segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O QUE GRANT MORRISON PLANEJA PARA GREEN LANTERN?

Por: Hds.


No ano passado Grant Morrison anunciou que escreveria uma fase do Lanterna Verde com desenhos de Liam Sharp. O escritor disse que faria Hal Jordam como um policial que patrulha o setor do espaço pelo qual é responsável, lidando com todo tipo de desafios e que as histórias teriam um tom de "drama policial". Antes mesmo de voltar pra DC ele estava responsável pela revista Heavy Metal. Publicação conhecida no Brasil por ter tido uma versão nos anos 90.

Chegou no final do ano passado até a afirmar que já aprontou uma "2º temporada", dizendo estar cheio de ideias para o herói. Morrison não pretende usar muitos personagens próximos ao herói, concentrando a trama no trabalho como patrulheiro do setor.

Liam Sharp é um artista britânico bem sucedido que já trabalhou na revista 2000AD,  na Marvel, DC e até com o lendário Frank Frazetta. A primeira edição teve a arte dele e saiu em novembro nos EUA.

Arte bonita e detalhada de Liam Sharp

Recentemente é possível ver os desenhos espetaculares de Sharp na série Batman Metal. Admito que nunca reparei muito na arte dele, mas imagino que com um padrão como esse, ele deveria estar ilustrando a fase de Jason Aaron na nova revista do Conan em retorno à Marvel. O detalhismo e a atmosfera escura do traço combinariam perfeitamente.

Com Multiversity Grant Morrison chegou ao limite da experimentação na DC.



Desde a recepção com olhar torto que Crise Final recebeu, eu tenho a impressão que o autor estava cansado. Como é normal acontecer com escritores que já transitam há décadas entra as duas maiores editoras, Marvel e DC. Tanto é que após um dos últimos trabalhos na casa do Superman, Morrison resolveu aceitar o cargo de editor da Heavy Metal Magazine. Mesmo que não seja o caso, Morrison afirmou sobre a escolha do desenhista, que só aceitou escrever esse novo lanterna por que Liam Sharp iria participar. O que poderia indicar um desgaste que já vem de longa data com a política da DC que provocou diversas saídas da editora no período dos Novos 52.

O escocês é conhecido superficialmente pela fama de ser "fora da casinha" e por usar de elementos que vão desde física quântica até ocultismo. Apesar desses recursos nem sempre serem bem recebidos pelos leitores. Na minha opinião, as ideias do roteirista estavam cada vez mais estranhas e disfuncionais. Quase obscuras e tornavam as histórias dispensáveis.

Existe a chance de ele escrever uma série excelente e contribuir com a mitologia do policial esmeralda? Claro que sim. Morrison é talentoso e escreve histórias que valem ser guardadas quando quer. Mas como estamos falando de alguém que admite que escreve sem dar a mínima pra queixas de leitores de hq's, não é recomendável criar grandes esperanças. Resta aguardar.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

CAPITÃO AMÉRICA : O SACO DE PANCADAS DA MARVEL

Por: Hds.




Lembro de que há uns bons anos atrás eu li um texto do blog Kamen Rider (hoje Tokusatsu Mil Grau) chamado: "Homem-Aranha: o rato de laboratório da Marvel". Ele falava sobre as cagadas que a editora vinha fazendo nos primeiros anos 2000 com o personagem. Foi nele que me baseei pra escolher o título desse post. 

Atualmente parece que temos um novo alvo de esculhambação editorial na mira da Marvel, que é o Capitão América. 

Durante o arco de histórias Captain of Nothing Steve Rogers vai abandonar o escudo novamente. Após ele ser envolvido no assassinato do General Thunderbolt Ross, ao invés de tentar provar sua inocência, Steve desiste de ser o Capitão e se entrega à justiça. Agora ele vai ser preso e ficará na Balsa, a prisão para super-vilões mantida pelo governo americano.

E mais uma vez ele enfrenta outra crise de consciência, fica deprimido e resolve se punir. Mas essa lenga-lenga não começou nesse atual período criativo podre em que a Marvel se encontra.

O Homem-de-Ferro começa a confrontar o Capitão América e agir como um boçal sob motivos pouco convincentes

Foi em Guerra Civil, série ultra-aclamada do escritor Mark Millar, que começou a nova desconstrução do super-soldado. No auge da batalha entre heróis que antes se consideravam amigos e parceiros, Rogers constata que a destruição causada fere pessoas às quais ele jurou proteger. E toma uma atitude contraditória: desiste e se entrega. Mesmo estando coberto de razão! Afinal o registro de heróis colocaria a segurança, não só deles em risco, mas de parentes próximos. A transformação ilógica de Tony Stark num pau-mandado contraditório do governo não me convenceu até hoje! Afinal foi o governo que caçou, prendeu e expôs a identidade dos heróis de maneira desumana.

Assim como vários heróis da Marvel o Capitão também foi vítima das ideias imbecis e toscas.

Pra um personagem que já foi transformado até em Lobisomem (!?), não seria normal estranhar que ele servisse de saco de pancadas para roteiristas cretinos. Se a ideia de fazer com que ele perca os poderes pelo sumiço do efeito do soro do super-soldado já soa velha, imagine apelar pra velha pasmaceira do: "eu não me identifico com os valores da América de hoje, portanto abandonarei o escudo". Ai meu saco.....

Lembra dessa fase de merda em que o Capitão usou uma armadura genérica
 que o deixava parecendo um completo idiota?

Desde a badalada Guerra Civil até os dias atuais, foram diversas mazelas pelas quais Steve Rogers passou: teve que fugir e agir na clandestinidade por causa de uma lei draconiana aprovada às pressas pelo governo e apoiada pelos amigos que o traíram. Morreu (coisa básica...) baleado às portas do Capitólio e prestes a ser julgado. Envelheceu pela (adivinhem!) perda do soro. Foi pela zilionésima vez substituído, dessa vez pelo Capitão "Nigga", que está cagando-e-andando para problemas maiores e prefere trabalhar como assistente-social nos guetos. Contrariando toda a lógica foi associado ao nazismo, e por fim, temos ele novamente em outra crise de patriotismo forçada. 

Uma das vezes em que Steve Rogers desistiu de ser o Capitão América e
chegou a mudar de nome virando o Nômade.
Faz mais de dez anos que essa contínua fragmentação da figura do "Soldado Americano Perfeito" começou. E se você desconfia que a causa disso é a agenda podre ideológica que infectou os escritórios da Marvel há (curiosamente) mais de dez anos, eu digo que você está certo. E não me venham com balela de "teoria da conspiração". 

O Capitão está em pleno processo de se juntar aos personagens da Marvel que foram brutalmente desgastados por enredos e plots imbecis. Os X-men, Thor, Homem-Aranha Hulk entre outros já foram avacalhados por histórias patéticas. E no atual panorama insolúvel da editora, o personagem vem tropeçando em meio à repetidos chiliques de "consciência culpada".

