terça-feira, 28 de julho de 2015

CHECKLIST COMENTADO: JULHO DE 2015


Por:Hds.


Vingadores vs X-men vs Quarteto Fantástico:252 páginas em papel LWC,capa cartão e "preço não divulgado"(roteiros de Chris Claremont,Roger Stern e Ton DeFalco e desenhos de Marc Silvestri e Jon Bogdanove)


Eu não acredito que alguém ainda seja inocente ao ponto de pensar que não exista uma estratégia de mercado por parte da editora panini.Mas a verdade é que ela é ruim e não faz o menor sentido!A primeira vez que foi publicada,essa história saiu na Épicos Marvel nº1 e nº2 pela editora abril,provavelmente com alguma alteração(diálogos reescritos,corte de páginas ou os famosos "retoques abril"),além do detestável formatinho,que de entrada estragava qualquer chance de ver bem representada qualquer saga importante.E não esqueçamos os atrasos deprimentes de até quatro anos em relação à edição americana!Mas agora teremos uma compilação com as duas séries.

A Panini desde o início de sua atividade vem corrigindo boa parte das barbeiragens que a Abril fazia nas décadas de 80 e 90,Republicando sagas em formato original em encadernações de maneira bem viável ao bolso e o gosto dos leitores.

A estranheza fica por conta do fato de haver títulos bem mais urgentes na fila de publicações que mereciam mais atenção.Mas vamos levar em consideração que tanto o filme dos Vingadores(ainda nos cinemas atraindo cachoeiras de dinheiro para a Marvel) quanto o inevitável filme do Quarteto Fantástico tenham influenciado na decisão de publicá-la agora.Detalhe,as duas séries foram lançadas separadas antes, e agora finalmente sairão juntas.

Demolidor-Revelado:352 páginas,formato 17 x 26cm e preço de R$92,00.(roteiro de Brian Michael Bendis e desenhos de Alex Maleev,Terry Dodson e Manuel Gutierrez)


Se você gosta do demolidor ou mais especificamente da fase de brian bendis e maleev(publicada anteriormente na Hulk & Demolidor e Demolidor)do início da década passada,já deve ter se perguntado,pelo menos umas 380 mil vezes, por que demônios a Panini não havia lançado esse material ainda.

Não tive a oportunidade de ler sequer um capítulo dessa fase,mas ela costuma ser sempre bem elogiada e comentada com expectativa por quem já leu.Não é no mínimo irritante que a editora tenha segurado sua vinda por tanto tempo,sendo que daquela época pra cá,ela vem pondo nas bancas revistas obscuras,menos importantes ou atropelando fases dentro do seu insondável(e estúpido)cronograma anual?

Agora poderemos conferir a saga desde que,é claro,estejamos dispostos a pagar o escabroso preço de R$92,00 Reais pelo primeiro volume da série.Sei que muita gente vai discordar(principalmente quem vive nos estados onde o poder aquisitivo é maior),mas pagar este preço numa edição luxuosa na atual situação de merda da economia,é completamente inviável.

Marvel Deluxe Capitão América a flecha do tempo:324 páginas,formato 17x26cm e preço(salgado)de R$84,00.(roteiro de  Ed Brubaker e Desenhos de Luciano Queiróz,Jackson Guice e Steven Epting)


O mesmo pode ser dito aqui da encadernação do demolidor.A diferença fica pelo fato dos volumes do capitão terem começado a sair bem mais cedo(o primeiro veio em 11 de julho de 2011).Eu gosto bastante dos roteiros de Ed Brubaker que dão uma visão mais urbana e claustrofóbica aos vigilantes e deixa o show de luzes dos outros heróis da Marvel um pouco mais de lado.

