sexta-feira, 10 de junho de 2016

RECOMENDAÇÕES: MAIS UM BLOG DE GAMES



Por:Hds

Cansado de sites chapa-branca? Entendo... Então que tal dar uma olhada neste blog aqui?

Este post vai ser um pouco diferente do que costumo escrever. Eu nem preciso lembrar a qualquer usuário da internet que ela está abarrotada de páginas e canais de vídeo completamente vazios e repetitivos. Aqui no Brasil, alguns deles são visivelmente feitos para servir de vitrine para o ego inflado de produtores de conteúdo exibicionistas. Sites que pretendem informar sem oferecer o mínimo de opinião atrelada aos textos, que quase sempre se limitam a replicar conteúdo de matérias e notícias de sites americanos. Sendo assim, vou dar minha contribuição para reduzir os danos causados por essa turba de imitadores, vou indicar um blog de games diferente: O Mais um Blog de Games

Variedade
Nos post redigidos por Shadow Geisel (o responsável pelo blog) temos todo tipo de assuntos abordados, que vão de jogos retrô até conferências legendadas (pelo próprio Shadow). Notícias, comentários sobre eventos, matérias sobre filmes, séries e animações, denúncia à práticas de mercado abusivas, opinião direta e concisa, retrospectivas, destaque (pouco visto nos demais blogs) à trilhas sonoras dos games. E o que dizer do Meu Review supremo?

Trabalho Pesado

Pelo menos uma vez na vida você já deve ter lido em alguma revista ou na net um análise que te fez pensar: "putz! que texto mixuruca!". Numa época em que vemos inúmeros canais de YouTube se ocupando em incitar cegueira e deslumbramento moloide, o Meu Review Supremo significa uma antítese das análises porcas e perigosamente preguiçosas que vemos em proliferação.

Sempre tive em mente que reviews são da mais gritante importância, pois são eles que vão auxiliar o consumidor (e não o "fã" somente) a fazer uma compra consciente, sem que seu julgamento seja nublado por orientações rasteiras baseadas em entusiasmo burro ou simples fanatismo.

Tudo começou com o review do jogo Street Fighter IV. Quem está acostumado com resenhas fáceis, pouco detalhadas e vazias de informação deve ter levado um susto! Se você é do tipo que tem aversão à matérias longas vai suar frio ao se deparar com as mega-resenhas do blog. Mas se é do tipo de jogador que gosta de entrar de cabeça nos seus jogos preferidos, caçando detalhes e curiosidades onde elas estiverem, vai se fartar com o que blog tem a oferecer.

O Meu Review Supremo detalha de maneira exaustiva enredo, jogabilidade, cenários, itens, personagens, designe gráfico, ambientação, sistemas (sendo eles de evolução ou não), trilhas sonoras, modo on-line, recompensas, fator replay e ainda entrega uma opinião acerca da qualidade de cada uma dos tópicos citados sem fazer média. Tudo isso embalado em senso de humor (coisa que eu não consigo fazer no meu próprio blog, pois sou chato e resmungão demais pra isso...).

Duvido que alguém encontre dentro ou fora da internet análises iguais. O que vemos por aí são canais e sites arrotando qualidade e uma pretensão de quase "utilidade pública", mas que na prática só conseguem ser pobres, superficiais e previsíveis. O Review supremo, ao contrário, apresenta um detalhismo que beira a obsessão!

A cereja do bolo que não deveria faltar: A opinião

É comum entre os jogadores pensar que basta somente "gostar muito" de jogos para sentar comodamente em sua bolha de zona de conforto comendo biscoitos recheados e tomando Toddynho. Pra depois desfrutar do entusiasmo infantil empática mostrado em vídeos e matérias. Mas a verdade é que, sem desenvolver o mínimo de senso crítico, você vai ser um "gamer" movido pela pura alegria inocente de consumir jogos. Sendo sempre uma vítima de empresas escrotas que lhe entregarão lixo encaixotado vendido à preços exorbitantes. Lixo esse que jogadores complacentes não terão a menor capacidade de avaliar, já que dispõem somente de uma empolgação abobalhada que se assemelha à de uma criança de seis anos!

Nos dias de hoje em que vemos vlogueiros com milhões de acessos como é o caso do Zangado que, por pura conveniência (sabe como é, nadar à favor da maré significa mais inscritos) e covardia, resolveu ceder à praga do politicamente-correto. Seus vídeos, que já foram engraçados e cheios de piadas, agora estão pisando em ovos no que se refere à feminismo, "polêmicas", violência e sexo. Antes os vídeos do canal eram engraçados justamente por passarem por cima da babaquice auto-corretiva predominante na internet. Agora o próprio Zangado se desculpa pelas suas afirmações, mostrando um bom-mocismo forçado que ele mesmo ajudou a propagar nos demais vlogs de jogos. O sujeito tá parecendo mais a Madre Tereza de Calcutá!

Esse exemplo vale para qualquer endereço em em que seja possível posicionar o cursor em cima e clicar. Sites, fóruns, canais, e blogs existem aos montes. Mas aqueles que exibem opinião você não vai encontrar fácil por aí. Para isso, é necessário primeiro querer encontrá-los. Procurar por produtores de conteúdo que tenham repulsa ao deslumbramento embasbacado que comumente vemos. A procura não será fácil, mas será altamente recompensadora. Afinal, de que maneira vamos incentivar endereços que apresentem opiniões críticas e sem medo de desagradar, se não deixando de lado sites comprados que militam contra o jogador? Sites que ficam ao lado das empresas justamente quando elas erram grotescamente?

Por isso mesmo dou minha contribuição recomendando fortemente o Mais Um Blog de Games (Ah! Não se esqueça de visitar o Mais Um Vlog de Games, o canal do blog no YouTube). Se você, assim como eu, está enjoado de conteúdo batido e critérios bundas-moles de julgamento, vai tirar um tempo para acessar este blog. Caso não venha a fazer isso, depois não reclame dos blogs chapa-branca com que você vai topar daqui pra frente! Esteja avisado!

"Quem sabe o mal que se esconde nos corações dos blogueiros coxinhas, o Shadow sabe."

quarta-feira, 8 de junho de 2016

ANÚNCIOS DA LINHA VERTIGO PARA MAIO E JUNHO DA PANINI



Por:Hds



A editora Panini anunciou os títulos da Vertigo no blog do selo para os meses de maio e junho.Só a Panini mesmo para trazer um checklist da linha Vertigo no início de junho falando de lançamentos do mês passado!Mas vamos lá.

Mês de Maio

DPF-Departamento de Polícia da Física - Queria que você estivesse aqui.



formato 17x26 cm
148 páginas
papel LWC
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 24,90

Este é o segundo volume de DPF e admito que tenho uma desconfiança em relação a esta revista: será que ela vai durar até o final?

Eu não li e não sei se ela é boa ou não,mas me parece que a recepção dela foi muito morna.Talvez a editora tenha que acabar cancelando este título futuramente.

