quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O NOVO "MOTORISTA FANTASMA" PELA MARVEL NOW!



Por: Hds.
Mais uma pobre vítima de sucessivas operações plásticas mal-sucedidas. Trágico!

A Marvel anunciou durante a NYCC mais títulos de sua recente fase (EUA) e dentre os mais chamativos está o novo Motoqueiro Fantasma. Escrito por Felipe Smith e desenhado por Tradd Moore, a nova encarnação do personagem esta sendo chamada de Motorista Fantasma.

Não conheço os roteiros de Smith, mas já posso adiantar que se os desenhos de Tradd Moore tem qualidade em pontos específicos, como a noção de velocidade e estilização dos caros. Também temos o problema do mesmo ter descartado a ambientação de terror necessária às tramas do motoqueiro. Além disso suas figuras humanas são infantis e caricatas.


Em primeiro lugar temos que deixar bem claro que a escolha de tradução para a nova versão é uma das mais infelizes que eu já ouvi. "Motorista Fantasma" soa ridículo e reduz o impacto junto ao visual do espírito da vingança. Apesar de ainda não ter visto nenhuma confirmação do nome por parte da Editora Panini.

Eu posso até não ter  uma opção tão boa, mas não seria melhor algo como; "Corredor Fantasma" ou algo assim? Não soa bem de verdade, mas soa melhor e mais ameaçador do que esta marmelada na tradução. Esse nome que estão usando parece tão idiota quanto: Piloto Fantasma, Condutor Fantasma, Manobrista Fantasma ou qualquer outra besteira desse tipo.

Deixando o nome do personagem de lado, temos a nova figura do motoqueiro representada por Robbie Reyes. Reyes é um rapaz de 18 anos, gosta de trabalhar em motores e é fã de música eletrônica. Talvez isso explique porque seu visual lembra o dos músicos da dupla Daft Punk:

Ninguém pensaria que o Motoqueiro Fantasma levasse a música tão à sério em sua busca por vingança. Afinal, ele trocou o visual Rock'n Roll pelo Techno/Clubber pra ficar mais "descolado".

E é justo da aparência dele que estão falando mais.

O traje tem um aspecto "limpo" demais. Deveria ser mais largado e não reto e cheio de linhas como se fosse um colante. Não tem nada nele que meta medo. Pois as histórias do herói, vale lembrar, têm uma temática de terror. Teria que ser mais rústico e com adereços na medida, para não ficar poluído demais. As botas fazem falta na indumentária de metaleiro motorizado.

O fato do motoqueiro mudar seu veículo não incomoda. Na verdade, essa é uma boa ideia, justificável dentro do contexto dos quadrinhos. O que estragou tudo foi o desenho do rosto/cabeça. O que diabo é aquele buraco na testa e fogo dos lados? O rosto parece uma máscara e não um crânio. E está com um desenho metálico esquisito com dobradiças na mandíbula. Os olhos estreitos e a boca rasgada, deixando à mostra as gengivas. Ficou uma bela bosta!

Robbie Reyes parece tão ameaçador que não faria medo a uma velhinha na fila da padaria

E quando você acha que não pode ficar pior, dá a uma boa olhada no novo "hospedeiro" do espírito da vingança e descobre que ele é um bostinha! A Marvel fazer um anúncio dentro de seu evento onde apresenta uma versão podre de algum herói não me surpreende. O que me deixa abismado é que ela não tenha piorado ainda mais. Pelo fato de estarmos falando da mesma editora que anda apelando desesperadamente para todos os públicos. Principalmente aqueles que estão cagando para os quadrinhos. Sendo assim chutar o motoqueiro machão do heavy metal, Danny Ketch, e colocar um magrelo com cara de latino-americano com mechinha branca de Vampira é o menor dos problemas.

Não é a toa que a casa das ideias furadas anda levando um nabo da DC e os seus leitores estão cada vez mais dando uma resposta a toda essa palhaçada de "repaginação". Vamos ver até onde a Marvel vai aguentar sustentar sua linha editorial degradante. Enquanto isso, fique com mais uma das típicas imagens que costumo trazer para lembrar aos leitores como eram seus heróis preferidos antes da Marvel os estragar:

Terror e ameaça na visão do verdadeiro Motoqueiro Fantasma.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

REVIEW Nº2: O LEGADO DE JÚPITER


Por: Hds

Brandon e Chloe são os filhos-problema em O Legado de Júpiter

Título: O Legado de Júpiter
Autores: Mark Millar (roteiros) e Frank Quitely (desenhos)
Preço: R$ 45,00
Formato: 17x26 cm, capa dura, 140 páginas, colorido e papel couché

ATENÇÃO: O REVIEW ABAIXO CONTÉM SPOILERS

Em 1932, Sheldon Sampson, um filho de empresário falido recebe um estranho chamado a uma ilha através de sonhos. Com a ajuda de seu irmão Walter e de seus amigos, ele vai até a misteriosa ilha de onde retornam com superpoderes. Munidos desses poderes, ajudam a América a enfrentar guerras e crises preservando seu país. Agora, após décadas de luta, se veem tendo que conviver com uma sociedade entregue à problemas econômicos e desiludida.

Desde o início da história Sheldon Sampson, chamado de Utópico se vê descontente com a situação dos EUA,que atravessam uma grave crise pós quebra da bolsa de 1929. Sem esperanças resolve atender ao chamado sobrenatural. Com ajuda de um capitão mercenário chega até ilha e retorna transformado no maior herói da terra. O que aconteceu na ilha só vai ser realmente explicado futuramente, já que este é apenas o primeiro encadernado da série.

A ilha visitada pelos personagens tem um formato peculiar que vai ser explicado posteriormente.
O mote do quadrinho começa realmente quando surgem os filhos desses mesmos heróis que retornaram. Sheldom e sua esposa Grace tiveram Chloe e Brandon que também nasceram com habilidades. 

Aqui também temos o real contraponto da história. Os filhos do maior guardião da terra são dois completos inúteis! Chloe é uma garota burra, mimada e complexada. Só se importa com grifes e marcas famosas às quais possa associar seu nome para ganhar dinheiro. Vive drogada em festas com seus amigos e primos superpoderosos. E igualmente bisonhos.

Brandon é um rapaz cínico que alimenta um rancor pelo fato de nunca ter recebido atenção e reconhecimento do pai. No rastro da fama e prestígio dos pais, ele se ocupa de reclamar de sua vida, encher a cara e fechar contratos com empresas pela sua imagem. Ambos os filhos do Utópico não passam de celebridades idiotizadas.

Cabe aqui um breve esclarecimento o padrão de heroísmo apresentado na revista. 

Existe uma tendência nos quadrinhos de super-heróis (mais forte na Marvel que na DC) de "repensar", questionar ou "refletir" acerca da função dos heróis nos dias de hoje. O embrião dessa ideia, até onde posso perceber, foi inserido em Watchmen pelo velho rabugento e "gênio ocultista" dos quadrinhos Alan Moore. O autor supostamente "esfregou" na cara de artistas, críticos e leitores a noção de que super-heróis nunca poderiam viver no mundo real sem interferir em sua história política. Foi aclamado e tido como visionário. Mas a verdade é que se olharmos com atenção para a proposta da série, é fácil descobrir que sua mensagem não tem utilidade alguma.

As aventuras dos quadrinhos, desde o começo, foram criadas para ambientar o leitor num mundo figurativo, cheio de iconografias e  idealismo direcionado por valores simples. O que Watchmen faz é tentar refutar o funcionamento de ideias e fatos históricos reais, dentro de uma ficção. Ou seja pura perda de tempo! Seria o mesmo que questionar o porquê do Superman não interferir no caso Watergate (caso em que o ex-presidente americano Richard Nixon foi pego cometendo um crime) ao invés de "perder tempo" perseguindo o Brainiac. A resposta é bem clara: por que aquelas eram histórias em quadrinhos, feitas para entretenimento. E não um documento do FBI! Sendo assim, Watchman se mostra uma boa história em quadrinhos. Bem desenhada e tecnicamente impecável. Mas, como já ressaltou o artista John Byrne, sem sentido. Um exercício inútil de contestação!

Atualmente temos vários artistas que fazem parte dessa "corrente" de revolucionários que revogam e condenam o papel tradicional dos combatentes da justiça. Entre eles temos: Grant Morrison (sempre ele...), Warren Ellis, Brian K. Vaughan, o próprio Mark Millar entre tantos outros. 
Esse é o motivo pelo qual vemos, com cada vez mais frequência, heróis que não lutam contra vilões, não possuem o menor conceito de valores, são depressivos, deslocados, criminosos até e se queixam mais do que praticam atos de bravura. A figura do super-herói em sua mais brilhante essência está sendo substituída por vigilantes preocupados com causas sociais. Quando não, esses personagens se mostram um bando de palhaços imprestáveis que não realizam nada, não ajudam ninguém. Em suma, não fazem nada para justificar a alcunha de Super-Heróis!

Eles não lutam com o Coringa ou o Duende Verde, mas com empresários e magnatas satânicos. Eles não vão ao espaço enfrentar os Skrulls, preferem ajudar os sem-teto nas ruas. Não patrulham a cidade como o cruzado de capa de Gotham City, e sim empreendem uma viagem de "auto-conhecimento" pelo país para "rever seus conceitos" sobre a quem devem atender de verdade. Ou seja: o que temos aqui não são super-heróis dos quadrinhos, são voluntários e assistentes sociais tediosos! Não se parecem em nada com heróis de quadrinhos. E é exatamente nesse padrão que vários dos tipos de Legado de Júpiter se encaixam.