Os Invisíveis vol. 5 Conte até zero:236páginas,papel LWC(capa cartão),e preço(ainda bem)de R$25,90.(roteiro de Grant Morrison e desenhos de Phil Jimenez,John Stokes,Chris Weston,Michael Lark e Phillip Bond)


Prossegue a saga maluca,confusa e culturalmente contestativa de Grant Morrison.É sempre bom lembrar que esta série virou um tipo de lenda da “revista que nunca veria a luz do dia”,e eu ainda lembro de torcer para que a Panini não fizesse a besteira de lançá-la num formato elitizado.Pois é claro,isso estragaria tudo.Alguns leitores ainda preferem pagar barato dona Panini!Ao passo que anda o intervalo de edições logo veremos ela acabar sem demais turbulências.

Multiverso DC nº2:148 páginas,papel couché e preço de R$16,20.9roteiro de Grant Morrison,Daniel H. Wilson,Mike Johnson e Margarite Bennet.Desenhos de Ivan Reis,Chris Sprouse e Danny Miki)

Este é o projeto dos sonhos de Grant Morrison.Aqui ele poderá fazer toda macarronada espaço-temporal que vai te deixar sem entender nada,mas abismado com toda uma enxurrada de referências aos quadrinhos de super-heróis.E o pior de tudo,com carta branca para zonear ainda mais a cronologia(já totalmente zoneada)do Universo DC.A panini só pra variar resolveu enxertar histórias que não foram escritas por morrison nestas edições pra fazer a "alegria" do leitor.

Stormwatch vol. 3:156 páginas e preço de R$22,90(roteiro de Warren Ellis e desenhos de Tom Raney e Brian Hitch)


Deixei que os dois primeiros volumes dessa série passassem em branco na minha preferência por volumes.Mas é importante citar que ela precede um dos melhores quadrinhos publicados na década anterior:The Authority.Eu realmente não consigo mais engolir o clima e os desenhos à la anos 90 e as sangue-sugas do estilo(completamente enjoado)de Jim Lee.Aguardemos pelo proximo arco de histórias que trará finalmente as melhores sequências.


Miracleman nº8:52 páginas,papel off-set e preço de R$7,50(roteiros de Alan Moore e desenhos de Alan Davis.




Mesmo tendo aceitado comprar esta revista pelo custo-benefício que a editora Panini ofereceu,ainda não me desce pela garganta a ideia de pagar R$7,50 numa edição com histórias curtas e liberadas à conta-gotas.



A verdade é que a Panini aprontou uma bela vigarice com os leitores publicando Miracleman em papel cartonado com um monte de material extra só pra encher linguiça e jogar o preço da edição lá pra cima.Recentemente Levi Trindade disse num video da Iniciativa Hq no YouTube que a própria Marvel teria ocasionado essa situação.Eu duvido que ainda assim a editora não pudesse ter lançado o título somente com as histórias que realmente importam para que fosse reduzido o preço de capa.



O pior de tudo é ter que ouvir os leitores que estão comprando as edições dizendo que será excelente quando elas forem lançadas numa encadernação de luxo.Essa gente já parou pra pensar que no mínimo já pagaram em média R$53,20 em sete histórias,sendo que,se o padrão de publicação delas fossem igual ao de uma série como Novos X-Men o custo sairia por no máximo R$25,90?É,só nos resta agora bancarmos os idiotas e esperar que a conclusão da saga venha logo.Até o mês de agosto!








quinta-feira, 16 de julho de 2015

O QUE ESPERAR DE... PREACHER: A SÉRIE DE TV

O que esperar de... Preacher: a série de tv


Por:Hds.



Já sabemos que o quadrinho Preacher de Garth Ennis e Steve Dillon será adaptado para uma série e que o canal AMC (de Breaking Bad e Walking Dead ) o bancará sob a produção e direção de Seth Rogen, San Catlin e Evan Goldberg. A notícia foi dada em fevereiro deste ano e vinha sendo acompanhada, como de costume, após o anúncio da Warner de que traria várias produções relacionadas ao universo DC ainda em 2013.

