domingo, 17 de abril de 2016

A EDITORA EAGLEMOSS VAI LANÇAR UMA COLEÇÃO SOMENTE COM HISTÓRIAS DO BATMAN



Por:Hds


"Essa história parece boa..."
O site O Vício recebeu em primeira mão da editora Eaglemoss a boa notícia que o Batman vai ganhar uma coleção no estilo "Graphic Novels",serão 60 volumes com arcos e minisséries conhecidos do personagem.Eles terão capa dura,textos de informações extras e a já tradicional lombada,formando uma imagem desenhada por Jim Lee.

Uma belíssima coleção de quadrinhos do "Bátema".
A coleção está programada para chegar ao mercado ainda no segundo semestre de 2016.O primeiro volume custará R$9,99,o segundo R$19,99 e os posteriores ainda não tiveram preço definido. Apesar
da lista variar em cada país onde é publicada,segue uma lista das prováveis edições incluídas na coleção:

1-Batman Ano Um
2-O Homem que Ri
3-Four of a Kind
4-Longo Dia das Bruxas
5-Vitória Sombria
6-As Dez Noites da Besta
7-A Piada Mortal
8-Morte em Família
9-Justiça Cega
10-As Muitas Mortes do Batman
11-Um Lugar Solitário para Morrer
12-A Espada de Azrael
13-A Queda do Morcego
14-A Queda do Morcego 2
15-A Queda do Morcego 3
16-Filho Pródigo
17-Contágio
18-Legado do Demônio
19-Terremoto
20-Terra de Ninguém
21-Terra de Ninguém 2
22-Terra de Ninguém 3
23-Terra de Ninguém 4
24-Terra de Ninguém 5
25-Evolução
26-Policial Ferido
27-Bruce Wayne Assassino?
28-Bruce Wayne Fugitivo
29-Bruce Wayne Fugitivo 2
30-Bruce Wayne Fugitivo 3
31-Batman Silêncio
32-Batman Silêncio 2
33-A Morte e as Donzelas
34-Cidade Castigada
35-O Vôo do Corvo
36-A Volta de Silêncio
37-Tambores de Guerra
38-Jogos de Guerra ato1
39-Jogos de Guerra ato2
40-Jogos de Guerra ato3
41-Ra's Al Ghul Ano Um
42-Cidade do Crime
43-A Morte Veste Vermelho
44-A Morte Veste Vermelho 2
45-Crimes de Guerra
46-Cara a Cara
47-Detetive
48-Batman e Filho
49-Cerco
50-A Ressurreição de Ra's Al Ghul
51-Arquivo Privado
52-Luva Negra
53-O Submundo de Gotham
54-O Coração do Silêncio
55-Descanse em Paz
56-O Que Aconteceu com o Cavaleiro das Trevas?
57-Batalha pelo Capuz
58-Batalha pelo Capuz 2
59-Long Shadows
60-Batman e Robin

A lista acima não é oficial,apenas um esquema pressuposto das histórias que sairão na coleção base
adas na coleção felta na Argentina pela Planeta DeAgostini.É possível notar que quase todas as tramas mais famosas do herói estão na lista.Mas,vamos analisar alguns detalhes dessa iniciativa
da editora.

O fator discutido amplamente nos sites relacionados aos quadrinhos no Brasil é;se na atual situação econômica péssima pela qual passamos,lançar uma nova coleção de 60 volumes seria uma boa ideia.
Eu não trabalho na área de logística das editoras,nem sou economista.Por isso,não posso afirmar se
a série vai se manter ou não.Até onde sei o mercado de quadrinhos no país pode estar passando por um bom momento,à exemplo dos filmes de super-heróis,podem até estar indo contra a tendência de queda de vendas da economia.

Temos que levar em conta o caso anterior da própria Eaglemoss,que trouxe as Graphic Novels DC e aumentaram os preços,atingindo os R$39,99 pouco tempo depois de lançados os 10 primeiros volumes!

É claro que esta é uma oportunidade para quem não leu algumas das histórias listadas,ou querem comprar um título que a Panini editou e saiu de linha faz um tempo mas não foi republicado.Ainda assim não deixa de ser ariscado para a Eaglemoss se comprometer com uma linha de encadernados
grande como essa sem que o leitor saiba exatamente onde os possíveis aumentos chegarão.

É realmente impressionante e assustador a quantidade de quadrinhos publicados hoje.Existe chance dessa quantidade se manter ou estamos à beira de uma implosão do mercado?O que não podemos fazer é supor que as editoras sejam tão inocentes ou burras de abarrotar as bancas e shops sem nenhum planejamento por trás disso.

Mais uma coleção significa mais opções para o leitor,crescimento do mercado,variedade e  concor-
rência(apesar da Eaglemoss estar trabalhando com a Panini).Apesar da escuridão em que as editoras deixam o leitor(no que se refere à números),torço para que as vendas de quadrinhos aumentem e que elas travessem essa crise com sucesso.Boa sorte para o futuro do entretenimento no nosso país.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

APÓS NOVE ANOS A EDITORA PANINI TRAZ DE VOLTA O LOBO SOLITÁRIO



Por:Hds



Durante uma palestra no evento Festival Guia dos Quadrinhos a Panini,através de seu representante
Levi Trindade,soltou uma bomba no mercado de mangás nacional:o Lobo Solitário de Kazuo Koike
e Goseki Kojima será relançada no Brasil.

A volta do aclamado mangá em si não configura nenhuma novidade,já que devido ao seu sucesso e respeito recebido dos leitores,a obra vem sendo cogitada para republicação há muito tempo.Foram
28 volumes produzidos entre 2004 e 2007.Quase dez anos de espera até o seu retorno,que deve se dar no mesmo formato de Vagabond e Berserk,segundo a editora.

Poucas coisas deixam um leitor com a impressão de que fez um total papel de idiota do que perceber
que ele comprou uma série de mangás longa,em papel jornal e acabamento pífio como aconteceu comigo e com outros milhares de leitores no caso do Lobo Solitário.

Olho para minha coleção de 28 volumes completos todos alinhados e sinto um orgulho reconfortante.
Daí lembro dos erros nas lombadas,das histórias replicadas nas falhas de continuidade dos volumes,
das legendas vestigiais vindas da tradução dos capítulos da versão americana(quando é claro que ela deveria ter sido traduzida direto do japonês) e começo a perceber que estou preso a isso de modo irremediável.Não vou recompensar a editora pelas suas derrapadas.

Digo isso por que,obviamente,não vou recomprar todos os volumes do mangá de maneira alguma.
Na época em que a Panini trouxe o Lobo às bancas era impossível conceber que o fizesse no padrão de luxo no qual está planejada para sair agora.Sendo assim tivemos que nos contentar com um qua-
drinho da mais alta importância vendido como qualquer um.

Apesar do retorno dessa obra ser uma evidente boa notícia,não deixa de ser desagradável para quem
é obrigado a olhar para uma coleção amarelada,em livretos mal-acabados constatar que;se a Panini tivesse tido mais cuidado com a primeira série do Lobo feita por ela,os leitores não sentiriam esse sentimento de desgosto.Foram erros primários que comprometeram a experiência de leitura.

Lobo Solitário é um mangá espetacular.poucas vezes li algo tão bom vindo da cultura japonesa.É ótimo te-lo de volta,com toda a qualidade que merece e dentro de um formato que não vai obrigá-lo
a esvaziar a sua carteira.Mas seria justo se a Panini tivesse mais cuidado e respeito pelos leitores e
entregasse um produto sem defeitos desse vez.Se você nunca leu a obra máxima de Koike e Kojima
eu o invejo,aproveite a oportunidade e boa diversão!

domingo, 10 de abril de 2016

JBC DÁ MAIS DETALHES DO RETORNO DE AKIRA NO HENSHIN+2016



Por:Hds


O Henshin + aconteceu ontem dia 9 de abril, e nele, a editora JBC trouxe notícias de lançamentos e aproveitou para comentar sobre alguns mangás e sobre a situação do mercado nacional.

Além de anunciar o Henshin Drive, uma plataforma digital que promete trazer quadrinhos já concluídos e novas séries, a editora apresentou revistas inéditas como Santia Sho, uma série derivada de Cavaleiros do Zodíaco e Sakura Wars.


Na parte de republicações temos o excelente (e há muito aguardado,muito mesmo!) Full Metal Alchemist (de Hiromu Arakawa) no mesmo padrão de Yu Yu Hakusho. Isso pode ser um alívio para quem tinha receio de ver FMA retornar no formato "Big" da JBC. Na minha opinião um tiro no pé (do leitor!), já que encarece terrivelmente o título como aconteceu com Eden. Temos que aguardar pela revelação do preço.Os irmãos Elric merecem uma edição bonita e com papel de qualidade. E nós não merecemos um preço de R$39,90!


