sábado, 27 de fevereiro de 2016

CHECKLIST COMENTADO: FEVEREIRO DE 2016




Por:Hds

Tradicionalmente a distribuição em bancas e comic shops nos meses de fevereiro de cada ano são completamente ferradas.Os leitores no país ficam sem saber se a culpa disso é da desordem provocada pelo período de carnaval que afeta as distribuidoras ou se é inabilidade das editoras.
Este mês além da normalização(entenda-se:ao menos os atrasos e reprogramações "comuns" com os quais estamos acostumados)do cronograma mensal,teremos o retorno da Marvel no checklist.
Fevereiro trouxe revistas interessantes,dê uma boa olhada na relação do blog:

DC Comics Coleção de Graphic Novels-Liga da Justiça Ano Um vol.1-formato 17x26cm,capa dura,154 páginas e preço de R$34,99.




 DC Comics Coleção de Graphic Novels-Liga da Justiça Ano Um vol.2-formato 17x26cm,capa dura,184 páginas e preço de R$34,99.


Liga da Justiça Ano Um foi publicada pela primeira vez em julho de 1999 na revista Melhores do Mundo nº21 da editora Abril.Nela Mark Waid reconta a origem da liga conduzindo os personagens por situações que os forçam a encarar seus defeitos,qualidades e ideias contrarias.Essa é uma abordagem interessante para os heróis da DC,já que todos eles normalmente são mostrados como sendo perfeitinhos e organizados demais.

Aqui temos uma briga de egos e a necessidade de se unir para resolver os problemas antes que os vilões causem mortes e danos à população.Mark Waid não decepciona com roteiros bem apresentados,mesmo que ilustrados pelo traço estranho de Barry Kitson.

Esse arco da liga merecia realmente uma republicação faz um bom tempo.O problema é que,com pouco mais de dez encadernados(de uma coleção de 60)a Eaglemoss já aumentou o preço do volume 11 de R$34,99 para R$39,99.Os dois volumes saem por R$70,00 e a partir do próximo duas revistas sairão por R$80,00.Nem preciso dizer que o valor está extremamente abusivo.

Blade A Lâmina do Imortal nº2-formato 13,5x20,5cm,448 páginas e preço de R$39,90.


Até o momento em que escrevi este texto a JBC não havia mostrado a sinopse do segundo volume.Se eu pudesse me fazer ouvir pelas editoras,entre outras coisas,diria para que sempre colocassem uma sinopse de cada edição em seus sites.Isso é algo básico que boa parte delas não fazem por pura preguiça e gera uma dor de cabeça para quem escreve sobre lançamentos.

A ideia de lançar duas edições num só volume é boa para adiantar a publicação.O problema é que tanto no caso de Death Note e Éden como no de Blade,o preço acaba ficando insuportável para quem já tem revistas demais ou encadernados em sua lista de compras.

Blade tem qualidade de roteiros e desenhos o suficiente para confirmar sua compra,que não deveria ser feita por esse preço estúpido!Confesso que suei frio até que a Panini oficializasse o formato de Vagabond como sendo o mesmo de Berserk.A JBC deveria ter feito algo similar.

Hellsing nº9-formato 13,5x20,5cm,176 páginas e preço de R$16,50.


A cidade de Londres se apresenta como o cenário para a última batalha e será revelado um traidor entre o grupo de caçadores.

Hellsing chega a sua penúltima edição.O mangá de Kouta Hirano está listado na JBC como para maiores de 18 pelo seu conteúdo violento e situações grotescas.Some a isso a ação expostas em traços escuros e sujos e você tem uma ambientação digna do tema de terror abordado pela história.Mangás de terror são raros e este talvez seja uma boa opção.Mas antes sugiro uma pesquisa sobre a qualidade do roteiro para evitar decepções.O fato de ter uma duração curta também ajuda bastante.

Rurouni Kenshin Especial Versão do Autor nº1-formato 13,5x20,5cm,200 páginas e preço de R$16,50.


Se você já conhece a história do mangá original não vai estranhar esta versão refeita do Battousai.Nobuhiro Watsuki lançou esta história na mesma época do live-action que saiu no Japão.
Vários os personagens conhecidos estão aqui neste primeiro número e esta é uma boa oportunidade de conhecer os trabalhos do autorSe você já leu a série original pode deixar passar.Ela conta somente a origem do samurai.

Morcego Negro-formato 17x26cm,340 páginas e,capa dura e preço de R$79,90(putz!).


Mesmo com canais de vídeo das principais editoras operando e editores,de forma inédita,esclarecendo dúvidas.Eu juro que ainda não consigo imaginar o que faz com que uma revista desconhecida chegue em bancas e shops com um preço de R$79,90!

Mas a explicação para meu espanto e inocência juvenil reside numa simples e graciosa palavra:Mythos.

Antes desta edição a editora preferida do Tio Patinhas já havia trazido O Aranha,O Sombra,Besouro Verde e Máscaras.A história gira em torno de Tony Quinn,um advogado da máfia inescrupuloso que se recusou a participar de um assassinato encomendado por criminosos.Depois disso é torturado e fica cego.Ao ter contato com uma organização secreta passa a agir sob a identidade de Morcego Negro para compensar seus crimes passados.Roteiros de Brian Bucellatto e desenhos de Ronan Cliquet.

Eu não sei se existe alguma noção mínima de realidade dentro da redação da editora Mythos que a faça perceber que trazer um quadrinho obscuro como este custando tão caro não é uma boa ideia.Como ela espera que o leitor demonstre o menor interesse nela?Talvez ela imagine que o leitor vai passar em frente a uma banca e pensar:"nossa!um herói totalmente desconhecido e diferente da Marvel e DC que costumo comprar!nunca ouvi falar disso aqui,mas só pelo fato de estar à venda vou tirar minha nota de 100,00 paus do bolso e agarrá-la agora mesmo!!!

Para que público a editora Mythos lançou esta revista?Por que ela não tem um preço baixo e convidativo como os encadernados das outra editoras?Como esperar boas vendas de um quadrinho cuja expectativa inicial dos leitores era igual à zero?Sugiro a você que leu este texto que pergunte diretamente à equipe de extra-terrestres que comandam as redações da editora Mythos...

Arquivo X Clássicos vol.1-formato 17x26cm,226 páginas,capa dura e preço de R$54,90.


A geração atual de consumidores de entretenimento não tem a mínima ideia do que foi a série Arquivos X.Trata-se de um programa extremamente popular dos anos 90(o que hoje não significa muita coisa...)estrelado pela dupla de agentes do FBI Fox Mulder e Dana Sculy,que resolviam casos paranormais e se viam sempre às voltas com tramoias governamentais misteriosas.A série de nove temporadas fez um sucesso gigante e se estendeu para outras mídias até se tornar uma peça de cultura pop.

A proposta era boa,atrativa o suficiente e elevou o nível das produções televisivas(se hoje existem séries com produções de filme como Game of Thrones agradeça à Arquivos X).Mas as fórmulas batidas do "monstro da semana",a manutenção forçada dos mistérios que se prolongavam até irritar os espectadores e a velha(e ainda hoje condenável)prática de esticar-se por longos anos(Lost é um bom exemplo disso)somente para diluir e vulgarizar os roteiros acabou por esgotar sua qualidade.