Agora penso que é importante analisar quais são as chances dessa serie vingar, dado o histórico da Warner em produções televisivas. Apesar de Smallville ter sido cultuada ao longo de suas dez temporadas (mas não durante todas elas) a atração do canal WB teve diversos problemas e mudanças forçadas de rumo, além de um incômodo excesso de fan service, deixando as “aventuras do superboy” lentas, enjoadas e difíceis de se acompanhar.

Sendo um leitor de quadrinhos ou consumidor dos produtos derivados dos títulos da DC, você talvez deva saber que a Warner tem uma mania irritante de insistir em ideias, quando elas se mostram rentáveis. Ao ponto de transformar uma série ou filme numa fórmula tão batida que faria até Akira Toriyama ficar envergonhado com tanta repetição.

As animações seguem o mesmíssimo padrão do Batman do início dos anos 90, as séries mudam de estilo de forma brusca durante as temporadas e carregam nos easter eggs. E eu nem preciso falar sobre a “visão Nolan” que os filmes estão tendo atualmente.

É impressionante a cegueira com que boa parte das pessoas aceitam  uma notícia de quadrinhos ou qualquer outra mídia sem procurar prestar atenção nas ideias e nas pessoas envolvidas na produção daquilo. O  que eu vejo o tempo todo é um espetáculo de empolgação impulsiva que, muitas vezes, deixa claro a memória curta que fãs de entretenimento geralmente possuem.

Some isso aos sites “especializados”, blogs, vlogs e redes sociais (a internet é o maior amplificador de propagandas gratuitas da face da terra) pouco interessados em opinião e temos uma avalanche de coisas ruins sendo apresentadas todos os meses.

Pode parecer covardia, mas vamos tomar o exemplo da recém-cancelada série de Constantine e pensar, se mesmo sendo feita em um canal que acolheu todo o sangue de Walking Dead e a escatologia  de Breaking Bad, que preacher  talvez dê errado. Em Constantine tivemos um protagonista fumante que não podia aparecer fumando, um clássico (e sempre dispensável) “tom mais leve” e eis fórmula para o total fracasso.

Será que vamos ver nessa versão toda os elementos adultos, cínicos e engraçados dos quadrinhos bem representados, sem manobras boçais de censura. Ou, de entrada, já devemos tomar como mal-sinal a agenda pateticamente forçada de minorias que os estúdios vêm adotando, empurrando goela abaixo uma atriz negra para fazer o papel da personagem tulipa, quando é óbvio que ela deveria ser mantida no original? E cuidado se você pensa em soltar piu em relação a isso ou pode acabar sendo tachado de racista pelos babacas da onda politicamente correta que infestou todos os meios de entretenimento.


Sinceramente, eu prefiro estar enganado sobre o futuro da serie de Jesse Custer. Os canais americanos parecem estar vivenciando sua era de ouro e com materiais como Game of Thrones e Demolidor sendo possíveis, o melhor é esperar e prestar bastante atenção.


domingo, 18 de janeiro de 2015

HISTÓRIAS DE ZUMBIS NÃO SÃO NOVELAS MEXICANAS



Por:Hds.


The Walking Dead foi lançado em outubro de 2003 pela Image Comics tendo Tony Moore (números 1 a 6) e Charlie Adlard (número 7 até o presente) nos desenhos, e  Robert Kirkman no roteiro. Em 2006 a 33° edição bateu seu recorde de venda, o que abriu caminho para a tão famosa série do canal AMC. O apelo da historia é simplesmente inegável: do dia para a noite estamos ambientados num mundo destruído, sem comida, energia segurança ou qualquer traço de conforto.

A construção do cenário é feita valendo-se de uma colcha de retalhos feita de situações, personagens e tramas tiradas de filmes que abusaram do tema anteriormente. Por mais contraditório que pareça, eu não li os quadrinhos. Mas a proposta da série me atraiu bem como deve ter atraído outros milhões de pessoas, sendo elas leitores ou não. Mesmo vivendo numa época conturbada em que a indústria de quadrinhos usa de recursos cada vez mais apelativos e manjados, voçê consegue imaginar como uma revista totalmente desconhecida, sem super-heróis e impressa em preto e branco conquistou tanta popularidade? Pois é, esse é o tamanho do sucesso de Walking Dead.