Os Invisíveis volume 7 - Satãpestade



formato 17x26 cm 
148 páginas
papel lwc
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 23,90

A Panini alertou que esta é a primeira parte do último livro dos Invisíveis.Os dois encadernados anteriores saíram com cinco meses de intervalo,um exagero da editora!

Estamos perto do final desta saga tão pedida e esperada pelos leitores.Na minha mais sincera opinião os Invisíveis estão bem longe de ser a obra prima do escritor Grant Morrison.Mas é bom assim mesmo ver a Panini se firmando como a editora da "correção" do que já foi publicado desastrosamente por outras editoras de fundo de quintal,que se aventuraram em vários materiais que ela vem concluindo. 

Homem-Animal - Nascido para ser selvagem



formato 17x26 cm
164 páginas
papel pisa brite
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 24,90

Essa fase de Peter Milligan já saiu por aqui pela extinta editora Metal Pesado (nunca ouviu falar?Nem se importe...),e agora a Panini vai lançá-la.Acho que esse aqui é o mesmo caso do Monstro do Pântano.Rick Veitch talvez não tenha segurado a onda depois da saída de Alan Moore e Milligan não vai dar o mesmo tom às histórias posteriores à Morrison.

John Constantine Hellblazer - A Maldição dos Constantine



formato 17x26 cm
140 páginas
papel lwc
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 21,90

Algumas histórias da fase de Peter Milligan não saíram tão boas como era esperado,mas elas têm saído regularmente.A verdade é que depois de Jamie Delano e Garth Ennis é preciso ter cuidado com os volumes que você compra.Muitas histórias apenas tentam emular o "estilo Hellblazer" e fazem algo apenas regular,não lembrando os arcos mais cultuados por quem gosta de Constantine.

Mês de Junho

Patrulha do Destino - Rua Paraíso Abaixo


formato 17x26 cm
196 páginas
papel pisa brite
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 25,90

A Patrulha nas mãos da Panini vai muito bem,obrigado!Tivemos uma desacelerada no ritmo dos encadernados,mas se continuar assim,logo veremos esta série ser concluída sem os atropelos das editoras anteriores.Ponto para a Panini Comics.

Shade - O Homem-Mutável - O Limite da Visão 



formato 17x26 cm 
196 páginas
papel pisa brite
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 25,90

Eu costumo pensar que se eu tivesse que citar uma revista que achava que nunca seria publicada no Brasil até o final,esta seria Shade - O Homem-Mutável.Mas eis que já temos o segundo volume anunciado e motivos de sobra pra comemorar.Um personagem criado pelo lendário Steve Ditko sob os roteiros de Peter Milligan e com desenhos de Chris Bachallo. Tudo isso numa série longa e inédita. Não dá pra ficar melhor!

Astro City volume 6 - A Era das Trevas parte 1 - Irmãos e outros Estranhos (capa não divulgada)

formato 17x26 cm 
260 páginas
papel lwc
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 28,90

Astro City é uma boa série de super-heróis e também uma homenagem interessante.Algumas vezes você fica na dúvida de qual é a intensão de Kurt Busiek com ela,pois não temos um história linear.Existem tramas medianas e outras excelentes,mas a unidade da dupla de artistas trabalhando nela garante uma boa qualidade.Notaram que já chegamos na marca dos R$ 28,90? Pois é.A coisa está ficando feia para comprar Astro City.O preço somente sobe e a série ainda nem chegou na metade!Deste jeito vou acabar tendo que colocar o título na balança e decidir se ele fica ou vai pro saco.

Tom Strong - A Origem



formato 17x26 cm
212 páginas
papel lwc
capa cartão e lombada quadrada
preço de R$ 27,90

Temos uma discrepância ridícula aqui!Astro City tem 260 páginas e custa R$28,90.E Tom Strong com 212 custa R$ 27,90???Um abatimento de apenas R$ 1,00 para que percamos 48 páginas?Tá de sacanagem Panini?É por essas e outras que eu não antevejo um futuro agradável para os quadrinhos de banca nos próximos anos.

Bem,esses foram os títulos divulgados no checklist do blog Vertigo da editora Panini.Fiquem atentos para qualquer notícia.Até logo!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

CHECKLIST COMENTADO: MAIO DE 2016



Por:Hds


O mês de maio não trouxe muitas novidades como os anteriores. Mesmo assim temos, como se tornou tradicional no mercado brasileiro, uma quantidade enorme de quadrinhos para todos os gostos. Principalmente para os que possuem mau gosto. Brincadeira! Vamos aos lançamentos.

January Jones - Corrida contra a morte: formato 21x28cm, 48 páginas e preço de R$ 34,90.


January Jones é uma piloto que viaja o mundo enfrentando todo tipo de perigo à bordo do avião Havilland Comet.As histórias são ambientadas na década de trinta e mostram conspirações, crimes e confrontos aéreos em meio a acontecimentos históricos.

Neste volume a heroína vai participar de uma corrida no famoso Rali de Monte Carlo. Pilotando um modelo novo de carro, o Viragiro, ela vai ter encarar espiões alemães, corredores trapaceiros e a neve traiçoeira.

A editora Avec inaugurou sua linha em 2014, e de lá pra cá vem trazendo vários álbuns europeus.

De cara, já podemos notar que seu estilo está dentro do padrão do Tim Tim do Belga Hergé. Com suas linhas claras e seu tema clássico do aventureiro no estilo Indiana Jones.

Gosto de quadrinhos europeus, mas tem alguma coisa que me incomoda na repetição de estilos e caracterizações da maioria dos materiais que chegam aqui. Não li a história e por isso mesmo não posso julgar sua qualidade. Mesmo assim, falo pelo que conheci dos quadrinhos franceses e italianos que sua abordagem para ficção não é das mais sofisticadas.

Não sei se por culpa das editoras nacionais, mas quase tudo que chega aqui tem a mesmo tipo de trabalho, como se elas estivessem somente atendendo a uma demanda dos leitores e não procurando algo novo. Talvez seja o caso das editoras no Brasil pesquisarem com mais atenção para trazerem títulos realmente diferentes. Para quem tem um gosto elevado pelo estilo, January Jones pode agradar bastante. 

DC Comics Coleção de Graphic Novels - Batman O Nascimento do Demônio parte 1 e 2: formato 17x26 cm,152 páginas (pt 1) 168 páginas (pt 2),capa dura e preço de R$ 39,90 (cada).


Ra's Al Ghul, o tirano que tem o plano de exterminar metade da raça humana,recebe a notícia de que seu estado de saúde se tornou grave. O vilão conta com a ajuda de sua filha Talia para encontrar um suposto poço que regeneraria todo seu corpo. Sabendo disso, Bruce Wayne viaja até a Africa para impedir que a descoberta seja usada.Trata-se do Poço de Lázaro. A história foi escrita por Dennis O'Neil e desenhada por Norm Breyfogle.