Aja como um canalha perto de Steve Rogers e se prepare pra pagar o preço.
O Capitão de "Os Supremos" era macho pra cacete.

Onde está o Capitão visto em The Ultimates? Um cara seguro de seus valores, corajoso ao extremo e que não levava desaforo nenhum pra casa. De personalidade forte o suficiente pra atravessar o cinismo frouxo típico da atual cultura moderna. Assim era o Steve Rogers nessa espetacular série: um homem de verdade e não um bunda-mole.

Mas a Marvel não está interessada nesse arquétipo. O Capitão da nova era da frouxidão deve ser um bosta que não acredita e não trabalha pelo próprio país. Deve ter constantes exames de consciência que (não por coincidência) sempre o levam a rejeitar o modo de vida americano no qual se fez. Tem que duvidar da integridade, da honestidade ou caráter dele mesmo! Tudo em nome de uma abertura capciosa nas convicções do herói, feitas para a cômoda inserção de diarreia moral relativista.

O Capitão América existe para externar o que há de melhor na cultura e no "american way of life". Não faz o menor sentido ele tropeçar em seus próprios ideais por causa de mudanças, tramoias ou crimes vindos do governo americano. Ele é um super-herói e nunca obedeceu somente às ordens de superiores. E nem devia ficar tristinho toda vez que for traído pelo mesmo. Pois a origem dele confirma que as qualidades que tem estão ACIMA disso tudo!

Parece que na visão imunda e tendenciosa dos escritores e editores da Marvel, o Capitão pode ser tudo, menos o patriota convicto que a criação pelas mãos de Jack Kirby determina que seja.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

"O DIA MAIS CARO". A PIADA É VÁLIDA...

Por: Hds

Se você pagar o valor de capa dessa série encadernada está "claro como o dia"
que você não tem o menor respeito pelo próprio dinheiro. 

A Panini, a editora preferida dos mega-bilionários, já colocou em pré-venda o volume DC Deluxe de O Dia Mais Claro, o importante evento da tropa dos lanternas verdes. Esta saga é continuação de A Noite Mais Densa, escrita a quatro mãos por Geoff Johns e Peter Tomasi.

A luz de todo o universo se apagou (blackout universal?) e a morte vitimou diversos heróis. Embora Hal Jordan tenha salvo vários de seus amigos numa batalha, auxiliado pela tropa, o retorno à vida de seus companheiros estaria ligado à aparição da Lanterna Branca que surgiu misteriosamente na Terra. Inicia-se agora um novo confronto que vai promover mudanças em vários super-heróis. A saga tem vários desenhistas, dos quais se destacam os ótimos Aaron Lopresti e o brasileiro Ivan Reis.

O encadernado de luxo proposital chega com 668 páginas, capa dura, papel não informado (couché?), 17,5 x26,5cm e prepare-se pra levar uma punhalada esmeralda: preço de R$193,00!!!!!!

A Panini é tão gananciosa que até parece o Larfleeze, o lanterna laranja, que é
 a criatura mais egoísta de todo o universo DC.

O Dia Mais Claro foi publicada aqui pela Panini originalmente em 2011. Teve 13 edições, sendo 12 delas com 52 páginas, papel lwc e ao todo custou R$70,39. Menos da metade dessa estocada cobrada neste novo volume. O livro anterior, A Noite Mais Densa, teve especificações parecidas em tamanho e acabamento. Mas com 532 páginas e preço de R$125,00. Detalhe: o primeiro foi lançado no ano passado! Assim nenhum engraçadinho pode dizer que o aumento se dá pelo tempo entre as edições. A editora teve a canalhice de cobrar R$68,00 a mais pelas 136 páginas excedentes de Dia Mais Claro! É o valor de uma edição de luxo embutida dentro de um "Deluxe"!

Encadernado de 304 pgs, capa cartão, lwc, somente com histórias de Alan Moore na DC
 e custando R$36,90? Isso sim é que era custo benefício Panini....

Lembram que eu falei que esse livrão foi posto em pré-venda pela editora? Adivinhem agora onde ele está? Isso mesmo! Na toda-poderosa e mal-intencionada Amazon. E se você pensou: "e daí seu chato avarento? Se ele tá na Amazon eu vou arregaçar na compra por causa do descontaço que ela costuma praticar! Hahaha!" Doce ilusão...

Até o momento em que publico essa notícia, esse encadernado que "vale mais que barras de ouro", está EXATAMENTE pelo mesmo preço de capa! De repente a Livraria/Megastore mais amada dos nerds financeiramente irresponsáveis não parece tão boa assim, não? Quer um conselho? Se eu fosse você correria atrás das ediçõezinhas avulsas o mais rápido possível! Mesmo por que elas vão esgotar rápido, são bem bonitas e não vão custar as suas córneas...


Estamos pagando o preço de assistir a geração "cale a boca e pegue meu dinheiro" dominar a internet.

Não importando a qualidade da história, o acabamento da edição, os extras que ela traga, o talento dos criadores responsáveis pela obra ou qualquer outro motivo conveniente que uma editora use pra fazer você desembolsar uma quantia aberrativa como essa, a verdade é que NÃO VALE A PENA!!!

E sabe por quê? Por que, historicamente, os quadrinhos nesse país NUNCA foram tão caros como são hoje! E enquanto os leitores não pararem de financiar essa esculhambação, isso nunca vai acabar.

Eu já disse há muito tempo nesse mesmo blog que se tornou inútil reclamar dos aumentos da Panini. Por isso eu critico os preços pelos valores e não pela política das editoras! Pois eu sei que a própria Panini foi a maior responsável pela aberração em que esse mercado "gourmet" se tornou. Não só se recusando a republicar revistas desaparecidas de prateleiras que eram cotadas a peso de ouro no Mercado Livre. Mas trazendo séries que saíram em formatos baratos totalmente elitizados em relançamentos que levaram anos pra acontecer! A Panini FOMENTOU a especulação e os preços abusivos!

E é por isso mesmo que digo que a piada é válida. O trocadilho que li, e que foi usado por um leitor que comentou sobre o preço imbecil e desnecessário do volume, mostra como o passeio de mãos dadas entre a Panini e a Amazon está arruinando o mercado de hq's.

Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos e Wikipedia.

terça-feira, 17 de julho de 2018

NA EDIÇÃO DE 50 ANOS DA SHONEN JUMP LUFFY E GOKU SÃO OS DESTAQUES

Por: Hds.

Goku deve ter comido a mesma fruta que Luffy comeu pra ficar com essa cara.

A revista em quadrinhos mais emblemática do mercado japonês está completando 50 anos. Estreou em 2 de julho de 1968, sendo inicialmente quinzenal e tornando-se semanal nos início dos anos 70. É  a revista de maior sucesso comercial da editora Shueisha, tendo atingido nos anos 80, a marca de incríveis de 6.5 milhões de unidades vendidas periodicamente. A Jump é, na verdade, uma antologia, funcionando como um título de bestsellers da editora.

