEDO!



Por:Hds



A editora Mythos liberou em seu site oficial que vai publicar As Crônicas de Conan desde o início da fase de Roy Thomas e Barry Windsor-Smith. A história original foi lançada em Conan The Barbarian em 1970 quando Thomas criou o primeiro título do personagem na Marvel.

Essa dupla foi responsável por um dos trabalhos mais impecáveis dos quadrinhos.

Trata-se de uma das fases mais respeitadas e elogiadas da indústria dos quadrinhos. Nela não só foram apresentados o então estreante e jovem desenhista Barry Windsor-Smith, como ilustradores de encher os olhos. Ponha na lista: John Buscema e Alfredo Alcala. E o que dizer dos roteiros de Roy Thomas?Nas mãos do editor-escritor da Marvel o bárbaro teve um tratamento tão excelente que chega a se igualar aos originais do criador, Robert E. Howard.

John Buscema foi tão competente que agradou aos fãs de super-heróis e fantasia igualmente.
Para artistas do calibre de Barry Windsor-Smith, Gary Leach, John Buscema e Takehiko Inoue, por exemplo, o preto e branco serve para realçar os traços e criar um contraste hipnotizante de uma beleza extraordinária, valorizando assim, suas ilustrações. Nos roteiros, Conan ainda pode contar com liberdade para tramas adultas e violência em batalhas visualmente brutais. As histórias de Conan O Bárbaro e a Espada Selvagem de Conan foram feitas numa época em que havia liberdade criativa para acomodá-las. Se tivessem surgido nos dias atuais já teriam sido atacadas por uma turba de policiais dos "bons costumes" e seriam pulverizadas antes mesmo de ver a luz do dia. Levando em conta que elas ainda tiveram que enfrentar o eternamente boçal Comic Code Authority só faz com que o seu mérito aumente.

Os títulos de Conan contaram com capas fantásticas de Frank Frazetta,Earl Norem,Jusko entre outros.
Dizer que este quadrinho é espetacular, que está sendo esperado há décadas para receber uma tão sonhada série de volumes é puro eufemismo. Mas vamos dar uma boa olhada nas especificações que a editora apresentou:
  • Formato 18,5x27,5 cm.
  • 176 páginas
  • Capa dura
  • Preço de R$79,90
Não, você não está enxergando mal. O primeiro volume vai custar "humildes" R$79,90!

A primeira editora no país a lançar uma coleção longa de encadernados, curiosamente, não foi a Panini, foi a Salvat. Imaginem se ela tivesse o plano de lançar o primeiro volume custando R$79,90. Não haveria milagre que fizesse com que vendesse!

Para os leitores fiéis de Conan, qualquer editora que publicasse uma coleção do time Roy Thomas/Barry Windsor/Alcala/Buscema seria festejada e aplaudida. Mas como é a Mythos que detém os direitos do personagem, provavelmente deram um tapa na testa e exclamaram:"PUTA MERDA!"

A fase de Thomas é bastante longa e se imaginarmos que sejam publicados somente vinte volumes, podemos calcular que custarão,no mínimo,R$1.598,00! E pode acreditar que se a Mythos trouxer toda a série serão bem mais que vinte volumes.

Não é novidade para quem acompanha este blog que costumo criticar editoras que praticam preços abusivos como a Devir, Panini e a própria Mythos, mas existem pessoas que insistem em bancar os advogados honorários em comentários de sites e vídeos no YouTube, defendendo as mesmas. É comum alguém tentar justificar que a Mythos publica uma tiragem pequena,por isso cobra os preços grotescos das capas.Que a editora é pequena e precisa compensar o custo de lançamento dos títulos aumentando o preço.Mas se isso é verdade,por que ela mesma oferece um desconto de 15% em pré-venda?Faz algum sentido ouvir os editores chorando para dizer que licenças e custos de publicação são altos pra depois diminuir o valor da revista antes mesmo do lançamento?

Eu sei que isso é estratégia para maquiar o real valor da revista, mas afinal, qual é o real valor dela?quanto ela custa para ser feita? Você nunca vai saber isso da boca de um editor, pois eles fazem o possível para manter os consumidores no escuro quanto a isso! Por que será? Será que as editoras escondem seus dados de lucros porque sabem que se os leitores tivessem noção de como funciona o mercado realmente ficariam fulos e mandariam as editoras nacionais à merda? Como eu já disse anteriormente, quem não faz nada de errado não tem nada a esconder...

Os leitores mais antigos de Conan devem lamentar, e muito ,pois é verdadeiramente lamentável que a Mythos detenha os direitos do personagem desde 2004 e o venda de uma forma tão elitista (imagine se a Abril tivesse transformado A Espada Selvagem de Conan em volumes exorbitantemente caros, a revista teria sido um fracasso!). Lamentável que lance suas edições sempre encerradas num padrão condenável de luxo dispensável.Lamentável que outra editora não possa assumir seus direitos e dar o tratamento decente que essas histórias merecem. E finalmente é lamentável o descaso com qualquer leitor que sinta interesse pelo personagem, mas tenha que desistir da compra porque a própria editora tornou impossível sua aquisição.