O que me fez escrever este texto não foi o fato de ser um fã incondicional desse universo dos mortos,e sim ter percebido nos poucos episódios e edições que li elementos comuns nesse tipo de trama: uma incongruência bem simples de ser percebida.

Todo mundo já assistiu algum filme onde pessoas se encontram numa situação de ameaça ou catástrofe iminente certo? Então pelo menos uma vez você deve ter se irritado com as decisões idiotas tomadas pelos protagonistas em momentos perigo crônico. O raciocínio torto, a escolha do caminho notoriamente mais difícil ou sacrifícios sem pé nem cabeça justificados por uma nobreza que beira a estupidez. Pois saiba que isso é praticamente uma regra no mundo do entretenimento americano.

Filmes como Armageddon, Impacto Profundo e O Dia Depois de Amanhã acabam tirando sua atenção do suspense com uma súbita risada involuntária ou mesmo a sensação de “o que diabo foi isso?” E isso acontece por um  motivo bem simples e conveniente: os produtores e roteiristas querem convencer o espectador da forma mais forçada possível que o povo americano é capaz de ser amável e sentimental,mesmo nas situações mais urgentes.

Não importa se uma explosão vulcânica ameaça lançar uma nuvem mortal sobre a atmosfera. Uma horda de zumbis avança pelas ruas estraçalhando quem estiver no caminho. Ou que a terrível nova era glacial faça sua carne e sangue virar gelo. Sempre dá pra parar um pouquinho e por aqueles sentimentos conflitantes em dia. Discutir a relação depois daquela briga com sua adorável namoradinha de infância. Juntar coragem para dizer o quanto a ama desde que a viu pela primeira vez ou então reaproximar-se do pai que já não via a um bom tempo. São momentos tão lindos nesses filmes que podem parar o tempo enquanto rochas fumegantes caem sobre cabeças de pobres coitados do elenco de apoio. Afinal de contas quem se importa com eles não é mesmo?





Todas essas inconsistências gritantes me fazem acreditar que se houvesse a chance de alguém escapar da morte,dificilmente seriam pessoas inseguras,choronas e burras que conseguiriam essa façanha. 

Em The Walking Dead temos quadro de destruição, poucos recursos e fontes de energia. Sendo assim, não seria difícil imaginar que um grupo de pessoas que conhecesse bem o mapa do estado, com seus pontos de abastecimento de comida, água, combustível,remédios e equipamentos úteis teria uma enorme vantagem. Os mortos podem contaminá-lo com mordidas, então encontre uma vestimenta com revestimento em Kevlar, escudo e capacetes usados em tropas de choque contra alto-impacto e facões ou bastões de choque (balas gastam rápido e te forçam a voltar diversas vezes nas lojas de armamento). Andar nas ruas desprotegido, sem qualquer plano de deslocamento viável seria suicídio. Cidades grandes estão apinhadas de infectados, por isso, é bem mais inteligente usar carros blindados ou modificados para se locomover. Sem falar que tentar se esconder naquela cabana típica de interior: velha e com tábuas de madeira caindo aos pedaços não é uma ideia das mais espertas. Melhor achar um lugar com paredes altas, estrutura resistente localizada em lugares altos de acesso bastante remoto.

Apesar dos clichês e personagens devidamente acomodados em seus respectivos estereótipos, dos momentos que remetem ao mais do mesmo de filmes e de passagens como aquela dos primeiros episódios onde americanos despreocupados comem marshmallows e conversam sobre seu estilo de vida em volta de uma fogueira, no escuro e virados de costas para uma floresta tenebrosa. A série merece ser vista. Entendo que a ideia de “pessoas comuns em situações extremas” é usada sempre para facilitar nas tramas e oferecer o ponto de vista “humano”. Mas alguns autores deveriam lembrar que ser humano não significa necessariamente ser estúpido ou irracional.