Histórias do Batman publicadas na década oitenta costumam ter um ar de seriedade herdado diretamente de Cavaleiro das Trevas.Depois dela, é claro, o tom das aventuras do personagem ficou mais sombrio e violento. Algumas delas somente tentam emular o clima soturno criado por Frank Miller, e outras raras conseguem se destacar.

Infelizmente nunca li esse quadrinho, e com os preços inflacionados que a Eaglemoss resolveu aplicar nas capas fica mais difícil ainda. Afinal serão R$ 80,00 em duas edições. Um absurdo!

Não faltam boas minisséries do herói para saírem por aqui.Essa, por exemplo, vale uma boa lida. Pelo jeito, as coleções que provocaram tanta euforia nos leitores quando surgiram vão acabar deixando de ser uma opção para se tornar uma bela decepção.

Grande Sertão-Veredas: formato 24,5x28,5 cm,176 páginas,capa dura e preço de R$ 79,90.


O jagunço Riobaldo pretende contar a história de sua vida e recorre a um escritor.Sua trajetória desde criança no sertão foi marcada por violência e disputas por poder.O personagem ainda vai ficar no fogo cruzado entre os bandos de Hermógenes e Joca Ramiro.

É impossível que você,sendo talvez um leitor assíduo de quadrinhos,não tenha topado com pelo menos uma revista baseada em algum "clássico" da literatura nacional.

Infelizmente,existe um motivo nada louvável para que nos últimos anos o mercado venha sendo abarrotado de adaptações. As editoras recebem uma isenção de impostos (ou recebem incentivos) para produzir quadrinhos derivados da literatura brasileira. É por esse motivo que praticamente todas as pequenas (e algumas grandes) editoras já se arriscaram a lançar material de autores nacionais. Mesmo que essas histórias sejam horrendas e mal-desenhadas. Mesmo que nem de longe tenham um apelo agradável ao leitor comum de quadrinhos de super-heróis.

Qual o leitor que deixaria sua revista preferida do Homem-Aranha para ler alguma baboseira melodramática sobre o sofrimento no sertão? Somente aquele que se sentisse culpado por ler algo que foge da "realidade" e precisa desesperadamente provar que quadrinhos são veículos para queixas sociais, e não produtos para entreter.

Consequentemente, esse tipo de quadrinho deve fazer sucesso entre estudantes de literatura ou arte em universidades, que não terão que encarar um calhamaço chato e ainda poderão pagar de intelectuais por não perderem tempo com os "enlatados" americanos.

E se esse fato ainda não serviu para afastá-lo desse tipo de acerto de compadres entre as editoras e o governo, dê uma boa olhadinha no preço astronômico que você terá que pagar para degustar essa "obra de arte" literária. Quem sabe isso o faça mudar de ideia.

The Rocketeer - As Aventuras Completas: formato 17x26 cm,140 páginas e preço de R$ 49,90 (capa cartão) e R$ 59,90 (capa dura).



Em 1982,o escritor e desenhista Dave Stevens criou um personagem para encarnar o espírito dos pulps da década de 30. Cliff Secord é um piloto que encontra um protótipo de jato pessoal que o permite voar e resolve se tornar um herói.Na cidade de Los Angeles,combate o crime ao lado de sua namorada Betty,uma homenagem à Bettie Page,a famosa pin-up da década de cinquenta.Stevens foi muito bem sucedido ao lançar um novo herói,que não somente deu certo,como se tornou um ícone da cultura retrô.

Não é todo dia que algum autor consegue emplacar um herói fora dos padrões modernos e fazer com que ele se torne um símbolo de estilo e nostalgia. Deve Stevens criou Rocketeer tão bem que o personagem nem parece ser do início dos anos 80.O foco das histórias está na aventura pura e simples e o traço de Stevens é extremamente competente em retratar toda a ação da revista.

Tomara que esta edição tenha qualidade e abra caminho para mais trabalhos do autor.A HQM acertou em oferecer dois formatos para favorecer o leitor (embora os R$ 49,90 em 140 páginas da capa cartão ainda sejam salgados).Isso mostra que mesmo uma editora menor ainda pode mostrar o mínimo de empatia com o consumidor,ao contrário da Mythos que só aumenta seus preços e falha em justificá-los.

Eden -It's an Endless World nº6: formato 13,5x20,5 cm, 450 páginas e preço de R$ 39,90.


Na Austrália,Elijah e Miriam caçam os assassinos de Pessoa e Helena.Nessa região surge um novo Coloide Gigante e uma equipe de pesquisadores é enviada para salvar o povo.É preciso descobrir como os coloides incorporam os humanos e uma nova teoria da doutora Mishima pode mudar a visão acerca do vírus Discloser.

Em breve a série de Hiroki Endou vai acabar (são nove volumes) e fica a ideia de que seria bom correr atrás dos volumes anteriores. Eden se destaca pela qualidade dos roteiros e desenhos,que compõem um futuro distópico menos previsível.Caso a JBC não tivesse optado pelo formato caro com que a série saiu eu teria garantido minha coleção. Do jeito que está somente vou pensar nela no futuro,que espero que seja menos "distópico" que o da atual economia no país...

Ultraman nº5: formato 12x18 cm,240 páginas,bimestral e preço de R$ 14,90.


Em meio ao show de Rena Sayama ocorre uma batalha de Shinjiro e Moroboshi contra Adad. Até Bemular aparece no local,que à mercê do resultado da luta.Para piorar,um rapaz misterioso chamado Hokuto aparece para Shinjiro sem deixar claras as suas verdadeiras intensões.

Ultraman é um herói clássico que,com certeza,deveria ter sua melhor fase publicada no Brasil. Existem milhões de admiradores do viajante da galáxia M-78 e nada como ter suas aventuras também em mangás nas bancas.É chato que eu não possa falar da qualidade dos roteiros,mas se eles respeitam a tradição do herói e conseguiram sofisticar o mito do Ultraman para os dias de hoje,com certeza valeria uma boa olhada.Não existe muita coisa lançada no Brasil com o personagem,então quem gosta de verdade dele deve dar uma chance.

Nota:Obrigado à JBC por dispor as sinopses em seu site oficial,isso ajuda enormemente.

Quadrinhos Insones:  formato 15,5x21,5 cm,96 páginas e preço de R$ 39,90.



Quadrinhos Insones é uma coletânea de tiras publicadas por Diego Sanchez desde 2012 em sua página do facebook. Aliás,a única coisa que você vai precisar saber para se manter bem longe dessa tralha é só isso mesmo.

Tiras curtas (às vezes com apenas dois ou três quadros) totalmente pretensiosas e pseudo-intelectuais.
Uma falta de ritmo e progressão que faz com que sua sequência lógica fique desmembrada e incoerente. Some a isso suas mensagens batidas de crítica social e existencialismo barato e você descobrirá que não se trata de genialidade por parte do autor,e sim de pura falta de noção artística.

Como já é de costume dos artistas alternativos brasileiros (por "alternativos" entenda-se:rancorosos e dependentes de verba estatal!),os desenhos de D. Sanchez são medonhos e mal-acabados. Mas no meio dos entendedores de quadrinhos underground eles,com certeza,são aclamados como obra de arte incompreendidos.