A Mythos continua errando. Seu plano para a saga de Conan, seja até onde a empresa pretenda seguir com ela, já se candidata à pior coleção feita  até o presente momento. Pelo jeito a Salvat e a Eaglemoss não serão as únicas a subestimar e decepcionar pisando no calo dos leitores.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

PREPARE-SE PARA A MULHER MARAVILHA DE GRANT MORRISON



Por: Hds

Com esse "é hora de termos uma conversa" a Mulher maravilha está até parecendo aquela sua namorada chata!
Lá vem sermão pela frente...

A Mulher Maravilha sempre foi uma das personagens mais ilógicas das histórias em quadrinhos. Seu criador, o inventor William Moulton Marston, encheu sua origem de detalhes incongruentes que fizeram com que a heroína se tornasse uma verdadeira aberração contraditória. Quem melhor definiu isso foi o escritor Mark Waid quando disse que ela deveria ter vindo da ilha paradoxo e não da ilha paraíso.

Alguns personagens de quadrinhos têm uma biografia completamente desconexa, mas com o tempo e os ajustes feitos por escritores competentes, esses problemas podem ser reduzidos. O melhor exemplo disso é o Homem-Aranha. Sua origem tem furos de lógica gritantes que foram ao longo de décadas (mesmo que com atraso) sendo sanados. Com a Mulher Maravilha a coisa não foi bem assim.

Desde 2009 foi anunciado que o escritor Grant Morrison faria algo ligado à amazona, mas somente agora vemos o projeto sair. Morrison é conhecido por inserir temas e discussões ligadas a causas sociais. Em Homem-Animal tivemos ecologia. Nos Novos X-Men tivemos islamismo, preconceito e homossexualidade. E em histórias como os Invisíveis tivemos tudo junto ao mesmo tempo, uma coletânea de mensagens alienativas embaladas em referências pop, bizarrices e muito desespero em parecer "descolado".

Numa entrevista à revista Publishers Weekly, o escritor adiantou que já está trabalhando no segundo volume de Mulher Maravilha: Terra Um. A série deve ter um total de três volumes. Além disso,falou de sua intenção em abordar temas como: feminismo, cultura queer (seja lá o que diabo isso signifique) e transexualismo.  

Logo na capa do 1º número da nova série a Mulher Maravilha aparece acorrentada.
Nem Grant Morrison conseguiu mudar a sina que amazona carrega.
Para sua versão da heroína, Morrison lembrou que ela foi inicialmente criada para inspirar as meninas a serem fortes e decididas, que após a saída do seu criador as histórias perderam o rumo. Declarou que "ela perdeu a noção de cultura alternativa, cultura queer, poliamorosa e feminista daquela que surgia naquela época".

É verdade que a personagem foi criada por Marston para ser uma feminista, mas é muita forçação de barra apontar traços de cultura poligâmica, alternativa ou mesmo queer, cujo conceito talvez nem existisse naquela época.

Aliás, Morrison está sendo bastante conveniente quando cita características originais da Mulher Maravilha como motivação para seus quadrinhos, já que ele mesmo costuma alterar bastante os heróis que escreve quando isso lhe convém. O melhor exemplo disso foram as alterações feitas no personagem Fera dos X-men. O mutante não somente mudou de aparência física, como apresentou dúvidas antes inexistentes sobre sua sexualidade. Aparentemente o escritor escocês só se preocupa em ser fiel à origem de uma figura quando ela possui ideias que batam com suas ambições narrativas, quando não as possui ele simplesmente os transforma naquilo que quer!

Saudade da Mulher-Maravilha de Deodato? Eu não...
De início, os próprios aspectos da personagem criados por Moulton não corroboram nem o antigo padrão da heroína, nem o atual pelas mãos de Morrison. Em primeiro lugar, a ideia de criar uma mulher como figura forte não foi do inventor e psicólogo, foi de sua mulher, Elizabeth Holloway.

Diana foi criada numa ilha onde só havia mulheres que rejeitavam a figura masculina, mas saiu de lá vestindo, ao invés de trajes de luta, roupas curtas nas cores da bandeira americana e uma minissaia.
Quando o piloto Steve Trevor caiu na ilha paraíso ela, por ter ganhado habilidades e sabedoria dos deuses (agindo de modo contrário a sua cultura), chegou a se apaixonar por um homem. Quando finalmente chega a Terra, a princesa ganha uma função nada admirável para uma guerreira treinada desde pequena: se torna uma enfermeira! Nada mais contraditório! 

Moulton queria criar uma heroína feminista,mas colocava-a em várias situações amarrada ou sendo atacada por objetos de formatos "simbólicos".Vai entender!
Grant Morrison já deixou claro que pretende ir além da proposta original para a personagem, e até conversou com Yanick Paquette para que o desenhista evitasse ao máximo representar objetos fálicos nas páginas da revista.

Certo. Este é o ponto em que devemos fazer a seguinte pergunta para o escritor: em que isso vai ajudar a produzir boas histórias? Dá pra imaginar a falta do que fazer de um roteirista que se preocupa com detalhes inúteis como esse, ao invés de se concentrar em entregar o melhor material possível para os leitores daquele quadrinho?