Apesar da editora não revelar uma data precisa e mais detalhes de como vai ser o retorno de Akira ao Brasil, adiantou que o mangá de Katsuhiro Otomo terá páginas em preto e branco (a edição da editora Globo era colorida, apesar de não ser fiel ao original), formato de 17,5x24,5cm e leitura em sentido oriental,como deve ser.


Segundo a JBC, Akira deve sair neste ano.

Eu estou bastante pessimista com essa ideia do formato do mangá ser maior que o próprio Big da editora.  Será que a JBC vai resistir à tentação imbecil de colocar um preço absurdo na edição,confiando na ansiedade exagerada que os leitores tem de que ele retorne às bancas? A JBC vem dando umas derrapadas grosseiras como as do lançamento de Zetman e Ultraman,pode ser que apronte uma besteira com Akira que desmotive até os fans mais antigos de adotar o título. É nessa hora que os leitores devem se fazer ouvir e lotar a caixa de mensagens da editora com reclamações para que ela, no mínimo,assuma o padrão de mangás como o recente Vagabond da Panini, não deixando que ela escolha o pior pelo leitor.

Trarei mais notícias assim que elas saírem.

sábado, 9 de abril de 2016

APÓS CINCO MESES SUMIDA, A EDITORA HQM ANUNCIA O RETORNO DE SUAS ATIVIDADES



Por:Hds


Desde o ano passado que havia percebido algo estranho no site HQManiacs,desatualizado e sem menor sinal de atividade,o principal canal de divulgação de títulos da editora deixou a mim e milhares de outros leitores sem saber o que estava acontecendo.

As últimas notícias e postagens saíram em novembro de 2015 e seus últimos quadrinhos em destaque lançados (em setembro!) foram Os Mortos-Vivos volumes 17 e 18.


O site UniversoHQ disse ter entrado em contato com os responsáveis pela editora,no que os mesmos
afirmaram que "preferiam não dar nenhuma declaração".Ainda mostraram sua intensão de voltar com as atividades normais neste ano e alegam que o site HQManiacs está em manutenção/reformulação.

No final do parágrafo o pessoal do UHQ tentou dar uma limpada na barra da editora,lembrando que estamos numa situação difícil da economia.Mas espere aí!Deixe me ver se eu entendi direito;a editora HQM some do mapa,deixa seus leitores sem saber de nada,na dúvida se ela vai continuar publicando uma série que já está no volume 18 e acha que podem escolher não dar declaração nenhuma?

Eu escuto essa conversa esfarrapada de "a economia anda ruim" há muito tempo,podem acreditar!
O que eu já vi por conta própria foi editoras deixando o leitor no escuro quanto a sua situação financeira,pra depois que fecham,passarem uma bela rasteira nos consumidores.Não estou dizendo que seja o caso da HQM,mas se uma editora estiver falindo ou abandonando o mercado de hq's,por que alguém acha que ela vai avisar as pessoas?Para elas pararem de comprar com antecedência aumentando o prejuízo?É claro que não,elas vão esconder sua real condição até ser seguro o bastante para pular fora,dando uma banana para quem comprou seus quadrinhos até agora!

Não é novidade que neste país leitores de quadrinhos é e sempre foram tratados como sub-consumidores de nicho.Que quando alguma editora faz alguma coisa notoriamente errada a dita "imprensa especializada" faz cara de paisagem e ignora (afinal de contas essa gente não vai criticar seus próprios amiguinhos e talvez até futuros empregadores,não é mesmo?).Mas uma empresa passar cinco meses desaparecida,empresa essa que produz títulos em série,ou seja;os leitores ficam dependendo de suas decisões,dizendo que não tem problema algum nisso é muita cara de pau!É a prova cabal de que pouco evoluímos desde a época da editora Abril até os dias de hoje,quando o quesito é respeito pelo dinheiro alheio.

Outro detalhe nesse fato é de que a editora HQM tem em mãos uma desculpa foleira,mas sempre difícil de ser averiguada em tempo real,de que "o site está em manutenção" ou "sendo reformulado".
Quer dizer que os site oficial da editora estar em manutenção impede a mesma de esclarecer em notas e press releases o que se passa com ela antes ou durante ela sumir de vista?Conta outra!

Tudo isso ainda acontece hoje por pura e simples falta de respeito com os leitores.Não estamos vivendo na era das trevas pré-internet,em que as editoras aprontavam o que quiseram e ficava tudo por isso mesmo.Acordem seus tratantes!Nós estamos de olho em vocês!

Observação:Até o momento deste post, o site da HQManiacs continuava mais parado que água de pneu e juntando moscas.

sábado, 2 de abril de 2016

CHECKLIST COMENTADO: MARÇO DE 2016



Por:Hds

O mês de março veio trazer lançamentos diferenciados e dar uma sacudida na mesmice dos quadrinhos mensais.Temos uma Mega Saga da DC,mangás de qualidade e arcos que os leitores pediam há muito saindo pela Eaglemoss e Salvat.Temos também as revistas mensais e encadernados que brotam nas bancas para fazer os nossos bolsos de reféns.Seja bem vindo ao checklist comentado de março e boas compras!

Sin City De Volta ao Inferno:formato 17x26cm,328 páginas e preço de R$84,90.


Wallace é um ex-guerrilheiro que tenta viver uma vida tranquila.Conhece uma garota chamada Esther que acaba sendo raptada.Wallace então fará de tudo para resgatá-la e acabará descobrindo algo maior envolvendo a sua amante.

Assim como Hellboy,Sin City teve um histórico de publicação sofrível no Brasil.Saiu pela Globo,Pandora e Devir.Foi por esta última que teve sua passagem mais atrasada.A primeira edição de De volta ao Inferno,feita em 2006,custou absurdos R$60,00!Com a mesma quantidade de páginas e formato.As oito páginas a mais do novo volume são somente para incluir artes e as capas que já deveriam ter saído na edição anterior.

Alguém além de mim percebeu que quando editoras como Mythos ou Devir relançam seus quadrinhos a única diferença vem no aumento do preço?Manter quadrinhos famosos sendo reeditados para suprir demanda não é uma prática ruim,mas a Devir quase não renova seu catálogo e vive de recauchutar velhos sucessos da década de 90,Quando pega coisa nova para lançar,faz como fez com Imperdoável Mark Waid.

O primeiro arco saiu em comic shops em agosto de 2013 com 128 páginas,R$45,00(o "precinho" Devir)e no detestável formato de 16x23cm.Ok!Vamos parar pra observar esse fato de perto:por que diabo a Devir não consegue produzir uma edição em formato 17x26cm(o "formato americano",termo criado pela Editora Abril para fazer o leitor trouxa)como todas as outras editoras? Cobrar R$45,00 por míseras 128 páginas não garante que o consumidor tenha,ao menos,o padrão aceitável de edição.

Bem como sua parceira de facada nas costas do leitor;a Mythos.A Devir dá a impressão de que somente ela tem de pagar pelos direitos autorais dos quadrinhos que lança com diamantes ou barras de ouro,tentando justificar seus preços surreais.

A quanto tempo essa editora está no mercado somente pegando títulos que não queremos que ela publique para que não saiam ao custo de um rim ou um fígado?Por que a Devir não publica nada novo se temos várias editoras americanas com materiais interessantes?E finalmente:POR QUE DEMÔNIOS ESSES PREÇOS ESCROTOS?Se editoras menores como a nova sampa conseguem pôr seus produtos nas bancas custando preços aceitáveis,por que a Devir insiste nessa política?

A única maneira de parar a Devir é com o puro e simples boicote de suas revistas,algo que não é nem um pouco difícil de se adotar,já que ela mesma faz toda a questão de afastar o leitor com seu olho gordo nos nossos bolsos e sua notória incompetência.

DC Comics Coleção de Graphic Novels-Batman Morte em Família:formato17x26cm,154 páginas e preço de R$39,90.


Morte em família é um típico exemplo de história que foi afetada pela onda de seriedade gerada por Watchmen.Saiu em bancas americanas no ano de 1988 e teve roteiros do desenhista e nas horas vagas roteirista Jim Aparo.Aparo nunca foi conhecido ´por sua inacreditável capacidade como escritor,mas este arco acabou se tornando um dos mais emblemáticos do personagem.Mesmo que a revista tenha apelado para o recurso vulgar de votações por telefone para decidir pela morte de um importante personagem,o mérito de Jim Aparo com ela é evidente.É uma história simples e bem contada o suficiente para ser lida despretensiosamente.Mas sinto dizer que o preço de capa que a  Eaglemoss colocou nela não vale a pena.Procure por uma versão mais barata(editora Abril).