Chloe deixando seus pais "orgulhosos" depois de uma overdose

A trama segue depois da apresentação dos filhos de vários heróis, onde muitos deles se escondem para não lutar ou se machucar, enquanto os mais velhos fazem todo o trabalho. Walter, o irmão do Utópico (Sheldon Sampson), começa uma discussão sobre a utilidade das ações de seu grupo. Afirmando que são um desvio de assunto, perto dos problemas que a américa enfrenta. 

O Utópico é usado como um espantalho para uma argumentação tendenciosa e fácil para se duvidar da crença dos leitores no heroísmo puro e simples. Tanto, que para o personagem sobra o sermão de apoio ao governo e que os dotados de poderes devem servir ao povo através da lei. Isso faz com que o Utópico seja imediatamente visto pelos leitores atuais, que não se identificam com suas ideias de moral e justiça, como um "velho teimoso e antiquado".

Enquanto seu irmão tenta fazer com que Sheldon contradiga suas ações, o Utópico é visto pelas costas, entre os outros superpoderosos, como um nacionalista caduco e sem visão da realidade. É notório que as respostas que herói dá para seu rival de sermão são propositadamente pobres de argumento. 

Millar move seus personagens como peões para efetuar seu debate de ideias.

Walter decide atropelar seus demais companheiros motivado pelo debate com seu irmão e se reúne com membros do governo para por em prática tudo que planeja para os EUA. Apresenta uma solução mágica para ajustar a economia do país e sanar o mal do desemprego e  pobreza, em apenas quatro anos. Isso é que é ficção, certo? Ele acaba levando outra bronca de Sheldon e resolve se aproximar de seu filho, Brandon, para influenciá-lo

Tenta consolar o melancólico filho do Utópico com um papo furado relativista de que: os mais velhos não tem vantagem alguma em experiência e que cometem erros idiotas assim como os jovens. Por isso eles não teriam moral para orientá-los. Vendo que consegue a atenção do rapaz, começa a envenenar sua mente para que cometa crimes que serão especificados ao longo da trama.

A arrogância e confusão de Brandon vão gerar eventos dramáticos no mundo dos heróis de Jupiter's Legacy.

Depois do levante de Walter, praticamente todos os demais combatentes se voltam contra o Utópico. Nesse ponto percebemos um típico caso de forçação de barra ao qual os leitores do roteirista já devem estar acostumados. Como é que a maioria se manifestou contra ele, se já o tinham como um exemplo de conduta durante décadas? E ao ponto de fazerem o que será mostrado mais à frente, num evento dramático da história? Somente a mera discordância não teria um resultado tão controverso. Uma bela escorregada de Millar. O motivo para Walter se mostrar um traidor genocida (depois de décadas) é raso e mal-construído. Outro ponto curioso é o fato de nenhum outro herói no mundo inteiro partir em defesa de Sheldon Sampson. Onde eles estavam?

A perseguição de Walter e seu grupo gera situações contrárias para Brandon e Chloe. O primeiro está diretamente envolvido em mortes e destruição. A segunda tem de fugir para não ser enquadrada pela nova lei marcial imposta pelo seu tio. 

O que se segue também deixa dúvidas dentro da aventura. Nove anos se passaram depois que Chloe foi obrigada a fugir junto com seu namorado, tendo em vista que sua família foi literalmente desfeita. Mas como é que eles conseguiram sumir num planeta vigiado por seres superpoderosos? Bastava que algum inimigo fizesse uma varredura em supervelocidade ou usasse visão telescópica. Sem falar nas outros inúmeras capacidades de rastreio. Isso foi um furo no roteiro ou será detalhado mais adiante?

Apesar do governo ditatorial de Walter seguir devastando o país, Brandon continua obedecendo as ordens do tio (talvez por influência dos poderes mentais) e sendo consumido pela dúvida de se aquilo que fez foi correto. A mudança de atitude de Brandon também sugere uma possível ruptura brusca, pois ele acabou passando de um cara insatisfeito para um assassino. 

Durante esse tempo Chloe, afastada de tudo, resolve levar uma vida comum para não ser detectada. Até o ponto em que, por força de um acontecimento do qual não vou falar para não estragar a surpresa, é arrancada de seu esconderijo e entre em conflito com os soldados à mando de Walter. 

Mesmo sendo tosca e inconsequente Chloe está do lado do bem e vai buscar vingança contra aqueles que a perseguiram.

O mais interessante de se perceber até esta etapa da história, é a situação em que os personagens "do bem" chegaram para ter de sobreviver sendo cassados. Os superpoderosos em massa aderiram ao governo tirânico de um semelhante e os poucos que sobraram tiveram que demonstrar uma atitude heroica tardia. Seria mais natural se eles tivessem procurado agir dessa maneira desde o começo. E não tentar remediar a podridão em que se encontram depois de tudo estar arruinado.

Como O Legado de Júpiter é uma série contínua, o arco de histórias analisado neste review cobre somente as cinco primeiras histórias. Acredito que muitos dos detalhes e mistérios dela (como os personagens que foram à ilha ganharam poderes? Ou quem é o casal de criaturas que surge na ilha?) serão mostrados adiante nos próximas sequências. Mas essas edições, é claro, já dão o tom e a ideia do que o quadrinho tem pra dizer. Por enquanto, ela não conseguiu surpreender tanto como outros trabalhos da mesma dupla criativa.

ROTEIROS: As histórias de Mark Millar, como de costume, tem um ritmo ágil e são bem equilibradas entre cenas de repouso e ação. Millar domina a técnica narrativa com que se apresenta a maioria dos quadrinhos chamados "vanguardistas" de hoje: cheios de ação, rápidos e abordando temas pesados. O ponto negativo vai para algumas extrapolações cometidas pelo autor. Pela pose forçosamente "ultra-bacana" com que seus tipos atuam, por vezes munidos de estrelismo e frases de efeito. Mas o que mais incomoda é a onipresença de temas políticos que aparecem de forma irritante nos seus quadrinhos. Muito desse discurso  é tendencioso e dispensável.
DIÁLOGOS: São bem escritos no que concerne à precisão e carga de informação, mas muitas vezes são tematicamente viciados, contém referências pop bestas e não contribuem para o discorrer da trama.
DESENHOS: Frank Quitely mostra sua capacidade de produzir desenhos cinéticos e com aquela sensação de "tensão suspensa" como só o artista consegue fazer. Algumas vezes é notória a queda de qualidade em algumas páginas, mas nada que tire a beleza de seu traço. Mesmo que as capas das edições exibam um detalhismo que não se vê no miolo da revista. Um ponto negativo pequeno (sem importância pelo fato de ser pertinente ao estilo do desenhista) é que alguns personagens ficam um pouco parecidos uns com os outros e, às vezes, suas figuras de jovens ficam com tantos traços no rosto que parecem uma casca de árvore seca de tantas rugas. No mais as ilustrações de Quitely ainda estão acima da média.
ACABAMENTO: É justamente neste ponto que a revista gera brigas e chama mais atenção. A Editora Panini vem oferecendo uma nova linha de encadernados com preços nada agradáveis. Uma inclinação que se tornou evidente quando os volumes em capa cartão e Lwc começaram a custar R$28,90. O Legado de Júpiter chega em capa dura, papel couché e preço exorbitante de R$45,00. Uma postura burra e nociva vinda da maior editora em volume de publicações no Brasil. Por que a Panini está indo deliberadamente contra a lógica de reduzir custos para o bolso do leitor, tendo em vista o precipício em que estamos hoje com a economia esfacelada? Os leitores vão opinar das mais diversas maneiras, mas a verdade é que a editora está tomando o caminho do suicídio editorial.
CUSTO-BENEFÍCIO: Precisa dizer alguma coisa? Acho que sim! Com dezenas de revistas mais baratas e eventos tomando o interesse dos leitores, não fica difícil imaginar que dar R$45,00 num título desconhecido (apesar de muito aguardado) não é nem um pouco obrigatório. Se é pra ler histórias de super-heróis temos sagas da Marvel e DC saindo agora mesmo nas bancas. Encadernados de fases novas e clássicas (como as do Batman de Lendas do Cav. das Trevas e a Coleção Histórica Marvel). Volumes de séries da Vertigo em capa cartão e Lwc baratas e com histórias excelentes. Os nomes Millar e Quitely pesam, mas o preço surreal deste livro  pesa mais ainda! E se tratando de uma série que tem de se provar, recomendo que os consumidores mais prudentes boicotem o encadernado e esperem pelas famosas promoções das mega-livrarias.

EXCELENTE     
ÓTIMO               
BOM                   
MEDIANO         
REGULAR
FRACO
RUIM
PÉSSIMO

O ALARDE EM TORNO DA "APOSENTADORIA " DE ALAN MOORE



Por:Hds


Alan Moore vai se afastar de vez dos quadrinhos.

Alan Moore deu uma entrevista coletiva ao jornal The Guardian anunciando que vai parar de fazer quadrinhos, dedicando-se aos livros e talvez aos filmes. A "aposentadoria" do ermitão carrancudo mais idolatrado da terra foi confirmada em declarações do próprio autor.

É claro que a rede mundial ficou tomada por comentários dos mais previsíveis aos mais retardados e vários leitores do mundo todo se apressaram em assumir uma postura de luto como se fossem viúvas do escritor.

Eu não preciso fazer aqui nem sequer um breve apurado da biografia ou da carreira do "Mago dos Quadrinhos". Até porque mesmo em Kuala Lumpur deve ter algum nerd que já escreveu uma matéria de revista ou post de blog discorrendo sobre as façanhas de Moore ao longo das últimas décadas.