Se Morrison quer realmente uma personagem com elementos femininos fortes por que então chamou logo Yanick Paquette, um artista famoso por desenhar mulheres com apelo em atributos físicos e sensualidade? 

A Mulher Maravilha de Yanick Paquette faz caras e biquinhos no estilo erótico das personagens de Milo Manara,

isso, com certeza, vai atrair os leitores masculinos. Mas por outros motivos...


Morrison ressalta que há alguns anos atrás "não havia um debate tão intenso destas questões" e que "nós estamos sendo fiéis à origem da personagem".

Por "não havia um debate tão intenso" entenda-se: a DC vendo que o escritor estava empolgado demais acabou botando rédeas nele, não permitindo que alterasse as histórias de modo radical. E na época em que ele propôs as ideias que tinha, as editoras não haviam mergulhado de cabeça na modinha de atirar para todos os lados em que a Marvel e a própria DC se encontram hoje, fazendo média com minorias e modificando seus heróis (pra pior!) em nome do politicamente correto.

Como os editores brasileiros adoram os discursos engajados do autor e os leitores agem como macacos de imitação dos erros que os americanos cometem (chegando a mostrar o mesmo tipo de receptividade para um quadrinho), esta fase da Mulher Maravilha está vendendo bem nos EUA e vai vender bem aqui.


Por mim, prefiro ler somente alguns trabalhos antigos de Morrison e esquivar dessa panfletagem barata recheada de causas "nobres". Se o escritor escocês quer transformar suas revistas num comício para abordar assuntos irrelevantes para esse meio de entretenimento o problema é todo dele, mas eu é que não vou ficar na platéia assistindo.

sábado, 30 de abril de 2016

CHECKLIST COMENTADO: ABRIL DE 2016



Por:Hds

Num ano lotado de revistas estreando e dezenas de outras retornando às bancas para desespero do nosso minguado salário,perece que os lançamentos não vão parar tão cedo.Este mês chegou nas bancas o tão aguardado 3º capítulo de Cavaleiro das Trevas,somente isso faria desse mês algo notável
mas ainda temos muitos quadrinhos para destacar no checklist de abril.Boa leitura!

Gen-Pés Descalços nº10:última edição,formato 14x21cm,264 páginas e preço de R$29,90.



Não entendo como as editoras conseguem ser tão desorganizadas assim,gostaria de iniciar o parágrafo de Gen falando de sua sinopse,mas a própria editora Conrad não a divulgou em seu site oficial.Mas
vamos lá.

Keiji Nakazawa usou a própria experiência como sobrevivente da bomba de Hiroshima para contar a saga de sua família nos período que antecedeu o ataque,também deixando o leitor a par do pior que viria a seguir.Morte rápida e violenta,confusão,destruição inimaginável e miséria humana relatadas em detalhes revoltantes e incômodos.Ainda que tenha lido somente o primeiro volume que saiu pela editora em novembro de 1999 ,foi o suficiente para entrar na rotina de desconfiança,mesquinhez e co
vardia pelas quais a família do protagonista passou.

Apesar do desgaste do tema,afinal histórias sobre a segunda guerra costumam sempre vir acompanhadas de dramas e tragédias,mas Gen nos aproxima disso de uma maneira angustiante.Os
desenhos de Nakazawa são quase cômicos e ainda assim passam uma frieza que só seria possível
através das mãos do autor.Os roteiros ora inocentes,ora rancorosos,dão uma noção de que as vezes os piores inimigos do garoto na história estão justamente dentro do seu povo.

A Conrad tem uma política de publicação restrita e não costuma facilitar para quem perdeu volumes
fora das bancas e comicshops,mas finalmente conseguiu finalizar o mangá.Aproveite para correr atrás
das edições.

Sin City Balas,Garotas e Bebidas:formato 17x26cm,168 páginas e preço de R$64,00.


Balas,Garotas e Bebidas é,na verdade,uma coletânea de contos com figuras conhecidas e outras nem tanto da cidade.São onze histórias no total cheias de crimes e tiroteio.Brigas,mulheres fatais e tipos
truculentos comuns do estilo noir.

Não seria surpreendente se a Devir parasse de republicar material e fizesse um longo e detalhado estudo dos títulos disponíveis pela boa editora Dark Horse?Eles já lançaram coisa muito boa e talvez,
somente talvez,ela tivesse a inteligência de notar isso e trazer algo inédito.E de preferência com preços baixos.

Revista antiga.Republicação.Preço astronômicos e catálogo viciado.Não obrigado dona Devir...

DC Comics Coleção de Graphic Novels LJA Terra 2 e Batman /Superman-Supergirl:formato 17x26cm,152 páginas e R$39,99.


A liga da justiça recebe a visita de Alexander Luthor,o último herói da terra-2.Nela existe uma liga maligna chamada Sindicato do Crime.Luthor convence maiores heróis da terra a partir para essa ter-
ra para combater o terror imposto.Mas acaba descobrindo que nem sempre a resolução dos problemas é tão fácil.