O mais engraçado é ver tanta sensibilidade (o autor afirma que criou as tiras durante noites de insônia) e alinhamento com os dramas da humanidade num quadrinho que só tem 96 páginas,mas custa ridículos R$ 39,90!Não se sinta nem um pouco culpado por deixar de dar uma chance para essa pilha de bosta pretensiosa.Guarde seu suado dinheiro para comprar quadrinhos bons e divertidos que valham uma ótima leitura e não o deixe com cara de palerma,fazendo com que se sinta mais "sábio" por ler algo que "corre por fora " do mercado comercial de hq's. Pois estes aqui ao invés de provocar insônia,na verdade,são soníferos!

A Última Tentação:formato 17x26 cm,168 páginas e preço de R$ 64,90.


Steven é um garoto assustado e confuso que acaba encontrando um velho teatro abandonado.Nele,o garoto conhece o Mestre do Espetáculo (baseado em Alice Cooper,cantor performático americano), um sujeito misterioso que vai levá-lo à lugares degradantes e aterrorizantes.Seja qual for o caminho escolhido por Steven,o prazer pertencerá ao mestre do espetáculo.

Ás vezes,algumas histórias de Neil Gaiman são um tanto fracas e não dão sinais de aonde o escritor quer nos levar com elas. Talvez este seja exatamente o caso de A última Tentação. A história brilhantemente desenhada por Michael Zulli já saiu pela extinta (ainda bem!) editora Pandora,só que em preto e branco.

Gaiman traz um conto juvenil com toques de terror sem grandes pretensões,mas o traço de Zulli deixa a edição com um acabamento elegante. Principalmente agora que ela chega em cores.O detalhe do livro fica por conta do preço que (adivinhe!) está alto demais.Não sei quanto aos demais leitores de Gaiman,mas dessa vez eu vou ter que deixar passar.

Juiz Dredd - América: formato 18,7x25,9,160 páginas e "precinho mythos" de R$ 69,90.



Os juízes de Mega City interceptam,julgam e executam quem atravessa seu caminho. Mas que consequência isso acarreta para os cidadãos?

América Jara e Bennett Beeny são amigos desde a infância.Vivem na cidade comandada pelos juízes e,depois de anos,voltam a se encontrar. Benny agora é um cantor famoso e América entrou para um grupo terrorista chamado "Guerra Total".O que vai acontecer quando o departamento de Mega City encontrá-los? A história do encadernado é de autoria de John Wagner e Colin Macneil.

Depois do fracasso que foi a revista Juiz Dredd Magazine,a Mythos resolveu "presentear" os leitores com aquilo que deveria ter sido o formato inicial da editora na publicação do personagem.Mas como é da Mythos que estamos falando,temos um volume no padrão "ostentação" adotado pela editora.

R$ 69,90 por 160 páginas?Vamos lá Mythos!Você consegue fazer pior que isso!

Tex Graphic Novel nº1 -O Herói e a Lenda: formato 20,5x27,5 cm,52 páginas e R$29,90.


Nas pradarias,um homem sozinho enfrenta os comanches de Lua Negra.Seu nome é Águia da Noite.A aventura é contada por Kit Carson já idoso num asilo de Nova York.

Ora,o que temos aqui?Uma boa iniciativa justo da Mythos!!!

A editora lançou o primeiro número de uma série (ainda sem previsão futura) de graphic novels com os melhores artistas que trabalharam com o cowboy mais aclamado do mundo.E olhem só quem inaugura este volume:Paolo Eleuteri Serpieri!Nada mais,nada menos que o criador de Druuna,a personagem de quadrinhos eróticos do italiano.

A editora de Tex no Brasil acerta a mão (pra variar...) e nos traz uma edição em tamanho grande,com arte e roteiros de um bom artista e custando R$ 29,90.O caminho é bem por aí dona Mythos!Parabéns,dessa vez eu até fiquei com vontade de comprar um de seus quadrinhos!Continue assim e nos traga mais encadernados da Bonelli. Pois sabemos que a editora européia ainda tem muita coisa boa pra mostrar.

Cavaleiro das Trevas 3 - Raça Superior nº2: formato 17x26 cm, 36 páginas e preço de R$ 9,90.


Eu adoraria escrever uma sinopse deste segundo número de DK3,mas a Panini não tem o mínimo de organização em seu site.Eu já disse que o site da editora é desgraçadamente ruim e confuso?Não tem problema,direi-o novamente!O pior disso é que se torna uma tarefa hercúlea abordar o quadrinho sem saber nada sobre ele.

Mesmo assim,tenho o pressentimento de que,desta vez,o capítulo do Batman de Frank Miller não vai causar ojeriza nos leitores.Apesar de ter que ouvir a ladainha babaca dos palhaços do site Omelete acusando Miller de mascarar suas críticas aos regimes islâmicos na hq,chega a ser engraçado vê-los tendo que elogiar o autor no mesmo site.

Monstro do Pântano - Regênese vol. 1: formato 17x26 cm,160 páginas e preço de R$ 23,90.


O monstro do pântano conseguiu retornar à terra para reencontrar Abby. Mas enquanto viajava um novo avatar tomou seu lugar na hierarquia do parlamento das árvores.O monstro se vê,agora,num empasse: permitir que seu sucessor nasça e ponha em risco o equilíbrio do mundo,ou matá-lo para recuperar seu porto?

Quando Rick Veitch assumiu o monstro do pântano após a saída de "O Autor" acabou pegando uma bomba.É claro que o personagem se tornou famoso nas mãos do roteirista anterior e substituí-lo não seria nada fácil.

Não cheguei a ler sequer uma história da fase de Veitch no monstro,e por ter experiência em acompanhar essas mudanças nos títulos creio que não teria como essa fase posterior ficar à altura.Seria como entrar na revista do Demolidor de  Frank Miller depois dele.Dar a cara à tapa e ser fuzilado por críticas de fãs chatos.

Mesmo assim,para quem quiser se arriscar vale uma compra do primeiro volume.

Miracleman nº16: formato 17x26 cm, 68 páginas e preço de R$ 7,50.



Depois do confronto com o Kid Miracleman,a cidade de Londres ficou devastada.Mike Moran planeja reconstruir não só a cidade,mas todo o mundo à sua volta.

Nesta edição vemos Alan Moore (e não "o autor") colocar em prática suas ideias mais delirantes e utópicas.Moore faz com que o super-herói tomo a posição de líder mundial,obrigando toda a população da terra a acatar sua "nova ordem".Ordem essa baseada somente na crença de que a viagem ao mundo dos deuses alienígenas teriam aberto a mente do personagem par uma "visão superior" de mundo.O resultado disso?O herói Miracleman se torna um ditador planetário!

Em grande parte,eu não imaginava que esse quadrinho seguiria pelo viés que Moore resolveu levá-lo.O tom dado às histórias possuem muita influência das crenças e opiniões políticas do escritor,e isso acabou pesando demais e comprometendo um pouco a qualidade final da saga do herói como um todo.