Alan Moore foi e continua sendo um escritor talentoso, apesar de demonstrar alguns defeitos dentro de sua escrita que comumente passam despercebidos pelo olhar de leitores e admiradores convenientemente míopes. Seus quadrinhos contribuíram para melhorar e evoluir a qualidade das histórias entregues dentro da indústria americana dos Comics.

Mas também é verdade que sua postura política, sua atitude birrenta e sua boca grande disparando veneno contra o mercado e os próprios quadrinhos como entretenimento, são verdades que também ficarão gravadas em sua biografia pra sempre.

De minha parte (pelo que se pôde ser notado através de meus textos), já não nutria essa admiração histérica e vexatória pelo "gênio" dos quadrinhos há muito tempo. Não entendo até mesmo a tristeza pelo fim de suas atividades nas hq's, sendo que se muita gente é fã de Moore ao ponto de lamentar, é só continuar a acompanhá-lo em seus livros e demais projetos. Não se trata de um obituário do chato barbudo de Northampton, ele só está fazendo o que deveria ter feito há anos. Visto que há um bom tempo demonstrava descontentamento com os quadrinhos mainstream.

Se era pra continuar sendo rabugento e falar merda a torto e direito de colegas de trabalho, editoras, dos próprios leitores e até do cinema. Alan Moore já vai tarde. Aliás, bem tarde! Mas se a ideia dele é a de levar sua visão detalhada e sua capacidade narrativa cirúrgica para outros meios, boa sorte e vida longa ao escritor.

O LANÇAMENTO DE LEGADO DE JÚPITER PELA PANINI



Por:Hds.



Jupiter's Legacy começou a ser publicada em abril de 2013 nos EUA depois de problemas com os direitos de licença que seriam usados no título. Já chegou a ser chamada de Jupiter's Children e teve sua produção retardada pela lentidão de Frank Quitely nos desenhos. Mas agora finalmente a série do roteirista falastrão, Mark Millar, vai sair pela Panini.

Com formato tradicional de 17x26cm, capa dura, 140 páginas, papel couché e "precinho" de R$45,00, ela está atraindo reclamações justamente pelo detalhe no custo do título. Sendo que o quadrinho de Millar e Quitely não figuram entre os mais importantes ou principais do estilo super-heróis (Marvel e DC) fica, pra dizer o mínimo, bizarro a Panini jogar uma bomba dessas nas bancas e livrarias.

Numa época em que os preços de tudo sobem assustadoramente, a maior editora em operação no mercado resolve dar um tiro no pé do leitor e institucionalizar a facada nas costas como principal custo para seus produtos. E o pior de tudo: ir na direção totalmente contrária da viabilização de hq's dentro do, já sofrível, orçamento dos leitores.

Boa parte dos meios de comunicação reservados aos quadrinhos no Brasil dão risadinhas e preferem ficar coçando a cabeça, fingindo que não entenderam ou não viram. E mesmo que esse preço seja reduzido numa possível promoção de livrarias como Saraiva ou Amazon, o fato relevante aqui é o absurdo patamar em que chegamos com os valores de encadernados no país.

A pergunta que eu, com certeza, faria a qualquer responsável dentro da Panini é: o que diabo vocês pensam que estão fazendo? Por que a editora que mais lucra com quadrinhos em território nacional precisa aplicar uma padrão dispendioso (para nossos bolsos, claro!) como é o deste volume dentro de um dos piores períodos que a nossa economia atravessa? A resposta não virá da Panini. E se vier, não será boa o suficiente.

O tempo passa e as editoras brasileiras não mudam num aspecto de suas mentalidades mesquinhas: se puderem optar entre perder dinheiro e foder com o leitor, com certeza, vão escolher a segunda opção!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

COMO A MARVEL ESTÁ EMPENHADA EM SUBVERTER O CONCEITO DE SUPER-HERÓIS PARA INFLUENCIAR SEUS LEITORES



Por: Hds


A Toda "Nova", Toda "Diferente" e Toda Esculhambada Marvel!

Eu tenho a nítida impressão de que a pior coisa que aconteceu na indústria americana de quadrinhos nas últimas décadas, foi o aumento da inserção de temas políticos/sociais nas histórias de super-heróis. Eles já existiam há muito tempo e estavam presentes de uma ou outra maneira, de forma que não adianta dizer que se trata de algo inédito. O problema é que estes assuntos estão encontrando nos quadrinhos o meio propício para embutir noções tendenciosas na cabeça dos leitores, seja qual for a faixa etária. Assuntos do tipo ganharam força nos quadrinhos alternativos de autores como Robert Crumb nos anos 60. E  agora, esses tópicos voltaram com força nos títulos da Marvel e DC e ameaçam fragmentar mitologia desses personagens, configurando-se numa verdadeira doença no mercado americano.

Na atual fase da Marvel: a Marvel Now!, o Gavião Arqueiro (Clint Barton ) foi responsável pela morte de um dos vingadores originais dentro de Guerra Civil 2. Julgado e considerado pelos próprios heróis um traidor, Clint foi aclamado pela opinião pública, que (convenientemente) o recebeu como um herói por ter supostamente evitado uma tragédia.

O gavião decide, assim, formar sua equipe de vingadores, chamados de Occupy Avengers.

A Marvel achou que cairia bem colocar o nome de um movimento de protesto como título dos Vingadores.

A nova série é roteirizada por David Walker e desenhada por Carlos Pacheco e Gabriel Walta. Ela não terá heróis superpoderosos, como afirmou o roteirista. Walker ressalta em sua revista que o gavião está passando por uma crise de consciência e vai atravessar o país ajudando pessoas carentes e excluídas.

Ao longo de décadas, os heróis se envolveram em todo tipo de luta por justiça, igualdade e defesa de inocentes. Mas às vezes, essas lutas não retratavam os problemas das pessoas em geral, e sim o direcionamento político que os autores queriam "sugerir" aos leitores.

A luta por igualdade do Falcão está ligada à história do Capitão América.

Na década de 70, já vimos o Falcão viajar pelos EUA com Steve Rogers tentando resolver os problemas do cidadãos comuns. O herói do gueto passava mais tempo no Harlem, um bairro pobre de Nova York, do que combatendo ameaças ao lado de outros personagens. Daquela época pra cá, fomos apresentados  ao quadrinho que eu considero o divisor de águas entre os quadrinhos "engajados" que é: The Authority.

Eles são sexys, descolados e não se importam em derrubar a sua cidade na sua cabeça para provar que estão certos!

Quando foi lançada, Authority foi como uma bomba jogada no meio do pacífico e relativamente previsível mercado de hq's americano. Tudo que você puder imaginar sobre ativismo e ideologias estão lá: minorias, ecologia, religião retratada de forma pejorativa, ações violentas, desobediência aos órgãos governamentais, invasão à territórios de outros países, entre outras "demandas" do grupo.

A equipe do escritor Warren Ellis passa por cima de governos e atropela fronteiras internacionais. Estraçalham cidades, matando milhares de civis por onde passam. Matam seus oponentes de maneira despreocupada, pondo em prática uma espécie de "banditismo socialmente aceitável" para impor suas regras de maneira arrogante, agindo como verdadeiros terroristas superpoderosos. Ou seja, agem como uma força da paz e da ordem, mas não passam de justiceiros, de assassinos cínicos e ignorantes. Apesar da qualidade técnica da série, não dá pra esconder seus valores duvidosos.

Mas é claro que, entre os leitores deslumbrados e analfabetos políticos, Authority vai soar como a coisa mais à "frente do seu tempo", "genial" e "bacana" do mundo. Aliás, não só entre os leitores, mas entre artistas da esfera editorial. Como o sempre militante escritor Grant Morrison, que não somente rasgou seda para a revista na época em que saiu, mas também escreveu o prefácio da encadernação do primeiro volume, antecipando que ela: "ditaria o futuro dos heróis" a partir dali.

O "Capitão Hydra", o sonho molhado da Marvel de ter um Steve Rogers assumidamente contrário aos Estados Unidos.

Essa é a real causa pela qual já assistimos ao Superman rejeitar sua cidadania americana. O porquê de termos um capitão envelhecido e retratado como dono de "valores ultrapassados". Ex-Machina, com o herói-prefeito Mitchell Hundred despejando sermões políticos. Ou mesmo a nova equipe dos Champions da All New-All Different Marvel, um grupelho de quinta categoria, liderado por um Ciclope adolescente e com integrantes do naipe do Hulk engomadinho; Amadeus Cho. Nova (aparentando ser uma versão jovem). Kamala Khan, a heroína mais ordinária e supervalorizada dos últimos tempos! E ainda Viv, a filha (!?) do Visão.

A ideia transmitida aqui está visível para quem quiser: a Marvel quer convencer seus leitores de que o super-heroísmo, em seu aspecto mais tradicional e consagrado, está fadado a desaparecer. Que está inválido, caduco, antiquado e desconexo da atual realidade. Uma bela mentira escrota! Vendida aos leitores numa edição com capa de luxo envernizada!

A Marvel quer convencer você a pagar caro para ler histórias de equipes lotadas de heróis medíocres.

Debaixo do pretexto da moda de que: "estes são outros tempos", tanto consumidores mais velhos, como os novatos da editora, estão sendo surpreendidos com quadrinhos que fogem do padrão de entretenimento para entregar histórias protagonizadas por figuras infames e abarrotadas de doutrinações auto-corretivas.

Um dos editores da Marvel, Tom Brevoort já havia dito que os heróis deveriam ser mais como "ativistas". O escritor de Occupy Avengers afirmou que o líder da equipe vai representar os "oprimidos e rejeitados", lutando contra as desigualdades. Para isso, os heróis não vão enfrentar vilões poderosos como o Doutor Destino, ou algo do tipo. Mas vão atacar empresários e magnatas da indústria, que "roubam" os menos privilegiados. Quer dizer, David Walker quer ver seus super-heróis bancando os justiceiros sociais e não derrotando super-vilões.