A editora New Order,da qual ainda não tinha ouvido falar,arriscou lançar os quadrinhos originais da década de 90 esperando atrair leitores antigos.Não sem o devido escoro no retorno da série que foi anunciado para 24 de janeiro nos EUA.

A falta de identificação com o público de hoje.A tentativa de chamar a atenção do leitor com saudosismo.O estranhamento em ler algo velho e fora dos padrões estéticos das hq´s atuais e os preço alto(custando 54,90 nem o brinde do poster de Mulder agrada) não ajudam a tornar a revista vendável.

"A verdade ainda está lá fora",mas talvez os leitores já não se importem tanto com ela.

Convergência nº0-formato 17x26cm,52 páginas e preço de R$6,90.


Convergência nº1-formato 17x26cm,120 páginas e preço de R$15,90.


Não é irônico que uma das poucas revistas que não são afetadas pela saga Convergence,que bem como outras sagas da DC foram feitas para esculachar com a cronologia,seja Multiversity?Além dela ter se passado em outra fase da editora,numa realidade paralela.Ela consegue ser tão desmiolada quanto qualquer história temporal da editora não servindo de alternativa às mesmas.

Convergence tem uma trama básica que não sustentaria nem uma edição da década de 70 do Superman.Pelo menos é a impressão que tenho,vai que estamos errados e Convergence se revele um novo clássico das histórias em quadrinhos.Embora eu duvide muito!

Sagas como essa tem uma linha principal de edições,que é onde as coisas importantes de verdade acontecem.E contam com todos os títulos periféricos participando dela de maneira quase sempre insípida.É chato ter que dizer uma frase tão batida,mas no caso dos eventos de hoje é puramente verdade;não se fazem mais mega-sagas como antes.

FBP:Departamento de Física da Polícia vol.1 Mudança de Paradigma-formato 17x26cm,164 páginas e preço de R$24,90.


Escrita por Simon Oliver e desenhada por Robbi Rodriguez.A série conta a história de Adan Hardy em seu trabalho dentro da agência federal de física,que possui tecnologia avançada para resolver problemas de distorção nas leis da física.Após entrar em um universo atacado por criminosos que geram distúrbios,Hardy precisa ainda encontrar seu ai desaparecido.

Quadrinhos de caráter autoral com temas diferentes na linha Vertigo são raros.Geralmente o que vemos são revistas decalcadas,que foram feitas para "emular" o estilo do selo.FBP parece inovadora,mas seria precipitado afirmar que se trata de um novo divisor de águas.

Robbi Rodriguez tem traço que combina com a atmosfera proposta.Quanto aos roteiros de Oliver não posso afirmar nada sem ter lido,mas é possível que esta série cresça e ganhe peso entre os demais da Vertigo.

Homem-Animal vol2 Origem das espécies-formato 17x26cm,248 páginas e preço de R$26,90.


Neste segundo encadernado dos três que completarão a saga,Buddy Baker começa a ser envolto por eventos que afetam a sua vida e a própria realidade a sua volta.Fatos relacionados à origem do herói trarão revelações bizarras postas(pelo menos naquela época)de maneira habilidosa e sutil pelo roteirista Grant Morrison.O Homem-Animal do escocês durou apenas 26 edições,mas deixou sua marca nos quadrinhos até hoje.Além de Morrison temos também desenhistas como;Chaz Truog,Doug Hazlewood,Tom Grummett,Steve Montano e Mark Mckenna.Só não compre essa revista se não puder mesmo.Boa leitura!

Hellblazer Infernal vol.7 Um Sacana nos Portões do Inferno-formato 17x26cm,216 páginas e preço de R$24,90.


Neste último encadernado da fase de Garth Ennis o próprio diabo vai ao encontro de John Constantine para resolver assuntos pendentes.Entre eles ter sido sacaneado duas vezes!Foram dezenas de edições com mortes,terrores,ocultismo,sacrifícios,conversas entre amigos e até mesmo momentos engraçados.A passagem de Ennis pelo título Hellblazer foi memorável.Apesar de ainda acreditar que os desenhos poderiam ter saído melhores nas mãos de Will Simpson que,como já cheguei a dizer antes,tem um traço mais adequado e menos repetitivo que o do desenhista Steve Dylon.Ponto pra Panini por ter concluído mais uma fase famosa com sucesso.

Mad nº86-formato 20,5x27,5cm,44 páginas e preço de R$7,20.

Procure saber sobre a origem da revista Mad de Harvey Kurtzman e descubra uma das histórias mais fantásticas da indústria do entretenimento.Uma revista pioneira num tipo de humor que somente poderia sair de uma cultura livre como a americana.

Eu já li algumas edições da versão brasileira da Mad,o suficiente para constatar uma verdade que poucos artistas e pessoas envolvidas na produção dela não terão coragem de admitir:a Mad brasileira não tem metade da graça que a original.

É uma revista de humor,eu sei disso,mas existe uma diferença brutal entre a qualidade do humor feito nos EUA e o feito aqui.Diferença essa que nunca é admitida pelos profissionais dessa área.é claro que existem bons comediantes no país(essa categoria envolve também desenhistas e escritores)mas o tipo de esquetes,piadas e paródias feitas por quadrinhistas nacionais são pouco sofisticadas.Um exemplo claro disso é a falta de noção de "tempo"de piadas nas tirinhas de jornais.A habilidade para enxergar detalhes sutis na construção do clímax humorístico,isso faz uma boa obra de humor.

A Mad tem bons materiais para mostrar(afinal são décadas de publicação)mas acaba realmente ficando sempre atrás da edição americana.

Gavião Arqueiro Minha Vida como uma Arma-formato 17x26cm,152 páginas,capa dura e preço de R$26,90.


Matt Fraction colocou o vingador Clint Barton para proteger moradores vizinhos,salvar cachorros e comer churrasco na coberturas de seu prédio na companhia de Kate Bishop.

Eu sempre achei ótimas as histórias de heróis suburbanos desde o demolidor de Frank Miller.Mas não
vou com a cara dessa visão "sujeito comum fazendo coisas comuns".Considerar o lado humano dos personagens é algo que tem sido feito na Marvel desde Stan Lee.O problema está em fazer um uso pouco útil de personagens com características super-humanas ocupando-os com atividades banais
como enfrentar a "gangue do agasalho de ginástica".

Li poucas edições do arqueiro de Fraction para perceber que elas funcionariam melhor com Clint Barton atuando como agente em casos de espionagem ou operações táticas.Os desenhos de David Aja são excelentes e cheios de um trabalho de design que lembram "curiosamente" os da fase do arqueiro verde de Andrea Sorrentino e Jeff Lemire.Não é coincidência.De resto a Panini fez bem em encadernar essa fase.

Vagabond nº1-formato 13,7x20cm,256 páginas e preço de R$17,90.


Quando vejo a capa do número um da nova edição de Vagabond pela Panini tenho uma sensação de
alívio.O mangá de Takehiko Inoue sofreu bastante para chegar até aqui.