O mangá durante boa parte de sua existência foi um sucesso em vendas e público, e ficou amplamente conhecido não só no Japão como no mundo inteiro pelos heróis lutadores voltados para leitores masculinos infanto-juvenis.

E na capa da edição de 50 anos, nada menos que Eiichiro Oda, o criador de One Piece traz uma homenagem ao Goku de Akira Toriyama, aquele no qual Oda admite ter se inspirado para criar o pirata.

A já conhecida poluição visual típica das capas de compilações de hq's para meninos.

Foi nele que justiceiros como Kenshiro de Hokuto no Ken estipularam o padrão do que se tornaria a essência do termo "shonen" no mercado japonês.

O próprio Hokuto no Ken, Dragon Ball, Saint Seiya, Yu Yu Hakusho, Rurouni Kenshin, Hunter x Hunter, Yu-Gi-Oh!, One Piece, Naruto, Bleach, Death Note, Shaman King entre dezenas de mangás famosos foram lançados nas páginas da Shonen, que serviu como uma "vitrine de luxo" pra quem gosta de histórias de ação.

Na Jump, mangakás (quadrinhistas) conhecidos apenas na chamada "terra do sol nascente" se tornaram superestrelas mundiais. Pergunte a qualquer otaku nomes do mercado e ele vai citar: Akira Toriyama, Yoshihiro Togashi, Eiichiro Oda, Nobuhiro Watsuki, Masami Kurumada, Masashi Kishimoto, Tsugumi Ohba entre tantos.

Os maiores astros da Shonen Jump em versão SD.

É por esse motivo que a Shonen Jump deve figurar entre as revistas mais importantes da história mundial dos quadrinhos. Assim como qualquer revista americana ou européia conceituada, pela contribuição à cultura popular de entretenimento. Trata-se de uma publicação que rendeu fartas séries de sucesso e que ganharam milhões de leitores pelo mundo. Séries estas que trouxeram com sido uma infinidade de produtos relacionados, dos quais os animes são os mais cultuados até hoje, e fizeram a diversão de gerações inteiras. Parabéns a essa magnífica revista e vida longa!

sábado, 14 de julho de 2018

MULHER MARAVILHA: O FANTOCHE DO FEMINISMO

Por: Hds.

A Mulher Maravilha de Cary Nord expõe o que todas as mulheres gostariam de ser: bonitas, mas não necessariamente feministas...


A ativista-feminista pró-islã e escritora (ruim) nas horas vagas G. Willow Wilson e o desenhista Cary Nord, vão assumir o título da Mulher Maravilha em novembro a partir do número 58.

O primeiro arco, Just War, mostra Diana indo a um país da Europa pra salvar Steve Trevor, depois de uma unidade militar inteira desaparecer, e acaba topando com Ares. 

O editor-executivo Dan Didio (que a exemplo de Axel Alonso na Marvel deveria ter sido chutado desse cargo, mas continua fazendo merda na DC há 16 anos) disse que está animado com essa "inacreditável oportunidade" de ter Wilson na M.Maravilha.

A M. Maravilha é uma das poucas personagens que não precisou ser tão distorcida por reformulações tendenciosas, pois ela já foi pensada pra ser feminista desde o começo pelo psicólogo e espertalhão William Moulton Marston. O criador dela afirmava que: "A Mulher Maravilha é uma propaganda psicológica para um novo tipo de mulher que deveria, acredito eu, governar o mundo".

Moulton manteve por um bom tempo uma relação de bigamia com Elizabeth Holloway e Olive Byrne. Algo bastante contraditório pra uma pessoa que notoriamente defendia o feminismo.

Sabendo desses fatos, é totalmente plausível se perguntar: como uma personagem que foi pensada para servir de condutor a um discurso imbecil e feminista tornou-se conhecida no mundo todo? Simples, por que ao longo das décadas posteriores aos trabalhos originais de Marston, diversos escritores emprestaram seus talentos para validar a função dela como personagem de quadrinhos. Deixando de lado toda a asneira ideológica que tornaria impossível fazer com que os leitores gostassem dela!

Assim como na série/crossover da M. Maravilha com o Conan, escrita pela também feminista Gail Simone, G. Willow Wilson pretende usar a personagem como outdoor para sua agenda pútrida. Willow nunca foi uma escritora de quadrinhos, e sim uma militante infiltrada nas redações. Não possui nada relevante assinado com seu nome e seu único mérito foi ter criado uma paródia de super heroína moldada em clichês regurgitados da origem do Homem-Aranha. 

Cary Nord, que ficou conhecido após desenhar histórias do Conan escritas por Kurt Busiek recontando contos originais de Robert Roward, tem um traço mais adequado pra uma personagem feminina que alterna entre uma guerreira e uma embaixadora de dois mundos. Estilizado e minimalista, mas elegante o suficiente para retratar uma Diana bonita e ameaçadora.

Wilson desfrutando de toda a fama, prestígio e riqueza garantidas pela
 cultura ocidental "infiel" na Comic Con NY.

A personagem vem sofrendo nas mãos de escritores que continuam usando da imagem simbólica dela para escrever peças propagandistas. De Gail Simone, passando por Grant Morrison e Greg Rucka, até chegar a contradição ambulante que é G. Willow Wilson. Uma mulher que defende o feminismo, mas ignora sumariamente os abusos cometidos contra mulheres pela religião a qual se converteu desde jovem. Defende o modo de vida e códigos do Corão, mas vive uma vida de estrela da indústria de Comics.

Essa é só mais uma ocasião comum aos dias atuais desse mercado. Assim como a Marvel, a DC continua pervertendo o conceito de seus heróis para atender a uma agenda ideológica. A justiça dos heróis está, quase que completamente, sendo substituída pela "justiça social".

quinta-feira, 21 de junho de 2018

HEROES IN CRISIS É A VERDADEIRA CRISE CRIATIVA DOS COMICS


Por: Hds.


Como uma premissa vazia de significado, um roteirista mediano e super heróis sem motivações  válidas podem originar uma boa história? É uma ótima pergunta. Não podem! Agora esticar uma pasmaceira sem sentido, transformando-a numa trama furada disfarçada de mistério policial, isso já passa dos limites de qualquer falta de vergonha...

Heroes in Crisis é a nova série do roteirista Tom King desenhada por Clay Mann, que mostrará o Santuário, um centro de tratamento psicológico para super-seres. 

Criado pelo Superman, Batman e Mulher Maravilha para ajudar heróis com medinho de violência, o local será o palco de um crime que colocará heróis e vilões (não diga!) como suspeitos.

Até agora pouco foi revelado sobre os detalhes da série ou quantas edições terá. Mas está programada para sair dia 26 de setembro deste ano.

Heróis também são sensíveis como nós! Chuif, chuif. Buááááá...