Nem levando bofetadas o Gavião Arqueiro vai acordar e perceber que está perdendo tempo com banalidades!

Na fase do Gavião Arqueiro escrita por Matt Fraction, Clint Barton não se ocupava de nada muito relevante. Preferia dispensar seus esforços em cuidar de um cachorro e fazer churrasco com moradores do seu prédio. Algo patético para um vingador! Mas a revista foi tratada como uma pérola lá fora e aqui no Brasil.

Walker ainda citou que, a exemplo da clássica passagem de Neal Adams e Dennis O'neil com a dupla lanterna/arqueiro verde, Clint vai "cair na estrada" e encarar os REAIS problemas da América. O que esse palhaço não vai dizer é que quadrinhos de super-heróis NÃO FORAM FEITOS PARA REPRESENTAR A REALIDADE! Nenhum leitor começou acompanhar as aventuras do Quarteto Fantástico para vê-los bancando os assistentes sociais, e sim para aproveitar uma aventura com ficção e embates monumentais!

Com o mapa dos EUA na mão, os Vingadores estão prontos para se tornar heróis "pé-na-estrada". E para a se tornar um pé-no-saco também 

D. Walker lembrou que no universo Marvel existem mafiosos como Wilson Fisk (Rei do Crime) e que os heróis deviam perseguir criminosos como ele que causam danos diretamente às vidas dessas vítimas. Imagine que tédio seria ver alguém como o Doutor Estranho lutando com empresários e políticos corruptos? A "grande sacada" de Walker em formar uma equipe de integrantes sem poderes, por si só, já é bocejante.

A verdade sobre a crescente onda de "comprometimento social" por parte da Marvel e das demais editoras é que esses donos de editoras, editores, escritores e desenhistas sabem que o consumidor de quadrinhos estão numa faixa etária mais alta. Mesmo com os filmes atraindo mais leitores infantis e juvenis, o público hoje, é majoritariamente adulto. E por isso, suscetível à influências de discursos considerados adultos.

Mandem esse time de reservas para o chuveiro e tragam os titulares, por favor!

A Marvel Comics quer, da maneira mais venenosa e desonesta, incutir culpa na mente dos leitores. Fazer com que se sintam envergonhados por lerem histórias de super-heróis que "somente" batalham com vilões movidos por ambições egoístas, representadas através de personagens alegórico/idílicos. Mas isso é parte da essência dos quadrinhos de super-heróis. O que essa gente perturbada quer é fazer com que o fã se sinta diminuído por gostar de vivenciar as proezas escapistas de seus ícones de infância. Querem que o leitor se curve diante de sua histeria perversa, que não admite que alguém pense em diversão, enquanto todos esses horrores e injustiças assolam o mundo! Ou seja, querem transferir suas neuroses para você!

A falsa preocupação com minorias, que dependeriam de "representatividade" e espaço nas páginas de seus títulos, garantidos à base de cotas. O uso de termos-armadilhas como: "Socialmente Conscientes". A rastejante e mesquinha atitude de fazer com que crianças e jovens duvidem da utilidade de seus personagens preferidos, questionando se eles não deveriam ser mais como agentes comunitários. A covardia de escritores e artistas em "surfar" na onda de fiscalização politicamente-correta, da qual muitos dos artistas da chamada "invasão britânica" como: Alan Moore, Peter Milligan, Warren Ellis, Grant Morrison entre outros foram pioneiros. E o pior de tudo isso: a constante degradação e corrosão do conceito de Super-heroísmo, infligido como necessário para se "revisar" a função dos heróis nos dias de hoje.

É importante que não deixemos que essa tendência hedionda mascarada de "visão de futuro" acabe com a liberdade nos quadrinhos. Histórias em quadrinhos desde sempre foram feitas para estimular a imaginação, antecipar noções de coragem, benevolência e lealdade, incentivar o hábito de leitura e, principalmente divertir.

Você, leitor de super-heróis, não deve aceitar, por quaisquer motivos que seja, sentir-se impedido de admirar seus campeões preferidos. Ser acuado por uma intimidação tacanha e repressiva, que intenta incutir culpa em quem somente busca se entreter. Tenha em mente a ideia de que esses personagens são e sempre serão a mais acessível e poderosa orientação moral que uma criança pode ter na sua infância. E não meras peças de manipulação de um proselitismo hipócrita.

Exija da editora que mantenha os personagens íntegros e conservando suas melhores características. Reclame em redes sociais e nos e-mails das editoras. Boicote revistas que promovam alterações ardilosas nos heróis, com a evidente finalidade de corromper suas biografias. É preciso mostrar que a
riqueza desses personagens, adquirida ao longo de muitas décadas de trabalho de artistas talentosos, não dependem de transições culturais forçosamente impostas a essas figuras. Vida longa aos Heróis Marvel!!! A despeito do desprezo que a própria editora anda mostrando por eles...



Pra que eles estejam sempre prontos para combater o mal, você vai ter que lutar por eles!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MAFALDA É PARA CRIANÇAS DE CABELOS BRANCOS


Por:Hds

Mafalda definitivamente não foi feita para agradar crianças

Mafalda foi criada pelo cartunista argentino Quino em 1962 para uma propaganda do jornal O Clarín, o anúncio foi cancelado e dois anos depois a personagem estreou suas tiras no semanário Primeira Plana. A partir de 1965, começou a ser publicada diariamente no Mundo de Buenos Aires, como tira regular. Isso deu ao artista a oportunidade de trabalhar com temas do cotidiano em seu país e no exterior.

A personagem do cartunista é uma menina com quase oito anos de idade que questiona a política, preconceitos raciais, a ganância financeira e preocupa-se com a paz no mundo, o meio ambiente, as desigualdades sociais e guerras. Mas apesar disso, tem traços infantis como qualquer criança de sua idade. É fã incondicional dos Beatles e detesta sopa. 

No Brasil, ela foi lançada em compilações,que traziam tiras datadas da época dos eventos destacados pelo autor.  A grande maioria já vem sendo publicada pela editora Martins Fontes desde a década de oitenta.


Álbuns pela Martins Fontes
Suas tiras foram lançadas fora da Argentina com sucesso, principalmente na América Latina e Europa. Na Espanha, chegou a ser cotada como "quadrinhos para adultos", por causa da politica vigente no país naquele período. Pressionado pelo esquema de trabalho do jornal onde produzia as tiras, Quino resolveu encerrá-la em junho de 1973.

Uma amostra do humor "ingênuo" de Mafalda. 

Apesar de ser considerada uma tira de humor, Mafalda tem piadas calcadas em temas fechados e de caráter espinhoso. Um quadrinho com uma protagonista infantil em traços infantis, mas despejando reclamações ranzinzas sobre política e costumes. Isso deve ter soado interessante para o autor, mas fez com que o público alvo, (em teoria) as crianças, se afastassem dele naturalmente. Então por que seu criador o fez dessa maneira?

O principal motivo pelo qual as tiras de Mafalda são cultuadas até hoje em boa parte da Europa e na America Latina, se deve ao fato de abordarem lutas sociais das mais previsíveis. Joaquín Salvador Lavado Tejón ou Quino, foi e continua sendo até hoje (o cartunista está vivo e com 84 anos de idade) um ferrenho defensor de causas trabalhistas e sociais. E como também sempre foi conhecido pelas suas opiniões ácidas e incisivas, trouxe tudo isso para suas tiras.

Mafalda definitivamente não foi feita para crianças, afinal, que criança você acha que entenderia piadas como essa?

Muitos artistas, incluindo o falecido escritor Umberto Eco, afirmam que Mafalda foi claramente inspirada em Peanuts (Snoopy), de Charles Schultz. É bem provável que sim, se bem que não existe nenhuma figura agourenta e neurótica semelhante à personagem do argentino nas histórias de Charlie Brown. Sendo assim, é de se supor que foi o próprio autor que escolheu, por sua conta e risco, inserir temas pesados e controversos numa tira infantil. Por isso mesmo afirmo que ela não foi feita para crianças, e sim, para adultos que concordam com as suas pregações ideológicas escancaradas!

Crianças da faixa etária de Mafalda iriam "adorar" suas historinhas cheias de temas políticos, caso elas tivessem sido feita para elas!
O senso de humor do autor nas tiras não é só insólito, mas supõe, de forma estranha, que se tenha conhecimento histórico semelhante ao dele. O resultado é: humor esquisito e sem noção de tempo para piadas.

Basta dar uma olhada em alguns dos personagens coadjuvantes, para perceber que o autor chutou a sutileza pra bem longe: Pelicarpo é o pai de Mafalda, tem um emprego dos mais pedantes e burocráticos; é vendedor de seguros. Raquel, a mãe, sofre com os sermões da filha, que não se contenta por ela ser uma dona de casa e não ter terminado os estudos. Manelito, o colega de escola, é um burguesinho impulsivo e arrogante que só pensa nos lucros do armazém do pai. Susanita é amiguinha de Mafalda. Mas tem defeitos como: ser orgulhosa, egocêntrica e fofoqueira. Sonha com em crescer e se casar com um marido rico e ter muitos filhos.

Existem também figuras para representar, literalmente, as ideias de Quino como: Libertad, que é uma menina muito pequena, e que tem costumes simples. É filha de um casal de idealistas. O pai tem um emprego medíocre e a mãe é tradutora. Ainda temos Burocracia, apresentada simplesmente na forma de uma tartaruguinha. Um dos poucos tipos comuns da tira é Guilherme, o irmão caçula e todo esperto da menina falastrona.