DC Comics Coleção de Graphic Novels-Lex Luthor O Homem de Aço:formato 17x26cm,152 páginas e preço de R$39,90.


Lex Luthor investe pesado na construção de uma torre de observação em Metrópolis com finalidades obscuras,mas acaba tendo que enfrentar a reação pública e a própria desconfiança do povo da cidade.
Para conseguir construí-la precisará do apoio dos cidadãos e ainda escapar da vigilância do homem de aço,que mais uma vez ficará no caminho de seus planos.

Escrita por Brian Azzarello e desenhada por Lee Bermejo.Azzarello é um bom roteirista e responsável por uma das melhores séries da Vertigo em muito tempo;100 balas.Lee bermejo tem um traço excelente,que transita entre o lápis e a pintura de modo bastante natural.Essa dupla junta tem potencial para entregar boas histórias.Embora não tenha lido,nos site de resenha em que pesquisei observei avaliações positivas sobre este volume.O preço da edição,como já dito,não é dos mais agradáveis para quem somente quer ler algo um tanto acima da média das histórias do super,mas não será tão difícil assim encontrá-la em promoções.

O Árabe do Futuro 2 Uma Juventude no Oriente Médio(1984-1985):formato 17x24cm,160 páginas e preço de R$39,90.


Neste segundo volume Riad Sattouf conta como foi ter que estudar numa escola Síria tendo que aprender a língua árabe num ambiente violento e controlado por um governo ditatorial.Conhece a família do seu pai,passa férias na frança e se esforça para se tornar um verdadeiro cidadão sírio como deseja seu pai.

Espere aí,Riad Sattouf?Esse não foi o mesmo sujeito que começou com toda a revolta no caso do Festival Angoulême neste ano?Certo,vamos lá...

Para qualquer leitor mais velho que já sentiu a necessidade de ler algo mais "intelectual" para tentar provar que quadrinhos não são coisa somente de criança,não há novidade nenhuma no fato de a maioria das hq's fora do mercado mainstream fugirem da ficção como o diabo foge da cruz.

E no caso dos quadrinhos europeus isso é quase que uma regra.Para muitos artistas do nicho underground ler uma história de aventura,ficção,fantasia ou outros estilos ambientados em realidades diferentes é "uma afronta à percepção dos males sociais que oprimem a humanidade".Oh!O horror!

Para muitos artistas guiados por ideologias vitimistas consumir algo voltado apenas para o puro e simples entretenimento é um crime por si só.Super-heróis?Viajantes do tempo?Mutantes?Exploradores do espaço?Tudo lixo feito para instigar a fuga da realidade em crianças e jovens.

O bom mesmo(na cabeça doentia dessa gente)é ler biografias sofridas.Melhor ainda se envolverem alguma guerra,a carga de melodrama barato já estará garantida.Mergulhar em histórias metafóricas e viajantes que servem como uma representação delirante dos flagelos que recaem sobre os injustiçados.Quadrinhos como Maus de Art Spiegelman e Gen-Pés Descalços são boas experiências,mas uma hora vão acabar enchendo o saco com tantas dores e traumas!

Personagens fracos e lacrimejantes,com um peso de sofrimento de toneladas amarrado às costas.Tudo isso ambientado em cenários que fariam o maior dos otimistas amaldiçoar a própria condição humana.Simplesmente patético!Infelizmente os quadrinhos europeus e os alternativos americanos estão cheios dessa baboseira auto-piedosa  e O Árabe do Futuro só vem aumentar a pilha de porcarias do tipo.Sabe aquelas edições de Hora de Aventura dando sopa nas bancas?Sugiro que você considere dar uma chance a elas...

Blood Blockade Battlefront nº1:formato 13,5x20,5cm,200 páginas e preço de R13,90.


Nova York desapareceu num nevoeiro,em seu lugar existe agora Hellusalen's Lot.Leonard Watch chega à cidade para ajudar sua irmã cercada por demônios.Recebe de uma entidade o "olho de Deus" e acaba sendo convocado pela Libra,uma sociedade secreta que visa proteger o mundo de ameaças.

É bem complicado falar sobre uma história que não se leu,pois não dá pra saber o nível de qualidade dela somente pela expectativa dos fans de mangá no Brasil e os sites de review,às vezes,falham terrivelmente.

A sinopse parece interessante,os desenhos mostram figuras um tanto caricatas e cenários medianamente detalhados.Somente lendo para saber se temos aqui uma nova obra essencial dos quadrinhos japoneses ou mais um entre tantos.De qualquer forma já existem ótimos títulos orientais em bancas para nos manter ocupados.Experimente este 1º número se for do seu interesse.

Hellsing nº10(última edição):formato 13,5x20,5cm,176 páginas e preço de R$16,90.


A última batalha entre Alucard e a organização Hellsing finalmente acontece.Prepare-se para sangue jorrando,lutas violentas e ação neste final do mangá.Hellsing sempre foi um quadrinho bastante falado e conhecido entre os otakus,mesmo tendo uma durabilidade curta.Ainda que custe um pouco a mais do que os demais mangás,seus 10 volumes não pesaram no bolso de quem arriscou acompanhar a saga do caçador de vampiros.

Rurouni Kenshin Especial Versão do Autor nº2:formato 13,5x20,5cm,200 páginas e preço de R$16,50.


Kenshin segue a pista de um cigarro deixado no dojo Kamiya e encontra o capitão da Terceira Divisão do Shinsengumi,Hajime Saitou.Karyu Takeda insiste em tomar posse do Dojo Kamiya e acaba encontrando Jin-e "O Retalhador",para matar Kenshin.E Karyu vai ao encontro de Yahiko com uma proposta irrecusável.

Nas bancas,o segundo capítulo da origem recontada do samurai ruivo.Os desenhos Nobuhiro Watsuki estão em boa forma,mesmo depois de 20 anos do início do mangá.No mês anterior eu havia dito que talvez os leitores do mangá devessem deixar passar essa edição por já terem lido.Mas é claro que o fã
declarado não vai perder a chance de incluí-la na coleção.Então se é do seu interesse,corra atrás.

O Roteiro nas Histórias em Quadrinhos:formato livro digital,104 páginas e preço de R$5,00.


Apesar de este ser um livro que possivelmente ensina o básico do que é um roteiro de quadrinhos,não deixa de ser curioso ver um livro brasileiro tentando ensinar a fazer quadrinhos.Atualmente vivemos uma onda de hiper-valorização dos quadrinhos nacionais.Não consigo enxergar toda essa qualidade neles e digo mais;pra mim isso,em boa parte,não passa pura de puxação de saco.É só ver o exemplo dos irmãos Fabio Moon e Gabriel Bá.

Por isso mesmo,não deixa de ser irônico ver quadrinhistas que não conseguem publicar nada além de histórias fechadas e curtas ou álbuns luxuosos e endeusados pela crítica chapa-branca,dizendo como se deve fazer um roteiro.Vão aprender a produzir quadrinhos tipo exportação seus fracassados!Quadrinhos com roteiros realmente bem trabalhados e que não apelam para regionalismos idiotas e piadinhas adolescentes.Que tenham temas universais e que,pra variar,abordem estilos sofisticados como ficção científica moderna.Chega de histórias babacas sobre cangaceiros,cópias de X-men,vulgaridades inúteis(como as que o Marcatti faz)e emulações baratas de quadrinhos japoneses.Se esforcem de verdade para elaborar histórias bem escritas e,aí sim,teremos motivo para nos orgulhar de poder ensinar algo aos demais profissionais.

J. Kendall Aventuras de uma Criminóloga nº121:formato 13,5x17,6cm,bimestral,256 páginas e preço de R$21,90.


Na primeira história,Bad Boys,veremos um sequestro de um adolescente que abala uma cidade.Júlia investiga a vida do garoto na intensão de descobrir seu paradeiro,mas percebe que seus parceiros não eram dos mais recomendáveis.
Na segunda,temos veteranos do Afeganistão planejando um golpe.Um dos integrantes resolve desistir e contar à polícia do crime,Júlia consegue chegar ao local do assalto,mas é dominada pelos militares fortemente armados.

Desde que li uma matéria sobre o estúdio Bonelli nos anos 90,tive curiosidade de ler pelo menos um de seus quadrinhos.Comprei uma edição de DylanDog pela Conrad e achei distrativa.É claro,a maioria das revistas da editora italiana não são altamente sofisticadas.Ainda tem aquele ar de aventura e ficção em estilo antigo.Mas é inegável que a qualidade dos roteiros e ilustrações se mantém num nível alto,isso é muito mais do que a DC e a Marvel pode afirmar de seus quadrinhos desgovernados e sujeitos à mudanças forçadas,com suas mega-sagas retardadas e cheias de furos.