Mesmo que você não tenha a intenção de assistir todos os episódios,mesmo que produção mostre sequências com diálogos longos e arrastados e acabe sendo esticada para render doze temporadas só pra vender uma avalanche de produtos derivados,a série ainda possui méritos na execução muito bem acabada, efeitos e maquiagem excelentes. Com várias outras melhores sendo exibidas, ainda é possível parar para vê-la um pouco. Nem que seja só pra saber com eles vão sair daquela enrascada.Ah! E o tema de abertura composta por Bear McCreary também não é de se jogar fora.






segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A "GRANDIOSA" VOLTA DO TIO BEN


Por:Hds.

O site CBN mostrou num preview da edição número 12 de Amazing Spiderman em que o Tio Ben vai reaparecer depois de décadas. E mesmo que existam especulações de que seja somente uma versão de um outro universo, já é possível sentir o mal cheiro de historia podre no ar. Faz um tempo que a biografia do homem aranha vem sendo estraçalhada por eventos cada vez mais estúpidos e trazer o tio de Peter Parker de volta só evidencia o descarrilamento editorial pelo qual a Marvel vem passando.

No meio da euforia da onda de filmes com heróis no cinema os assuntos mais escabrosos da indústria acabam passando despercebidos e os fãs ficam sem entender o porquê de toda essa bagunça. A Marvel está envolvida numa briga ferrenha com o estúdio Fox que detém os direitos dos X-men e do Quarteto Fantástico nas telas. Sendo que a Sony tem os direitos do Homem Aranha. A editora fez críticas pouco sutis, cancelou revistas de personagens dos filmes da Fox com a ideia de minar próximo lançamento do quarteto e apertou ainda mais a corda no pescoço dos escritores e desenhistas.

Se alguém tinha alguma dúvida se as bilheterias influenciam nas decisões criativas agora pode jogar a dúvida na lata do lixo. Pois a declarada intenção de "aproximar" as hq's dos filmes deixa claro a ganância burra dos executivos da Marvel. Estagnar o universo dos heróis com sagas que se repetem, personagens que voltam da morte e o ridículo e desesperado crossover com o mangá Ataque de Titãs só mostram a ânsia de turbinar as vendas.

Se pensarmos que os filmes realmente bons que foram feitos tem como base de roteiro historias clássicas, o que vai acontecer quando elas se esgotarem? É pura arrogância querer fazer o caminho contrário quando se sabe que é nos quadrinhos que elas são criadas. Eu confesso que estou muito mais preocupado com o resultado de tudo isso nos quadrinhos do que no cinema. Já que um dia, querendo ou não, os super-heróis serão substituídos por outros temas e o dano causado  por essa encrenca ainda vai permanecer por muito tempo. Olhando por esse ângulo, parece que trazer o bom e velho tio Ben de volta acaba sendo a menor das asneiras que "Casa das Ideias" pode acabar fazendo.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FRANK MILLER PLANEJA LANÇAR O CAVALEIRO DAS TREVAS 3


Por:Hds





O site BleedingCool noticiou que Frank Miller pretende escrever junto com o autor da mensal do herói, Scott Snyder, a terceira série do cavaleiro. Dessa vez o roteiro contaria o futuro de Carrie Kelley, a Robin recrutada na primeira história.

Boatos sobre miller afirmam que o artista está seriamente debilitado, sendo assim, não desenharia a revista. A arte ficará a cargo de outros desenhistas ou somente de Sean Murphy.

Os leitores na internet ficaram divididos entre aqueles que fizeram piadas, aproveitando a lembrança da horrenda continuação, os puristas que reclamam por antecipação, os esperançosos que acham que dessa vez o escritor voltará aos velhos tempos e os que aproveitam para soltar memes estúpidos em redes sociais.