A origem de uma ideia tão anêmica e autopiedosa vinha sendo maturada na cabeça do escritor já há um bom tempo segundo o próprio.

Por isso mesmo, melhor do que discutir o porquê da DC dar aval pra que mais uma série insípida seja lançada de seus estúdios, é avaliar a pobreza e fragmentação dos argumentos do próprio Tom King tentando validá-la. 

Então vamos colocar chupeta e babador no nosso querido bebezão Tom King e mostrar que ele está errado em borrar as fraudas:

Ele alega que seu principal objetivo com o recorrente tema de traumas decorre de uma iniciativa para alertar a sociedade sobre a violência. Que está usando sua experiência como ex-agente da CIA em ações anti-terroristas para fazer o mesmo nas histórias o que se faz na vida real: orientar pessoas sobre esse mal.

O que o autor está fazendo é mesma coisa que os demais escritores que não entendem como um personagem funciona fazem quando  recebem carta branca da editora para estragá-lo. Nada de "novo" ou "brilhante". As histórias de Peter David no Hulk tem muito mais profundidade psicológica que qualquer material que King tenha feito até agora, por exemplo. O que ele está fazendo é mal-uso deles.

A "grande sacada" do escritor estaria no fato de perceber que heróis teriam que ter traumas e sequelas de batalhas violentas como qualquer combatente teria. Que, assim como soldados que lutaram em guerras, policiais com larga experiencia nas ruas e bombeiros que se ariscam todos os dias, eles sofrem com problemas psicológicos derivados de situações estresse crônico. Mas o que o carequinha desesperado por mostrar serviço com ideias forçadas não cita é que as pessoas que se enquadram nesse grupo de doentes são a MINORIA dos profissionais!

Imagina se todo policial, soldado ou bombeiro acabasse inevitavelmente perturbado ao ponto de ter que recorrer à tratamentos psiquiátricos complexos? Não haveria sequer uma idiota que quisesse seguir essas profissões!

Tanto é verdade, que a maioria absoluta dos profissionais das áreas citadas acima operam em suas profissões com a mesma naturalidade que você, leitor deste blog, sai de casa todos os dias para trabalhar.

O que Tom King faz é o mesmo que, comumente, os artistas munidos de ideologias hipócritas e vitimistas fazem: tratar exceções como se fossem regras!

O pior de tudo é ter que ouvir leitores que se consideram muito "entendidos" e cheios de opiniões burras achando que King é um gênio. Que a ideia do Santuário é algo magnífico, que nenhum outro autor bolou algo tão "óbvio". Os mesmos coitados que concluem: "ele foi um agente da CIA e sabe do que está falando pois viveu na pele". Bando de amebas facilmente impressionáveis...

Lembro de artigo de Mauro Tavares sobre o filme Homem-de-Ferro 3, onde ele acusa essa noção canhestra de que tornar um super herói mais "humano", acaba sempre fazendo com que seja transformado num frouxo, num bunda-mole chorão. Que fazendo assim estão tornando-os mais "realistas". Os leitores atuais estão com a cabeça IMPREGNADA dessa bosta!




Já escrevi vários textos nesse blog sobre histórias da DC e Marvel  que partem de ideias retardadas. Heroes in Crisis é tão vagabunda quantos as outras.

É incrível a teimosia das duas maiores editoras dos EUA em não organizar suas próprias redações. Em não mover montanhas para reunir equipes criativas talentosas (e mantê-las!). Em desorganizar os respectivos universos com reboots, mortes, alterações ridículas e conteúdo ideológico nocivo. Tudo isso na mais patética e falível intensão de desviar daquilo que deveria ser o objetivo principal de toda editora de quadrinhos: PRODUZIR BOAS HISTÓRIAS!!!

Confesso que ando tendo cada vez menos paciência com este nicho de quadrinhos americanos. A Marvel e a DC estão atoladas num fosso cobertas da merda que eles mesmas cagaram. E tentar caçar entre os títulos delas algo que justifique o dinheiro gasto se configura atualmente numa total PERDA DE TEMPO!

Mesmo as poucas hq's que são realmente boas não salvam o panorama geral de nenhuma das gigantes descerebradas do mercado. E o ideal está na já conhecida prática de ler somente mangás e séries fechadas da Vertigo, que não deixam o leitor com o gosto na boca de ter que acompanhar uma maldita novela mexicana podre que não acaba nunca. E isso me faz ter vontade de mandá-las definitivamente À MERDA!

domingo, 19 de novembro de 2017

HOKUTO NO KEN VAI SAIR PELA JBC! OMAE WA MOU SHINDEIRU!!!

Por: Hds.

"Você já está morto..."

Desde março deste ano  haviam rumores de que a editora traria o Mangá de Yoshiyuki Okamura e Tetsuo Hara, mas agora é pra valer. O anúncio foi feito no facebook da JBC e no evento Henshin+ no dia 12 de novembro. 

Hokuto no Ken (Fist of The North Star nos EUA) foi publicado de 1983 a 1988 na Weekly Shonen Jump da Shueisha. Durou ao todo 27 volumes e é considerada a série precursora do estilo shonen como conhecemos hoje.

Capa do volume n°1 original.

Kenshiro é um lutador que desde criança foi treinado junto com vários adversários a fim de se tornar o herdeiro do "estilo marcial perfeito" conhecido como Hokuto Shinken. O herói viaja pelo mundo destruído pós-guerra nuclear enfrentando criminosos em desertos e cidades quase abandonadas. Entre os principais inimigos de Kenshiro estão seus próprios colegas e discípulos de treinamento adotados pelo Mestre Kenryu, que usaram seus poderes para escravizar e saquear os sobreviventes do holocausto. O autor admite ter se inspirado em Mad Max (filme de ficção de 1979 do diretor George Miller com Mel Gibson como protagonista) que influenciou zilhões de produções e na figura de Bruce Lee.

Esta imagem das páginas do mangá mostra que Bruce Lee não foi a única referência.

O mangá rendeu inúmeros produtos, dos quais os mais famosos são a série anime apresentada pela Fuji Tv de 1984 a 1988 (teve o total de 152 episódios). E também a extensa lista de jogos de video game que começou no Famicon e atravessou variadas plataformas até a recente versão para PS4 que deve chegar em 2018.



O escritor Yoshiyuki Okamoto se tornou uma lenda entre os leitores japoneses pelo fato do quadrinho ser o pioneiro no estilo shonen com as características que tem atualmente. Não foi, é claro, o primeiro de ação e lutas. Mas fundamentou o que viria a ser o estilo predominante em TODOS os mangás posteriores! DragonBall, Saint Seiya, Yu Yu Hakusho, One Piece, Berserk, Naruto, Bleach e os demais shonen famosos seguiram a tônica de Hokuto no Ken à risca. Por tanto agradeça a Okamoto em suas orações Otaku por isso! Afinal, foi o pai de Kenshiro que iniciou toda essa febre! O termo shonen deu nome ao estilo, mas foi só com Hokuto no Ken que ganhou essa "identidade" que percebemos hoje.