Vale muito a pena dar uma chance,vez ou outra aos títulos da Bonelli.Ainda que a nossa velha e caquética editora Mythos ponha um preço repelente de R$21,90 numa revista em papel couché.Procure por promoções e edições em sebos,mas não deixe de ler.

Tex Platinum nº1:formato 13,5x17,5cm,356 páginas e preço de R$24,90.


Tex Willer segue a pista de fósseis gigantes de dinossauros e enfrenta,no caminho,dois criminosos;Four Bears e Charles Sutter. Mas com a ajuda de Kit Carson ,um minerador,um cientista e um caçador de recompensas tentará sair desta situação.

É sempre bom ver um personagem de sucesso como Tex estreando uma nova revista,mas apesar dessa vantagem,os detalhes da edição da Mythos acabam se voltando contra o leitor.Já pus as mãos nessa revista numa banca e posso afirmar com certeza que ela não compensa o preço de capa.
A Platinum,à primeira vista,pode aparentar ser uma revista da linha de luxo da série do cowboy.Mas
se trata de um quadrinho em papel jornal,pequeno(o formato de 13,5 por 17,6cm é inferior à média dos mangás)e com um acabamento tão simples que chega a ser ridículo cobrar 24,90 por ele.

Um mangá como 20th Boys tem em média 200 páginas,formato 13,7 por 20cm e custa só 12,90.A quantidade de páginas,nesse caso,deveria aumentar proporcionalmente o valor do título.O que não acontece.Já pensou se a Mythos lançasse uma edição nos padrões de Vagabond com Tex?Pois é melhor nem pensar,pois a editora preferida de leitores do calibre de Donald Tramp e Bill Gates pode resolver lançá-la custando 48 reais!O brigado Mythos,por jogar na lama mais uma chance de me fisgar e fazer com que eu finalmente começasse a acompanhar o personagem.

Dreadstar Volume 1:formato 17x26cm,capa dura,376 páginas e preço de R$99,90.(cof,cof!!!Descupem,eu acabei me engasgando só de pensar no preço da revista!)


Vanth Dreadstar,o último sobrevivente da Via Láctea é chamado pelo mago Syzygy Darklock para acabar com a guerra de 200 anos contra a Monarquia e a seita chamada "Instrumentalidade".

A base do roteiro parece seguir a linha de aventura do tipo Flash Gordon e não tem como duvidar de Starlin com tramas espaciais,nisso ele é muito bom.Somente os primeiros 26 capítulos são dele e como foram lançadas nesta encadernação 12 edições,ficará faltando só mais um para concluir essa fase.

Agora vamos ao detalhe mais relevante nesta edição;o preço escandaloso que a Mythos quer cobrar.Temos que admitir que a editora de Hélcio de Carvalho e Dorival Lopes tem coragem.De que outra forma poderíamos constatar que a editora Mythos consegue pôr  à venda quadrinhos com preços indecentes em plena era da informação?Com a internet inteira podendo esculachá-la abertamente?

Sabemos que neste país já foram publicados quadrinhos de todas as maneiras imagináveis,independente da época em que saíram ou das condições da economia.E para um leitor que se preocupa o mínimo com seu dinheiro,não é difícil perceber que existem centenas de manobras sujas partindo de editoras para induzir o consumidor a comprar quadrinho perfeitamente calculados para arrancar o máximo de lucro do leitor e enganá-lo com perfumarias e extras dispensáveis.

A Mythos nem sequer se encontra nessa categoria!Ela paira arrogantemente acima de qualquer sondagem lógica vinda dos consumidores,para dispor de produtos que custam o mesmo que remédios para tratamentos de doenças sérias.Como se elas fossem tão necessárias quanto!Não vou perder meu tempo fazendo comparações com outras revistas para mostrar como essa revista é cara.Seria completamente inútil.

A Mythos não muda.A Mythos não ouve.A Mythos não aprende. E por fim,a Mythos não tem respeito nenhum pelo leitor brasileiro.Faça o que estiver ao seu alcance para fugir desses preços ou mande essa editora pro inferno de uma vez.

Converência nº2:formato 17x26cm,128 páginas e preço de R$15,90.


Convergência é a atual saga sendo publicada pela Panini no universo DC que obedece ao padrão de;série principal + histórias espalhadas por todos os títulos.Mas sabe uma coisa,vamos fazer algo diferente e mostrar exatamente como essas mega-sagas funcionam ao invés de repetir a mesma crítica:

1º Etapa:Temos uma propaganda viral liberada ou "vazada" na rede mundial.A princípio os leitores ficam sem saber o que acontece,Até que um redator de site ou canal de youtube conceituado resolve "juntar as peças" e deduzir do que se trata,deixando os fans ainda mais chiliquentos e ansiosos.

2ºEtapa:Uma sinopse do evento é divulgada de forma bombástica,deixando claro que a série acarretará danos aos heróis e na cronologia que serão irreversíveis.Os leitores começam a morder os cotovelos de apreensão(mas não se deram por conta de que a história é potencialmente tosca).

3ºEtapa:Ao acompanhar vários títulos(mas não todos,ninguém tem dinheiro pra essa insanidade),os desavisados descobrem que a saga se arrasta de maneira previsível e somente eventos reversíveis acontecerão e somente heróis de 5º categoria morrerão ou serão transformados.

4ºEtapa:Os pobres esperançosos percebem que uma história que já começa ruim não pode originar uma boa série de acontecimentos e acabam fazendo o que a maioria dos leitores fazem;compram somente a série principal.Quando se dão por conta de que ela vai sair encadernada no futuro se sentem mais idiotas ainda.

5ºEtapa:Apesar de todos os sites que somente replicam notícias de fontes americanas terem contribuído para multiplicar a expectativa cega(ao ponto de deixá-lo mais bobo que o Bob Esponja),os mesmos agora se ocupam em dar notas medianas e ficar em cima do muro quanto a real qualidade das histórias.O leitor,por sua vez,após ter se rendido como uma criança à empolgação,levará meses ou anos para reconhecer que aquela mega-saga foi podre e não trouxe nada de produtivo para a indústria de quadrinhos.Pelo menos até a editora lançar outra saga igualmente estúpida,daí o ciclo de alegria/decepção recomeça...

Homem-Animal vol 3 Deus Ex Machina:formato 17x26cm,252 páginas e preço de R$26,90.


Neste volume final as antecipações narrativas de Grant Morrison vão se encaixar no final.As histórias ficarão cada vez mais estranhas e emblemáticas com viagens no tempo,o limbo do universo DC,experiências alucinógenas,metalinguagem e um encontro "especial".

A Panini terminou mais uma fase indispensável da era Abril com qualidade gráfica,rapidez invejável e somente algumas mancadas na tradução,mas é claro que esse quadrinho deve constar na sua coleção.

Demolidor nº10:formato 17x26cm,132 páginas e preço de R$21,00.


Já que a DC este mês está tomada pela falcatrua em forma de saga chamada Convergence,a Marvel ganha de lavada com quadrinhos muito mais chamativos do que os da "distinta concorrência".

A fase do demolidor fez um sucesso grande aqui no Brasil e o volume 10 chega para aumentar a pilha de encadernados.Mark Waid nos entrega um demolidor sem o peso do sofrimento acumulado durante décadas e o personagem vive aventuras rápidas e entusiasmantes nos desenhos de artistas habilidosos como Chris Samnee.Esta é mais uma série que vale a pena ter na estante.O melhor de tudo é que ela não foi afetada por nenhum evento banal da Marvel,mantendo sua qualidade.

Homem-Aranha Superior-Meu Pior Inimigo:formato 17x26cm,120 páginas,capadura e preço de R$26,90.


Após o sacrifício de Peter Parker,o Doutor Octopus assume seu corpo,memórias e conhecimento.Otto agora está disposto a superar Parker.Dentro da rotina do herói,descobrirá que sua vida não é nada fácil tendo que pegar o Sexteto Sinistro pela frente.

Homem-Aranha Superior-Mente Conturbada:formato 17x26cm,120 páginas,capadura e preço de R$26,90.


Desconfiados do modo violento do homem-aranha,os vingadores cogitam a expulsão do herói do grupo.Vendo o uso de suas habilidades para o mal nas mãos de Octopus,o espírito de Peter age para retomar o controle de seu corpo.Um embate se aproxima e pra piorar o Duende Verde volta a atacar.