A Mafalda de Quino é elogiada tanto por Ziraldo quanto por Maurício de Souza, amigos do cartunista.

Algumas pessoas vão se perguntar: "se Mafalda tem propriedades tão desvantajosas para um quadrinho de humor, por que então ela é tão famosa aqui no Brasil, demais países latinos e na Europa?". A resposta é fácil: toda a cultura, política, artes e meios de informação desses lugares estão em total sintonia com as ideias mostradas nas obras de Quino!

Mafalda não é, nem de longe um produto atrativo para crianças (nem para adultos, verdade seja dita!), mas o motivo dela ser tão popular é que vem sendo forçada goela abaixo nas escolas e faculdades há décadas!

Suas histórias estão quase que obrigatoriamente em: jornais, livros de português, cartilhas escolares, apostilas de concurso público, provas aplicadas pelo Governo Federal (incluindo as do Enem) e demais veículos de informação. Assim, não é difícil imaginar o porquê de apesar de ser tão chata, e de ter tão pouco material feito pelo autor desde seu encerramento, ela seja presença constante na cabeça das mais variadas faixas etárias. Veja a página abaixo por exemplo:




Esta é uma tira de Toda Mafalda, colocada para ilustrar uma questão interpretativa do Enem. Note o teor capcioso das alternativas.

E mesmo que esses quadrinhos não estivessem forçosamente espalhados por todos os meios, dificilmente alguma criança, ou adulto desavisado, sentiria afeição por uma menina carrancuda, com aspecto de uma velha, reclamando de tudo e deslocada do universo infanto-juvenil como é Mafalda.

Até porque se é pra falar de quadrinhos para crianças, temos milhões de exemplos melhores que esse. A Turma da Mônica (com sua infindável linha de revistas), O Sítio do Pica-Pau Amarelo, Algumas revistas dos heróis da Marvel e DC, Hora de Aventura, Garfield, todo o material da Disney e vários outros baseados em desenhos animados de tv e cinema.

Cada um destes acima citados são melhores do que qualquer tirinha dessa menina que mais parece uma velha rancorosa presa no corpo de uma criança! Apesar de, ainda hoje, ser cultuada mais por entusiastas de militâncias disfarçados de estudantes e leitores, do que pelo leitor infanto-juvenil. Mafalda atinge seus 52 anos de vida fazendo, finalmente, jus à idade de sua dita "mentalidade infantil".



domingo, 24 de julho de 2016

PANINI TRAZ DR. SLAMP, SAKAMOTO DESU GA E YO-KAI WATCH


Por: Hds

Durante o último Anime Friends, a editora Panini divulgou três novos títulos pelo selo Planet Manga.


O primeiro mangá é Dr. Slump, o primeiro quadrinho a fazer sucesso de Akira Toriyama. Ele conta a história da uma menina chamada Arale e seus demais amigos e moradores da Vila Pinguim, incluindo Sembe Norimaki, o "Dr" de Doutor Slump. A série tem 18 volumes e, por enquanto, não trouxeram mais informações sobre papel, preço e periodicidade. 

A revista não é o primeiro trabalho do autor, mas foi ela que o projetou para a fama e também é conhecida por ser bastante engraçada e sem-noção, algo que anda em falta hoje em dia. Precisamos de mais títulos leves e livres de patrulhamento "bem-comportadinho". O mangá tem roteiros e desenhos de Toriyama e será uma ótima pedida para o público infantil, para o público adolescente e para o público adulto também, pois, se você está crescidinho e gosta de dar risadas, não precisa fingir que não gostaria de ler algo assim só pra posar de "adulto sério". 

Obs: Se alguém acha que eu deixaria passar que este título foi posto em bancas em meados de junho de 2002 (putz! faz tempo, heim?) pela saudosa/deplorável editora Conrad, e depois cancelada no número catorze: está enganado. "Ah! mas você pega no pé demais, Hds! a Conrad lançou até o número 14 de uma série de 18 volumes". É mesmo? Só que existe um pequeno detalhe: Dr. Slump, pela Conrad, foi trazida ao Brasil em meio-tanko, ou seja, metade de um volume japonês! Isso significa que para ser concluído, o mangá deveria ter  36 volumes e 3 anos de publicação!

Vou esperar por mais notas da editora que confirmem preço e qualidade de Dr. Slump para poder soltar um #chupaconrad! com mais satisfação.


O segundo mangá é Sakamoto Desu Ga que conta a história de Sakamoto, o rapaz mais inteligente de sua classe. Ele é perspicaz, tem um raciocínio aguçado e é admirado por todos. Depois de Light Yagami, de Death Note, se tornou comum ver tipos superinteligentes, melhores alunos do Japão, e capazes de resolver problemas complexos. Não quero dizer que este mangá seja de nicho, quero apenas ressaltar que, talvez esse tenha se tornado uma espécie de estilo. O quadrinho é de Nami Sato e terá 4 volumes.


O terceiro mangá é Yo-Kai Watch. Tem desenhos e roteiros de Noriyuki Konishi e está previsto para agosto.

Keita Amano é um garoto que encontra uma maquina de bolinhas colecionáveis (gashapons, no Japão) e resolve jogar. Um Yo-kai chamado Wisper aparece e lhe dá um relógio que o permite enxergar e aprisionar criaturas invisíveis que provocam problemas aos demais humanos.

Yo-kai Watch é um mangá baseado num jogo de 3DS de sucesso e não fica difícil imaginar em que estilo ele se encaixa. Vai na mesma linha de Pokemon e seus inúmeros derivados. Uma boa ideia da Panini ampliar seus títulos voltados para o público infantil, já que o mercado anda super-lotado de shonens para adolescentes e adultos. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

AVISO AOS LEITORES: TENHAM CUIDADO COM A "MATEMÁTICA DA PANINI"!



Por: Hds

O que fazer em tempos de pouco dinheiro e muitas revistas? Fácil, menos impulso e mais planejamento!

Já chamei a atenção para o fato de que estamos atravessando uma fase terrível em textos anteriores. A economia está péssima, e mesmo que você deteste este assunto, acaba sendo afetado por ele de qualquer maneira. 

Por isso, a atitude mais natural para um leitor que se preocupa com seu dinheiro, é ter cuidado e não sair levando qualquer quadrinho em qualquer condição proposta pelas editoras.

Já ouvi se falar bastante na "matemática Panini" para explicar porque o leitor vai levar menos e pagar mais. Afinal de contas, toda vez que ela vem com alguma conversa sobre "revolução editorial", os nossos pobres salários acabam pagando o pato! Sendo assim, vamos dar uma olhada de perto nos preços que andam sendo cobrados pelos volumes encadernados e avaliar se estamos mesmo saindo na vantagem.

Este texto tem a clara intenção de instigar o consumidor de hq's brasileiro a tomar medidas simples, na necessidade de avaliar cuidadosamente o custo/benefício em suas compras. Vou tomar como exemplo somente algumas revistas da Panini, mas é evidente que o raciocínio é válido para todas as editoras!

Um bom exemplo de discrepância está no preço de capa da série Invisíveis. O primeiro volume teve 236 páginas, o segundo teve 208. 28 páginas à menos pelo mesmo preço de R$25,90, o que já daria para incluir mais uma história, visto que o padrão de uma edição americana é de 22 a 24 páginas. Lembrando que, mesmo quando a Panini lança um volume com mais de 200 páginas, ela costuma não inclui extras em todos eles.

Com os volumes 4, 6 e 7, ocorre uma coisa curiosa: todos eles custaram R$23,90, mas houve um decréscimo respectivamente de 188, 164 e 148 páginas! Ou seja, os leitores pagaram o mesmo preço para que o segundo volume perdesse 24 páginas e o terceiro 40! Espertinha heim, dona Panini?

Falar de um título como Miracleman pela Panini é chutar cachorro morto, mas vamos analisar este caso. Da edição 2 até a 15 a revista custou R$7,50. Teve 52 páginas, o que daria uma média de duas histórias por edição. Mas a editora encheu a revista de extras inúteis na tentativa de justificar o preço. Você pode até dizer: "Ah!, mas o papel é off-set, melhor que o pisa brite". É mesmo? Então vamos comparar com outra edição como a Espetacular Homem-Aranha, que custa R$8,70, mas tem 68 páginas e vem com papel LWC. E diferente de Miracleman, que veio cheia de lixo fazendo peso na revista ao invés de histórias, Espetacular Homem-Aranha tem três histórias e papel de qualidade. Na prática, você paga R$1,20 à mais para ter o miolo da edição ocupado com histórias (que é o que interessa) e não artes originais dispensáveis e historinhas velhas e abobalhadas!

Outro detalhe que venho notando é a diferença de preços de uma edição mensal e dos encadernados da Vertigo, DC e Marvel. Existe uma desvantagem notória, que a maioria dos leitores deixam passar despercebida. Pegue uma edição de 148 páginas como a Sombra do Batman, que tem papel pisa brite e é vendida por R$17,20. E compare com o Batman de Gene Colan (com 1 mês de diferença) que possui apenas 140 páginas. Paga-se R$6,70 à mais, por duas histórias à menos! O papel do Batman de Gene Colan ainda nem é melhor que o LWC, sendo ele o off-set.

Agora pense você que é defensor do execrável formato "mix": você pagaria R$23,90 numa revista mensal do Batman? Algumas encadernações da Panini estão dando a ideia de que o leitor tem a vantagem de ler uma fase longa, esperando menos para ler várias histórias e pagando somente pelo que querem ler, mas na prática está é pagando mais caro. ABRAM O OLHO!