Para Batman e Superman temos uma história que conta a chegada de Kara,prima de Kal El à terra.
Jeff Loeb numa fase pouco memorável e os desenhos do artistas(já falecido)Michael Turner,que nunca me agradaram.

Os encadernados da Eaglemoss devem ser cuidadosamente escolhidos,já que nem todas as histórias são boas o suficiente para compensar os 39,99 na capa.Dos dois volumes eu,com certeza,ficaria com
terra dois.É um bom arco e merece o capricho.

The Walking Dead nºs 37 e 38:formato 17x26cm,32 páginas e preço de R$6,90.


Depois de todos os abusos na mão do governador,Rick e o grupo aproveitam o tempo para pôr as
ideias em ordem.Mas a calma não vai durar muito,quando o nascimento do bebê de Lori e os ataques
do povo de Woodbury coincidirem.

Para alívio dos leitores que viram a editora HQM sumir do mapa,as edições de WD estão de volta.
Ainda não foi anunciado outro volume da coleção de encadernados,mas já é possível vislumbrar um
futuro para essa coleção.Ou será que não?A resposta depende da editora que literalmente pode ser considerada uma "morta-viva".

Knights of Sidonia nº1:formato 13,5x20,5cm,200 páginas e preço de R$17,50.


A terra foi destruída pela raça alienígena Gauna e no futuro ainda existem humanos enfrentando essa ameaça.A nave Sidonia abriga os poucos sobreviventes do sistema solar.Nagate Tanikaze cresceu com seu avô treinando para se tornar um ótimo piloto.Depois que seu avô morre,Nagate é chamado para atuar como combatente dos alienígenas na unidade de elite Tsugumori .

Dei uma folheada em N. of Sidonia e de cara não gostei dos desenhos,que não são ruins,mas sofrem de problemas comuns como aos mangakás como desenhar personagens iguais.Ás vezes realmente fica difícil reconhecer um personagem.O nível de detalhes também é mediano.

Quanto aos roteiros só lendo mesmo para saber da qualidade.O mote de N. of Sidonia parece interessante,uma trama de ficção científica com batalhas espaciais.Mas vale a pena investir nela?
Com tantos mangás bons saindo e outros igualmente bons para sair é preciso pesar bem para decidir
comprar.Na dúvida faça uma boa pesquisa.

UQ Holder nº1:formato 13,5x20,5cm,200 páginas e preço de R$14,90.


Mais um quadrinho estreando pela JBC junto com Nights of Sidonia.

Touta Konoe é um jovem que vive uma rotina pacata numa cidade interiorana.Décadas após o mundo tomar conhecimento da existência da magia ele vai ter seu futuro mudado depois de ser iniciado por sua professora nas artes místicas.O objetivo de Touta agora é se tornar um mago habilidoso na capi-
tal.Mas de entrada vai enfrentar problemas com mercenários ameaçando seus amigos.

A trama básica de UQ Holder é bem simples e evoca um sem-número de mangás parecidos.Todos na
linha dos tradicionais shounens como Naruto.O quadrinho é de Ken Akamatsu,autor de Love Hina e Negima!.Pode ser uma opção para leitores mais novos que já acompanham séries de animes e querem
uma aventura com direito à jornadas,mas talvez não tenha atrativos para agradar leitores mais exi-gentes.

A JBC vem fazendo uma lambança com os formatos e preços de capa de sua linha de mangás.Tudo começou com Zetman,onde a editora ariscou um formato ruim e caro.Depois temos uma variação irritante de modelos de edições que deixam os leitores apreensivos quanto aos títulos que estão pra sair.N. of Sidonia custa 17,50 e este aqui 14,90.Assim fica impossível estabelecer um padrão.Full Metal Alchemist vai sair de que jeito?Custando absurdos 39,90?Em formato reduzido como Zetman?Nesse quesito a Panini tem feito um trabalho bem melhor,enquanto a JBC só tem metido os pés pelas mãos.Coloquem ordem nessa zona!

Yu Yu Hakusho nº19:formato 13,5x20,5cm,200 páginas e preço de R$15,90.


Aqui temos a decisão do torneio para unificar o Makai,o mundo inferior.A luta com Yomi termina o evento e Yusuke retornará ao mundo dos humanos.

Não tem como nagar que Yu Yu Hkusho fez história.É um dos mangás/animes mais engraçados e cheios de personagens cativantes e bem elaborados que já existiu.Desde a estréia nos anos 90 com a série de anime na gloriosa Rede Manchete,sua fama no Brasil só aumentou.

Neste último volume acaba a saga de Urameshi com a devida qualidade que um quadrinho famoso
como este merece.Embora Yoshiriro Togashi tivesse sido preguiçoso na arte,isso não deve manchar
a memória agradável que os entusiastas guardarão do mangá.Ponto para a JBC!

Campos de Batalha:formato 17,26cm,164 páginas e preço de R$64,90.


O encadernado conta com duas histórias:

Em 1942 o exército alemão avança sobre a Russia,enquanto alguns batem em retirada,um grupo de pilotos femininas conhecido como As Bruxas da Noite atacam furtivamente em combates noturnos.