Okamoto e Hara

O autor é creditado muitas vezes como "Sho Fumimura" e "Buronson". O Buronson não é nada mais que uma corruptela do sobrenome do ator de filmes policiais/western Charles Bronson. Ele teria ganho o apelido por alguém achá-lo parecido com o ator quando jovem por causa do bigode que usa. Uma curiosidade é que Okamoto chegou a trabalhar com Kentaro Miura, o mangaká celebridade criador de Berserker.

Tetsuo Hara, inclusive, tem um estilo bem detalhado. Típico do traço de mangás de ação como os de Miura. O desenhista fez alguns one-shots e prequels baseados em Hokuto no Ken após o final da série.

Kenshiro e seus maiores rivais.

Da época em que a editora Conrad, a JBC e depois a Panini entraram no mercado disputando títulos até agora, vários mangás que os fans apenas sonhavam em ter foram lançados. Fist of The North Star é um deles. Um divisor de águas que faltava na história dos quadrinhos japoneses no Brasil.

A história não é sofisticada. Tem falhas lógicas e até mesmo soluções fáceis que, por vezes tornam as histórias previsíveis e caricatas. Mas são repletas de qualidades que simplesmente desapareceram dos quadrinhos atuais!

Kenshiro impressiona justamente por não ser como os protagonistas tipicamente chorões e complexados que vemos no presente. Ele é carrancudo, fala pouco, tem um senso de justiça incorruptível e estraçalha sem piedade qualquer infeliz que ouse cometer crimes na sua frente, fazendo uso da técnica de pressão dos pontos vitais. Isso tudo no melhor estilo "exército de um homem só" tão comum nos filmes de ação dos anos 80. É por esse motivo que o personagem é FODA PRA CARALHO!!!

A JBC não deu nenhum detalhe da publicação, mas deve liberar algo em breve assim que as negociações de papel, capa e outras frescuras forem aprovadas no Japão. Isso me deixa com uma dúvida tão mortal quanto o Hokuto Hyakuretsu Ken: Qual vai ser o formato do mangá? Vão ser as 27 (alguns dizem ser 28) edições? Ou a JBC vai fazer como a Shogakukan fez e lançar em 14 volumes do formato "Big"? Apesar de encarecer, seria espetacular ver uma coleção menor e mais bonita de Hokuto no Ken. Nem preciso dizer que essa notícia é de lavar a alma de tão boa!!! O ano de 2017 está sendo fantástico e promete fechar com chave de Platina!

Aguardem mais notícias e fiquem com a saudosa abertura do anime. Um dos melhores temas de animes todos os tempos:



Fontes: Wikipedia, JBC Facebook e JBC site oficial.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

JACO - O PATRULHEIRO GALÁCTICO PELA PANINI

Por: Hds.

Jaco ainda é pouco conhecido pelos fans de Toriyama no Brasil.

A Panini lançou neste mês de outubro o aguardado mangá Ginga Patrol Jako de Akira Toriyama. Desde junho a editora havia anunciado a hq que conta a história de Jaco, um alienígena da Patrulha Galática que veio à terra pra evitar um ataque. Após sofrer uma colisão conhece Omori, um velho cientista que secretamente trabalha numa máquina do tempo pra salvar sua esposa e amigo. Apesar de ser contra a lei galática interferir no tempo, Jaco ajuda o cientista até que sua nave seja consertada. A trama se passa dentro do mesmo mundo de Dragonball.

O mangá começou a ser publicado em outubro de 2013 na Weekly Shonen Jump e durou 11 capítulos. Dos quais um é dedicado aos pais de Goku do já mundialmente conhecido Dragonball. São 248 páginas, formato 13,7x20cm, papel jornal e preço de R$13,90 com um só volume.

Essa nave do patrulheiro lembra a Epoch do sucesso de Super Nintendo: Chrono Trigger.

Desde o fim de Dragonball, Toriyama produziu diversas séries curtas. Mas quando questionado se voltaria a fazer outro mangá de longa duração, o japa sempre respondeu que "não tinha a menor intensão". Alegando que não queria ficar preso ao trabalho duro novamente.

O design do artista continua muito característico. É impossível bater o olho numa ilustração dele e não reconhecer automaticamente. E com Jaco não é diferente, embora o traço tenha ficado mais "limpo" e "plástico", a meu ver, com as cores digitalizadas.

A estréia do herói na capa (sempre poluída) da Shonen Jump de aniversário de 45 anos.

A Panini já encerrou a saga de Goku e trouxe de volta Dr. Slamp. Mas também poderia republicar todos os mangás que a Conrad havia lançado. Como: Marusaku, Cowa!, Nekomajin, Sandland entre tantos outros que ainda não saíram no Brasil. Alguns destes também estão situados no mesmo universo de Dragonball. 

Apesar da vagarosidade da editora em trazer mais trabalhos do autor recluso para as bancas nacionais, o patrulheiro azul tem tudo pra se tornar mais popular daqui pra frente. Até por que não foram poucas as participações dele em outras séries, jogos de videogame e até no novo anime Dragonball Super. Como já aconteceu com Arale , a menina robô criada por Akira. O problema é que a Panini, segundo dados da loja Comix Book Shop, resolveu (novamente) estragar o edição com um maldito papel jornal vagabundo! Que droga Panini! Já que as séries pós DB são pequenas, por que não fazer um volume bonito com capa cartão e papel off-set? Jaco tem UMA SÓ edição!

Pois bem, o que importa é que os fans vão poder conferir a história. Agora fiquem com uma cena de DB Super. Onde Jaco tenta bancar o "engraçadinho" logo com a Bulma e se dá mal! Até mais!


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

BRIAN MICHAEL BENDIS SAI DA MARVEL, VIRA EXCLUSIVO DA DC E...QUEM SE IMPORTA?

Por: Hds.

Bendis é um bom roteirista, que se fosse esperto o bastante teria pulado fora da Marvel antes dela ficar toda zoada...

Este vai ser um dos textos mais fáceis que já escrevi para este blog. Mesmo por que o tema aparenta ser uma "bomba" dentro do mundinho maçante e estático da indústria de comics. Mas não passa de um fato corriqueiro.

Depois de quase 17 anos dentro da Marvel escrevendo a maioria do elenco de estrelas da editora, Brian Michael Bendis saiu da "Casa das Ideias". E não só fez isso como já assinou contrato de exclusividade com a DC, depois de uma nota burocraticamente escrita para definir o quanto sua passagem pela empresa foi importante. O quanto formou sua carreira profissional ou sobre o amor que tem pelos personagens com os quais trabalhou. Esse tipo de obviedades.

Comunicado oficial da DC confirmando que Bendis consta no time da editora agora.

Não estou bancando o machão "insensível" quando digo que não me espantei de maneira alguma com a notícia. É que eu não ligo mesmo! 