Nota: Miracleman não foi incluída no checklist do mês passado,por isso o atraso.

Miracleman Annual nº1: formato 17x26 cm,44 páginas e preço de R$ 7,90.


Este aqui trata-se do especial escrito por Grant Morrison contando mais da origem de Johnny Bates.Ficaremos sabendo como o menino inocente se tornou um genocida sanguinário.Morrison há décadas esperava pôr as mãos nesta série.Agora finalmente vai poder completar o rastro que começou as seguir de Alan Moore desde os anos 80.E com a ajuda de Joe Quesada nos desenhos.Apesar de não ter lido nenhuma confirmação pela Panini,pela lógica teremos à seguir a fase de Neil Gaiman no herói.

20th Century Boys nº22: formato 13,7x20 cm,208 páginas  e preço de R$12,90.


Chega ao final mais uma obra de Naoki Urasawa.Neste volume,o desfecho do confronto com o "amigo".O que farão seus antigos amigos?O que acontecerá depois dos danos causados pelo vilão?20th Century Boys merecia um tratamento mais cuidadoso da Panini.Ter dois dos seus melhores mangás concluídos no Brasil é um sinal de que algo mais pode vir no futuro.Com certeza um dia vai ganhar edições com qualidade de Vagabond.Mas por enquanto,tomara que a editora tenha o bom senso de sondar mais quadrinhos deste autor.

Vagabond nº4: formato 13,7x20 cm,248 páginas e preço de R$ 17,90.



Miyamoto Musashi conseguiu sair com vida da conceituada academia Yoshioka.Agora tem de saber se é capaz de enfrentar seu campeão e sucessor:Seijuro.

Aqui começa a verdadeira escalada do samurai Musashi para se tornar o maior espadachim do Japão.Seguirá com sua mente ocupada por Otsu e para a sagrada terra dos monges lanceiros:o templo Hozoin.Vagabond continua impressionando e empolga pelo fato de estar apenas mostrando o começo da viagem de Miyamoto.Ainda temos muitas histórias e batalhas pela frente!

E estes foram os quadrinhos comentados no checklist de maio de 2016,obrigado pela atenção e até o próximo mês!

Fontes: Universo HQ, Guia dos Quadrinhos e Wikipédia.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

NOVA REVISTA DO CAPITÃO AMÉRICA TRAZ DE VOLTA SEU MAIOR VILÃO ATUAL: A PRÓPRIA MARVEL!



Por:Hds

"Por que o Capitão América está dizendo Hail Hydra?". Boa pergunta, mas nós já sabemos a resposta.

Em janeiro,quando escrevi uma nota sobre as mudanças no Capitão em seu novo título, eu achava que elas ficariam somente no papel do personagem e no uniforme. Eu estava sendo inocente demais. O novo título sob o texto de Nick Spencer e a arte de Jesus Sayz causou barulho demais nos últimos dias.

Em Captain America-Steve Rogers é finalmente apresentado o retorno do Capitão América original. Após ser rejuvenescido pelo cubo cósmico no crossover Avengers Standoff, onde aconteceu uma luta com o Barão Zemo, o herói surpreende os leitores fazendo algo impensável. Ao jogar o personagem Jack Flag de um helicóptero o capitão exclama:"Heil Hydra".

Desnecessário dizer que houve uma reação gigantesca na internet. Milhares de posts e vídeos foram feitos para debater, xingar, ironizar e multiplicar por milhões a repercussão que, com certeza, já havia sido planejada pelo roteirista.

É preciso entender que no momento atual em que acompanhamos os quadrinhos da Marvel e DC, tornou-se comum apelar para recursos que invalidam a biografia ou a cronologia do herói somente para efeitos de espetáculo.

As editoras enxergam em seus personagens franquias milionárias e protegem seu patrimônio com unhas e dentes.Vejam o caso do famoso embate entre os familiares de Jerry Siegel e Joe Shuster e a DC Comics, após décadas brigando a editora finalmente conseguiu os direitos sobre o personagem. Mas não sem antes atacar com advogados custando milhões em longos anos de processo judicial. Tudo para garantir uma das maiores marcas da editora continue sendo sua.

Os criadores acabam ficando com poucas opções para contornar a política de royalties das editoras que os impedem de criar algo novo se esse "novo" render dinheiro para quem o criou. É exatamente por isso que vemos um verdadeiro desfile de ideias que forçam a barra com alterações delirantes nos heróis e retcons cada vez mais difíceis de tolerar.

Dentro das redações, o clima de trabalho se tornou insuportável para alguns artistas. Logo depois do início dos Novos 52 vários profissionais saíram da DC alegando interferências propositais em seus trabalhos. Desavenças, ordens absurdas e desrespeito por parte dos editores e acionistas da empresa provocaram a saída de figuras como George Peres, Paul Jenkins e Greg Rucka (cuja volta para a DC já foi anunciada na WonderCon 2016).

Ah! Você não ficou sabendo de nada disso? Deve ser porque a maioria dos sites e canais "especializados" em quadrinhos estavam mais ocupados em te deixar babando pelo novo trailer ou páginas da alguma nova mega-saga inútil. Como é de costume lá fora e aqui no Brasil: empolgação cega, famboyzismo vexatório e pouca informação reinam absolutas.

Alguma alma pura e inocente, com certeza, vai tentar argumentar. Dizendo que episódios assim não são incomuns na cronologia do Capitão América, muito menos no universo Marvel. Mas não é preciso ser um leitor tão atento assim para notar que o herói, supostamente, ter sido um aliado da Hydra todo esse tempo é uma descomunal asneira!

Não deixemos de lado a hipótese de que esta revelação esteja amparada por algum daqueles truques ridículos como: clonagem, versão de outro universo ou época, robô, controle mental, sósia transmorfo, simbionte parasita, reprogramação mental ou qualquer besteira desse tipo. Mesmo que o próprio Nick Spenser tenha negado qualquer desses recursos manjados.

Seria interessante se ao invés dos leitores morderem os cotovelos de raiva, mostrando uma postura previsível para os editores, acabassem por ignorar a revista fazendo um boicote para afundar suas vendas. Não digo isso pelo fato de achar a história revoltante e querer justiçá-la. Mas pelo fato de que é preciso passar uma mensagem diferente do costumeiro xiliquinho de fã.

A trama é forçada. Não tem o menor respeito pela inteligência dos leitores. Não tem criatividade alguma e tenciona apenas chocar e colher gritos de ódio de leitores fiéis ao personagem. Além disso vai contra tudo de bom que vem sendo feito nos filmes, onde temos um capitão cada vez mais cabível na pele do (não tão) convincente ator do personagem; Chris Evans.