Na segunda,temos o cenário do Mar da China Meridional.Onde uma mulher,Carrie Sutton,tenta recomeçar sua vida após o ataque dos Japoneses em Cingapura.Com a ajuda de um amigo,um ex-
piloto ferido,terá a chance de se vingar de seus inimigos.

Garth Ennis é um ótimo escritor para histórias de guerra.O próprio já admitiu que é um dos seus assuntos preferidos.O escritor de Preacher teve várias histórias de guerra publicadas no Brasil pe-
la Opera Graphica sob o título de;War Histórias de Guerra e Brigada Rifle.Elas fazem parte da
linha Vertigo e não sei por que cargas d'agua a Panini não as relançou ainda.Nem preciso dizer que a Opera Graphica é uma editora pequena e precária demais para dar o tratamento que esta série merece.

É uma pena que justo a Mythos pegou o quadrinho para estragá-lo com sua costumeira letargia e
seus valores bizarros de capa.Vamos combinar que R$64,90 em 164 é um verdadeiro estupro!
Como sempre digo e sempre direi;ignore a demência dos editores da Mythos e procure por promo-
ções e descontos caso queira essa obra de Garth Ennis e Peter Snejbjerg.

LJA nº1:formato 17x26cm,68 páginas e preço de R$8,70.


Três novas revistas sairão pela fase DC & Você(nomezinho idiota...);JLA,Arlequina e o Novo Esquadrão Suicida,dos quais talvez só a liga e o esquadrão podem render algo legível.

Mas eu colocaria minhas fichas em LJA,pois embora Bryan Hitch não desenhe as páginas internas do
quadrinhos,ele sabe bem trabalhar com equipes.A prova disso é a fase dos Ultimates na Marvel.Mas
a duvida que fica é:se Bryan vai apresentar roteiros aceitáveis,já que estamos falando de um dese-
nhista e não de um escritor consagrado.

Novo Esquadrão Suicida nº1:formato 17xx26cm,68 páginas e preço de R$8,70.


Quando li pelo primeira vez o esquadrão suicida de John Ostrander nas edições antigas(bota antigas
nisso!)de DC 2000 da Abril,achei a coisa mais ousada e violenta dos quadrinhos de linha.

A proposta da equipe é mandar o heroísmo pro inferno e cumprir com as missões para não ser morto
e não por altruísmo.E com um filme dessa turma chegando por aí é óbvio que a Panini lançaria mate-
rial nas bancas.Se essa nova série vai ter qualidade já é outra história

Cavaleiro das Trevas 3 Raça Superior nº1:formato 17x26cm,36 páginas e preço de R$9,90.


Em DK3 os kryptonianos conseguiram escapar da cidade de kandor e estão determinados a subjugar a terra.Batman precisará se unir ao Superman para impedir que isso aconteça.

Com roteiros de Frank Miller e Brian Azzarello,desenhos de Miller e Andy Kubert,o terceiro episódio promete causar mais barulho pelas indiretas de Miller espalhadas pela história do que
pelo evento em si.Brian Azzarello é competente nos roteiros,mas não é um Frank Miller na sua
melhor forma.Andy Kubert está aqui servindo de quebra galho como desenhista,já que sua arte preguiçosa e porca não dá conta nem de desenhar uma série de Ultimate X-men,quanto mais um
cavaleiro das trevas.

Seria bom saber que Miller entrou nesse empreitada com todo seu talento,mas sabemos que os
roteiros dele não tem mais toda a qualidade que tinham antes.Serão oito revistas.Eles surpreenderão?
Será uma boa história sequer,digna de ser guardada em nossas estantes?

Agora é a hora de pesar os custos e benefícios de se adquirir uma coleção de revistas finas,em lombada canal e com preço de R$9,90.Sendo que ao final de sua publicação serão gastos cerca de R$80,00 em oitos edições.Depois tudo sairá encadernado com luxos e mimos para os mesmos apres-
sadinhos que compraram as edições avulsas.Não estou disposto a cometer o mesmo erro que cometi com Marvelman e vou esperar pelo encadernado...

Astro City volume 5 Heróis Locais:formato 17x26cm,228 páginas e preço de R$28,90.


Astro City continua me agradando pela proposta direta e honesta de homenagear os ícones da Marvel
e DC.Hoje em dia essas "homenagens" são comuns,e potencialmente desgastantes.Mas Kurt Busiek
foi habilidoso em situar o leitor em sua cidade de super-heróis sem nos deixar entediados.

Este volume reúne histórias que dão sequência às edições da série dos anos 90,diferente de Portas Abertas que deixou um tanto a desejar.O preço da revista deu um "pulinho" também.

Shade O Homem Mutável:formato 17x26cm,172 páginas e preço de R$23,90.


Ao tentar entrar na dimensão humana Shade acaba encarnando num assassino que estava para ser executado.Conhece uma garota que teve seus pais mortos pelo mesmo assassino cujo corpo ocupa.
Agora precisa dominar os poderes da Veste M para enfrentar toda a loucura que virá em seu rastro.