Você pode ter certeza de que nos EUA devem estar pegando fogo as redes sociais nerds e fóruns de discussões inúteis acerca da saída do escritor, que por mais de uma década foi o símbolo da Marvel. Mas é claro que isso ia acontecer um dia! Pegue a biografia de qualquer profissional de hq's experiente e famoso, mesmo que a qualidade de seu trabalho seja duvidosa, e constará certamente diversas empresas por onde passou. A Marvel, inclusive, não foi a primeira onde o careca trabalhou. Só foi aquela onde construiu sua reputação!


Escrever o maior herói da Marvel explodindo nos cinemas por si só já faria a fama de qualquer escritor certo? Errado. Bendis se tornou aclamado pelos bons roteiros e volume de trabalho gigante.

Mas pros leitores borrarem as calças de excitação, ainda temos a virada "escalafobética" que foi o gordinho ir correndo assinar um contrato de EXCLUSIVIDADE com a DC. É muita "emoção" pro coraçãozinho dos fans...
Justo o roteirista que costumeiramente era visto em longos embates via internet, defendendo a editora como um verdadeiro fanboy apaixonado. Lembram do "vale-tudo" do Bendis com Grant Morrison e demais artistas?

Lembro que a primeira vez que ouvi falar do escritor foi na segunda encarnação da revista Wizard Brasil nº 11 (Panini). Nessa edição trouxeram uma matéria que enaltecia a carreira e os trabalhos do autor. Aliás, "enaltecer" não seria a palavra certa pra descrever a babação de ovo descarada dos redatores americanos com Bendis. Hábito esse que pode ser devidamente comprovado, caso se confira a entrevista com Rob Liefeld ainda na antiga versão pela editora Globo.

Na matéria da Wizard podem ser pescadas verdadeiras perolas da boca do próprio escritor:

Questionado sobre o personagem Batman, Bendis mandou na lata que provavelmente nunca escreveria nada do morcego pois: "não sinto pelo Batman o mesmo que sinto por outros personagens". Eu reconsideraria se fosse ele! Afinal de contas as coisas mudaram "um pouco" de figura e os DCmalas logo estarão cobrando que ele prepare algo pro cruzado de capa!

Outra impagável foi a resposta sobre como se enxergava no mercado de comics: "Não sou o sujeito mais poderoso. Esse posto é do cara que compra gibis, pois foi quem votou em mim". Que frase comovente do carequinha não? O curioso é que quando os leitores da Marvel soltaram fogo pelas ventas por causa das merdas que ele, sob o aval da editora, fez com diversos heróis. Ele cagou pros mesmos "caras que compram gibis" quando eles "votaram" por jogar toda as mudanças no lixo!

Invasão Secreta, A Era de Ultron e Guerra Civil 2 foram execradas pelos leitores mais severos.

Não me levem a mal. Eu considero Brian M. Bendis um escritor talentoso. Ele tem pontos muito positivos como saber escrever histórias bem amarradas. Ter sacadas interessantes sem apelar pra excessos de retcons. Escreve bons diálogos. Tem uma boa noção de como os personagens funcionam e conhece a cronologia básica de cada um deles. Além disso, mesmo sendo prolífico, mantém um bom nível de qualidade. Algo que falta na maioria dos roteiristas de hoje.

Mas em compensação, às vezes põe conversas demais e ação de menos. Tenta encaixar ideias forçadas que desvirtuam os heróis. Inicia sagas megalomaníacas que prometem algo bombástico e entregam tédio. E o pior de tudo: contribuiu para descaracterizar personagens sendo anti-profissional e acenando a cabeça para as aberrações propostas pela Marvel.

Nada pessoal gente! São só negócios...

É evidente que uma movimentação como essa dá uma agitada no panorama bucólico da indústria nos EUA. Que na maioria das vezes fica restrita aos eventos banais de sempre. Embora o "equilíbrio da balança" esteja pendendo mais pra DC no momento. Isso é certo! 

Deve haver uma legião de fanáticos das duas editoras se indagando neste exato segundo: "Meu Deus!!! Imagina o que ele vai fazer na DC?". Sei lá, talvez o mesmo feijão-com-arroz que vinha fazendo na Marvel? O que eu sei é que essa novidade vai beneficiar mais o próprio Bendis. Sendo que ela pode reacender o interesse dos fans que já andavam ressabiados pelas cagadas que o autor vem fazendo de uns anos pra cá.

Brian Michael Bendis teve um começo excelente na Marvel. Fez coisas muito boas e outras ruins, mas o problema é que foi se tornando cada vez mais desleixado e condescendente.

É possível que dessa reviravolta na carreira do escritor surja algo empolgante? Com certeza! Mas vou fazer aqui vai uma "premonição" para os leitores impressionáveis e inexperientes.Uma notícia vinda do futuro que vai abalar as estruturas da indústria de quadrinhos:


BOMBA, BOMBA, BOMBA!!! BRIAN M. BENDIS RETORNA À MARVEL!!!


Fontes: Comic Book Resoucers, Wizard Brasil e Wikipedia.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

THE WALKING DEAD RETORNA PELA PANINI

Por: Hds.

A Panini nunca perdeu tempo quando se trata de esfregar na cara o fracasso de outra editoras. Tanto que o 1° volume da série já está em pré-venda. Nem esperou o "cadáver" esfriar!

A Panini esteve no evento Zombie Walk São Paulo pra revelar que adquiriu os direitos de The Walking Dead,  aproveitando também o período propício do Helloween para fazer o anúncio.

A série, que teve o retorno apresentado num post do Facebook da editora, continuará de onde a editora HQM parou com volume 19. Mas também será iniciada do 1° volume: Dias Passados. O novo formato é o tradicional 17x26cm (os da HQM eram de 16,5x24cm), papel off-set, capa cartão, preto e branco e preço de R$36,00. O número de páginas não foi informado ainda, mas a hq sai com o título original. Os roteiros são de Robert Kirkman e os desenhos de Tony Moore e, posteriormente, Charles Adlard.

O encadernado de estreia chega em livrarias e lojas durante a CCXP - Comic Con Experience 2017, que acontecerá de 07 a 10 de dezembro no São Paulo Expo.

A capa da 1° edição da Panini é a mesma desta da HQM. 

A HQM iniciou TWD em maio de 2006 com o nome "Os Mortos Vivos" (péssima escolha de nome), teve 18 volumes. Com uma média de 148 páginas, capa cartão, papel off-set, em preto e branco e com preço que começaria em R$29,90 e chegaria à abusivos R$41,90. Sendo que o valor de estreia do primeiro encadernado já eram bastante caros naquela época. A coleção encerrou-se em setembro de 2015 tendo uma média de apenas dois volumes lançados por ano. Uma frequência baixíssima para uma saga tão longa.

A HQM errou em reiniciar a série.