Algumas pessoas estão dizendo que esta fase de Dan Slot é do tipo "ame ou odeie".Eu diria que é mais do tipo:"ignore e guarde seu dinheiro".

A ideia de ter o doutor Octopus trocando de mente com o homem-aranha me soa como aquelas histórias de desenhos animados da década de oitenta.Só faltou uma história em que o aranha encolhia ou uma em que um vilão seu batesse a cabeça e ficasse bonzinho,trabalhando ao lado do personagem.

As ideias para arcos de histórias tanto da Marvel como da DC estão cada vez mais fracos e imbecis.É o que acontece quando os roteiristas precisam escrever debaixo de regras tacanhas e limitadoras que são impostas dentro das editoras.Não podem criar algo novo porque não vão receber por isso.Não podem mudar personagens de forma planejada porque são interrompidos constantemente por eventos acerebrados.São obrigados a participar de um vale-tudo cronológico que avança e retrocede de acordo com a sanha de lucrar dos engravatados que mandam nessas empresas.No meio disso tudo só sobra o resultado deplorável das histórias atuais.

É possível que a permanência de Slot tenha algumas sacadas interessantes,mas com uma plot desses fica difícil engolir essa marmelada.

Thor Deus do Trovão-Bomba Divina:formato 17x26cm,136 páginas,capa dura e preço de R$26,90.


Os deuses foram escravizados e usados para fazer uma máquina do tempo.Gorr avança com seu plano enquanto Thor é aprisionado.O Carniceiro dos Deuses tem sua origem revelada e também seus motivos para odiar os deuses.Em meio a tudo isso,Thor lidera um ataque antes da "bomba divina" ser ativada.

Fase elogiada do Thor com roteiros de Jason Aaron e desenhos de Esad Ribic e Butch Guice.A mini série do Loki de Esad Ribic me deixou com uma boa lembrança do seu trabalho,não conheço os roteiros de Aaron,mas já posso dizer que 50% da qualidade do título já está garantida somente pela arte.

Miracleman nº15:formato 17x26cm,52 páginas e preço de R$7,50.


Mesmo sabendo do nível das histórias de Alan Moore em Miracleman,não é possível negar que elas estavam muito paradas nas últimas cinco ou seis edições.Sequências lentas,sem ação nenhuma e diálogos descritivos em excesso acabaram arrastando a série.O destaque para estas últimas edições fica pelos ótimos desenhos de Stephen Bissete que se tornaria famoso depois no Monstro do Pântano.

Agora,depois de muito enrolar,Moore nos traz a volta do Kid Miracleman totalmente insano e genocida.O que acontecerá quando Mike Moran deixar sua passagem pela dimensão superior e
confrontar Johnny Bates?Já não era sem tempo senhor "o escritor".

Capitão América-Renascimento:formato 17x26cm,336 páginas,capa dura e preço de R$92,00.


Para acabar com a guerra entre os heróis o capitão se entregou e logo depois foi morto à caminho do tribunal.Depois de ser manipulada pelo Dr. Faustus,Sharon Carterdescobre que talvez steve esteja vivo e tudo não passe de um plano do Caveira Vermelha.

O sexto encadernado de luxo da fase de Brubaker está à venda.É espantoso o nível de qualidade nessa edição,mas também é espantoso o valor que tem de pagar por ela.Levando em consideração que se somarmos os valores de cada volume temos a bagatela de R$463,00,entende-se que a Panini atropelou o leitor com sua estratégia de mercado.Caso esta série tivesse seguido o caminho de Y-O último Homem(livros baratos com capa cartão e miolo em lwc),ao menos os consumidores teriam uma chance de comprá-la.Infelizmente a tendência de agora em diante é piorar,pois a editora vem encarecendo ainda mais seus títulos.

20th Century Boys nº21:formato 13,7x20cm,bimestral,208páginas e preço de R$12,90.


O Amigo inicia seu plano para matar toda a humanidade.O homem que escapou do réveillon de sangue chega à Tóquio.Os garotos estão se reunindo e a batalha final se aproxima.

A conceituada história de Naoki Urasawa caminha para o final.Twenty Century Boys é um mangá que com certeza eu incluiria na minha lista caso não tivesse sido lançado com baixa qualidade de papel.Dedicar-se à uma série longa nesse padrão de publicação somente para a editora relançá-la em papel melhor(como Berserk)é perda de tempo.Aconteceu o mesmo com Monster e com Lobo Solitário.Querem apostar que elas sairão em edições melhores?Quem comprou a o Lobo Solitário como eu,vai ter que ficar com a coleção antiga amarelada ou recomprar tudo de novo.Coisa que eu definitivamente não vou fazer!

One-Punch Man nº1:formato 13,7x20cm,bimestral,208 páginas e preço de R$16,90.


Saitama sempre quis se tornar um herói,após salvar uma criança de um monstro com aparência de figurante de Tokusatsu,resolve se tornar cada vez mais forte ao ponto de derrotar todos os seus inimigos com apenas um único soco.Apesar de viver numa cidade constantemente atacada por tipos cada vez mais estranhos,o herói se entedia com facilidade,pois todos seus desafios são vencidos com ridícula facilidade.

One-Punch Man se tornou um grande sucesso no japão por seu clima cômico e ação descompromissada.Remete o leitor de quadrinhos e também os espectadores de séries japonesas ao universo de lutas-livre de monstros dentro de cidades.Ótimo para quem gosta de aventuras sem grandes pretensões e mensagens.

Vagabond nº2:formato 13,7x20cm,248 páginas e preço de R$17,90.


Takezo volta para sua terra mas é mal recebido.Durante sua perseguição esbara com um monge estranho e sua amiga de infância.

Já disse o quanto é bom ter finalmente um volume nº1 de Vagabond em mãos?Bem a sensação é muito boa mesmo!A saga de Musashi segue com seu ritmo compassado,fazendo com que viajemos pelas suas páginas admirando cada paisagem,expressão facial,tensão crescente e fiquemos esperando pelo próximo exemplar com ansiedade.Que venham todos eles!

A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvelnº63 DeadPool A Guerra de Wade Wilson:formato
17x26cm,128 páginas,capa dura e preço de 36,90.


Levado ao Senado Americano para esclarecer sua ação num massacre que deixou centenas de mortos no México,Deadpool está prestes a revelar seu próprio passado embora ninguém possa provar se são verdades ou não.

Com a recente fama adquirida de Deadpool no mundo todo e principalmente entre aqueles que nunca haviam lido nada do personagem,mas viram o filme,é claro que teríamos lançamentos pegando carona nessa onda.É preciso ficar atento para não comprar material ruim,selecionando-os através de reviews.A Guerra de Wade Wilson parece ser um dos quadrinhos que vale a pena dar uma chance.

Esse foi o checklist de março,boa leitura e até o próximo mês.

Fontes:UniversoHQ,Guia dos Quadrinhos e Google.

quinta-feira, 24 de março de 2016

REVIEW Nº1: MS MARVEL NADA NORMAL



Por:Hds




Título: Ms. Marvel-Nada Normal
Autores: G. Willow Wilson (roteiros) e Adrian Alphona (desenhos)
Preço: R$18.90 (capa cartão) e R$26,90 (capa dura)

ATENÇÃO: O REVIEW ABAIXO CONTÉM SPOILERS

Kamala Khan é uma adolescente muçulmana que tem problemas para conviver com a cultura de sua família e parentes. Motivada por atritos com seus pais, Kamala resolve fugir para uma festa dos seus amigos de escola quando é pega pela "névoa terrígena" que libera poderes latentes. Daí em diante vemos a jovem enfrentar as dificuldades de entender e conviver com seus dons.


Ms Marvel já começa iludindo os leitores pela sua capa, temos uma figura de uma garota com expressões sérias , quase adultas (embora aquele sinal no rosto a deixe mais com cara de baranga). Nela, a garota aparece com roupas de uma adolescente normal e também cheia de adereços de sua cultura nativa. Muitos leitores jovens devem ter pensado; "Putz! Que foda!". Mas a verdade é que; esta capa que foi feita propositalmente para causar impacto deixando uma impressão "legal" entre crianças e adolescentes, não passa de uma cópia de uma capa do desenhista Gary Frank para Supergirl nº1 de 1996. Vejam abaixo:






Garota com expressão fechada, enquadramento da boca para baixo, roupas descoladas e adereços (skate, gargantilha, pulseira e anel)? Confere!


Sem perder tempo somos jogados numa cena típica de "choque de culturas". Debaixo de piadinhas bestas Kamala admira um hambúrguer, mostrando que apesar de ser proibida de comer carne ela é apenas uma garota normal.