Foram anos e anos desde as edições da extinta editora Metal Pesado,mas a Panini começa a corrigir
essa injustiça.Shade é pura Vertigo em sua melhor forma.

Patrulha do Destino A Pintura que Devorou Paris:formato 17x26cm,244 páginas e preço de R$26,90.


Uma pintura tem o poder de deslocar toda a realidade para dentro dela e somente a patrulha pode solucionar este bizarro caso.

As tramas cheias de citações e referências à dadaísmo,surrealismo e (pra variar)expressionismo
mantém a qualidade das aventuras insólitas do grupo mais deslocado do universo DC.Este volume chegou tão cedo nas bancas onde moro que fiquei impressionado.Não pela melhora na distribuição
da revista,mas pela total falta de previsibilidade nela!Continue errando desse jeito Panini,ou será que foi a distribuidora ou a gráfica...

Vinland Saga nº14:formato 13,7x20cm,200 páginas e preço de R$13,90.


Thorfinn decidiu partir para vinland com seu amigo e deixar a vida de escravo para trás,mas a paz al-
cançada pelo seu grupo não poderá durar muito.A guerra de Knut logo chegará às portas do guerreiro
das adagas.

Vinland Saga começa a engrenar novamente e uma tensão pode ser sentida no ar.Makoto Yukimura
constrói um clima crescente de batalha iminente e o futuro fica cada vez mais incerto.Torço para que
este mangá prossiga de forma brilhante e entregue um final empolgante.Pelo potencial que ele tem
devo colocá-lo ao lado dos meus preferidos na minha coleção.

O mês de abril trouxe boas leituras e fica bem difícil escolher ao que dar prioridade.Espero que o próximo continue trazendo novidades.Obrigado a quem leu até aqui e até o mês de maio!

Fontes:UniversoHQ,Guia dos Quadrinhos,Hot Site Panini e Wikipédia.

domingo, 17 de abril de 2016

A EDITORA EAGLEMOSS VAI LANÇAR UMA COLEÇÃO SOMENTE COM HISTÓRIAS DO BATMAN



Por:Hds


"Essa história parece boa..."
O site O Vício recebeu em primeira mão da editora Eaglemoss a boa notícia que o Batman vai ganhar uma coleção no estilo "Graphic Novels",serão 60 volumes com arcos e minisséries conhecidos do personagem.Eles terão capa dura,textos de informações extras e a já tradicional lombada,formando uma imagem desenhada por Jim Lee.

Uma belíssima coleção de quadrinhos do "Bátema".
A coleção está programada para chegar ao mercado ainda no segundo semestre de 2016.O primeiro volume custará R$9,99,o segundo R$19,99 e os posteriores ainda não tiveram preço definido. Apesar
da lista variar em cada país onde é publicada,segue uma lista das prováveis edições incluídas na coleção:

1-Batman Ano Um
2-O Homem que Ri
3-Four of a Kind
4-Longo Dia das Bruxas
5-Vitória Sombria
6-As Dez Noites da Besta
7-A Piada Mortal
8-Morte em Família
9-Justiça Cega
10-As Muitas Mortes do Batman
11-Um Lugar Solitário para Morrer
12-A Espada de Azrael
13-A Queda do Morcego
14-A Queda do Morcego 2
15-A Queda do Morcego 3
16-Filho Pródigo
17-Contágio
18-Legado do Demônio
19-Terremoto
20-Terra de Ninguém
21-Terra de Ninguém 2
22-Terra de Ninguém 3
23-Terra de Ninguém 4
24-Terra de Ninguém 5
25-Evolução
26-Policial Ferido
27-Bruce Wayne Assassino?
28-Bruce Wayne Fugitivo
29-Bruce Wayne Fugitivo 2
30-Bruce Wayne Fugitivo 3
31-Batman Silêncio
32-Batman Silêncio 2
33-A Morte e as Donzelas
34-Cidade Castigada
35-O Vôo do Corvo
36-A Volta de Silêncio
37-Tambores de Guerra
38-Jogos de Guerra ato1
39-Jogos de Guerra ato2
40-Jogos de Guerra ato3
41-Ra's Al Ghul Ano Um
42-Cidade do Crime
43-A Morte Veste Vermelho
44-A Morte Veste Vermelho 2
45-Crimes de Guerra
46-Cara a Cara
47-Detetive
48-Batman e Filho
49-Cerco
50-A Ressurreição de Ra's Al Ghul
51-Arquivo Privado
52-Luva Negra
53-O Submundo de Gotham
54-O Coração do Silêncio
55-Descanse em Paz
56-O Que Aconteceu com o Cavaleiro das Trevas?
57-Batalha pelo Capuz
58-Batalha pelo Capuz 2
59-Long Shadows
60-Batman e Robin

A lista acima não é oficial,apenas um esquema pressuposto das histórias que sairão na coleção base
adas na coleção felta na Argentina pela Planeta DeAgostini.É possível notar que quase todas as tramas mais famosas do herói estão na lista.Mas,vamos analisar alguns detalhes dessa iniciativa
da editora.