Muitas das vantagens em comprar essas encadernações vão se perder, pois, com revistas como Astro City- Heróis Locais, já atingimos a marca dos R$28,90 (dentro do formato capa cartão e papel LWC). Daqui a pouco vamos pagar acima dos R$30,00 por um simples encadernado. Se tivermos mais séries longas como Fábulas, não vai ter bolso que aguente.

Não é preciso ser muito esperto para perceber que para cada tipo de revista, existe um equivalente que prova, através do preço ou da qualidade do acabamento, que as editoras brasileiras não seguem um padrão lógico. A único traço em comum que podemos observar é a malandragem usada para arrancar mais dinheiro do leitor. E notem que eu nem citei os livros de luxo! Esses aí são um verdadeiro atestado de insanidade mental e irresponsabilidade com o próprio dinheiro. Querem um conselho velho e confiável? Em tempos de dificuldade, a melhor arma para não ser feito de idiota é: pesquisa e muita cautela!

domingo, 10 de julho de 2016

A NOVA "HOMEM-DE-FERRO" FOI FEITA PARA AGRADAR LEITORES DESCOMPENSADOS


Por:Hds

Trazer uma boa equipe criativa para o herói não vai resolver nada para a Marvel, o que resolve mesmo é substituí-lo por uma adolescente negra. Agora vai!

Riri Williams é uma jovem negra que teve dificuldades na vida, mas que, dotada de inteligência acima da média, conseguiu uma vaga no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Após ter chamado a atenção de um bilionário, receberá ajuda para construir sua própria armadura e passará a atuar como o novo homem-de-ferro. O novo título, que será escrito por Brian Bendis e desenhado por Mike Deodato e Stefano Caselli, vai começar do número 1.

Qualquer leitor com, pelo menos, dez anos de consumo de quadrinhos pode notar que notícias como esta não são incomuns. Já vimos o Doutor Octopus ocupar o corpo de Peter Parker, Gwen Stacy ganhar poderes de Spider-man, o Capitão América se aliar à Hydra entre outras ideias igualmente imbecis.
O fato de termos uma garota negra e com histórico de "dificuldades sociais" como: infância pobre ou problemas familiares substituindo um herói da Marvel é só mais uma nota de rodapé banal. O que importa esclarecer aqui é o motivo para isso acontecer.

Embora não tenha lido a revista (ela estreou agora nos EUA), a sinopse do quadrinho já me soa forçada. Mesmo que Bendis fundamente a origem da personagem de forma cabível, o fato dela ficar no lugar de Tony Stark não pode ser justificado de maneira convincente. Pois a ideia de tirar o personagem original de foco nunca dá certo. É claro que heróis sendo substituídos por outras pessoas é algo que já foi feito milhares de vezes, mas em todos os casos, esse truque poderia ser trocado por histórias bem escritas com o protagonista de origem e teríamos um bom resultado. Sem ter que apelar para mudanças esdrúxulas.

A Marvel anda cada vez mais preocupada em representar minorias em seus quadrinhos. O resultado prático disso? Personagens de terceira linha e histórias podres!

A editora Marvel, acima de qualquer outra nos EUA, está desesperada para fazer suas revistas venderem e entrega em bancas quadrinhos feitos para fazer média com minorias de todas as categorias que se pode imaginar. Tente compreender a falta de auto-estima e auto-comiseração patética que faz com que uma pessoa procure em hq's uma "representação", um vislumbre de aceitação que a faça se sentir melhor?

Dentro dessa mentalidade medíocre, se torna perfeitamente cabível que exista um padrão "aceitável" a ser estipulado e outro que deve ser banido por não "incluir" essas mesmas pessoas que acreditam que quadrinhos devem acolhê-los como babás.

Sendo assim, é producente que devamos ter heróis com décadas de história "convertidos" em: gays, travestis, negros, deficientes, pobres, asiáticos, mulheres, islâmicos, soro-positivos ou qualquer outro grupo que se considere pertencente à uma "minoria", sendo que, se juntarmos todas esses grupos, na verdade, teríamos A MAIORIA da população de muitos países no mundo! Trocar um herói com mais de um século de trabalhos e histórias emblemáticas já consagradas, por qualquer uma dessas figuras de terceira categoria não só seria preferível, como se tornou algo bem-visto e aplaudido pelos leitores inocentes! Agora sabe o que não pode? Ser homem e branco! Isso seria uma afronta para todos esses coitadinhos e injustiçados pela sociedade "patriarcal-neo-liberal-branca-de-elite-conservadora-coxinha".

É ridículo ver escritores como Grant Morrison (um dos maiores ícones da sanha "representativa" e militante de diversas causas inúteis) se achando um gênio dos quadrinhos por pensar que substituir indivíduos brancos por negros vai soar como a reinvenção da roda, quando, na verdade, essa ideia não só é velha, como já foi usada em milhões de outros casos! Sério mesmo? Basta trocar a cor de um personagem e você se torna um escritor de renome na indústria? É vergonhoso e sem sentido!


Pra quê ter uma equipe de peso, formada pelos melhores heróis da editora, se você pode ter um grupo de pés-rapados "representativos"?

Não bastasse ter de ler notícias de mudanças na cronologia ou nos personagens cada vez mais estúpidas e degradantes, ainda temos de aguentar anúncios de mega-sagas em linha de montagem. Cada uma delas apresentadas como o fim do mundo, de tão alarmantes e escandalosas. Uma pilha de lixo imprestável que toma tempo e dinheiro de leitores desavisados e de alguns experientes também.

E não adianta esperar que a situação mude por parte da Marvel, pois quando temos os próprios editores dela, como Tom Brevoort, dizendo que os personagens da editora deveriam ser mais como "ativistas" do que heróis e que eles devem passar uma "mensagem inclusiva", você já pode fazer um a ideia da lama em que eles estão atolados!

Um bom exemplo disso é o grupo dos USAvengers, liderados pelo brasileiro Roberto da Costa (mancha solar) e que conta com o risível elenco de figuras como: Hulk Vermelho (usando bermuda, óculos escuros), uma nova capitã América (negra, ai,ai... e vinda do futuro), uma mulher robô (ou algo parecido, quem se importa...), alguém que parece estar lá para entrar no lugar do homem-de-ferro ou do máquina de combate, que parece mais um elfo de cabelos roxos! Mas não se desespere por este grupo ser notoriamente inferior! Se as coisas ficarem feias ainda temos a "GAROTA ESQUILO" para salvar o dia!!! Êta grupelho fajuto, heim?

AH! Você é novo e não conhece esta formação? Não tem problema! Eu apresento a vocês: Os Verdadeiros Vingadores!!!

Essa nova Homem-de-Ferro não vai trazer nada de novo, na verdade, é só mais um desvio de assunto dos empresários e editores da Marvel que, para não ter firmeza na manutenção de uma cronologia decente, exigindo dos escritores histórias bem-escritas e impedindo-os de cometer cagadas com a biografia dos personagens, resolvem transformar o universo da editora num vale-tudo sem pé nem cabeça!

O que a Marvel, DC ou qualquer editora sem personalidade, que resolvesse seguir o exemplo das duas grandes deveriam fazer é: arrumar a casa de dentro pra fora. Os donos da editora deveriam manter a qualidade de suas propriedades intelectuais bem conservadas e apresentáveis. Os editores deveriam ter coragem de vetar histórias idiotas. Retcons, viagens no tempo que embaralham a cronologia e são usadas como recurso barato. Crossovers dispensáveis, mega-sagas toscas em sequência entre outras muletas usadas por escritores ruins. Os próprios roteiristas e artistas deveriam se esforçar para produzir o melhor de seus trabalhos, contribuindo com a mitologia de um determinado herói sem descaracterizá-la. Dessa maneira teríamos bons quadrinhos sendo feitos, sem que fossem usados como ferramentas para essa pagação de pau ideológica que não respeita a real função dos quadrinhos, que é a de entreter!

terça-feira, 5 de julho de 2016

CHECKLIST COMENTADO: JUNHO DE 2016



Por: Hds

Neste mês de junho teremos uma boa leva de revistas de todas as linhas. Na Marvel e DC não há nenhum mega-evento em curso ainda. Pela Vertigo, como de costume, temos bons volumes lançados. Mangás de peso saindo nas bancas e muitos deles programados para daqui até o final do ano. Este mês está cheio, por isso vamos ao checklist de junho.


                                                                   

DuckTales - Os Caçadores de Aventuras: edição especial, formato 15,6x23cm, 384 páginas, capa dura e preço de R$ 59,90.



DuckTales é a série de animação mais popular da Disney. Estreou em 1987 e durou exatos 100 episódios (embora o SBT, que transmitiu o desenho, só mostrasse poucos e repetidos). Rendeu quatro temporadas e um longa metragem. 

A edição especial da Abril traz três histórias longas escolhidas entre as melhores da série. 

Em busca da número um tem roteiro de Marv Wolfman e desenhos de Cosme Quartieri, Rúben Torreiro, Carlos Valenti e Robert Bat.
A odisseia do ouro tem roteiros de Bob Langhans e desenhos de Quartieri, Bat e Valenti.
Legítimos donos tem roteiros de Warren Spector e desenhos José Massaroli e Leonel Castellani.

DuckTales é, na minha opinião, a melhor animação da Disney, porque tem características que dão condições para que se façam histórias criativas fora do ambiente comum de Patópolis. O que mais me chamava a atenção eram as constantes viagens e situações inusitadas em que os personagens se metiam. A Patrícia (Webbie, no original) era uma personagem "fofinha" sem ser enjoada e o Capitão Boeing era um palerma inútil mesmo...