Miyamoto Musashi vai começar sua jornada saindo de sua vila natal para ganhar o japão com a intensão de se tornar o samurai mais forte da história.Os roteiros vão nos colocar em situações de contemplação,de tensão,de morte e beleza jamais vistas num quadrinho japonês.

Os desenhos de Inoue nos deixarão hipnotizados com seu detalhismo,imersão,elegância e paisagismo embasbacantes.Acompanhar este mangá não é só uma oportunidade espetacular,é uma obrigação!!!

Parabéns à Panini por não nos fazer esperar anos para ler esta maravilha.Desde a nota de cancelamento da editora Sampa até esta nova edição se passaram somente alguns meses.A Panini acertou na escolha do formato,que será acessível e mensal.Agora é só correr para as bancas.Não perca esta saga de maneira alguma!

Vinland Saga nº13-formato 13,7x20cm,192 páginas e preço de R$13,90.


A paz de Thorfinn foi completamente abalada no último volume por ataques e mortes na fazenda onde trabalhava como escravo.Knut se consagra cada vez mais como um tirano e seus exércitos acabarão por chegar cada vez mais próximo.

A fase como escravo de Thorfinn já dura bastante dentro do mangá, mas dá indícios de terminar. O descanso das batalhas e chacinas acabou e existe um prenúncio de guerra iminente.

Depois de um período um tanto lento Vinland Saga volta a ficar empolgante. Mal posso esperar para ver todos esses confrontos com cabeças, braços voando na arte detalhada e fantástica de Makoto Yukimura.

E esse foi mais checklist.Fica o recado de que a Panini cometeu uma marmelada no mês anterior e deixou de mostrar os títulos da Marvel.Miracleman foi omitida na lista de janeiro e simplesmente pularam para o n]15.Fora alguns atrasos(basta dizer que é a Panini...)o mês de fevereiro teve excelentes lançamentos.Até o próximo checklist!

Fontes:UniversoHQ,Guia dos Quadrinhos e Comix Book Shop.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

OS PLANOS DA PANINI PARA 2016



Por:Hds




Nos dias 30 e 31 de janeiro aconteceu a Expo Geek 2016 e a Panini,através de seu editor chefe Levi Trindade,aproveitou para mostrar seu calendário de lançamentos do ano.

É óbvio que revistas que sairão em 2016 não se limitarão(somente)aos títulos mostrados aqui.Mas este ano promete uma boa leva de quadrinhos dignos de atenção.Cada uma das linhas publicadas pela editora teve uma lista de títulos que seguem adiante:

Marvel
  • Fabulosos X-men
  • Homem-Aranha Superior
  • Gavião Arqueiro
  • Miss Marvel
  • Demolidor
  • Novos Vingadores
  • Cavaleiro da Lua
  • Electra 
  • Viúva Negra
  • O Imortal Punho de Ferro(sairá em formato de luxo matando suas chances de comprá-la.)
  • Coleção Histórica Marvel-Vilões Unidos
  • Miracleman(seguem as migalhas da Panini com Alan Moore nos roteiros,Grant Morrison e depois Neil Gaiman)
  • Dead Pool(primeiras histórias da década de 90)
  • Mais volumes da fase John Byrne/Chris Claremont
  • Guerras Secretas 2015
DC Comics
  • Convergência chega ao Brasil e modifica(de novo!)as mensais da DC.
  • Arlequina
  • Esquadrão Suicida
  • A Liga da Justiça da America com Brian Hitch
  • Bizarro de Gustavo Duarte
  • Gotham Academy
  • Meia Noite (Authority)
  • Constantine:The Hellblazer(que nome imbecil!)
  • Batman Morte da Família
  • Flash(mais um encadernado)
  • Mulher Maravilha de Brian Azzarello
  • Liga da Justiça Trono da Atlântida
  • Cavaleiro das Trevas 3
Vertigo e Wildstorn
  • Tom Strong-Não chega a ser uma história realmente fraca ou ruim,mas este título nunca vai figurar entre os melhores de Alan Moore.É algo que foi feito para suavizar a fama de espizinhar super-heróis que o autor tinha.Já estava mais do que na hora de voltar às bancas.
  • Sandman Prelúdio-A conclusão da minissérie
  • Shade-O Homem Mutável(só tive que esperar "míseros" 18 ANOS para ver essa história retornar,mas tudo bem...)
  • FBP-Departamento de Polícia da Física(nunca ouvi falar...)
  • O Monstro do Pântano de Rick Veitch
  • O Homem-Animal terminará a fase de Morrison e começará a de Milligan
Mark Millar

O escritor escocês vai figurar em séries novas trazidas pela Panini em 2016.São elas:
  • Supercrooks
  • Starlight
  • Jupiter's Legacy
Alan Moore
  • Providence(o senhor "não escrevo mais quadrinhos" vai ter mais uma história em quadrinhos publicada neste ano)
Star Wars
  • Último volume da série clássica e a nova Star Wars Infinities
(Os anúncios de quadrinhos feitos aqui foram baseados na nota de lançamentos da Panini divulgada pelo site UniversoHQ.)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

POR QUE LEITORES EXPERIENTES E NOVATOS NÃO DEVEM COMPRAR A SAGA CONVERGÊNCIA DA DC COMICS



Por:Hds


A DC deve achar que juntar heróis numa trama furada ainda impressiona os leitores.


Em fevereiro do ano passado a DC liberou notícias sobre sua nova saga Convergence. Um novo evento com um nome que mais parece o de uma série modinha de livros para adolescentes.

Como qualquer saga envolvendo todo o universo, a série será produzida em 8 edições principais mais 40 títulos que mostrarão eventos separados de cada herói.

A história terá Brainiac capturando cidades de vários mundos, épocas e até realidades diferentes. Até mesmo de lugares que não existem mais! A graça do evento, teoricamente, está em descobrir como os personagens coexistirão (dica: sairão na porrada previsivelmente) e como eles vão resolver o problema gerado pelo vilão.

Como Brainiac conseguiu poder para fazer algo assim? Se ele tinha tanto poder por que não conseguia vencer nem o Superman? Depois de coletar todas as cidades o vilão pôs os heróis para lutarem entre si para que dali saísse o vencedor. A história não passa de uma cópia barata de Guerras Secretas, a recente saga de 2015. Temos até um mundo feito com retalhos de várias terras.

O roteiro básico de Convergence é furado e joga a lógica na lata do lixo. Dizer o quanto da história saiu da cabeça de Jeff King (roteirista de séries de tv que notoriamente não devia estar metido nisso) e o quanto saiu dos diretores da DC é difícil. Afinal, por mais que escritores jurem que não sofrem intervenções dos editores, todos sabemos que são os donos da Warner que decidem a fórmula com que a história será feita.

Seres como Telos tem capacidades que extrapolam o escapismo como manipular quantidades impossíveis de energia.







Temos todos os elementos batidos alí: Telos é o Beyonder/Extemporâneo/Rabum Alal/Antimonitor da vez. Personagens de cada fase da editora (sabe como é,sempre se pode espremer velhas marcas registradas para que rendam mais dinheiro). Mortes reversíveis e acontecimentos sem nenhum impacto real. Já que tudo pode ser convenientemente apagado quando convier à DC. Se matar e trazer figuras do próprio universo já se mostra um recurso desgastado e podre. Imaginem então fazer isso com "realidades" inteiras?