O fator discutido amplamente nos sites relacionados aos quadrinhos no Brasil é;se na atual situação econômica péssima pela qual passamos,lançar uma nova coleção de 60 volumes seria uma boa ideia.
Eu não trabalho na área de logística das editoras,nem sou economista.Por isso,não posso afirmar se
a série vai se manter ou não.Até onde sei o mercado de quadrinhos no país pode estar passando por um bom momento,à exemplo dos filmes de super-heróis,podem até estar indo contra a tendência de queda de vendas da economia.

Temos que levar em conta o caso anterior da própria Eaglemoss,que trouxe as Graphic Novels DC e aumentaram os preços,atingindo os R$39,99 pouco tempo depois de lançados os 10 primeiros volumes!

É claro que esta é uma oportunidade para quem não leu algumas das histórias listadas,ou querem comprar um título que a Panini editou e saiu de linha faz um tempo mas não foi republicado.Ainda assim não deixa de ser ariscado para a Eaglemoss se comprometer com uma linha de encadernados
grande como essa sem que o leitor saiba exatamente onde os possíveis aumentos chegarão.

É realmente impressionante e assustador a quantidade de quadrinhos publicados hoje.Existe chance dessa quantidade se manter ou estamos à beira de uma implosão do mercado?O que não podemos fazer é supor que as editoras sejam tão inocentes ou burras de abarrotar as bancas e shops sem nenhum planejamento por trás disso.

Mais uma coleção significa mais opções para o leitor,crescimento do mercado,variedade e  concor-
rência(apesar da Eaglemoss estar trabalhando com a Panini).Apesar da escuridão em que as editoras deixam o leitor(no que se refere à números),torço para que as vendas de quadrinhos aumentem e que elas travessem essa crise com sucesso.Boa sorte para o futuro do entretenimento no nosso país.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

APÓS NOVE ANOS A EDITORA PANINI TRAZ DE VOLTA O LOBO SOLITÁRIO



Por:Hds



Durante uma palestra no evento Festival Guia dos Quadrinhos a Panini,através de seu representante
Levi Trindade,soltou uma bomba no mercado de mangás nacional:o Lobo Solitário de Kazuo Koike
e Goseki Kojima será relançada no Brasil.

A volta do aclamado mangá em si não configura nenhuma novidade,já que devido ao seu sucesso e respeito recebido dos leitores,a obra vem sendo cogitada para republicação há muito tempo.Foram
28 volumes produzidos entre 2004 e 2007.Quase dez anos de espera até o seu retorno,que deve se dar no mesmo formato de Vagabond e Berserk,segundo a editora.

Poucas coisas deixam um leitor com a impressão de que fez um total papel de idiota do que perceber
que ele comprou uma série de mangás longa,em papel jornal e acabamento pífio como aconteceu comigo e com outros milhares de leitores no caso do Lobo Solitário.

Olho para minha coleção de 28 volumes completos todos alinhados e sinto um orgulho reconfortante.
Daí lembro dos erros nas lombadas,das histórias replicadas nas falhas de continuidade dos volumes,
das legendas vestigiais vindas da tradução dos capítulos da versão americana(quando é claro que ela deveria ter sido traduzida direto do japonês) e começo a perceber que estou preso a isso de modo irremediável.Não vou recompensar a editora pelas suas derrapadas.

Digo isso por que,obviamente,não vou recomprar todos os volumes do mangá de maneira alguma.
Na época em que a Panini trouxe o Lobo às bancas era impossível conceber que o fizesse no padrão de luxo no qual está planejada para sair agora.Sendo assim tivemos que nos contentar com um qua-
drinho da mais alta importância vendido como qualquer um.

Apesar do retorno dessa obra ser uma evidente boa notícia,não deixa de ser desagradável para quem
é obrigado a olhar para uma coleção amarelada,em livretos mal-acabados constatar que;se a Panini tivesse tido mais cuidado com a primeira série do Lobo feita por ela,os leitores não sentiriam esse sentimento de desgosto.Foram erros primários que comprometeram a experiência de leitura.

Lobo Solitário é um mangá espetacular.poucas vezes li algo tão bom vindo da cultura japonesa.É ótimo te-lo de volta,com toda a qualidade que merece e dentro de um formato que não vai obrigá-lo
a esvaziar a sua carteira.Mas seria justo se a Panini tivesse mais cuidado e respeito pelos leitores e
entregasse um produto sem defeitos desse vez.Se você nunca leu a obra máxima de Koike e Kojima
eu o invejo,aproveite a oportunidade e boa diversão!

domingo, 10 de abril de 2016

JBC DÁ MAIS DETALHES DO RETORNO DE AKIRA NO HENSHIN+2016



Por:Hds


O Henshin + aconteceu ontem dia 9 de abril, e nele, a editora JBC trouxe notícias de lançamentos e aproveitou para comentar sobre alguns mangás e sobre a situação do mercado nacional.

Além de anunciar o Henshin Drive, uma plataforma digital que promete trazer quadrinhos já concluídos e novas séries, a editora apresentou revistas inéditas como Santia Sho, uma série derivada de Cavaleiros do Zodíaco e Sakura Wars.