Do alto dos seus respeitáveis 75 anos de existência, o Capitão América tem de se ver numa luta ferrenha com seu mais poderoso inimigo: a Marvel. Que parece que o escolheu como novo saco de pancadas depois do Homem-Aranha. É a vez do "bandeiroso" sofrer nas mãos frouxas e vacilantes dos editores. A sistemática sequência de eventos estúpidos (morte, retorno, envelhecimento e virada de casaca), a depredação de sua origem, a descaracterização de seus ideais e desbotamento das cores da bandeira que defende vão, por fim, deixar o velho soldado na lama.

Só nos resta ignorar essa palhaçada e colocá-la no mesmo patamar do infame pacto com o diabo feito pelo próprio homem-aranha. Numa prateleira especial para as histórias mais imbecis e desesperadas já feitas pela editora.

E para não dizer que nada de bom pôde ser tirado dessa notícia, vamos ficar com alguns dos memes que surgiram depois dessa bomba. Até a próxima!











"Quebre um tijolo e dois aparecerão em seu lugar"

sexta-feira, 27 de maio de 2016

OS VAZAMENTOS DE INFORMAÇÕES SOBRE O DC REBIRTH NÃO TEM IMPORTÂNCIA ALGUMA



Por:Hds


Quando os leitores da DC vão perceber que esses eventos são ruins e não trazem nada de útil para os personagens?

Apenas há cinco dias do lançamento do título escrito por Geof Johns,DC Universe Rebirth,vazaram diversas informações sobre mudanças e personagens da saga.Tudo se deu antes do dia 25 de maio,onde páginas surgiram revelando boa parte do que os roteiristas pretendem com a volta do universo "tradicional" da editora.

O número 1 de Rebirth terá roteiros de Geof Johns e desenhos de Phil Gimenez,Ethan Van Schiver,Ivan Reis e Gary Frank.Como de costume tanto nos EUA como no resto mundo os leitores fizeram um escândalo desnecessário que somente ajudou a reverberar a notícia por toda a internet.É claro que isso só serviu para gerar falatório e reações previsíveis oscilando entre piadinhas e revolta.

Durante a WonderCon (que aconteceu em março nos dias 25 a 27) editores,escritores e desenhistas participaram de uma mesa para antecipar que o evento traria diversas mudanças como:a existência de mais de um Superman,duas Lois Lanes (!?),o tal Superman chinês (!!!!!?),mais de trinta revistas publicadas (sendo algumas delas novas),novos autores vindos de outras mídias como séries de tv,o roteirista Gene Yang (de ascendência chinesa,afinal,isso é "diversidade"...) e até mesmo um ex-agente da cia especializado em combate ao terrorismo!(eu não estou brincando) O escritor Tom King.Além disso teremos três Coringas convivendo na mesma realidade!Ai,Ai!O que pensar dessa marmelada?

Além de tudo isso e as demais notas que ainda serão divulgadas temos o fato dentro desta saga que caiu como napalm na rede mundial: o Dr. Manhattan está por trás dos acontecimentos multi-universais da DC desde os novos 52!Existe alguma chance disso tudo ficar nais bizarro?

Todos sabemos que DC e a Marvel assumiram a política de produção de sagas em linha de montagem.Sendo assim não é novidade nenhuma que a mais nova saga da editora pertencente à Warner se apresente como bombástica.

Analisando alguns dos pontos dessa profusão de detalhes anunciados,podemos observar que realmente não temos motivos para exaltação.A despeito de todo o hype criado em torno do vazamento.Vamos aos fatos:

Os Novos 52

Quando os Novos 52 foram lançados em 2011 sabíamos que ele acabaria sendo revertido.Mesmo com os editores dizendo o contrário.Não faço o tipo "viúva de cronologia" que costuma reclamar e lamentar pela perda de eventos anteriores,mas jogar no lixo 70 anos de história com esses personagens já soava imbecil naquela época.Hoje vemos que tudo aquilo foi previsivelmente revertido.Mas não antes de botar pra rodar outras sub-sagas inúteis que culminaram no desastroso Multiverso DC (o sonho molhado do escritor/nerd ocultista Grant Morrison) que desfez tudo que havia sido escrito na editora nos últimos trinta anos e ao mesmo tempo manteve tudo como uma forma de fan-service para os fiéis leitores velhos e rabugentos .

Greg Rucka foi um dos vários artistas que deixou a DC insatisfeito,mas agora voltou.

A fórmula do sucesso da DC

Outro vício que vem com as atuais sagas das duas grandes editoras é aquele da tal "diversidade" retratada nos heróis.Vários personagens virando gays,negros,asiáticos,latino-americanos e qualquer outra categoria que não tenha nada a ver previamente com a figura em questão.Como alguém pode usar um recurso batido como esse e se considerar um bom escritor?É assim que funciona?Pegue um branco e o faça negro e você já se torna o novo gênio dos quadrinhos? Esta é a maldita orientação editorial no estilo "atire para todos os lados".A Warner estava arrancando os cabelos de inveja vendo a Marvel/Disney enchendo os cofres com seus heróis no cinema e por volta do mesmo ano dos novos 52 (coincidência?Claro que não) fez uma reforma em seus escritórios.Colocou a pavorosa Diane Nelson como presidente da DC Entertainment.Chutou a bunda de escritores,desenhistas e profissionais desagradando boa parte do seu quadro de funcionários com uma política draconiana.Mas é claro que provocar mudanças mal-planejadas,esculachar as origens e histórias,lançar revistas com um trabalho de continuidade porco,descaracterizar personagens e tratar os profissionais dos estúdios como capachos vai fazer maravilhas pelas vendas,não é?

Vamos mudar tudo,mas nada vai mudar...

Depois de Crise nas Infinitas Terras,a DC enfiou na cabeça que deveria se tornar a "editora das das sagas "multiverso-temporais".Primeiro tivemos a medonha Zero Hora.Já no início dos anos 90 a editora estava perdendo terreno tanto para a Marvel como para a novata Image Comics e começou a apelar para mortes e aleijamentos na intensão de vender mais revistas.Da década passada pra cá,a frequência de histórias que "mudariam tudo" só aumentou.Roteiros cheios de buracos feitos para gerar impacto barato,alterações nos personagens de fazer chorar de tão estúpidas e forçadas.A sempre clichê presença do Flash como catalizador dos distúrbios espaço-temporais (aparentemente as leis do universo gostam de envolver justamente o Flash em todas elas).E não esqueçamos dos vilões de quinta categoria criados de última hora para posar de fodões ameaçando toda a existência.

Extemporâneo,Parallax,Monarca ou Telos.Pode escolher,são todos igualmente podres!

"Agradar" para destruir

A DC controla com arrogância suas marcas registradas impedindo os escritores de trabalhar tramas bem elaboradas.Movidas pelo desespero em fazer com que elas rendam milhões acabam se lixando para o conteúdo das histórias.E isso só tende  a piorar,pois a Warner está numa competição com a Disney pra ver quem esgota mais suas franquias.No ano em que 52 foi iniciada os fãs mais velhos torceram o nariz,muitos usando de sua experiência para supor que logo a editora traria o universo normal de volta.E eles não estavam errados.Eles estão errados mesmo é em pensar que quando ele voltasse seria um alívio!Pois quem garante que a editora não vai repetir toda essa palhaçada de novo?Recursos de tempo e dimensões nas hq's são uma praga miserável!Todo tipo de ideia mais boçal e caça-níquel pode ser usada quando se envereda por esse caminho.O fim de universos,mortes,ressurreições e qualquer outra patacoada mal-explicada são facilmente validadas nesse esquema.Enquanto isso vemos gente como Dan Didio declamando seu amor pelos leitores antigos da DC,jurando que essas histórias foram feitas "pensando neles".