No fim, o grande motivo para agrupar todos esses personagens é fazer com que todos lutem entre si. Exatamente como no ridículo "Battleworld" da Marvel.

Ótimo, então vamos fazer uma pequena recapitulação do que aconteceu desde o início dos Novos 52 até aqui:

Em 2011 a DC resolveu, por pura ganância, jogar num fosso de merda sua cronologia de mais de 70 anos de histórias. Puseram no lugar os Novos 52, um novo começo para o universo que deveria servir para apresentar seus heróis a uma nova geração. O que aconteceu na verdade foi que a maioria das histórias que saíram são um lixo retardado e superficial. Demoliram a linha Vertigo, uma das coisas que nunca deveriam ser tocadas na DC e demitiram a competente Karen Berger. Seus principais heróis ganharam encarnações adolescentes e imbecis. Uma confusão entre editores e roteiristas se estabeleceu nos corredores da editora e ninguém mais se entendia (alguém se lembra da "dupla morte" de Ajax?). As revistas lançadas eram tão ruins que dezenas delas foram canceladas no meio do caminho.

Embora os sites americanos e brasileiros não deem destaque para esse fato, o trio acima anda causando mais estragos na DC do que você imagina. Da esq. para dir: Dan Didio (editor executivo), Diane Nelson (presidente) e Jim Lee( co-editor).


E se você acha que o pior se passou nas páginas das hqs é porque anda acessando os sites de quadrinhos errados (o Omelete é o melhor exemplo...). Uma enorme leva de artistas insatisfeitos com a até então recente (de 2011 pra cá) política draconiana da DC pularam fora da empresa. Sob a direção da arrogante Diane Nelson, a DC deu um belo foda-se para escritores e desenhistas que não gostaram de seu novo estilo e esfregou nas suas caras que: se quisessem fazer cara feia seriam chutados e substituídos com a facilidade de quem toma um copo d'água. Desrespeito com os leitores e artistas e práticas nojentas de negócio. A Warner decididamente resolveu espremer até a última gota suas marcas registradas para lucrar o máximo. Nem que pra isso tivesse que desgraçar anos de trabalhos profissionais de centenas de autores que passaram pela editora à décadas atras. A soma disso tudo é igual à: desespero e desonestidade.

A morte de Wolverine foi mostrada com melodrama e eventismo forçado que no final não surtiu efeito algum entre os leitores.


Quem olha a cultura americana de fora não pode imaginar o que se passa na cabeça de seus leitores, mas chega a ser aberrativa a facilidade com que esses golpes mercadológicos da DC e Marvel fazem sucesso nos EUA. Será que os americanos são realmente tão idiotas? As notícias de sites de lá apontam para um crescimento nas vendas da DC. Ou seja, por pior que sejam estas sagas estúpidas elas vendem! Os leitores de quadrinhos devem ser os consumidores de entretenimento que mais toleram repetição e recursos narrativos abusivos. Vejam a indústria de jogos, eles podem contar histórias extremamente elaboradas e convincentes. Os seriados estão no topo da qualidade nos roteiros mostrados nos canais de tv. Enquanto isso ainda existem fans de hqs que aceitam algo claramente feito para arrancar grana de babacas como a "morte de Wolverine".

Mais importante que criticar sagas irrelevantes como Convergence é expor a tática barata usadas para chamar atenção dos consumidores. Pois é nela que a empresa vai depositar toda a sua capacidade de iludir. Tudo começa com um marketing agressivo. O marketing é crucial, afinal sem uma boa campanha as editoras correm o risco de investirem pesado e amargar prejuízo. De que outra forma se poderia vender algo podre se não fazendo com que ela brilhe atraentemente aos olhos do comprador?

1-Divulgação de Imagens e Teasers.


O que? "Dead no more? "Eu não sei do que diabo isso se trata, mas vou correndo comprar!
Em primeiro lugar a editora (seja Marvel, DC, Dark Horse, Image ou qualquer outra) libera (ou surge através de um "vazamento") uma imagem "virótica". Pode ser um cartaz ou um teaser. No caso do cartaz, ele mostrará somente uma palavra ou frase curta deixando o leitor imaginando do que se trata aquilo. O peixe foi fisgado! O teaser deixa você igualmente curioso com figuras e ações aparentemente desconexas. As vezes apenas silhuetas são mostradas. Engraçado que muitas pessoas achem isso uma coisa excitante, pois para mim, não mostrar nada de um produto pelo qual se vai pagar só gera dificuldade de avaliar a qualidade daquilo e camufla uma intensão de enganar.

2-A Coleta de Reações.


Nada traduz melhor a geração atual de leitores do que os patéticos vídeos de reação no youtube.


O maior erro que um consumidor pode cometer é não tentar enxergar o ponto de vista das empresas. Veja o caso das editoras: elas dão uma pista confusa de algum evento e jogam na internet. Os usuários com suas próprias conexões pagas leem, comentam, espalham a notícia, escrevem sobre ela em blogs (exatamente como eu faço agora) e analisam tudo promovendo um anúncio comercial em escala global. E sabe o quanto as editoras gastam com essa repercussão multiplicada bilhões de vezes (sem que elas movam um único dedo!) em todos os países. Absolutamente nada!


Como eu já disse em textos anteriores, a rede é usada por conglomerados para propagandear e popularizar seus produtos à custa da conexão paga do seu bolso. Algumas delas são tão caras de pau que querem repartir o lucro dessa publicidade como no caso dos Youtubers e a Nintendo. Essas pessoas estão sendo adestradas pelo mercado de entretenimento para reagir a estímulos e não para consumir. Basta ver o que a Disney fez com Star Wars-O despertar da força. Uma massiva campanha mundial e a reação robótica dos espectadores indo ao cinema para ver uma história requentada.

Muitos que seguem consumindo marcas de empresas de diversões explodem em entusiasmo descontrolado sem nem saber se aquilo que se vende é satisfatório ou não. Um exemplo disso é a salva de palmas e os gritos estéricos vistos em conferências da E3 (evento de jogos). Como se os espectadores estivessem num show de uma banda famosa. Muitos dos jogos mostrados se revelam bombas desastrosas.

3-A Revelação Oficial da Trama.


Guerra Civil 2. Criar histórias novas pra quê? A DC e a Marvel sabem que os leitores precisam ter suas cotas de tramas fáceis e saudosismo barato bem estimuladas!


Apesar das proporções que os comerciais tomam e da expectativa artificial que eles provocam, a empolgação infantil acaba em segundos quando é mostrado o plot da saga. Eles costumam ser pobres e repletos de furos de roteiro. A forçação de barra em cima de ações incompatíveis dos heróis e as tramas mal-encaixadas dão lugar ao tradicional debate crítico em fóruns.


Poderia se pensar que com isso o leitor ficasse com o pé atras. Afinal quando uma história é recebida com desconfiança, cinismo, críticas raivosas e memes engraçadinhos no Facebook, a chance dela se dar mal é grande certo? Com os leitores de quadrinhos não funciona bem assim.