Apesar da notícia ser do tipo que gera uma espectativa automática nos leitores. A verdade é que, infelizmente, temos poucos motivos para crer que Frank Miller conseguirá fazer uma boa história levando em consideração as últimas tentativas.

domingo, 21 de dezembro de 2014

A DIFERENÇA ENTRE FÃ E CONSUMIDOR


Por:Hds



É quase certo que a maioria das pessoas começam a ler quadrinhos ainda bem pequeno, antes dos dez anos. A compra sendo feita através de um parente ou no sacrifício do dinheiro do lanche ao passar em frente a banca de jornal. O primeiro contato com as historias em quadrinhos é sempre interessante. O gosto pelos personagens só aumenta enquanto crescemos e procuramos saber e entender cada vez mais, até devorarmos compulsivamente tudo relacionado aos heróis, aventureiros e figuras infantis das revistas.

Não é comum nos meios de comunicação, entre os leitores ou pesquisadores do tema questionarem sobre o convívio do fã com as hq´s depois da adolescência.

E é através deste texto que quero lançar uma pegunta sobre a postura do leitor já maduro no mercado de quadrinhos.

Se hoje a indústria americana de quadrinhos é bilionária, isso se deve às revistas  e aos leitores que durante as décadas investiram nos heróis mais famosos das gigantes Marvel e DC comics. Movidos mais por impulso do que por critérios, espectadores partem para os cinemas para ver personagens que já possuíam uma grande base de fans instalada e que já esperavam pelos mesmos há décadas.

A criatividade nos títulos anda em baixa e os criadores com cada vez menos liberdade e condições de produzir boas histórias. Mas, curiosamente, os lucros em cima da figura dos super-heróis estão nas alturas. Compra-se tudo ligado ao batman ou homem-aranha muitas vezes sem medir o valor pago. O propósito inicial de qualquer empresa é vender, e boa parte dos fregueses parece ter esquecido que elas usam de todos os meios para conseguir isso.

Desde o começo das publicações no brasil, as editoras vem mostrando pontuadamente um desrespeito quase que debochado pelo mesmo público apaixonado que as sustentam. Decisões baseadas no lucro, mudanças bruscas sem aviso algum, tradução porca, acabamento desleixado e zero de comunicação com seus clientes são só exemplos de algo que se tornou rotina. Ou pior, já se tornou um padrão aceito pela maioria. A resposta dos leitores no geral vem na forma de uma total falta de senso crítico, desinteresse e aversão a qualquer opinião que não seja seu próprio entusiasmo cego.

Existe uma enorme diferença entre o fã de quadrinhos e o consumidor de quadrinhos. Pegue, por exemplo, alguém que seja fanático por Star Wars e tem dvd´s, camisas, bonecos e jogos da franquia. Uma pessoa assim terá a tendência a comprar qualquer coisa ligada ao nome da série, mesmo que o produto seja de baixa qualidade. É bastante óbvio que uma criança acabe gostando de desenhos, filmes e quadrinhos que depois a fará se perguntar por que  gostou tanto daquilo, sendo que eram ruins e claramente feitos para ser um caça-níquel. Mas é natural concordar com a mesma empolgação vinda de um adulto que trabalha e tem responsabilidades? Não seria melhor pro seu bolso agir como um consumidor ao invés de agir como fã?

Quem conhece a popularidade atual da internet no mundo sabe que ela é indispensável no ramo de entretenimento. Mas a verdade que a maioria não percebe, é que as empresas usam a net para divulgar e ampliar o consumo de produtos. A minha geração não sofreu esse efeito. Mas a geração que já nasceu conectada não terá uma noção saudável de consumo, pois será constantemente bombardeada por propagandas e especulação artificial. Tudo isso com o propósito de fazer com que ela corra para as lojas sem pensar.

É necessário que o leitor de quadrinhos no brasil comece a enxergar a si próprio como um consumidor e não somente um fã. Não vejo hoje, como não via antigamente, problemas em ler materiais infantis, roteiros com aventuras escapistas e cheias de violência gratuita. Essas histórias servem bem ao propósito delas, que é de divertir estimular a imaginação. Só não acredito que seja viável a mesma atitude em adultos, que por sinal são realmente o maior publico hq´s, o hábito de gastar parte do salário em revistas sem ter atenção a detalhes de publicação que garantam que os erros das grandes editoras como Panini e JBC não sejam devidamente fiscalizados. Que fique bem claro: sou a favor das empresas atuarem livres no mercado desde que façam um bom trabalho.