Somos então apresentados ao inútil núcleo de amigos burros e irritantes da personagem, agindo como figurantes de um seriado babaca de tv americano. Cheios de comentários banais e moldados em arquétipos baratos, os amigos da protagonista são totalmente dispensáveis para o desenrolar da história. Só estão lá para encher linguiça. Destaque para Zoe, a amiga/troll de Kamala. Ela é o mais fiel retrato de uma patricinha insuportável. Grosseira e cínica, ela faz o papel da americana loira-burra que menospreza hábitos estrangeiros por considerá-los "exóticos". Apesar disso Kamala a admira, num claro exemplo de de adolescente sem auto-estima, mas com "grande potencial para a bondade e tolerância".


Aliás, a própria Kamala não passa de mais um tijolo na construção do biotipo irritante do herói acanhado e hesitante. Até quando vamos ver personagens fracos e vacilantes em filmes, livros, séries, jogos e demais peças de entretenimento? Será que alguém ainda aguenta ver mais um Charlie Brown, Peter Parker, Shinji Ikari (Evangelion) ou qualquer outro notório perdedor depressivo? Tipos assim além de chatos são inverossímeis.

As cenas entre familiares servem somente para mostrar como seus pais são obtusos e tacanhos. Para situar o leitor dentro de um ambiente familiar previsivelmente problemático. O pai de Kamala (Abu) é imbecilmente punitivo e injusto. A mãe dela (Ammi) é um tábua sem opinião e somente concorda com tudo que o marido decide, reclamando e proibindo. Seu irmão (Aamir) é um vagabundo que se esconde atras de uma postura viciada de religioso extremamente dedicado para não ter que trabalhar. O problema aqui não são as personalidades defeituosas da família da heroína. Defeitos de personalidade, se bem trabalhados, tornam os personagens até mais interessantes. Desde que sejam vistos realmente como defeitos e sejam colocados dentro de um contexto aceitável. Em Ms. Marvel, a família de Kamala está lá para nos inserir no mundinho dos pitorescos costumes da cultura muçulmana e fazer uma falsa exposição dos seus problemas.

Outra presença constante é sua amiga Nakia, que serve como um papagaio no ombro de K.Khan balbuciando regras e dogmas da cultura/religião de seu povo, para servir de contraponto óbvio as suas escapadas. Nakia seria igual a uma beata rabugenta ou uma religiosa carola sempre criticando e reprovando tudo que sua jovem amiga faz.





Na sequência da festa vemos que os garotos e garotas são sempre superficiais e construídos de maneira preguiçosa. Adolescentes não são exatamente criaturas mentalmente prodigiosas, mas todos abaixo da família de Kamala são propositalmente estúpidos para passar a ideia de: "eles são idiotas e descuidados porque são ocidentais". Após a expansão da "névoa terrígena" (me sinto um idiota tendo que digitar isso..), não fica explicado o porquê de somente Kamala ter manifestado poderes.

No terceiro número a escritora apela para o já completamente batido esquema de "temor pela revelação da identidade secreta". Isso é tão sem criatividade como são as mortes nos quadrinhos. Mais à frente, um pouco do exemplo de como a religião islâmica pode ser gentil e graciosa com as mulheres; Kamala e Nakia vão a uma mesquita onde nem sequer podem entrar pela mesma porta que os homens. Também não podem se sentar ao lado deles para assistir um culto. Ajoelhadas na mesquita, ouvem todo tipo de baboseiras que nenhum jovem no mundo ocidental perderia tempo ouvindo: castidade, o "perigo" do álcool e das "tentações" do mundo moderno. Kamala como uma boa heroína, sempre contestadora, perturba a calma do ambiente com seus questionamentos inconvenientes. Quanta ousadia da nossa heroína, heim?





Na escola, a Ms Marvel de última hora, passa por incríveis "confusões e trapalhadas" para esconder sua identidade. Quando vai em busca de ajuda e conselhos de seu amigo Bruno acaba presenciando um assalto forjado e é baleada. Nesse momento você até poderia imaginar que a revista seguiria um caminho mais sério, mas acho que nem o leitor mais inocente seria tão tapado a ponto de acreditar nisso. Até porque Ms. Marvel é um quadrinho "teen" com humor em boas doses, o  que não significa que esse humor seja bem feito ou engraçado...




Após uma sequência de lições de moral do tipo: "seja você mesmo" descobrirmos que Bruno tem sentimentos por Kamala. O roteiro está lotado de furos e situações mal-explicadas. Por que fazer um drama com o tiro levado pela protagonista se a situação seria resolvida de forma tão escapista? Por que se dar ao trabalho de esconder a identidade para se transformar na frente de policiais? Por que sua família vive em Nova Jersey? Somente para falar mal do modo de vida americano, usar palavreado estrangeiro e citar trechos pinçados do Corão? Tirando isso ainda temos truques de antecipações narrativas velhos como fazer com que Kamala "sonhe" em ser igual a uma super-heroína e poucas páginas depois ela realmente se tornar uma. Bem conveniente, não acham?

A ultima história (ainda bem!) coloca a nossa heroína de nariz côncavo no resgate de Vick (irmão de Bruno) que foi aprisionado por uma gangue liderada por uma figura misteriosa: o inventor. Depois de fracassar na primeira tentativa, Bruno ajuda Kamala a se preparar para invadir o covil do inimigo e resgatar de vez Vick. O arco de cinco edições termina com um vilão sendo apresentado, mas não qualquer vilão e sim um com cabeça de calopsita (?!?).

Ler Ms. Marvel do número 1 ao 5 foi o suficiente para me deixar irritado. Essa revista levou diversos prêmios, incluindo o Angoulême (prêmio de melhor série). Como justificar isso? É bem simples, existe uma onda de favorecimento da cultura islâmica nos estados unidos atualmente. Ela se infiltrou nas redações de jornais, nas tvs, na internet e também nos quadrinhos. Propõe a ideia falsa de que os costumes islâmicos são ordeiros e pacíficos.

A roteirista do título é G. Willow Wilson, uma americana convertida no islamismo que não possui uma carreira pregressa nos quadrinhos. Ela somente foi convocada para escrever Ms. Marvel por entender sobre o islamismo o suficiente para entregá-lo de maneira convincente para o público de quadrinhos ocidental.

Antes de escrever este review li outros textos analisando a revista e notei opiniões como: "Ms. Marvel não é panfletária", Ms, Marvel é um quadrinho corajoso" ou Ms. Marvel é importante para derrubar os mitos sobre os muçulmanos". Em primeira instância, a afirmação de que ela não é panfletária é mesmo verdadeira. Pois Ms. Marvel não é só panfletária, é bem pior que isso!

Pare para pensar um pouco, se você quisesse fazer uma história para influenciar crianças e adolescentes como faria isso? Fácil, ao invés de empurrar goela abaixo sua agenda ideológica evidente, você teria muito mais êxito lançando um quadrinho superficial, apresentando uma heroína que de cara já se mostra deslocada, não do seu bairro ou da sua classe na escola, mas do próprio país onde vive. De cara mostrando um personagem como uma vítima oprimida pela falta de compreensão da maioria. Colocá-la para fazer piadinhas e ironias com as repressões aberrativas da sua cultura para fazer parecer que está sendo contestativa. Recitar passagens "leves" do Corão, dando a falsa noção de "religião de paz".

Ms. Marvel não é um quadrinho corajoso, é insidioso e come pelas beiradas. É mais pretensioso e perversivo do que se pensa. Justamente por ser abobalhado e inocente vai atingir um número maior de leitores fazendo com que uma geração de crianças cresçam acreditando que a maior parte da cultura e religião islâmica são admiráveis, algo bem longe da verdade! A autora da revista quer nos acomodar numa realidade que não deveria ser transposta sem a responsabilidade de conhecimento prévio de história e política para antecipar discursos e ideologias nocivas. E se sabemos que nenhum leitor jovem precisa ter essa noção prévia para gostar de super-heróis, fica mais claro ainda que assuntos como esses não deveriam constar em produtos de entretenimento. São colocados ali para manipular ideias, mesmo que sejam de crianças e adolescentes desavisados. O lugar desse encadernado de Ms. Marvel é na lata do lixo.