As ideias batidas e caça-niqueis estão todas na mesa:"mistério", "alguém vai morrer", "o Capitão América e o Superman vão liderar a resistência", "um vilão poderoso que ninguém sabe de onde saiu surge ameaçando a existência da terra", "heróis vão se arrebentar sem motivo algum, já que estão no mesmo lado", "a cronologia será afetada irreversivelmente" e "depois disto tudo nada será o mesmo".
Mas nem assim a série vai afundar e dar uma lição aos editores imbecis. A teimosia e falta de apreço pelo esforço em conseguir dinheiro trabalhando vão fazer com que os fans adotem mais um golpe editorial.

Sempre deixo evidente que leitores pequenos e adolescentes não são críticos chatos de cinema. Eles jogam, leem, ouvem e assistem o que bem entenderem. E devem fazer isso. Mas esse argumento não é completo o bastante para justificar estupidez. As sagas que li quando criança eram tão bestas e mercenárias quanto as atuais. Só que não eram tão dispendiosas, com dezenas de títulos. Eu mesmo nunca comprei nenhuma completa. Então alguém pode dizer: "não é obrigado comprar todos as revistas". Sei disso perfeitamente, mas veja a qualidade das sagas atuais com roteiros rasos cheios de torneios e batalhas tão banais quanto as de Dragon Ball.

O editor chefe, Dan Didio afirmou que a série Convergence terá títulos para todos os gostos, idades e níveis de experiência de leitura. Mas tentar agradar os fans ao invés de trazer uma história bem elaborada só evidencia a pretensão burra de aumentar vendas atirando para todos os lados. Esmagando a cronologia e tentando colar a pecha da "diversificação" de revistas para todos os leitores (até aqueles que não dão a mínima para quadrinhos e só querem se ver "representados") não passa de uma fração da iniciativa da Warner de moer suas franquias até que não sobre nada além de restos. Tudo em nome da corrida pelas bilheterias com a Marvel. Corrida ela está perdendo há um bom tempo.

Entendo que leitores de hqs novos leem por diversão, para ver seus personagens preferidos lutando. E que os mais velhos tenham curiosidade, mesmo que saibam pesar a qualidade de um bom roteiro. Mas as editoras não pensam assim, elas entendem que se algo vende bem é porque "eles querem mais". Quando você paga para ler porcarias está mandando um recado que será entendido como um "joinha" para que se despeje mais lixo na sua cabeça!

Quando se expõe a questão dessa maneira, o comum é recebermos respostas das mais variadas rebatendo-a. Mas é evidente que algo nisso tudo está errado. Pare pra pensar: por que nunca dentro das listas de grandes quadrinhos de todos os tempos as mega-sagas nunca entram? Se elas são tão boas por que ninguém lembra delas na hora de escolher seu top 10 de melhores quadrinhos? É sempre Cavaleiro das TrevasWatchmen, V de Vingança, Sandman e nada de Crise, Guerras Secretas ou Zero Hora.

Certa vez o escritor Mark Millar disse que "um evento não é um evento se acontece o tempo todo". É a mais pura verdade. Mega-sagas em linha de montagem dão no saco em vez de divertir. A Marvel e a DC não vão parar com elas enquanto o próprio leitor não meter o pé no freio. A melhor arma para isso é o puro e simples boicote. Façam a coisa mais certa nessa ocasião e não assinem embaixo dessa marmelada indigesta! As editoras terão que parar com essas estratégias mesquinhas de publicação e o leitor mandará um recado diferente dessa vez: "trabalhem direito seus vagabundos!".

domingo, 31 de janeiro de 2016

CHECKLIST COMENTADO: JANEIRO DE 2016

Checklist Comentado:Janeiro de 2016

Por:Hds

Se você está de férias agora, sorte a sua!

O ano de 2016 começou com a Panini no topo das editoras que mais anunciaram revistas e logo atras dela temos a JBC.Apesar de boa parte dessas edições terem atrasado de dezembro até agora,os títulos mostrados são ótimos e se somarmos aos que já foram prometidos para este ano temos motivos para acreditar que o ano vai ser cheio.

Sem mais conversa,vamos à lista de quadrinhos para janeiro!

DC Comics Coleção de Graphic Novels:Batman O Longo dia das Bruxas(parte 2)formato 17x26cm,154 páginas,capa dura e preço de R$34,99.


Minissérie muito elogiada de Jeff Loeb e Tim Sale publicada pela Panini em 2008.De lá pra cá uma legião de leitores do batman vinham pedindo para que fosse relançada.Jeff Loeb já escreveu coisas boas,mas muito do seu material é fraco ou passável.O longo dia das bruxas é um dos seus pontos altos e merece ser lida,só não sei se vale a pena pagar no total R$70,00 pelo acabamento dos dois volumes.

A revista conta a história do assassino serial que ameaça as principais facções de mafiosos de Gotham e que ataca programando suas ações baseadas em feriados.Se não houver algo mais urgente e essencial do homem-morcego para considerar comprar e se couber no seu orçamento,vale a compra.

DC Comics Coleção de Graphic Novels Superman O Homem de Aço-formato 17x26cm,184 páginas,capa dura e preço de R$34,99.


Ao final de Crise nas Infinitas Terras ninguém menos que John Byrne foi chamado para reformular o Super-Homem e o resultado disso é mostrado aqui nessa encadernação que trás as primeiras histórias da fase.Com desenhos e roteiros de Byrne o herói foi remodelado para o futuro e boa parte do que foi estabelecido nela perdura até hoje.O mundo de Krypton(história aclamada) está entre os arcos escritos por Byrne e talvez a Eaglemoss resolva lançá-la,mesmo não estando na lista de encadernações.

Eden It´s an Endless World 4-formato 13,5x20,5cm,450 páginas e preço de R$39,90.


Até o momento deste texto a JBC não havia divulgado a sinopse de Eden nº 4.Este título chamou a atenção quando foi lançado pela Panini,mesmo num formato ruim e leitura ocidental.E algo que chama a atenção também são as críticas ao estilo estranho de escrever de Hiroki Endou,que não dá pistas de onde o autor quer chegar e se mostra um tanto disperso.Mas Eden tem qualidade e merece uma boa olhada.Isso só não vai acontecer pelo mesmo motivo que não vou poder ler várias outras séries;o custo não encaixa na minha pobre renda mensal.

Hellsing Especial 8-formato 13,5x20,5cm,176 páginas e preço de R$16,50.


Nesta edição Hellsing enfrenta Iscariot.A revista entra na sua reta final.A história gira em torno da família do caçador de vampiros que fundou uma ordem protestante e combate criaturas sobrenaturais.Hellsing é um dos poucos mangás de terror em bancas atualmente.E sua violência e ação o tornam interessante,pelo menos para uma boa olhada.

Parasyte 5-formato 13,5x20,5cm,232 páginas e preço de R$16,90.


Parasyte é uma série de mangás curta de apenas 10 volumes.Conta a história de Shinicho Uzumi um rapaz comum que acaba hospedando uma criatura alienígena que modifica seu corpo numa bizarra
simbiose.O simbionte obriga suas vítimas a comer carne humana para sobreviver,o que leva Uzumi a reconsiderar suas convicções humanas.A impressão que tenho é que os japoneses não tem lá muita noção do que é cabível ou não de se por numa hq acabam criando tramas grotescas desse tipo.Parasyte é visualmente escroto.Não posso dizer nada sobre a qualidade dos roteiros,mas com um plot desses talvez seja melhor ler algo menos anormal.