Além da coleção de encadernados, a HQM quis aproveitar o hype da série de TV estreada em 2010 nos EUA e que gerou uma febre também no Brasil, para lançar uma série mensal. Com o nome original, papel lwc, 32 páginas, preto e branco e preço bastante aceitável de R$3,90. A HQM cometeu um erro supondo que seria uma boa reiniciar o quadrinho dessa maneira, com a série nos EUA passando do número 100. Levaria uma eternidade para concluí-la por aqui e o custo final seria bem maior que a coleção de livros. Mesmo assim, a revista durou 48 edições. Foi Publicada de outubro de 2012 até fevereiro deste ano. Em junho deste ano a editora divulgou uma nota decretando o fim dos dois formatos. A editora Panini não esclareceu se pretende continuar as mensais.

A coleção de The Walking Dead é um desafio pro bolso de qualquer leitor.

O site HQManiacs foi criado em 2001. A editora foi fundada no final de 2005 e publicou material americano que esteve fora das bancas nacionais desde a década de 90 como Spawn, e Concrete de Paul Chadwick. Trouxe revistas inéditas da famosa editora Valiant como X-O Manowar. Séries da Image Comics com Invencível, Bone e Estranhos no Paraíso. Obras de autores daqui como Leão Negro e até mangás.

Apesar de se tratar de uma editora pequena, não podemos dizer que a HQM fez um trabalho ruim até aqui. O futuro da editora ainda não está claro, mas é provável que ela acabe se tornando uma das muitas "editoras zumbis" (sem trocadilho) assim como a Conrad e a Pixel Media, que após passarem por dificuldades sumiram e nunca mais voltaram a ser nem sombra do que foram um dia. O próprio site que deu origem à editora perece estagnado desde junho do ano passado e os responsáveis ficaram incomunicáveis num período que relatei num post de abril de 2016. Infelizmente, a situação não está nada boa pra editora e é difícil prever se ela vai se recuperar.


Apesar dos percalços a HQM chegou longe com TWD e fez, sim, um bom trabalho.

A equipe editorial teve a visão de perceber que The Walking Dead, seu maior sucesso, era um quadrinhos divisor de águas e catou a revista antes mesmo da série de tv estourar. E antes das outras editoras, inclusive a tapada da Panini, que nunca teve lá um tato apurado pra descobrir hq's. Vide os erros  na escolha de séries da Vertigo como Despertar e Coffin Hill. O quadrinho é constantemente citado como sendo melhor que o seriado. O que eu não duvido em nada que seja verdade, já que o ritmo dos episódios são lentos e atendem a mudanças provocadas pelas típicas "demandas" dos espectadores. É muito compreensível que uma empresa pequena sofra com a recente crise econômica ao ponto de anunciar ( como fez em julho deste ano) que encerraria sua série de maior sucesso e longevidade. E a queda da HQM faz um grande mal ao mercado de quadrinhos que anda cada vez mais limitado ao "dueto" Panini/Amazon.


A Panini por sua vez está acostumada a pegar títulos que morreram nas demais editoras e terminá-los. E não será diferente com TWD, que apesar de extremamente longa (atualmente está no n°173!) vai acabar sendo concluída daqui há alguns anos. Mesmo que os leitores tenham que adquirir os volumes um por um em lojas on-line por causa do alto preço de capa. 


Acredito que mesmo depois de tantos anos The Walking Dead continua sendo relevante e merece ser comprada. Nem sempre temos condições financeiras ou nem sempre uma hq que volta é trazida num formato adequado. O papel off-set da Panini, na minha opinião, foi uma escolha sofrível. Tendo em vista o tamanho da série, um lwc seria muito melhor, pois reduziria a gramatura deixando a coleção mais fácil de guardar. Mas é claro que ter TWD de volta, desde o começo e saindo por uma editora que já finalizou tramas intermináveis como Fábulas (22 volumes, fora os especiais!) é uma boa notícia. Fiquemos atentos para ver, na prática, qual vai ser o futuro do apocalipse zumbi mais famoso do mundo do entretenimento.

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Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos, site HQManiacs e Wikipédia.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PIADA PRONTA: GAIL SIMONE NO 1º CROSS-OVER DE CONAN E MULHER MARAVILHA



Por: Hds.
O cross-over dos personagens é inédito nos quadrinhos

Em setembro, a DC Comics em parceria com a Dark Horse vai lançar uma minissérie onde o bárbaro de Robert Ervin Howard e a amazona vão atuar juntos. A série terá seis edições, roteiro assinado por Gail Simone e desenhos de Aaron Lopresti.

Conan foi criado em 1932 (85 anos) e a M. Maravilha em 1941 (76 anos), e por incrível que pareça nunca foram publicados numa mesma história. Na trama, Diana e Conan vão ser escravizados pelo vilão Dellos e abrigados a lutar em arenas.

Aposto que você viu essa imagem e pensou: "vai ter um romance entre os dois?"

É justamente pelo fato desse encontro nunca ter acontecido que é uma verdadeira desgraça ter caído logo nas mãos de Gail Simone.

Simone é conhecida pelas ideias feministas e faz questão de trazê-las para seus quadrinhos. Costuma subir em palcos de convenções mundo afora palestrando sobre "empoderamento" das heroínas nas grandes editoras. Também costuma marcar presença nas redes sociais sempre debatendo sobre o papel das mulheres nas hq's. Esse tipo de leseira pra gente que não gosta de quadrinhos de verdade e só vê nesse meio uma forma viável de fazer militância.

Apesar de ter escrito uma fase da guerreira Red Sonja, isso não gabarita a escritora a  assumir um projeto desse calibre. Simone não tem obra alguma que se destaque, ou seja listada sequer entre os melhores da década passada.

Um encontro como esse poderia render uma história muito boa, mas não pelas mãos de Gail Simone.

Qualquer leitor que tenha experimentado ler sequer um arco de Conan do Dream Team: Roy Thomas, John Buscema, Barry Windsor-Smith, Alfredo Alcala, Esteban Maroto, Neal Adams, Gil Kane, Dick Giordano, Ernie Chan, Frank Brunner entre tantos talentos excepcionais, deve ter ficado abismado com a qualidade. E não esqueço de Joe Jusko com sua sequência inacreditável de capas para The Savage Sword of Conan. Sendo assim, como não pensar que a maior vítima dessa empreitada vai ser (novamente) o bárbaro?

Conan nesse nível aqui você não verá nem tão cedo...

E agora chegou a vez do personagem sofrer nos dedinhos roliços e engordurados de Gail Simone. A justiceira feminista (e por isso mesmo) totalmente avessa à visão clássica da criação de Howard. Com direito aos comentários favoráveis da turminha de pela-sacos do site Terra Zero, afirmando que Lopresti e Gail são: "duas das pessoas mais preparadas para contar uma história da M. Maravilha e do Conan". É de foder mesmo...