ROTEIROS:Tramas banais, sem criatividade. Histórias apinhadas de clichês. Situações de conflitos e subversão"teen" baseadas na velha fórmula batida de ocultar a identidade. Narrativa escapista e rasa. O clichê de: "não consigo controlar meus poderes". Estereótipo cansativo do herói tímido e inexperiente.
DIÁLOGOS: Superficiais e não ajudam a avançar na história. Repletos de ironias e piadas ruins sobre super-heroísmo. Forçado e cheios de referências inúteis aos costumes de fora dos EUA. Potencializam o caráter irritante de certos personagens.
DESENHOS: Os traços de Adrian Alphona são toscos, preguiçosos e pouco detalhados (repare nos rostos feitos com traços e pontos). Disfarçados com uma boa pintura e sombreamento digital. Figuras deformadas e desproporcionais (repare em alguns figurantes).
ACABAMENTO: A Panini lançou a edição em dois tipos: uma em capa cartão e outra em capa dura com poucas histórias e papel do miolo em LWC. Nada incomum, edição no padrão típico dos encadernados da editora.
CUSTO-BENEFÍCIO: Existem dezenas de histórias sendo publicadas no Brasil que visam o nicho infanto-juvenil com qualidade real e preço acessível. A maioria delas são os mangás da própria Panini e da JBC (fora os milhares de super-heróis nas bancas...), sendo assim, comprar esse volume é um desperdício notável de dinheiro.

EXCELENTE    
ÓTIMO                
BOM                    
MEDIANO         
REGULAR
FRACO
RUIM 
PÉSSIMO

sexta-feira, 11 de março de 2016

HOMEM-ARANHA APARECE EM TRAILER DE CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL



Por:Hds



Finalmente saiu o trailer final de Capitão América Guerra Civil,não que eu estivesse esperando ansioso,mas se existe uma razão para levar em conta um trailer ela está fato de que o último deles é também o mais completo.Aquele que antecede a estréia do filme.

Comentários a vídeos promocionais de filmes existem aos milhões na internet.Somente no YouTube temos centenas de vídeos irrelevantes de "reação"(o troço mais patético e vergonhoso que você vai encontrar sob quadrinhos!).Eles são feitos com a intensão dos estúdios de deixar os fans de quadrinhos ou dos filmes da Marvel(são duas coisas diferentes)tendo chiliquinhos nervosos e gerar uma expectativa que livre a produção,geralmente cara,de fracassar sem toda a tensão pela espera do filme.É pura e simplesmente uma antecipação calculada para construir um interesse crescente e colher as centenas(ou bilhão)de milhões de dólares depois.Não há nada de mal em fazer propaganda de uma peça de entretenimento.O ruim é quando o estúdio usa uma ferramenta barata e com divulgação gratuita(multiplicada bilhões de vezes através de sites,vídeos e blogs,como estou fazendo agora,por exemplo)e de amplo alcance como são os teasers e trailers,para enganar e fazer o espectador de idiota.O que acho,não é o caso desta aqui.

As pré-vendas do novo blockbuster da Marvel já estão disponíveis,então vamos dar uma olhada no que foi mostrado no vídeo:


 

Já com o novo grupo de Vingadores formado o Capitão América vai enfrentar a pressão do governo americano para conter e regulamentar os heróis,depois do ataque descontrolado do Hulk,que resultou em destruição e mortes(que não foram mostradas no filme dos Vingadores).Isso virá com a ideia de um registro posto em vigor por uma agência do governo.Então temos o grupo do Capitão,contrário à regulamentação e o grupo de Tony Stark apoiando o governo.

Logo no início do vídeo temos a típica abertura em plano aberto que virou clichê em filmes atuais.O melodrama é tão grande que poderia escorrer pela tela do seu computador e depois temos exemplos apresentados do porquê o governo não confiar nos heróis agindo de maneira autônoma.

Vemos que um prisão no meio do oceano construída(logicamente)para conter os rebeldes à medida do governo.O amigo de Tony,Rhodes é abatido(morto?) e com certeza podemos concluir que isso será usado para justificar as atitudes do Homem de Ferro,o mesmo que aparece perdendo a paciência com Steve Rogers e dando um soco no cara de bebezão(culpem o Chris Evans por isso!).

Aparecem no trailer personagens já vistos em outros filmes como;o Homem Formiga,Visão,Feiticeira Escarlate e outros que não haviam sido mostrados no cinema como o Pantera Negra,muito bem representado diga-se de passagem.Eu tinha uma dúvida de como ele ficaria no uniforme criado para sua versão cinematográfica,mas tanto nas cenas paradas,como nas de luta e ação o Pantera está convincente.Parabéns para os designers dos estúdio da Marvel por não fazê-lo ficar podre como o Apocalipse do novo X-men.

Mas o melhor do vídeo foi a presença do Homem-Aranha no final,o que deve ter feito com que entusiastas(sempre eles!)passassem mal de empolgação.É claro que não há novidade alguma em vermos o sempre espetacular Homem-Aranha num filme.Afinal foram 5 produções com o personagem.

O destaque da aparição do aranha ficou pelas mudanças no uniforme.O novo padrão de animação em computação gráfica vindo de Dead Pool faz com que os "olhos" do aranha se estreitem,dando um aspecto mais próximo do visual original de Steve Ditko.Os detalhes na altura das costelas,os punhos com braceletes,a aranha no peito(menor,tenho a impressão)as linhas do calcanhar e o tom de cores mais fosco do novo uniforme,no geral,me agradaram.Pelo menos  à primeira vista.De qualquer maneira vai ser bom ver o Homem-Aranha lutando ao lado de outros personagens famosos.Isso é realmente inédito!

No geral temos um trailer que não foge nem por um segundo do que se espera dos filmes atuais de super-heróis.Ainda tenho a sensação de que não conseguiram diminuir a aparência de vazio pela falta de heróis em grande número.A cena aberta dos heróis avançando uns contra os outros deixa evidente.Mas é obvio que não deixo de levar em consideração que seria necessário um bilhão para reproduzir num filme a quantidade de figuras vistas na série Guerras Secretas.O longa sairá adaptado nas condições de mercado atuais para se levar uma produção deste porte para as telas.

Lembrando que este post não foi escrito para fazer eco ao alvoroço besta que vem geralmente acompanhado dos lançamentos de arrasa-quarteirões da Marvel.Se levarmos em conta o tom mais sério(piadas em filmes são bem vindas,desde que não estraguem o clima!)do filme anterior do capitão,talvez tenhamos uma ótima filmagem vindo por aí.Mas sugiro que procure se informar em sites e vídeos de resenha.Seja cuidadoso com seu dinheiro antes de sair de casa para assistir um filme que depois pode acabar sendo detonado em críticas internet afora.Levando em consideração,é claro, que existem sites e vlogs comprados(alô,Metacritic?)pelos estúdios para falar bem de tranqueiras como por exemplo;o último filme do Quarteto Fantástico.Sugiro o canal de youtube do cineasta Tiago Belotti.Isso pode ajudar a desenvolver um censo crítico mais apurado.Fica o vídeo de Capitão América Soldado Invernal.



quarta-feira, 9 de março de 2016

VAMOS ANALISAR O QUE ACONTECEU NO 43º FESTIVAL ANGOULÊME?

Vamos analisar o que aconteceu no  43º Festival Angoulême?


Por:Hds.

Este texto é um comentário sobre o boicote à 43º edição do Festival Angoulême noticiado no site Universo HQ através de uma postagens recorrentes sobre o fato ocorrido.

O Festival Angoulême existe desde 1974 e premia quadrinhos de dentro e fora da Europa há 42 anos.
Desde o ano de sua estréia a premiação nunca enfrentou problemas iguais aos que enfrenta hoje, independente de quem tenha escolhido ou das obras agraciadas. Na 43º edição dezenas de artistas, editoras e profissionais ligados ao evento decidiram boicotá-lo. Por que isso aconteceu? E por que somente agora?

Em primeiro lugar é preciso entender que atualmente todos os meios de arte e informação estão sendo alvos de uma onda de "limpeza" onde profissionais assumem posturas inflamadas e revoltosas. Acusando, reclamando, exigindo (sempre sem autoridade alguma para isso) e armando escândalos vexatórios em busca de apoio popular e atenção dos meios de comunicação. Tendo dito isso, fica claro que a intensão deste texto é expor as ideias por trás destes "manifestos corretivos" que andam se tornando cada vez mais constantes e tendem somente a se espalhar.

Tudo começou quando Riad Sattouf (O Árabe do Futuro) postou em 5 de janeiro uma declaração se dizendo "feliz por ser indicado,mas triste por não haver nenhuma mulher" entre os 30 artistas da lista de indicados. Disse ainda que preferia ceder sua vaga para artistas como; Rumiko Takahashi, Julie DoucesAnouk RicardMarjanie Satrapi ou Catherine Meurisse.