Terra Formars 7-formato 13,5x20,5cm,210 páginas e preço de R$14,90.


Outro mangá com um conceito estranho.Em 2599 Marte já se encontra em fase de colonização e quando uma equipe de astronautas é enviada para sua superfície encontra lá uma raça de humanoides modificados com aparência e capacidades de baratas.Uma nova equipe de humanos com poderes de insetos é enviada para marte para combatê-los.Disputa de poderes entre humanos com poderes de insetos e baratas mutantes?Acho que se acabaram as boas ideias!De qualquer modo a história tem ação e lutas o suficiente para manter os fans de mangá entretidos.Eu prefiro garimpar algo mais pé no chão.

B.P.DP Origens 1946-1947 vol.1-formato 17x26cm,316 páginas e preço R$79,90.


Com roteiros do criador,Mike Mignola e Joshua Dysard e desenhos Aul Azaceta,Patric Raynolds,Fábio Moon e Gabriel Bá.Durante a segunda guerra mundial Adolf Hitler,prevendo a derrota alemã,usa de meios ocultistas para desenvolver um projeto de criação de um exército de vampiros conservados numa câmara secreta.

Hellboy é um dos personagens que mais gosto fora dos grandes universos de DC e Marvel,mesmo que às vezes as histórias mostrem uma boa dose de escapismo que lembra  as antigas histórias em quadrinhos.O próprio Hellboy não é um dos tipos mais inteligentes que você vai ver por aí.Ele costuma resolver os problemas mais com os punhos do que com pesquisa e treinamento,mas em algumas passagens é exatamente esse defeito dele que o torna engraçado e espontâneo.

Esse quadrinho merecia ser lançado cronologicamente e num formato barato para que os novos leitores pudessem aproveitá-lo.Revistas de terror são raras dentro do mainstream e o clima pesado e escuro dos desenhos de Mike Mignola fazem falta.A Mythos não está interessada em popularizar e agilizar sua presença nas bancas,o que acaba sendo um belo desperdício.

Ah!E antes que eu me esqueça;o preço da encadernação é uma verdadeira punhalada(ou machadada...)no bolso do leitor brasileiro.Como de costume na Mythos.

Juiz Dredd Guerra Total-formato 20,5x27,5cm,76 páginas e preço de R$10,90.


Esta edição foi citada num post anterior em que dei minha opinião sobre a linha editorial da Mythos e reforcei a crítica a sua total falta de vergonha em publicar quadrinhos dessa maneira.Talvez a recepção baixa que o título teve tenha ensinado uma pequena(mas não definitiva)lição à Mythos;os leitores devem ler seus quadrinhos editados do modo que bem quiserem e não do jeito que ela quer.O Juiz Dredd deveria sair desde o começo com histórias clássicas de John Wagner e Carlos Ezquerra e depois a fase de Alan Grant ENCADERNADAS!E não jogadas à esmo dentro de uma edição mix feita para "economizar" fazes boas.

Mas no entanto a editora insiste em encarecer todos os seus quadrinhos.
A última coisa que uma editora como essa pode afirmar é que tem em mente ampliar sua margem no mercado nacional,pois é óbvio que numa crise descomunal em que o país se encontra,vender um produto não-essencial ao consumidor com preços estratosféricos é um verdadeiro tiro pela   culatra.Sendo assim,tomara que a Mythos acabe se matando com os próprios tiros!

Multiverso DC nº8-formato 17x26cm136 páginas e preço de R$16,40.


O novo Superman e o velho Batman continuam enfrentando apokolipse,mas devido ao avanço do inimigo devem apelar agora para um ataque suicida contra Darkside.Além disso uma história com Vandal Savage e a origem da Caçadora.

Multiverso DC continua com sua trama tão complicada quanto montar um quebra-cabeça de 500 peças com os olhos vendados.Como nem todas elas são escritas por Grant Morrison é possível que os leitores entendam boa parte delas.Mas ainda é irritante o modo como as sagas da DC deixam uma impressão de confusão e progressão narrativa bagunçada.Eu desisti de fingir que consigo entender e aguentar toda essa salada temporal e preferi comprar revistas com histórias mais coerentes.

V de Vingança Edição Especial-formato 17x26cm,capa dura,308 páginas e preço de R$69,00.


Após sofrer abusos num campo de concentração de uma inglaterra totalitária,um desconhecido arma um plano para destruir o governo e instaurar uma anarquia.Fazendo uso da figura de Guy Fawkes,esconde sua identidade para promover ataques contra o mesmo regime que destruiu a sua liberdade

Você consegue adivinhar o que a Bíblia e V de Vingança tem em comum?Ambas serão publicadas até o infinito!Então temos mais uma reedição da saga do terrorista(não sei se você sabe,mas explodir as casas do parlamento e matar pessoas não é o mesmo que sair pra tomar um sorvete na rua.Isso é crime!)mais popular do mundo.Uma história emocionante que nos fez pensar sobre a liberdade humana e também fez com que milhões de babacas espalhados pelo mundo comprassem a mesma máscara achando que estavam sendo muito criativos.Só que não...

Eight:Forasteiro-formato 17x26cm,128 páginas e preço de R$26,90


Eight é um quadrinho feito por Rafael Albuquerque e Mike Johnson em parceria com a Panini e o Stout Club.Conta a história de um "crononauta" chamado Joshua que se está perdido numa dimensão estranha.

Pra saber sobre a qualidade da revista só lendo,mas é difícil saber quando uma edição feita por brasileiros é boa ou está somente sendo recoberta de elogios rasgados por adulação.Sabe como é,para alguns artistas nacionais bajulação é tão necessária quanto o oxigênio que respiram.Como disse não posso avaliá-la,mas admito que escolher um tema de ficção espacial foi um acerto logo de cara.

Hora de Aventura Edição Matemática-formato 17x26cm,140 páginas e preço de R$23,90.


Com o fim da década de 90 os estúdios aparentemente se esqueceram como fazer desenhos engraçados para crianças e puseram verdadeiras porcarias para exibir nas tvs.Desenhos esquisitos com diálogos saídos da boca de crianças que mais pareciam velhos chatos reclamando. Histórias controladinhas e pedantes.Qual não foi a minha surpresa ao dar chance a um desenho com estilo simples e colorido do qual ouvia falar o tempo todo,mas nunca tinha visto sequer um episódio:Hora de Aventura.

Humor absurdamente nonsense,tramas rápidas cheias de lutas e aventuras,personagens carismáticos(o rei gelado é a melhor figura de tarado desde o mestre Kame!),total desprendimento do politicamente correto e piadas sobre flatulência.Isso tudo me fez crer que há salvação para as crianças que vão crescer vendo essa pérola em meio a tantas animações certinhas e enfadonhas.Finn e Jake são a melhor dupla dos cartoons em mais de uma década!

A Panini vem lançando várias dessas histórias no Brasil e esta é uma boa oportunidade para os pais apresentarem a leitura de quadrinhos para seus filhos.O único problema é o preço que poderia ser mais baixo,do jeito que está vai acabar afastando o público infantil.