Na parte de republicações temos o excelente (e há muito aguardado,muito mesmo!) Full Metal Alchemist (de Hiromu Arakawa) no mesmo padrão de Yu Yu Hakusho. Isso pode ser um alívio para quem tinha receio de ver FMA retornar no formato "Big" da JBC. Na minha opinião um tiro no pé (do leitor!), já que encarece terrivelmente o título como aconteceu com Eden. Temos que aguardar pela revelação do preço.Os irmãos Elric merecem uma edição bonita e com papel de qualidade. E nós não merecemos um preço de R$39,90!


Apesar da editora não revelar uma data precisa e mais detalhes de como vai ser o retorno de Akira ao Brasil, adiantou que o mangá de Katsuhiro Otomo terá páginas em preto e branco (a edição da editora Globo era colorida, apesar de não ser fiel ao original), formato de 17,5x24,5cm e leitura em sentido oriental,como deve ser.


Segundo a JBC, Akira deve sair neste ano.

Eu estou bastante pessimista com essa ideia do formato do mangá ser maior que o próprio Big da editora.  Será que a JBC vai resistir à tentação imbecil de colocar um preço absurdo na edição,confiando na ansiedade exagerada que os leitores tem de que ele retorne às bancas? A JBC vem dando umas derrapadas grosseiras como as do lançamento de Zetman e Ultraman,pode ser que apronte uma besteira com Akira que desmotive até os fans mais antigos de adotar o título. É nessa hora que os leitores devem se fazer ouvir e lotar a caixa de mensagens da editora com reclamações para que ela, no mínimo,assuma o padrão de mangás como o recente Vagabond da Panini, não deixando que ela escolha o pior pelo leitor.

Trarei mais notícias assim que elas saírem.

sábado, 9 de abril de 2016

APÓS CINCO MESES SUMIDA, A EDITORA HQM ANUNCIA O RETORNO DE SUAS ATIVIDADES



Por:Hds


Desde o ano passado que havia percebido algo estranho no site HQManiacs,desatualizado e sem menor sinal de atividade,o principal canal de divulgação de títulos da editora deixou a mim e milhares de outros leitores sem saber o que estava acontecendo.

As últimas notícias e postagens saíram em novembro de 2015 e seus últimos quadrinhos em destaque lançados (em setembro!) foram Os Mortos-Vivos volumes 17 e 18.


O site UniversoHQ disse ter entrado em contato com os responsáveis pela editora,no que os mesmos
afirmaram que "preferiam não dar nenhuma declaração".Ainda mostraram sua intensão de voltar com as atividades normais neste ano e alegam que o site HQManiacs está em manutenção/reformulação.

No final do parágrafo o pessoal do UHQ tentou dar uma limpada na barra da editora,lembrando que estamos numa situação difícil da economia.Mas espere aí!Deixe me ver se eu entendi direito;a editora HQM some do mapa,deixa seus leitores sem saber de nada,na dúvida se ela vai continuar publicando uma série que já está no volume 18 e acha que podem escolher não dar declaração nenhuma?

Eu escuto essa conversa esfarrapada de "a economia anda ruim" há muito tempo,podem acreditar!
O que eu já vi por conta própria foi editoras deixando o leitor no escuro quanto a sua situação financeira,pra depois que fecham,passarem uma bela rasteira nos consumidores.Não estou dizendo que seja o caso da HQM,mas se uma editora estiver falindo ou abandonando o mercado de hq's,por que alguém acha que ela vai avisar as pessoas?Para elas pararem de comprar com antecedência aumentando o prejuízo?É claro que não,elas vão esconder sua real condição até ser seguro o bastante para pular fora,dando uma banana para quem comprou seus quadrinhos até agora!

Não é novidade que neste país leitores de quadrinhos é e sempre foram tratados como sub-consumidores de nicho.Que quando alguma editora faz alguma coisa notoriamente errada a dita "imprensa especializada" faz cara de paisagem e ignora (afinal de contas essa gente não vai criticar seus próprios amiguinhos e talvez até futuros empregadores,não é mesmo?).Mas uma empresa passar cinco meses desaparecida,empresa essa que produz títulos em série,ou seja;os leitores ficam dependendo de suas decisões,dizendo que não tem problema algum nisso é muita cara de pau!É a prova cabal de que pouco evoluímos desde a época da editora Abril até os dias de hoje,quando o quesito é respeito pelo dinheiro alheio.

Outro detalhe nesse fato é de que a editora HQM tem em mãos uma desculpa foleira,mas sempre difícil de ser averiguada em tempo real,de que "o site está em manutenção" ou "sendo reformulado".
Quer dizer que os site oficial da editora estar em manutenção impede a mesma de esclarecer em notas e press releases o que se passa com ela antes ou durante ela sumir de vista?Conta outra!

Tudo isso ainda acontece hoje por pura e simples falta de respeito com os leitores.Não estamos vivendo na era das trevas pré-internet,em que as editoras aprontavam o que quiseram e ficava tudo por isso mesmo.Acordem seus tratantes!Nós estamos de olho em vocês!

Observação:Até o momento deste post, o site da HQManiacs continuava mais parado que água de pneu e juntando moscas.