Apesar da quantidade de páginas, o tamanho inferior ao "formato americano" (que talvez nem seja padrão nas hq's da Disney) e o preço alto afastam quem não acompanha somente materiais da empresa do Mickey.


Loving Dead 2 - Acidade de Albertville: formato 13,5x20,5cm, 100 páginas e preço de R$14,90.


Um vírus transformou quase toda a população humana em zumbis. O eletricista Alan e a modelo Lynnm, infectados, se conhecem e vivem um romance em meio à destruição. Resolvem viver sua relação mesmo com toda a deterioração física e seus efeitos. Pra piorar, ainda são perseguidos por assassinos de zumbis que promovem a desinfecção da população. A arte e os roteiros são de Stefano Raffaele

Desde o sucesso da série The Walking Dead os zumbis nunca estiveram tão em evidência como nos últimos anos. Neste meio tempo, a saga Crepúsculo também fez sua fama e influenciou negativamente os filmes e demais obras que mostravam figuras clássicas de terror.

Lobos, zumbis e vampiros começaram a se tornar extremamente melosos e românticos. Quando você vê um casal dentro de um inferno apocalíptico mais preocupado em trocar beijinhos do que em sobreviver, é porque a coisa desandou de vez!

Mesmo com dois volumes apenas, Loving Dead vai ser totalmente ignorada pela sua irrelevância na lista de lançamentos do mercado de quadrinhos brasileiro. Afinal de contas, mesmo que não a tenha lido, fica difícil dar uma chance à uma hq com uma trama tão ruim.

                                                                         
Carta 44 vol. 1 - Velocidade de Escape: formato 17x26cm, 160 páginas e preço ainda indefinido.


Escrita por Charles Soules e desenhada por Alberto Jiménez Albuquerque.

Stephen Blades acaba de ser eleito presidente dos EUA e planeja combater os males da nação como: guerra, crise econômica ou o sistema de saúde precário. Mas logo no início de seu governo, descobre que seu antecessor escondeu dados sobre uma raça alienígena descoberta em asteroides e manteve em segredo.

Agora, a humanidade sabe da verdade e como resposta envia uma expedição aos asteroides para investigar. Em meio à especulações, traições e jogos políticos, Stephen se torna o homem mais poderoso da terra.

Neste mês temos três lançamentos da editora que publica quadrinhos que "valem mais que barras de ouro": Carta 44, A Floresta e Criminosos do Sexo vol. 2. Dos quais o mais interessante é justamente Carta 44. Infelizmente, poucos quadrinhos de ficção são bem escritos ou ganham a devida atenção que este glorioso estilo merece. A sinopse deste aqui parece boa e tem potencial para prender a atenção. Notei que a edição teve o formato 17x26 ao invés do "formato Devir". Desta vez também não pude fazer nenhuma reclamação sobre o valor do encadernado, até porque ele não foi divulgado. Na próxima eu te pego dona Devir!
                                                                    
DC Comics Coleção de Graphic Novels - Mulher Maravilha - O Círculo: formato 17x26cm, 152 páginas e preço de R$39,90.


A ilha paraíso está sob ataque do Capitão Nazista e seu exército. A investida do vilão pode trazer à tona os segredos da princesa Diana e ainda ameaça acabar com ela.

A Mulher Maravilha nunca foi uma das personagens da DC com boas fases ao longo de sua história. Greg Potter e George Perez conseguiram elevar a qualidade de suas aventuras sem fazer-la perder sua essência, durante os anos 80. Mas não temos um caso como o do Demolidor, por exemplo, que chegou a ter uma sequência de bons roteiristas.

Ao constatar que esta fase é produzida por Gail Simone, não dá pra sentir lá muita empolgação. Simone é conhecida por ser uma feminista intransigente e deixa transparecer isso orgulhosamente em seus títulos. Como ponto alto mesmo, só temos os belos desenhos de Terry Dodson que "emula" o traço de Frank Cho e consegue ilustrar mulheres lindas. É isso mesmo! Ainda não conseguiram incluir o ato de admirar mulheres bonitas em ilustrações entre os pecados capitais, a despeito da militância chata de Gail Simone e da turma do politicamente correto!

DC Coleção de Graphic Novels - Superman - Brainiac: formato 17x26cm, 152 páginas, capa dura e preço de R$44,90.


A terra começa a sofrer ataques de sondas alienígenas e o Superman descobre que elas foram enviadas por Brainiac. Mas quando parte para o espaço no encalço de seu inimigo, descobre que o vilão que conhecia é na verdade bem diferente do que vinha enfrentando.

Esta história escrita por Geof Johns mostra um confronto do personagem com seu antigo vilão como se fosse a primeira vez que o enfrenta. Uma história bem escrita e desenhada por Gary Frank, que tem um traço detalhado e bonito. Apesar de algumas expressões ficarem esquisitas. Vale a compra, principalmente se você é daqueles que consegue enxergar o valor de um personagem como o Superman. Mas procure pela versão da Panini que custa R$25,90 e não esta da Eaglemoss que enfia uma facada de R$44,99. Uma total falta de noção da real situação dos nossos bolsos em dias como os atuais!

DC Comics Coleção de Graphic Novels - LJA - O Prego: formato 17x26cm, 152 páginas, capa dura e preço de R$44,99.


Um simples prego no lugar errado pode mudar todo o futuro da humanidade? Nesta história escrita e desenhada por Alan Davis, veremos o que aconteceria se Martha e Jonathan desistissem de sair de carro, justo no dia em que encontrariam um bebê chamado Kal-El no meio de uma cena de desastre da queda de uma nave. Com isso, ficamos sabendo que  tudo mudou daquele ponto em diante.

Vale lembrar que a Mythos já publicou esta história dividida em três partes com o ridículo título de: Liga da Justiça - The Nail - O prego. Vai entender a estupidez dessa gente da Mythos...

Uma premissa interessante, nas mãos de um bom desenhista e roteirista com poucas narrativas no seu currículo. Não cheguei a ler esta trama, mas parece realmente algo saído do Elseworlds da DC (que aqui no Brasil foi chamado de "Túnel do tempo". Não vou dizer que vale só pelo desenho, apesar de gostar muito da arte de Davis, pois é preciso julgar o revista pelo todo que ela apresenta. Mas não é nada que uma boa pesquisa antes da compra não resolva.

DC Comics Coleção de Graphic Novels - Os Novos Titãs - O Contrato de Judas: formato 17x26cm, 152 páginas, capa dura e preço de R$44,99.


Neste arco em quatro partes Marv Wolfman e George Perez contam uma das histórias mais marcantes dos Titãs. Existe alguém no grupo que pretende trair os heróis e entregá-los aos seus inimigos. Slade Wilson (o exterminador) assume a missão dada à seu filho que falhou em eliminar os Titãs. Agora os mesmos cientistas da COLMÉIA, que contrataram seu filho planejam estudar suas fraquezas e  matar o grupo de heróis desta vez.

Nos anos 80 era comum ver roteiros de qualidade enregues por escritores de linha como John Byrne, Peter David ou Roger  Stern. Antes da chamada "invasão britânica", roteiristas de títulos mensais da DC e Marvel mantinham o nível das histórias num excelente patamar.

O Contrato de Judas é uma dessas histórias. Marv Wolfman já dava sinal de sua habilidade narrativa para prender o leitor antes de Crise nas Infinitas Terras. Traição, mortes, confrontos violentos e como destaque a origem do Exterminador. Uma boa história de relevância na biografia dos Novos Titâs. O problema aqui, como citei anteriormente, são os preços estúpidos que a Eaglemoss está cobrando pelos seus encadernados. Simplesmente não vale a pena! Espere a Panini tomar vergonha e começar a lançar mais fases clássicas da DC.


The Walking Dead nº40: formato 17x26cm, 32 páginas, mensal e preço de R$6,90.


Mais uma vez agradeço a editoras toscas como a HQM por não divulgarem a sinopse do quadrinho, dificultando meu trabalho. É sério, por que diabo as editoras brasileiras não colocam o resumo do título mensal que publicam em seus sites? Qual é a maldita dificuldade que elas têm? Afinal elas põem as mãos na revista para trabalhá-la antes de todo mundo. Os editores não sabem do que se trata a edição?

Bem, vamos ao título então.

A editora HQM aproveitou que o tema de zumbis e "voltou dos mortos" depois de um esquisito hiato. Nos EUA, Walking Dead já passa dos 160 números e acredito que é preciso ser bem corajoso para comprar as edições mensais da HQM. Mesmo se alguém pagasse por cada uma das 40 edições o preço inicial de R$3,90, ao final "só" teria gasto R$156,00. Quanto que os 7 encadernados que atingem a casa das mesmas 40 edições, ao todo, custariam R$224,30. Imagine agora quanto você terá pago por uma coleção completa (sabendo-se lá quando ela vai terminar) de revistas finas? Sem falar na chance de cancelamento. Duvida? Eu não arriscaria. Tudo isso para ter uma pilha de edições fragmentadas que te dará um trabalho miserável para organizar. Não sei quanto aos leitores desse formato, mas eu pularia fora agora mesmo!


Anohana nº1: formato 13,5,x20,5cm, bimestral, 216 páginas e preço de R$14,90.


Jinta Yadomi tinha o grupo Super Space Busters quando criança e era chamado de "Jintam". Quando Menma, uma garota do grupo, morre num acidente. Jinta desfaz a amizade com seus colegas e se afasta completamente devido ao trauma. Depois de algum tempo Menma surge para Jinta em forma de fantasma para resolver assuntos pendentes.