20th Century Boys nº20-formato 13,7x20cm,208 páginas e preço de R$12,90.


O mangá de Naoki Urasawa conta a história de um grupo de garotos que se reuniam para se divertir durante a infância.Depois de muito tempo um dos integrantes se torna um líder de culto religioso que
prega a morte da população da terra.Os garotos,hoje já adultos e vivendo suas vidas comuns,reconhecem algo de familiar no "Amigo",o fanático recrutador e resolvem se unir para detê-lo.

Urasawa tem fama de ser um bom mangaká e já produziu obras premiadas como Monster(iniciada pela Conrad e interrompida.Depois iniciada pela Panini e concluída)e não seria novidade se esta história me agradasse pelo seu apelo ficcional.Os desenhos do autor são mais contidos,sem tantos exageros e caricaturizações típicas dos japoneses.Infelizmente ainda não li nenhum de seus mangás,mas acredito que este quadrinho se destaque entre outros.20th Century Boys está perto de terminar e não poderia deixar de citá-la.Tomara que o fato de ter duas de suas obras finalizadas no Brasil faça com que Urasawa permita que mais material de sua autoria chegue aqui.

Como havia dito acima a Panini atrasou diversos títulos de dezembro até aqui e a Marvel ficou de fora do checklist deste mês.Caso a editora venha atualizar sua lista de lançamentos eu os incluirei no post.O checklist comentado deste mês acabou ficando curto,mas ainda assim obrigado a quem leu.Até o próximo!

Fontes:Universohq,Hotsite Panini e Guia dos Quadrinhos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A EDITORA PANINI ACERTA MAIS UMA VEZ E PUBLICA SHADE: O HOMEM MUTÁVEL



Por:Hds



Os leitores da Vertigo mais jovens não vão reconhecer esta figura de modo algum,mesmo que ele tenha feito aparições em Flashpoint.Esse sujeito parecendo um vagabundo usando roupas largadas e um sobretudo de aspecto bizarro se trata de Shade:O Homem-Mutável.

O personagem foi criado pelo brilhante Steve Ditko(o cara que criou o homem-aranha,lembrou agora?)em junho de 1977,com uma aparência ridícula:um maiô vermelho com bolas amarelas espalhadas pelo corpo todo e chegou a figurar no esquadrão suicida.O mesmo grupo que vai estrelar um filme cujo trailer acabou de sair.


Mas o personagem somente foi se tornar algo apresentável quando Peter Milligan e Chris Bachalo reformularam o herói em julho de 1990.Milligan vindo da recém chegada invasão britânica e Bachalo um desenhista canadense novato,mas talentoso ao extremo deram o tom sofisticado que Shade precisava para ganhar forma.

A fase da dupla chegou a ser lançada no final da década de 90 pela Metal Pesado,mas como de costume com as editoras naquele período,fracassou terrivelmente deixando(pra variar)mais leitores da Vertigo a ver navios.

As histórias de Peter Milligan são totalmente destoantes do resto das séries da vertigo publicadas na época.Naquele tempo haviam diferenças gritantes entre cada uma delas e os autores se esforçavam para produzir tramas inovadoras.Os roteiros do homem-mutável são estranhos e bizarros,mas fluidos e legíveis.Nada como a confusão desconjuntada dos Invisíveis,por exemplo.

Espere pela psicodelia típica das artes originais de Steve Ditko.

Hoje em dia a Vertigo está abarrotada de séries que se limitam a emular o estilo "bad ass" do selo e poucas sagas se destacam em meio à mesmice.O Inescrito é uma delas.

Roteiro instigante,desenhos habilidosos e trabalho artístico nas capas(isso conta muito a favor!)impressionantes.A Panini acerta em cheio ao trazer uma série que eu poderia jurar que jamais teria uma chance novamente,aliás ela vem fazendo isso com cada vez mais frequência.Miraclemen,Homem-Animal e a fase do Constantine saindo completa desde o início estão aí de prova.A editora vem realizando um trabalho espetacular desencalhando várias sagas antigas dignas de atenção e corrigindo verdadeiras injustiças históricas do mercado!

A Panini lança um volume de revistas descomunal no país e é importante para os leitores seletos da Vertigo apoiar seu próprio nicho.Que a linha se torne cada vez mais robusta e fraquente nas bancas e que surjam cada vez mais quadrinhos bons,sejam eles velhos ou novos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A VOLTA DO CAPITÃO AMÉRICA QUE IMPORTA



Por:Hds



A revista Steve Roger's Capitain America nº1 trará o herói original.Após os eventos que fizeram com que o capitão perdesse o soro do super-soldado e envelhecesse,Escrita por Nick Spenser e desenhada por Jesus Saiz,o novo título do capitão traz também algumas mudanças.

A primeira coisa que podemos notar é o novo uniforme.Eu nunca gostei do uniforme original e sempre pensei que seria muito fácil mudá-lo para melhor sem o menor esforço,bastava um bom desenhista para pegar características dos trajes clássicos e torná-los mais sérios.Em grande parte,foi exatamente isso que Brian Hitch fez nos Supremos.O novo uniforme,desenhado por Daniel Acunã segue a linha "soldado" com botas militares(sem aquelas abas idiotas),linhas verticais,joelheiras e um capacete bem menos espalhafatoso que os anteriores.

Outra mudança que vai gerar um mimimi imbecil nos sites e fóruns de quadrinhos(azar de quem não tem o que fazer!)é o novo escudo.Ele pode ser dividido em duas partes e uma delas dispõe de uma lâmina de energia(!?)que pode ser usada no ataque.Viagens na maionese à parte,o novo uniforme acabou me agradando.

Novo capitão com peças desmontáveis:adquira já o seu!

Além de tudo isso,podemos notar que o capitão Sam Wilson estará presente após o retorno de Steve Rogers.É isso mesmo.A Marvel ficou em cima do muro e decidiu manter Wilson por perto para lutar em aventuras com temas políticos enquanto o original enfrentará a hidra.Um será o capitão das minorias esquecidas pelo "dragão maligno do capitalismo" e o outro será o capitão das lutas super-heroísticas.Um belo papelão aprontado pelo roteirista e pelos editores.

Nick ainda adianta que alguns eventos programados explicarão o rejuvenescimento de Rogers.Essa é a parte menos importante no caso,já que qualquer leitor deve imaginar que uma trama que vise explicar o porquê de alguém voltar a ficar jovem só pode estar encharcada do mais puro escapismo!

Notem que até agora o fator menos discutido pela equipe criativa do herói foi a qualidade das histórias.Afinal,depois de passar por mudanças e abusos de recursos de roteiro toscos (morrer/envelhecer) a dúvida que fica é:o que isso tudo trará de bom para as histórias efetivamente?Ao menos isso serve para oferecer a opção de escolher entre o verdadeiro capitão e o capitão bebezão que só sabe reclamar e bancar o agente social honorário.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A EDITORA MYTHOS NÃO DESISTE E LANÇA JUIZ DREDD EM NOVO FORMATO



Por:Hds



A editora Mythos é uma das que mais complicadas de se aturar dentro do mercado nacional de quadrinhos.Embora entender o porquê dela permanecer publicando até hoje com sua estratégia tacanha e irreal seja fácil de explicar.Afinal de contas,para saber porque ela ainda não afundou é preciso somente conhecer três letras:T.E.X!