Se você fosse um super-herói,a última coisa que iria querer era um flash no mesmo universo que o seu!Esses caras estão sempre metidos em desastres cósmicos!
Os leitores que se irritam com uma mudança besta no uniforme do seu herói preferido são os mesmos que acham aceitável vê-los sendo virados do avesso por escritores e editores débeis mentais.No meio de todo esse carnaval estapafúrdio você ainda acredita que faz alguma diferença a repercussão dos eventos de Rebirth?Não bastasse o fato de sabermos que a saga não vai resolver nada,ainda temos uma torrente de revelações de dar embrulho no estômago.Teremos a volta do Flash Wally West.Os leitores choraram por décadas a perda de Barry Allen e quando ele voltou todo mundo meteu o pau.E agora é a vez do Wally.

Pra piorar temos a manobra mais patética já vista em anos: o uso totalmente forçado do Dr. Manhattan como o pivô da recriação desse novo universo.Naõ é novidade nenhuma que a ordem na DC é regurgitar ideias velhas de Alan Moore,mas ela já fez isso de forma menos descarada no passado.

Agora sabemos por onde andava o Dr. Manhattan,ele planejava voltar e usar seus poderes para zonear ainda mais a cronologia do Universo DC
Já sabemos o que as grandes editoras querem.Já sabemos do que elas são capazes para adular os leitores.E principalmente,já sabemos aonde isso tudo vai levar.Então,você ainda acha relevantes as notícias que vazaram sobre DCRebirth?

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A MYTHOS VAI PUBLICAR SÉRIE DE CONAN POR ROY THOMAS E WINDSOR-SMITH. POR CROM! TENHAM MEDO!



Por:Hds



A editora Mythos liberou em seu site oficial que vai publicar As Crônicas de Conan desde o início da fase de Roy Thomas e Barry Windsor-Smith. A história original foi lançada em Conan The Barbarian em 1970 quando Thomas criou o primeiro título do personagem na Marvel.

Essa dupla foi responsável por um dos trabalhos mais impecáveis dos quadrinhos.

Trata-se de uma das fases mais respeitadas e elogiadas da indústria dos quadrinhos. Nela não só foram apresentados o então estreante e jovem desenhista Barry Windsor-Smith, como ilustradores de encher os olhos. Ponha na lista: John Buscema e Alfredo Alcala. E o que dizer dos roteiros de Roy Thomas?Nas mãos do editor-escritor da Marvel o bárbaro teve um tratamento tão excelente que chega a se igualar aos originais do criador, Robert E. Howard.

John Buscema foi tão competente que agradou aos fãs de super-heróis e fantasia igualmente.
Para artistas do calibre de Barry Windsor-Smith, Gary Leach, John Buscema e Takehiko Inoue, por exemplo, o preto e branco serve para realçar os traços e criar um contraste hipnotizante de uma beleza extraordinária, valorizando assim, suas ilustrações. Nos roteiros, Conan ainda pode contar com liberdade para tramas adultas e violência em batalhas visualmente brutais. As histórias de Conan O Bárbaro e a Espada Selvagem de Conan foram feitas numa época em que havia liberdade criativa para acomodá-las. Se tivessem surgido nos dias atuais já teriam sido atacadas por uma turba de policiais dos "bons costumes" e seriam pulverizadas antes mesmo de ver a luz do dia. Levando em conta que elas ainda tiveram que enfrentar o eternamente boçal Comic Code Authority só faz com que o seu mérito aumente.

Os títulos de Conan contaram com capas fantásticas de Frank Frazetta,Earl Norem,Jusko entre outros.
Dizer que este quadrinho é espetacular, que está sendo esperado há décadas para receber uma tão sonhada série de volumes é puro eufemismo. Mas vamos dar uma boa olhada nas especificações que a editora apresentou:
  • Formato 18,5x27,5 cm.
  • 176 páginas
  • Capa dura
  • Preço de R$79,90
Não, você não está enxergando mal. O primeiro volume vai custar "humildes" R$79,90!

A primeira editora no país a lançar uma coleção longa de encadernados, curiosamente, não foi a Panini, foi a Salvat. Imaginem se ela tivesse o plano de lançar o primeiro volume custando R$79,90. Não haveria milagre que fizesse com que vendesse!

Para os leitores fiéis de Conan, qualquer editora que publicasse uma coleção do time Roy Thomas/Barry Windsor/Alcala/Buscema seria festejada e aplaudida. Mas como é a Mythos que detém os direitos do personagem, provavelmente deram um tapa na testa e exclamaram:"PUTA MERDA!"

A fase de Thomas é bastante longa e se imaginarmos que sejam publicados somente vinte volumes, podemos calcular que custarão,no mínimo,R$1.598,00! E pode acreditar que se a Mythos trouxer toda a série serão bem mais que vinte volumes.

Não é novidade para quem acompanha este blog que costumo criticar editoras que praticam preços abusivos como a Devir, Panini e a própria Mythos, mas existem pessoas que insistem em bancar os advogados honorários em comentários de sites e vídeos no YouTube, defendendo as mesmas. É comum alguém tentar justificar que a Mythos publica uma tiragem pequena,por isso cobra os preços grotescos das capas.Que a editora é pequena e precisa compensar o custo de lançamento dos títulos aumentando o preço.Mas se isso é verdade,por que ela mesma oferece um desconto de 15% em pré-venda?Faz algum sentido ouvir os editores chorando para dizer que licenças e custos de publicação são altos pra depois diminuir o valor da revista antes mesmo do lançamento?

Eu sei que isso é estratégia para maquiar o real valor da revista, mas afinal, qual é o real valor dela?quanto ela custa para ser feita? Você nunca vai saber isso da boca de um editor, pois eles fazem o possível para manter os consumidores no escuro quanto a isso! Por que será? Será que as editoras escondem seus dados de lucros porque sabem que se os leitores tivessem noção de como funciona o mercado realmente ficariam fulos e mandariam as editoras nacionais à merda? Como eu já disse anteriormente, quem não faz nada de errado não tem nada a esconder...

Os leitores mais antigos de Conan devem lamentar, e muito ,pois é verdadeiramente lamentável que a Mythos detenha os direitos do personagem desde 2004 e o venda de uma forma tão elitista (imagine se a Abril tivesse transformado A Espada Selvagem de Conan em volumes exorbitantemente caros, a revista teria sido um fracasso!). Lamentável que lance suas edições sempre encerradas num padrão condenável de luxo dispensável.Lamentável que outra editora não possa assumir seus direitos e dar o tratamento decente que essas histórias merecem. E finalmente é lamentável o descaso com qualquer leitor que sinta interesse pelo personagem, mas tenha que desistir da compra porque a própria editora tornou impossível sua aquisição.