O leitor de quadrinhos com suas redes sociais, vlogs e sites vem questionando, aprendendo e evoluindo seus hábitos de consumo. Somente trocando informação entre novos e velhos leitores poderemos moldar um mercado que volte sua capacidade para as necessidades e exigências dos leitores.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

MARVEL ANUNCIA O RETORNO DOS X-MEN ANOS 90



Por:Hds



Lembro de ler uma entrevista curta de Joe Quesada na primeira edição da extinta revista Wizard, na qual ele nega que a principal renda da Marvel vem dos filmes e não mais das hqs. A palavra do ex-editor foi claramente guiada por questões financeiras, pois hoje é fácil perceber como os volumes bilionários dos ingressos determinam os rumos da empresa. Após divulgar uma nova saga de guerras secretas, a editora trará agora um novo título com os mutantes da fase Chris Claremont/Jim Lee recordista de vendas no início da década de 90.

O leitor brasileiro não vai entender porque a Marvel  resolveu recentemente cancelar a revista do
quarteto fantástico, publicar uma nova Guerras Secretas ou a volta dos x-men em formações antigas, aproveitando do atual e rentável saudosismo na indústria. Mas, tudo isso só esta acontecendo justamente por decisões baseadas na briga por direitos entre a Marvel/Disney e o estúdio Fox.

Há um bom tempo existe o boato de que a editora vem excluindo os personagens dos filmes de capas e eventos, numa mal-disfarçada atitude de retaliação ao estúdio que teria dificultado algumas negociações.
Quando noticias assim são publicadas no brasil, a mídia em geral costuma recebê-las de forma entusiasmada. Mas trazer de volta aqueles x-men (assim como a DC trouxe o batman de 66 e a mulher maravilha de 77), mostra que a Marvel não sabe o que faz com seus heróis. Impedir que  artistas trabalhem nas histórias, revisitar sagas e pôr idéias velhas pra funcionar só mostram um descontrole criativo dentro da editora.


Não há espaço para mutantes ou membros do quarteto fantástico no pôster de 75 anos da Marvel.
                                                             
                                                             
                                    

domingo, 9 de novembro de 2014

PANINI TRAZ MARVELMAN DE VOLTA



Por:Hds.


Se os tópicos: Alan Moore, Miracleman e briga judicial interessam à você que lê esta notícia, já deve estar sabendo que a editora Panini havia anunciado que lançaria o título logo após a Marvel. Isso aconteceu durante a última Fest Comix de maio deste ano, ficando subentendido que a revista chegaria no segundo semestre de 2014.

Agora em novembro finalmente foi confirmada a publicação. Embora não sendo divulgada a data, a editora afirmou numa decisão inconveniente e frustrante para os leitores, que trará a historia no formato mensal, custando R$ 8,90 (a edição básica) e R$ 13,90 (a com capa metalizada).

A fase de Moore já foi publicada por aqui nos anos 90 pela minúscula Editora Tannos. Resultando em apenas quatro edições com diagramação, letreiramento e tradução precárias.

Marvelman (ou miracleman) é uma daquelas obras que colocava as editoras nacionais em alarmante dívida com os leitores, pois foi nela que o escritor britânico experimentou suas ideias de “desconstrução do mito do super-herói” pela primeira vez.

Após um longo período de vinte anos, sairá em bancas a história que atravessou problemas que vão da compra dos direitos por Todd Macfarlane, passando por Neil Gaiman e o próprio criador Mick anglo até a aquisição pela Marvel.

A republicação do personagem não só é extremamente bem-vinda, como se faz importante na atual situação de mesmice dos quadrinhos de super-heróis, da qual não se espera sair tão cedo. Nem lá fora, nem aqui no brasil.