Riad Sattouf viu "problemas" no Festival Angoulême que nem as mulheres conseguiram enxergar.
Em primeiro lugar, por que Sattouf se diz feliz e depois triste pelo fato? Se ele não concorda com a lista de premiados e ficou ofendido pela falta de presenças femininas, então não deveria ficar feliz em momento algum. Ao menos seria coerente com sua própria atitude, por mais hipócrita que ela seja. Outro detalhe é que o autor desrespeita o prêmio ao falar que preferia "ceder" seu lugar às mulheres, pois a escolha foi feita pela organização do evento. Se eles julgaram que Riad merecia receber um prêmio, no mínimo é uma completa falta de vergonha e educação entregar sua vaga para outro artista. Tirando isso, temos o detalhe mais ridículo de tudo: se nem as mulheres indicadas anteriormente se manifestaram sobre a ausência feminina no evento, por que Riad (um homem) resolveu dar fazer carinha feia e dispensar a premiação?

É certo que em épocas de policiamento politicamente correto em alta,acender uma fagulha de um protesto fútil e alarmista como esse não é nada difícil. O que incomoda nessa história é ter que ver um marmanjo se portando como uma feminista histérica.

A ideia de Sattouf foi seguida por vários outros indicados como: Milo Manara, Daniel Clowes, Charles Burns e Chris Ware. É bastante curioso ver alguém como Milo Manara apoiando um papelão como esse, sendo que algum dia essa caça às bruxas vai acabar se voltando contra ele mesmo quando alguma artista decidir que seus quadrinhos eróticos são "ofensivos às mulheres".

O escritor e desenhista Joann Sfar (O Gato do Rabino) disse que "nunca se sentiu representado pelo festival por milhares de razões" e chamou-a de "feudal e improdutiva". Certo. Agora vamos deixar uma coisa bem clara para essa gente birrenta: premiações de quadrinhos não foram feitas para "representar" ninguém! Se qualquer artista se sente chateado por não fazer parte de uma lista ou não ter recebido o devido reconhecimento deste ou daquele evento ignore e vá cuidar de sua vida. E não fique se lamuriando querendo forçá-los a premiá-lo! Isso é mimado, covarde e digno de pena!

A repercussão do boicote foi tão grande que a ministra da cultura da frança, Fleur Pellerin, disse que; "A cultura tem que ser exemplar em termos de paridade e no respeito à diversidade e não é isso que foi visto. É surpreendente, mesmo que as mulheres estejam em minoria entre os quadrinhistas, que numa lista de 30 nomes não conseguiram achar uma mulher para homenagear. É uma situação anormal".

Por mais complacente que a ministra esteja dos injustiçados no festival (os ministros na frança não devem ter lá muita coisa para fazer...), a verdade é que não é ela quem decide pelo evento sobre quem ou em que quantidade deve-se receber homenagens e sim os responsáveis pelo Angoulême. Mulheres estão em minoria no mercado internacional de hq's porque não tem interesse nessa área o suficiente para fazer número como os homens fazem. É por isso que elas não devem ser "achadas" para ganhar. Só devem ganhar se fizerem por merecer, com talento e qualidade superior aos quadrinhos feitos por homens.

O site Collectif des créatrices de bande dessinée contre le sexisme (coletivo dos criadores de quadrinhos contra o sexismo) da forma mais infantil, uma arma usada com frequência por tipos como esses, fez um trocadilho com a sigla do evento. Festival Internacional de la Bande Dessinée (FIBD).Virou; Femmes Interdites de Bande Dessinée (ou: mulheres barradas dos quadrinhos).

Percebe o alarde cínico? Mulheres ao longo de décadas foram premiadas pelo festival, mas somente por não haver mulheres este ano temos essa revoada de gralhas abanando os braços, atacando e xingando um evento antigo e importante da Europa de sexista e preconceituoso. Pura canalhice!
Mesmo que o Angoulême seja tendencioso e opte por premiar artistas "engajados", algo que eu não tenho ideia. O mínimo que pode ser dito é que essa gente está cuspindo no prato que comeu, já que muitos deles se tornaram famosos sendo finalistas da mesma premiação.

A ilustradora Coco em entrevista à uma rádio exclamou:"Foi de propósito? Não podemos esquecer que também existem mulheres!"

Outra opinião torta. Outra ideia exagerada típica de mulheres cuja única orientação política vem através do feminismo demente. É tão fácil refutar baboseiras como essa que basta somente inverter os papéis e teremos a real clareza da falsidade por trás delas. Quer um exemplo? Temos um setor da indústria completamente dominado por mulheres como é o caso da moda.Você alguma vez já viu homens se exaltando a promovendo marchas exigindo por mais espaço nas grifes e desfiles pelo mundo afora? Não, e nem vai ver! Pois é claro que a maioria absoluta dos homens estão se lixando para o mercado da moda mundial.

Penélope Bagieu falou que a lista era "uma discriminação evidente", o que não passa de uma mentira nojenta e sem sustentação. Já que o festival sempre premiou mulheres em toda a sua história. E continuou: "uma total negação da representatividade". Não é realmente repulsivo quando esse pessoal inventa um termo estúpido e "convoca" a sociedade a aceitá-lo como se fosse algo natural?
A mesma Bagieu ainda afirmou que; "Nós pedimos apenas uma consideração da realidade de nossa existência e valor". Depois dessa fica difícil não correr para a pia do banheiro para vomitar...
Vejam só quem está falando de consideração, alguém que boicota, reprova e condena sem vergonha nenhuma! E se existisse alguém capaz de dar aulas de noção de realidade, com certeza não seria uma anta que milita em prol de ideologias escrotas como ela faz!

Outra desenhista, Marion Malle, citou mulheres que fizeram história nas hq's como: Alison Bechdel, Catel, Barbara Canepa, Debbie Dreschler, Julie Doucet, Chantal Montellier, Trina Robbins e Jeanne Puchol. Depois disso usou o exemplo de Zep (Titeuf) como artista que teve carreira curta, gerou apenas um grande sucesso e mesmo assim ganhou o Grand Prix de 2004 do Angoulême.

Todas essas mulheres, assim como as que se pronunciaram a favor do boicote, não tem e nunca vão ter o direito de escolher pelo evento quem deve ser premiado. Se boa parte dessas mulheres estivessem preocupadas em escrever e desenhar seus melhores trabalhos ao invés de mendigar vagas em premiações, estariam mais perto de receber reconhecimento verdadeiro. E não teriam coragem de partir para a baixaria de tentar reduzir o trabalho de outros artistas como Malle fez com Zep. É desse jeito que se conquista respeito? Rebaixando as obras de outras pessoas?

Franck Bondoux, diretor do evento, tentou reagir aos protestos comunicando que: "O festival não pode distorcer a realidade, mesmo concedendo o fato de que a lista realmente poderia ter incluído o nome de uma ou duas mulheres". Disse também que não iria incluir um sistema de cotas e questionar a obrigatoriedade da inclusão de mulheres no critério de seleção do prêmio, que deveria refletir os méritos da carreira dos artistas, sejam eles homens ou mulheres. Embora o diretor esteja certo em alguns pontos, de nada vai adiantar ser comedido com artistas cegos pela própria conveniência. É exatamente das "cotas e direitos" que essa cambada está atrás.

Apesar do bombardeio vindo dos artistas envolvidos, a organização lembrou que o Grand Prix é somente uma categoria do festival, que possui títulos para todos os demais quadrinhistas. Não que essa declaração vá surtir efeito, afinal de contas os próprios responsáveis já se preocuparam em garantir que as próximas edições do evento incluam mulheres, com medo de represálias vindas da turba de bebês chorões.

O que se pode concluir de todo esse espalhafato infantil?

Temos um evento de décadas de existência sendo apedrejado de todos os lados por artistas mesquinhos e arrogantes, mulheres hipócritas munidas de pura sanha vingativa contra algo que jugam
ser machista e não "representativo", entidades como o Sindicato Nacional de Editoras da França (um dos países mais insuportavelmente ranhentos e "ativistas" da Europa) metendo o nariz onde não deveria, profissionais dos quadrinhos de vários lugares do mundo como Brian Bendis defendendo essa marmelada patética por pura covardia e condescendência barata e a própria organização do festival dando pra trás quando acuada por vigaristas intelectuais.

A tendência é vermos tudo isso se agravar. Veja o que aconteceu na CCXP de 2015, lá estavam a turma dos caga regras de boina verde "militando" por suas causas medíocres. Virou regra em diversos eventos. A diversão deu lugar a panfletagem descarada e conceitos auto-piedosos que são forçadamente empurrados goela abaixo do público leitor. Cabe a nós frear essa onda de infiltração vitimista dentro do mercado de quadrinhos. Antes que não sobre mais nada além de neurose e culpa auto-infligida.