Esse é um daqueles casos em que nem se precisa cogitar o resultado. O máximo que teremos aqui, a despeito de qualquer otimismo caolho, é uma historinha besta, adequada às "correções" criativas broxantes feitas pela roteirista. Nem os desenhos de Aaron Lopresti parecem salvar o que aparenta ser um desastre anunciado, já que são bem leves e não possuem a atmosfera ideal para batalhas e sangue voando.

O que eu posso dizer sobre isso? Bem, eu tenho que ser curto e grosso: Fiquem bem longe dessa pilha de bosta!!!

Gail simone afia sua espada para castrar Conan.

Fontes: Comic Book Resources, Wikipedia e Guia dos quadrinhos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

AKIRA É FINALMENTE RELANÇADO PELA JBC

Por: Hds.

Akira passou por uma das negociações mais difíceis do mercado nacional.

Há pouco mais de dois anos, no dia 10 de Abril de 2015, Cassius Medauar anunciou como editor e porta-voz da JBC o vigésimo título comemorativo dos vinte anos da editora. Esse título era Akira.O vlog de número 31 destacou os dezenove mangás anunciados até aquele momento e lançou uma bomba no mundo dos leitores que foram pegos de surpresa. Desde a entrada de Cassius como Gerente de Conteúdo os leitores acostumaram-se a receber notícias de lançamento quase que semanalmente através do canal de YouTube Henshin OnLine. Canal esse que, como eu destaquei num post antigo, foi inaugurado bem antes do programa da Panini pela mesma plataforma. Mas tão logo foi apresentado o retorno do mangá, iniciou-se um processo de aprovações que levaria um tempo absurdo para os padrões ocidentais de licenciamento. Submetendo os leitores antigos e novatos curiosos a uma espera desgastante. Pois a expectativa acabou. No episódio nº 119 do canal, Cassius finalmente anunciou a chegada do primeiro volume do mangá.


Serão seis edições especiais em formato 17,8 x 25,6 cm, 350 páginas, capa dura com proteção e preço de R$69,90. O miolo sai em preto e branco com algumas páginas coloridas. O primeiro livro já está à  venda desde junho.


A misteriosa explosão de uma bomba nuclear negra é o marco zero de Akira.


Kaneda é um delinquente membro de uma gangue de motoqueiros. Vive num futuro resultante da 3° Grande Guerra Mundial que iniciou-se após uma explosão nuclear. Durante uma corrida, Tetsuo, um de seus colegas sofre um acidente provocado por uma estranha criança com uma numeração na palma da mão. Logo depois acorda numa base e descobre poderes mentais. Passado na Tokio de 2019, Akira vai mostrar conflitos político-sociais e consequências do abuso humano de poder.

O mangá de Katsuhiro Otomo estreou no Japão em dezembro de 1982 na Young Magazine e acabou em junho de 1990. No Brasil saiu pela  Editora Globo em dezembro 1990 e finalizou em março 1998. Sofreu com uma das descontinuações mais conhecidas do mercado nacional: a edição 33 saiu em 1993 e a 34 só veio às bancas em 1997! Publicada no sentido ocidental de leitura e em cores, teve 38 edições em formato americano. 

Além de diversos produtos, o filme (OVA) lançado em 1988, condensou a história do quadrinho e ajudou-a torná-lo absurdamente conhecido no ocidente. 

Pôster americano do filme de 1988.

Desde o final do mangá pela Globo, os leitores da época se perguntavam o porquê dele nunca ter sido republicado. Mesmo após anos do chamado "Boom dos Mangás" com a Editora Conrad. O motivo, apesar de peculiar, foi bastante claro e taxativo: Otomo não queria liberar os direitos de publicação. 

Somente depois de um longo processo de aprovação e remasterização acompanhadas pelo autor, o mangá ganhou a primeira versão atualizada lançada na França. Para os leitores de mangá, relatos bizarros de negociações com autores e editoras japonesas não são novidade. Mas quem conheceu Akira nos anos 90 com certeza estranhou o imbróglio absurdo que foi a aquisição dos direitos.



A animação ficou conhecida pela qualidade e ambientação perfeitas.

O público interessado esperou pacientemente o anúncio da editora. Alguns reclamaram do autor, chamando-o de cabeça-dura. Alguns tentaram esclarecer os obstáculos impostos para o retorno do quadrinho. E, é claro! Tivemos uma avalanche de comentários, vídeos e posts ironizando as notas de lamento da JBC por todo o "vai-que-não-vai" na aprovação do mangá. Mesmo que a editora não tivesse um centímetro de culpa em relação aos adiamentos. 

Um dos que aproveitaram pra fazer graça (pois se trata de um blog de humor que faz questão de estampar de cara os dizeres: "mas não leve muito à sério".) foi o Mais de Oito Mil. 

Eu já havia citado o blog em textos antigos do Quadrinhos e Comics. E apesar de discordar atualmente da opinião da Mara (que escreve os textos) que anda inclinando perigosamente pra um feminismo dos mais notórios, eu não posso dizer que fiquei surpreso com o nível de birra mostrado até por quem esperava ansioso. O que dizer então de uma blogueira que se pergunta: "por que há falta de mulheres protagonistas na Shonen Jump?", sendo que o nome "Shonen" pode ser traduzido como "garoto", e por isso mesmo a famosa revista é voltada para meninos fans de Dragon Ball e Naruto.

É, ideologia e razão nunca vão andar de mãos dadas mesmo...





Por sua linguagem universal, pela sugestão à reflexão e pela construção ambiental e narrativa convincentes, Akira merece ser republicada agora e sempre. É um quadrinho que reflete uma época de amadurecimento do meio e pode ser posta tranquilamente ao lado de outras obras importantes como: Watchmen, Sandman e Cavaleiro das Trevas. Um quadrinho dos anos 80, com a qualidade e características típicas daquela década.

O acabamento da edição chamada "especial" pela JBC é muito boa, apesar de sair em preto-e-branco. Isso não chega a incomodar, mesmo que a lembrança na mente dos leitores seja das cores da versão da Globo. Até por que o mangá foi originalmente feito sem cores, como é de costume no Japão. Não significa também que nunca vá ser editada em cores num futuro próximo. O leitor deve julgar se vale a pena adquiri-la neste momento ou exigir uma republicação colorida posteriormente. 

O preço de Akira, aliás, é o fator que mais influencia nessa decisão. Mesmo por que está muito alto para o padrão das hq's japonesas no Brasil. A JBC deveria ter considerado trazê-la num formato similar ao de Vagabond ou Berserk para acobertar um número maior de consumidores. Do jeito que está, os seis volumes (formato mais viável, que torna possível a conclusão da revista mais rápida, mas encarece) nos deixam limitados ao esquema de compras pela Amazon. Bom para o leitor, mas restritivo.

No mais, se você nunca leu Akira deve comprar com toda certeza. É uma história essencial de ficção. Moderna e carregada de uma atmosfera cyberpunk digna dos melhores contos de William Gibson.



Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos e Wikipédia.