A Mythos continua errando. Seu plano para a saga de Conan, seja até onde a empresa pretenda seguir com ela, já se candidata à pior coleção feita  até o presente momento. Pelo jeito a Salvat e a Eaglemoss não serão as únicas a subestimar e decepcionar pisando no calo dos leitores.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

PREPARE-SE PARA A MULHER MARAVILHA DE GRANT MORRISON



Por: Hds

Com esse "é hora de termos uma conversa" a Mulher maravilha está até parecendo aquela sua namorada chata!
Lá vem sermão pela frente...

A Mulher Maravilha sempre foi uma das personagens mais ilógicas das histórias em quadrinhos. Seu criador, o inventor William Moulton Marston, encheu sua origem de detalhes incongruentes que fizeram com que a heroína se tornasse uma verdadeira aberração contraditória. Quem melhor definiu isso foi o escritor Mark Waid quando disse que ela deveria ter vindo da ilha paradoxo e não da ilha paraíso.

Alguns personagens de quadrinhos têm uma biografia completamente desconexa, mas com o tempo e os ajustes feitos por escritores competentes, esses problemas podem ser reduzidos. O melhor exemplo disso é o Homem-Aranha. Sua origem tem furos de lógica gritantes que foram ao longo de décadas (mesmo que com atraso) sendo sanados. Com a Mulher Maravilha a coisa não foi bem assim.

Desde 2009 foi anunciado que o escritor Grant Morrison faria algo ligado à amazona, mas somente agora vemos o projeto sair. Morrison é conhecido por inserir temas e discussões ligadas a causas sociais. Em Homem-Animal tivemos ecologia. Nos Novos X-Men tivemos islamismo, preconceito e homossexualidade. E em histórias como os Invisíveis tivemos tudo junto ao mesmo tempo, uma coletânea de mensagens alienativas embaladas em referências pop, bizarrices e muito desespero em parecer "descolado".

Numa entrevista à revista Publishers Weekly, o escritor adiantou que já está trabalhando no segundo volume de Mulher Maravilha: Terra Um. A série deve ter um total de três volumes. Além disso,falou de sua intenção em abordar temas como: feminismo, cultura queer (seja lá o que diabo isso signifique) e transexualismo.  

Logo na capa do 1º número da nova série a Mulher Maravilha aparece acorrentada.
Nem Grant Morrison conseguiu mudar a sina que amazona carrega.
Para sua versão da heroína, Morrison lembrou que ela foi inicialmente criada para inspirar as meninas a serem fortes e decididas, que após a saída do seu criador as histórias perderam o rumo. Declarou que "ela perdeu a noção de cultura alternativa, cultura queer, poliamorosa e feminista daquela que surgia naquela época".

É verdade que a personagem foi criada por Marston para ser uma feminista, mas é muita forçação de barra apontar traços de cultura poligâmica, alternativa ou mesmo queer, cujo conceito talvez nem existisse naquela época.

Aliás, Morrison está sendo bastante conveniente quando cita características originais da Mulher Maravilha como motivação para seus quadrinhos, já que ele mesmo costuma alterar bastante os heróis que escreve quando isso lhe convém. O melhor exemplo disso foram as alterações feitas no personagem Fera dos X-men. O mutante não somente mudou de aparência física, como apresentou dúvidas antes inexistentes sobre sua sexualidade. Aparentemente o escritor escocês só se preocupa em ser fiel à origem de uma figura quando ela possui ideias que batam com suas ambições narrativas, quando não as possui ele simplesmente os transforma naquilo que quer!

Saudade da Mulher-Maravilha de Deodato? Eu não...
De início, os próprios aspectos da personagem criados por Moulton não corroboram nem o antigo padrão da heroína, nem o atual pelas mãos de Morrison. Em primeiro lugar, a ideia de criar uma mulher como figura forte não foi do inventor e psicólogo, foi de sua mulher, Elizabeth Holloway.

Diana foi criada numa ilha onde só havia mulheres que rejeitavam a figura masculina, mas saiu de lá vestindo, ao invés de trajes de luta, roupas curtas nas cores da bandeira americana e uma minissaia.
Quando o piloto Steve Trevor caiu na ilha paraíso ela, por ter ganhado habilidades e sabedoria dos deuses (agindo de modo contrário a sua cultura), chegou a se apaixonar por um homem. Quando finalmente chega a Terra, a princesa ganha uma função nada admirável para uma guerreira treinada desde pequena: se torna uma enfermeira! Nada mais contraditório! 

Moulton queria criar uma heroína feminista,mas colocava-a em várias situações amarrada ou sendo atacada por objetos de formatos "simbólicos".Vai entender!
Grant Morrison já deixou claro que pretende ir além da proposta original para a personagem, e até conversou com Yanick Paquette para que o desenhista evitasse ao máximo representar objetos fálicos nas páginas da revista.

Certo. Este é o ponto em que devemos fazer a seguinte pergunta para o escritor: em que isso vai ajudar a produzir boas histórias? Dá pra imaginar a falta do que fazer de um roteirista que se preocupa com detalhes inúteis como esse, ao invés de se concentrar em entregar o melhor material possível para os leitores daquele quadrinho?

Se Morrison quer realmente uma personagem com elementos femininos fortes por que então chamou logo Yanick Paquette, um artista famoso por desenhar mulheres com apelo em atributos físicos e sensualidade? 

A Mulher Maravilha de Yanick Paquette faz caras e biquinhos no estilo erótico das personagens de Milo Manara,

isso, com certeza, vai atrair os leitores masculinos. Mas por outros motivos...


Morrison ressalta que há alguns anos atrás "não havia um debate tão intenso destas questões" e que "nós estamos sendo fiéis à origem da personagem".

Por "não havia um debate tão intenso" entenda-se: a DC vendo que o escritor estava empolgado demais acabou botando rédeas nele, não permitindo que alterasse as histórias de modo radical. E na época em que ele propôs as ideias que tinha, as editoras não haviam mergulhado de cabeça na modinha de atirar para todos os lados em que a Marvel e a própria DC se encontram hoje, fazendo média com minorias e modificando seus heróis (pra pior!) em nome do politicamente correto.

Como os editores brasileiros adoram os discursos engajados do autor e os leitores agem como macacos de imitação dos erros que os americanos cometem (chegando a mostrar o mesmo tipo de receptividade para um quadrinho), esta fase da Mulher Maravilha está vendendo bem nos EUA e vai vender bem aqui.


Por mim, prefiro ler somente alguns trabalhos antigos de Morrison e esquivar dessa panfletagem barata recheada de causas "nobres". Se o escritor escocês quer transformar suas revistas num comício para abordar assuntos irrelevantes para esse meio de entretenimento o problema é todo dele, mas eu é que não vou ficar na platéia assistindo.