Em agosto do ano passado a editora divulgou uma nota lamentando o cancelamento da Juiz Dredd Magazine.E na mesma época afirmou que não largaria a mão do justiceiro de Mega City.Para o azar de quem realmente gosta do personagem!

Juiz Dredd Guerra Total-formato 20,5x27,5cm,72 páginas e preço de R$10,90.roteiros de John Wagner e desenhos de Henry Flint.

A encadernação reúne o arco que já havia sido publicado da edição 1 até a 4.Só que desta vez com QUATRO páginas a mais e custando o mesmo preço!Obrigado Mythos!Eu nem mereço tanto!Eu tenho certeza que não existe dificuldade nenhuma para um leitor,independente do grau de conhecimento,de perceber que seria evidentemente benéfico aos admiradores das séries da 2000AD se a Mythos perdesse os direitos sobre elas.Outra editora que não considerasse quadrinhos um artigo de luxo poderiam trazê-las com preços baratos e formatos comuns.

Então o que temos são republicações de uma revista que falhou em se manter nas bancas e um potencial desperdiçado de materiais da 2000AD sem ver a luz do dia em bancas brasileiras.O selo inglês conta com uma longa lista de artistas de peso e sequências de histórias que por si só já enxeriam encadernados de qualidade.Mas a Mythos não pode(ou não quer)publicá-las!Essa é outra questão que não consegui esclarecer;a editora tem ou não os direitos de tudo que saiu pela 2000AD?Se tem por que não publica?

Vejam o que aconteceu com o universo Wildstorn na mão da Panini.A Devir se arrastou como uma lesma para lançar poucos encadernados de Astro City e depois que a sua sua rival de banca adquiriu os direitos acelerou todo o processo.Em um ano a Devir lançou apenas dois volumes da série,enquanto a Panini lançou de março até dezembro do ano passado CINCO volumes!

Juiz Dredd sendo entregue pela Mythos nas bancas é um desastre para os leitores do herói(já perceberam como revistas inglesas ou europeias em geral nunca se estabelecem no Brasil?) .Do mesmo jeito que a Magazine não deu certo esses edições sairão com um custo/benefício ruim.E depois a editora esticará por anos e anos reedições deploráveis como fez com Hellboy.

domingo, 17 de janeiro de 2016

COMEÇO DE ANO COM ANÚNCIOS E LANÇAMENTOS DA PANINI



Por:Hds



O ano de 2015 terminou  com um volume grande de anúncios e lançamentos em bancas, livrarias e comic shop pela toda poderosa editora Panini.Boa parte desses lançamentos não chegaram na região onde vivo e os atrasos continuam se intensificando.

Os Invisíveis,dois volumes do Inescrito e mais dois de Astro City que foram programados para dezembro empacaram nas distribuidoras e não deram as caras até agora.Pra não dizer que nada surgiu nas bancas,ontem comprei a terceira encadernação de Astro City;Álbum de Família.

Eu entendo que a quantidade de revistas produzidas pela editora é gigante,mas o lucro e a estrutura para comportá-las também deve ser,senão o que ela estaria fazendo no ramo de quadrinhos?Uma editora ter mais títulos que outra não deve ser usado como desculpa para esse sistema de distribuição tosco e falho.O que adianta publicar muitas e boas revistas,se você não consegue fazê-las chegar no prazo(ou mesmo não chegar...)?Ao invés de ficarmos passando a mão na cabeça de uma editora que tem em mãos uma fatia enorme do mercado,devemos cobrar qualidade dela justamente por esse fato!

Neste ano que se inicia não poderia ser diferente e a casa da Marvel,DC,Vertigo,Shonen Jump,Image entre outras despejará diversas revistas.E logo no começo deste ano temos uma nova lista de quadrinhos no cronograma de lançamentos.Segue uma lista abaixo:

Vertigo


V de Vingança-308 páginas e preço de R$69,00.Item comum entre os relançamentos e sempre constará no catálogo da editora.Só que desta vez a Panini elevou o preço,de novo!


O Inescrito:Tommy Taylor e o Navio que Afundou Duas Vezes-Já falei desta edição no checklist de dezembro,mas não me surpreenderia se ela tivesse sido citada na lista da editora pelo fato de ter sido "reprogramada"(entenda-se;atrasada)para janeiro.Tudo que vier a esta série é bem vindo.

John Constantine Hellblazer Infernal vol.7-A fase de Garth Ennis em hellblazer foi uma as mais marcantes até hoje na revista,embora lendo hoje ela soe um tanto desgastada pelo tempo.A verdade é que Ennis teve seus altos e baixos com o mago encrenqueiro.Mas a fase do roteirista irlandês está saindo rápido nas bancas e logo de ser finalizada.

DC Comics









Convergence-A grande saga que chega este ano às bancas no país é convergência.Eventos espalhafatosos e embalados em marketing apocalíptico como este são comuns tanto na DC como na Marvel.É aquilo que até os leitores menos experientes já conhecem;acontecimentos cataclísmicos que "prometem mudar tudo e não mudam nada".Não sei se Convergence tem qualidade ou não,mas não posso acompanhá-la.Tenho muitos outros títulos para comprar e seria impossível incluir algo dessa proporção em minha lista.




Superman:Lendas do Homem de Aço-Histórias do herói no excelente traço de José Luis García-Lopes.

Marvel



Novíssimos Vingadores-Fase mais recente dos vingadores que antecede as guerras secretas escrita por Mark Waid.



A Saga da Fênix-Outra grande saga que deve constar nas prateleiras.É realmente muito bom que histórias de peso estejam sempre disponíveis nas bancas e livrarias,para que não ocorra uma especulação mercenária em cima dos valores cobrados por edições antigas como havia nos anos 90.A Saga da Fênix foi publicada,até agora,nos mais variados formatos.A Panini optou por torná-la um material de luxo com acabamento dispendioso e preço de R$85,00.Acho dispensável pagar tanto numa história de apenas 280 páginas,procure pelo volume em capa cartão e papel lwc.


Novos Vingadores Tudo Morre-Arco da nova fase do grupo pelas mãos de Robert Kickman e Steve Epting.A equipe criativa garante uma boa qualidade e a editora fez certo em lançá-la num encadernado.


Novíssimos X-Men:X-men de Ontem-Com a diferença de que essa encadernação sairá em capa dura,os nomes de Brian Bendis e Stuart Immonen são motivos para dar uma conferida no volume.Pelo menos se você já estiver familiarizado com a cronologia mutante.

A Panini começa o ano com uma boa quantidade de revistas somadas àquelas que foram previamente anunciadas.Se levarmos em conta as revistas que ainda vão chegar ou as fases que foram escanteadas por décadas(como a citada e desconhecida fase de Chase:o homem mutável)teremos coisa boa vindo por aí em 2015.Esperemos por confirmações de mais quadrinhos de qualidade e com preços cabíveis.Até lá.

Fonte:site UniversoHQ.