Mais um mangá da JBC estreando nas bancas. Desta vez um de curta duração, como foi o caso de All You Need is Kill. A história terá somente três volumes. Confesso que não faz o meu tipo de quadrinho, mas acho boa a iniciativa da editora de lançar materiais curtos. Isso ajuda a diferenciar das demais.
Tex Graphic Novel º2 Fronteira!: formato 20,5x27,5cm, 48 páginas e preço de R$29,90.


Nesta edição, Tex vai ajudar uma francesa chamada Blanche Denoel a libertar um prisioneiro da famosa prisão mexicana Fronteira com o intuito de ajudá-lo num ato de vingança.

Temos o segundo volume de Tex Graphic Novel com roteiros de Mauro Boselli e arte de Mario Alberti, famoso pela série Nathan Never. Não posso supôr se este volume é tão promissor quanto o anterior, mas a ideia de trazer sempre autores variados vai render coisa boa. Neste mês a Mythos trouxe novamente um encadernado bonito e com preço cabível para os admiradores do cowboy de camisa amarela. Ponto para a editora.

 Teria sido melhor se ela tivesse feito o mesmo com As Crônicas de Conan e publicado com o mesmo padrão. Ao invés disso, nos "presenteou" com uma série de livros caros que torna impossível apreciar a saga de Roy Thomas e cia. Ao menos esta coleção não foi afetada pelo "fator mythos".


                                                         

Cavaleiro das Trevas III - Raça Superior nº3: série em 8 edições, formato 17x26cm, 36 páginas e preço de R$9,90.


A jovem "Batman" é capturada pela polícia de Gotham e a verdade sobre o verdadeiro Batman finalmente surge. Na Fortaleza da Solidão, o Átomo tenta libertar os habitantes da cidade encolhida de Kandor. Esse ato terá consequências desastrosas. Escrita por Frank Miller e Brian Azzarello e desenhada por Andy Kubert.

DK3 entra numa ordem de eventos que culmina com a libertação dos Kandorianos. Acredito que essa seja uma história interessante, é claro, não se pode esperar a qualidade do DK original. Mas Miller conseguiu, de entrada, dar uma trollada na DC e expressar suas opiniões contrárias à própria política predominante nas editoras: o multiculturalismo politicamente correto. Estou ansioso para ler esse quadrinho, mas não sou idiota de dar, pela soma, R$80,00 em oito revistinhas mirradas. Espero pacientemente por um encadernado...

Authority vol. 2: 17x26cm, 204 páginas e preço de R$26,90.


Tivemos um intervalo bem longo desde a primeira edição, mas Authority, pela Panini, vai seguir o mesmo caminho que outras séries que comeram o pão que o diabo amassou nas mãos de editoras incompetentes para serem concluídas no Brasil. E nada de mega-encadernados de luxo, preços extorsivos e outras mazelas que só emperram a publicação. Roteiros de Mark Millar Warren Ellis e desenhos de Frank Quitely e Brian hitch.



Homem-Animal - Nascido para ser Selvagem: formato 17x26cm, 164 páginas e preço de R$24,90.


Buddy Baker acorda de um coma e percebe mudanças de personalidade na sua mulher, sua filha não o reconhece, ele próprio anda tendo atitudes animalescas e coisas estranhas andam acontecendo à sua volta. Pra piorar vai topar com figuras bizarras como Nowhere Man e será manipulado mentalmente até conseguir descobrir o que está acontecendo. Roteiros de Peter Milligan e desenhos de Chaz Truog e Steve Dillon.

Neste arco em seis partes, Peter Milligan tenta manter o ritmo das aventuras insólitas da fase de Grant Morrison. A história deixa o leitor perdido nos primeiros números e envolve teorias de física quântica, realidades alternativas e eventos temporais. Tudo no mesmo lugar! Li a revista e posso afirmar que Milligan se esforçou bastante para manter o nível da fase anterior, mas não teve a mesma desenvoltura. Até os desenhos de Chaz Truog, que nunca caíram de qualidade durante a saga de Grant deram uma derrapada feia! Se você gosta da fase do careca escocês, pode deixar passar esta aqui. Não chega a ser ruim, mas também não chega a impressionar.

Os Invisíveis vol. 7 - Satãpestade: formato 17x26cm, 148 páginas e preço de R$23,90.


Continua a luta dos invisíveis para impedir os Arcontes de dominar eternamente a raça humana.

Satãpestade é um dos volumes mais legíveis da série até agora. É possível entender este volume sem grandes esforços e nele percebemos que Grant Morrison planeja amarrar as pontas no volume posterior. O fato do encadernado ser quase todo desenhado por um só artista também ajuda a criar uma coesão para as histórias. Mesmo que a série não seja das mais fáceis e abertas ao leitor de quadrinhos comum, os invisíveis tem qualidade para que se leia com atenção uma segunda vez e quem sabe assim, entender de forma mais clara o roteiro. Ela acaba de entrar na reta final.

Shade - O Homem-Mutável - O Limite da Visão: formato 17x26cm, 196 páginas e preço de R$25,90.



Depois de sobreviverem ao Grito Americano Shade e Kathy são atraidos para Nova York e São Francisco, onde acontecem eventos psicóticos que ameaçam romper com a realidade. Um inimigo aparece para ameaçar Shade.

Esta revista também ficará devendo uma qualidade de impressão melhor no futuro. Assim como A Saga do Monstro do Pântano, que teve um tratamento porco pela Panini. As histórias de Peter Milligan no herói são promissoras e fogem do padrão da Vertigo que se via naquela época e hoje em dia também. Que venham mais volumes.

Patrulha do Destino - Rua Paraíso Abaixo: 17x26cm, 196 páginas e preço de R$25,90.

 
                                                             
A Patrulha do Destino está para enfrentar as Forças da Normalidade, a transformação de um membro da equipe e uma viagem pelo tempo e espaço para unir lados opostos numa guerra alienígena. Forças sinistras começam a voltar sua atenção para a patrulha. Roteiros de Grant Morrison e desenhos de Richard Case.

A Irmandade Dada talvez não tenha sido o pior tipo de inimigo que a patrulha terá que pegar pela frente. Trata-se de outra série que merecia um tratamento mais digno. Papel pisa-brite é descer o nível da qualidade de uma fase como essa. A história continua boa e só tende a ficar cada vez mais bizarra e interessante. Que venham mais encadernados!

                                                                    




Demolidor vol. 11: formato 17x26cm, 148 páginas e preço de R$21,90.


A última edição da fase de Mark Waid no herói. Neste volume temos uma visita ao passado de Matt e uma biografia sua é escrita por Foggy Nelson. Detalhes do Demolidor são revelados e uma união com o Rei do Crime pode gerar situações inesperadas.

A longa fase de Waid no personagem rendeu uma mudança muito  bem-vinda; a visão de que Matt Murdock é um ser humano e precisa seguir em frente. Não se deixando deter pelos dramas e tragédias do passado, o demolidor encarou cada um de seus problemas com serenidade e até mesmo bom-humor. Poderia até dar umas aulas a um certo cruzado de capa que vive se lamuriando pela morte de seus entes queridos...

Não tenha dúvida de que essa passagem do roteirista de O Reino do Amanhã vai constar entre as mais queridas do diabo da cozinha do inferno.

O Imortal Punho de Ferro - A Última História do Punho de Ferro: formato 17x26cm, 148 páginas e preço de R$22,90.



Danny Rand herdou uma empresa milionária que fechará um contrato com o governo chinês. Mas não é somente o governo que está de olho em sua tecnologia, mas também a Hidra. Ainda, o antecessor de Rand volta para lhe ensinar sobre o legado daquele que se torna o Punho de Ferro.

Se existe um roteirista que consegue entregar uma boa história sobre heróis suburbanos hoje, este é Ed Brubaker. Sua fase no Capitão virou material para os filmes, a fase do Demolidor é aguardada em encadernados com ansiedade pelos leitores do personagem e seu Punho de Ferro não deve ficar pra traz. Trata-se de um arco de apenas seis edições, mas com certeza merece uma pesquisa para avaliar a aquisição.

                                                                                                   

     


                          
Vagabond nº5: mensal, formato 13,7x20cm, 232 páginas e preço de R$17,90.


Musashi chega ao templo Hozoin e pela primeira vez na vida, precisa enfrentar seus medos diante da técnica esmagadora da lança de Inshun, o mestre sucessor do local.

Vagabond continua sabendo dosar as cenas de lutas e repouso muito bem. Nunca deixando o leitor entediado. Ilustrações maravilhosas e ricamente detalhadas prendem sua atenção, deixando-o ávido pelo próximo volume. É, de longe, o melhor mangá em bancas atualmente.

Vinland Saga nº15: bimestral, formato 13,7x20cm, 200 páginas e preço de R$13,90.


Thorfinn deixou para trás sua vida de escravo. Ao retornar para sua família, ele vai ter que se adaptar à sua nova vida de homem livre, já que planeja com seus parentes e amigos conseguir recursos para viajar até Vinland. Para isso terá que recorrer ao empréstimo de Halfdan, mas essa pode não ser uma boa ideia.

Confesso que desde a fase escravo de Thorfinn, eu não pude ignorar a queda de qualidade de Vinland Saga. A história não é ruim, mas a falta de ação e de figuras como Askeladd e Thorkell deixa o mangá bem mais arrastado. Tenho a impressão que esse Thorfinn "pacifista" e "emotivo" vai acabar caindo na real. Sendo assim, espero que a série acabe não tendo um final anti-climático. Seja lá quando ela for chegar!

Estes foram os quadrinhos do checklist de junho, até o próximo mês!

Fontes: Universo HQ, Guia dos Qudrinhos e Site Oficial Panini.